{"id":290,"date":"2017-09-06T17:16:59","date_gmt":"2017-09-06T20:16:59","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/?p=290"},"modified":"2017-09-07T17:36:25","modified_gmt":"2017-09-07T20:36:25","slug":"minas-do-futebol-filme-time-meninas-ganha-campeonato-masculino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/minas-do-futebol-filme-time-meninas-ganha-campeonato-masculino\/","title":{"rendered":"Time de meninas que venceu torneio masculino vira filme"},"content":{"rendered":"<p>Quando o assunto \u00e9 futebol feminino, encontrar um time pode n\u00e3o ser algo t\u00e3o simples. Pois bem, o encontre \u2014 e, hoje, h\u00e1 boas op\u00e7\u00f5es Brasil afora \u2014, o passo seguinte \u00e9 encontrar\u00a0campeonatos onde elas possam competir. Na falta de um torneio sub-13 em S\u00e3o Paulo, a cidade mais populosa do hemisf\u00e9rio sul, uma equipe de meninas participou e VENCEU uma competi\u00e7\u00e3o em que todos os outros times eram masculinos. E que contava com grandes clubes, como Corinthians e S\u00e3o Paulo. A hist\u00f3ria parece de cinema, n\u00e9? Pois virou! E foi intitulado <em>Minas do futebol &#8211; filme<\/em>.<\/p>\n<p>O document\u00e1rio acompanha o time feminino do A.D. Centro Ol\u00edmpico na participa\u00e7\u00e3o de duas competi\u00e7\u00f5es. Relembra a vit\u00f3ria do \u00fanico time de meninas no campeonato Moleque Travesso. E conta o desenrolar da participa\u00e7\u00e3o da equipe no primeiro Campeonato Paulista sub-17. Neste segundo caso, a competi\u00e7\u00e3o era feminina, mas o Centro Ol\u00edmpico era composto por jogadoras sub-15, com algumas at\u00e9 com apenas 13 anos <em>(ler entrevista com o diretor no fim do post)<\/em>.<\/p>\n<p><strong>A lateral esquerda<\/strong><\/p>\n<p>Ana Clara Consani, de 14 anos, virou lateral esquerda do Centro Ol\u00edmpico por meio de uma peneira, feita ap\u00f3s a repercuss\u00e3o da vit\u00f3ria no campeonato sobre os meninos, em 2016. Ela n\u00e3o estava no time quando o t\u00edtulo foi conquistado, mas diz que ouviu muitas hist\u00f3rias das colegas sobre o tal campeonato. &#8220;Elas falam que foi d\u00e1 hora&#8221;, diz, em conversa com o <strong>blog\u00a0<\/strong><strong>Elas no Ataque<\/strong>, por telefone.<\/p>\n<blockquote><p><strong>&#8220;As meninas contam que o mais dif\u00edcil era o bullying que sofriam por serem meninas e a surpresa dos pais e das m\u00e3es dos outros times, que chegaram a xing\u00e1-las. At\u00e9 as m\u00e3es eram preconceituosas, sendo que elas tamb\u00e9m s\u00e3o mulheres&#8221;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Ana Clara Consani, jogadora do Centro Ol\u00edmpico<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Quando crian\u00e7a, a m\u00e3e de Ana Clara tentou coloc\u00e1-la em aulas de nata\u00e7\u00e3o, bal\u00e9 e &#8220;essas coisas&#8221;, como ela pr\u00f3pria conta. &#8220;Mas eu sempre bati o p\u00e9 que queria jogar futebol&#8221;, lembra, aos risos. O gosto pelo esporte, ela pegou jogando bola na rua com os dois irm\u00e3os l\u00e1 pelos seis, sete anos. Os pais sempre a apoiaram. Tanto que o pai rodou a S\u00e3o Caetano atr\u00e1s de escolinhas para a filha jogar.<\/p>\n<p>O problema era a dificuldade em encontrar uma que aceitasse que ela jogasse com os meninos. Isso at\u00e9 encontrar o AD S\u00e3o Caetano, onde ela jogava com os meninos. Depois, ela soube da peneira do Centro Ol\u00edmpico, mas que fica na cidade de S\u00e3o Paulo, distante cerca de uma hora e meia, com tr\u00e2nsito, da casa de Ana Clara. Para ir treinar, ela pega trem, metr\u00f4 e \u00f4nibus, nesta ordem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>Avalia\u00e7\u00e3o de uma das atletas do filme<\/strong><\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-293 size-full\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/09\/MinasDoFutebol4.jpg\" alt=\"minas-do-futebol-filme\" width=\"750\" height=\"320\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/09\/MinasDoFutebol4.jpg 750w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/09\/MinasDoFutebol4-300x128.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/09\/MinasDoFutebol4-550x235.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/09\/MinasDoFutebol4-230x98.