{"id":3009,"date":"2019-05-14T16:29:04","date_gmt":"2019-05-14T19:29:04","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/?p=3009"},"modified":"2019-05-16T10:07:32","modified_gmt":"2019-05-16T13:07:32","slug":"premiacao-igual-homens-mulheres-surfe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/premiacao-igual-homens-mulheres-surfe\/","title":{"rendered":"Heptacampe\u00e3 de surfe teria ganhado o dobro se premia\u00e7\u00e3o fosse igual \u00e0 masculina"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>O brasileiro \u00cdtalo Ferreira defende o t\u00edtulo da terceira etapa da Liga Mundial de Surfe, que come\u00e7ou nesta semana, em Bali, na Indon\u00e9sia. O potiguar abriu a temporada com vit\u00f3ria em Gold Coast. Mas foi Caroline Marks quem roubou a cena na abertura do circuito: aos 17 anos, ela venceu o torneio australiano. Com a fa\u00e7anha \u2014 e a igualdade na premia\u00e7\u00e3o entre homens e mulheres estabelecida a partir deste ano \u2014, a jovem ganhou em uma \u00fanica etapa mais do que a maior campe\u00e3 do surfe feminino embolsou em cada uma das temporadas em que foi hegem\u00f4nica no circuito mundial, de 2007 a 2010.<\/p>\n<p>Aos 31 anos, a heptacampe\u00e3 mundial Stephanie Gilmore acumulou no total cerca de US$ 1,5 milh\u00e3o em premia\u00e7\u00e3o desde que integra a competi\u00e7\u00e3o profissional, h\u00e1 12 anos. Levantamento feito pelo Correio Braziliense mostra que, caso a premia\u00e7\u00e3o entre as disputas femininas e masculinas fossem igualit\u00e1rias desde o come\u00e7o da carreira de Gilmore, a surfista australiana teria recebido quase o dobro com a performance que desempenhou \u2014 aproximadamente US$ 2,9 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>A atual campe\u00e3 mundial venceu o primeiro campeonato de surfe com a mesma idade que tem a norte-americana Caroline Marks. Nos quatro t\u00edtulos seguidos que Gilmore conquistou no in\u00edcio da carreira, o ano em que ela mais engordou a conta banc\u00e1ria foi em 2010, quando somou US$ 91 mil em premia\u00e7\u00f5es. Hoje, apenas a vit\u00f3ria de uma etapa rendeu \u00e0 jovem Caroline Marks pr\u00eamio de US$ 100 mil, valor que o campe\u00e3o de cada etapa do torneio masculino embolsa desde 2014. Nos \u00faltimos cinco anos, o pr\u00eamio para a campe\u00e3 da etapa feminina era de 60 a 65 mil d\u00f3lares.<\/p>\n<\/div>\n<figure id=\"attachment_3022\" aria-describedby=\"caption-attachment-3022\" style=\"width: 1588px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3022\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/05\/40661C42-8AA0-45F4-B243-11876B55A3AE.jpeg\" alt=\"\" width=\"1588\" height=\"1735\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/05\/40661C42-8AA0-45F4-B243-11876B55A3AE.jpeg 1588w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/05\/40661C42-8AA0-45F4-B243-11876B55A3AE-275x300.jpeg 275w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/05\/40661C42-8AA0-45F4-B243-11876B55A3AE-768x839.jpeg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/05\/40661C42-8AA0-45F4-B243-11876B55A3AE-937x1024.jpeg 937w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/05\/40661C42-8AA0-45F4-B243-11876B55A3AE-1440x1573.jpeg 1440w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/05\/40661C42-8AA0-45F4-B243-11876B55A3AE-550x601.jpeg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/05\/40661C42-8AA0-45F4-B243-11876B55A3AE-230x251.jpeg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 1588px) 100vw, 1588px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3022\" class=\"wp-caption-text\">Gr\u00e1fico desigualdade da premia\u00e7\u00e3o entre homens e mulheres no surfe at\u00e9 2019<\/figcaption><\/figure>\n<div>\n<p>\u201cQuando disputei o torneio pela primeira vez, as mulheres recebiam menos da metade da premia\u00e7\u00e3o masculina\u201d, disse Stephanie Gilmore. O hist\u00f3rico da desigualdade \u00e9 mesmo grande na modalidade. Em 2008, enquanto a campe\u00e3 de uma etapa feminina ganhava US$ 12 mil, o vencedor no masculino recebia US$ 30 mil.<\/p>\n<p>Em 2009, a premia\u00e7\u00e3o ao campe\u00e3o de um evento se manteve US$ 12 mil entre as mulheres e saltou para US$ 40 mil entre os homens. Em 2010, os valores foram para 15 a 20 mil d\u00f3lares (feminino) e de 50 a 75 mil d\u00f3lares (masculino). No ano seguinte, apenas os homens ganharam \u201caumento\u201d na premia\u00e7\u00e3o, passando a remunerar o campe\u00e3o da etapa com US$ 75 mil.<\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<h3 class=\"news_heading\"><strong><span class=\"h1\">Quando as diferen\u00e7as\u00a0<\/span><\/strong>diminu\u00edram<\/h3>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<figure id=\"attachment_3015\" aria-describedby=\"caption-attachment-3015\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3015\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/05\/Stephanie-Gilmore-SUB.jpg\" alt=\"Atual campe\u00e3 mundial, Stephanie Gilmore conquistou o s\u00e9timo t\u00edtulo em 2018\" width=\"750\" height=\"445\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/05\/Stephanie-Gilmore-SUB.jpg 750w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/05\/Stephanie-Gilmore-SUB-300x178.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/05\/Stephanie-Gilmore-SUB-550x326.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2019\/05\/Stephanie-Gilmore-SUB-230x136.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3015\" class=\"wp-caption-text\">Stephanie Gilmore teria ganhado US$ 1,5 milh\u00e3o a mais se premia\u00e7\u00e3o fosse igual \u00e0 masculina desde 2007<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cH\u00e1 menos mulheres