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p>Os atletas e t\u00e9cnicos do time do Centro Ol\u00edmpico recomendam, Ana Clara inclusive. &#8220;\u00c9 bem legal e divertido, mas \u00e9 meio estranho se ver em um filme. \u00c9 da hora e estranho ao mesmo tempo&#8221;, avalia.<\/p>\n<p><strong>O lan\u00e7amento do <em>Minas do futebol &#8211; filme<\/em> \u00e9 nesta quinta-feira (7\/9),<\/strong> com acesso liberado ao p\u00fablico em plataformas online como Facebook, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC4zlkfgf8T3Izl0f24KtV3g\/\">Youtube<\/a>, <a href=\"https:\/\/vimeo.com\/232812900\">Vimeo<\/a>\u00a0<em>(assista ao filme completo no fim do post)<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p><strong>&#8220;Eu me emocionei bastante. N\u00e3o sei se foi por ver o meu time num filme ou por essa visibilidade sobre uma hist\u00f3ria do futebol feminino&#8221;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Ana Clara Consani, jogadora do Centro Ol\u00edmpico<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>Veja o trailer do filme:<\/strong><\/h2>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"1440\" height=\"810\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KZ4spr7FrNY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h2><\/h2>\n<h1><strong>Entrevista com Yugo Hattori, diretor do \u00a0filme<\/strong><\/h1>\n<p>As not\u00edcias de que um time de meninas foi campe\u00e3o de\u00a0um campeonato &#8220;masculino&#8221; ficou na cabe\u00e7a do jovem produtor Yugo Hattori, de 27 anos. Pouco depois, o jogo de videogame de futebol Fifa lan\u00e7ou uma vers\u00e3o com times femininos. Ao mostrar esta op\u00e7\u00e3o ao sobrinho, surgiu a ideia do filme. \u201cFoi interessante como ele come\u00e7ou a admirar as jogadoras, basicamente porque p\u00f4de jogar com elas e conhec\u00ea-las melhor\u201d, conta Yugo, sobre o insight que originou o document\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8220;Confesso que me sinto um pouco mal de eu ser homem e estar dirigindo um filme sobre futebol feminino. Sinceramente eu acho um pouco problem\u00e1tico&#8221;, reflete. &#8220;A produ\u00e7\u00e3o audiovisual \u00e9 uma \u00e1rea muito problem\u00e1tica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s produ\u00e7\u00f5es femininas. Existe uma predomin\u00e2ncia muito grande de homens em todas as \u00e1reas do cinema&#8221;, complementa.<\/p>\n<p>O diretor diz que, para compensar de alguma forma a produ\u00e7\u00e3o do &#8220;<em>Minas do Futebol &#8211; filme<\/em>&#8221; ter sido dirigida por ele, um homem, Yugo est\u00e1 proporcionando um curso de fotografia e cinema para mulheres e jogadoras.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Antes da entrevista, Yugo fez quest\u00e3o de fazer uma ressalva:\u00a0<\/strong><em>&#8220;Eu fiz o filme e &#8216;ok&#8217;, mas a parte mais importante do filme s\u00e3o as meninas. Eu s\u00f3 fui a pessoa que registrei isso&#8221;<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Como surgiu a ideia do filme?<\/b><\/p>\n<p>A not\u00edcia delas saiu e eu li bastante coisa na \u00e9poca das Olimp\u00edadas, que foi quando elas ganharam o campeonato em que os outros times eram todos masculinos. Isso ficou na minha cabe\u00e7a. Pouco depois, lan\u00e7ou o jogo Fifa com equipes femininas. Eu mostrei para o meu sobrinho, porque queria apresentar a ele as jogadoras e mostrar essa realidade. Foi interessante como ele come\u00e7ou a admir\u00e1-las, basicamente, porque ele p\u00f4de jogar com elas e conhec\u00ea-las melhor. Achei curioso que o meu sobrinho n\u00e3o conhecia o futebol feminino, porque n\u00e3o tinha contato, n\u00e3o tinha acesso. Ent\u00e3o pensei, putz, seria muito legal fazer um filme com as meninas do Centro Ol\u00edmpico. A hist\u00f3ria delas tem uma quebra de paradigma, pois tem uma pegada de esperan\u00e7a e seria legal para servir como exemplo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Qual seu contato com futebol?<\/b><\/p>\n<p>Jogava um pouco, mas sinceramente sou muito ruim. Quando viajo a outro lugar, gosto de jogar futebol. \u00c9 um meio de socializar. Sempre achei curioso o sofrimento de jogar em alta altitude. Quando fiz uma viagem para a Bol\u00edvia, quis sentir na pele. Vi que os bolivianos corriam igual loucos (risos). Hoje, acompanho futebol, mas de um jeito meio esquisito. Minha fam\u00edlia \u00e9 corinthiana, eu sou tamb\u00e9m. S\u00f3 que n\u00e3o tor\u00e7o para um time espec\u00edfico, mas para qualquer time com caracter\u00edsticas que me agradam ou por causa de um jogador que gosto muito. O Danilo do Corinthians, por exemplo, tem um jeito meio \u2018mineiro\u2019 de jogar. Ele \u00e9 na dele, e o acho muito simp\u00e1tico. Na \u00e9poca do Ganso no Santos, eu torcia para o Santos. O mesmo acontece com o PSG, por causa da Formiga.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-294\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/09\/MinasDoFutebol3.jpg\" alt=\"minas-do-futebol-filme\" width=\"750\" height=\"320\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/09\/MinasDoFutebol3.jpg 750w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/09\/MinasDoFutebol3-300x128.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/09\/MinasDoFutebol3-550x235.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/09\/MinasDoFutebol3-230x98.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><b><br \/>\nComo surgiu a ideia do filme?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A not\u00edcia delas saiu e eu li bastante coisa na \u00e9poca das Olimp\u00edadas, que foi quando elas ganharam o campeonato em que os outros times eram todos masculino. Isso ficou na minha cabe\u00e7a. Pouco depois, lan\u00e7ou o jogo Fifa com equipes femininas. Eu mostrei para o meu sobrinho, porque queria apresentar a ele as jogadoras e mostrar essa realidade. Foi interessante como ele come\u00e7ou a admir\u00e1-las, basicamente, porque ele p\u00f4de jogar com elas e conhec\u00ea-las melhor. Achei curioso que o meu sobrinho n\u00e3o conhecia o futebol feminino, porque n\u00e3o tinha contato, n\u00e3o tinha acesso. Ent\u00e3o pensei, putz, seria muito legal fazer um filme com as meninas do Centro Ol\u00edmpico. A hist\u00f3ria delas tem uma quebra de paradigma, pois tem uma pegada de esperan\u00e7a e seria legal para servir como exemplo.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Qual seu contato com futebol?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Jogava um pouco, mas sinceramente sou muito ruim. Quando viajo a outro lugar, gosto de jogar futebol. \u00c9 um meio de socializar. Sempre achei curioso o sofrimento de jogar em alta altitude. Quando fiz uma viagem para a Bol\u00edvia, quis sentir na pele. Vi que os bolivianos corriam igual loucos (risos). Hoje, acompanho futebol, mas de um jeito meio esquisito. Minha fam\u00edlia \u00e9 corinthiana, eu sou tamb\u00e9m. S\u00f3 que n\u00e3o tor\u00e7o para um time espec\u00edfico, mas para qualquer time com caracter\u00edsticas que me agradam ou por causa de um jogador que gosto muito. O Danilo do Corinthians, por exemplo, tem um jeito meio \u2018mineiro\u2019 de jogar. Ele \u00e9 na dele, e o acho muito simp\u00e1tico. Na \u00e9poca do Ganso no Santos, eu torcia para o Santos. O mesmo acontece com o PSG, por causa da Formiga.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>E com o futebol feminino, desde quando \u00e9 um tema que voc\u00ea se interessa?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Meu primeiro contato com o futebol feminino foi por meio da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira e por causa da<\/span><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/marta-escreve-carta-para-si-mesma-voce-e-uma-garota-e-pode-jogar-futebol\/\"> <span style=\"font-weight: 400\">Marta<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. Inclusive, acho interessante a import\u00e2ncia dos exemplos. A Marta est\u00e1 na televis\u00e3o e tem uma visibilidade diferente. O que falta para o futebol feminino \u00e9 visibilidade. Claro que tamb\u00e9m \u00e9 preciso vencer alguns<\/span><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/como-e-gostar-de-futebol-sendo-menina-no-brasil\/\"> <span style=\"font-weight: 400\">preconceitos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. Mas, para mim, o videogame exerce uma fun\u00e7\u00e3o importante nesse r\u00f4le. Meu sobrinho mesmo adora algumas jogadoras do Brasil, mas tamb\u00e9m gosta de jogadoras da Holanda, da Alemanha, porque costumamos contrat\u00e1-las nos jogos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Esse interesse se estende a outros esportes?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Outros esportes, confesso que s\u00f3 em Olimp\u00edadas mesmo.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Como o time e as jogadoras ouviram a proposta da produ\u00e7\u00e3o do filme?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O primeiro contato foi ainda na fase de pesquisa, quando liguei avisando que queria fazer o filme. Mas o tema ainda era mais geral, sobre futebol feminino. Depois, com as conversas, fiz o recorte para contar a hist\u00f3ria das meninas do Centro Ol\u00edmpico. Eles foram muito abertos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do filme. Acharam a proposta \u00f3tima. Logo depois, houve uma peneira da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira em S\u00e3o Paulo e tamb\u00e9m foram muito abertos. Eu n\u00e3o me sentia um intruso. Porque parece que foi uma coisa do tipo: \u2018estou aqui filmando o seu treino, me ignorem\u2019. Depois, eu mostrava um trecho da produ\u00e7\u00e3o a elas e as coisas foram fluindo. Posso estar falando besteira, mas acho que criei uma rela\u00e7\u00e3o de amizade com elas. E elas \u2018sustentaram na pira\u2019. Eu chegava com uma ideia de filmagem meio bizarra, e elas topavam.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Como foi o processo de produ\u00e7\u00e3o do filme? Durou quanto tempo?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Seis meses. Foram alguns treinos e alguns jogos. Na \u00e9poca que comecei, elas estavam come\u00e7ando a disputar o Campeonato Paulista sub-17 e o legal foi que deu para acompanhar o campeonato todo. Elas participaram como S\u00e3o Paulo, mas era elenco do time do Centro Ol\u00edmpico sub-15.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>O filme n\u00e3o foi inscrito em festivais ou vendido para televis\u00e3o. Por que disponibiliz\u00e1-lo apenas na internet?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sou formado em cinema e vejo muitos filmes que acabam arquivados depois que passam por festivais ou, mesmo quando v\u00e3o para a internet, n\u00e3o s\u00e3o muito vistos. Para um projeto como esse, sinto um pouco de urg\u00eancia. Elas s\u00e3o jogadoras sub-15. Em festivais e televis\u00e3o, \u00e9 comum pedirem exclusividade por um ou dois anos e, quando o filme fosse ao p\u00fablico, as meninas j\u00e1 estariam com 17 anos e estariam em outro momento. Na internet, poderia ser mais r\u00e1pido.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Qual foi o momento mais marcante para voc\u00ea na produ\u00e7\u00e3o do filme?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">N\u00e3o consigo visualizar momentos espec\u00edficos. O contato com t\u00e9cnicos, com as jogadoras \u00e9 a parte que mais me interessa, isso de conhec\u00ea-los e ter essa proximidade. Mas, para essa pergunta, poderia dizer que o melhor momento ser\u00e1, se de alguma forma, o filme ajudar essas meninas e outras a persistir nesse<\/span><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/ser-jogador-de-futebol-e-sonho-de-menina\/\"> <span style=\"font-weight: 400\">sonho<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. Ou mesmo se ajudar na discuss\u00e3o dessa quest\u00e3o de aumentar a visibilidade do futebol feminino ou na profissionaliza\u00e7\u00e3o da modalidade.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>Assista ao filme completo:<\/strong><\/h2>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"1440\" height=\"810\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=PLw0EZz_oUd-iZNEzCEx9jwj8WSW1LhW4_\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o assunto \u00e9 futebol feminino, encontrar um time pode n\u00e3o ser algo t\u00e3o simples. Pois bem, o encontre \u2014 e, hoje, h\u00e1 boas op\u00e7\u00f5es Brasil afora \u2014, o passo seguinte \u00e9 encontrar\u00a0campeonatos onde elas possam competir. 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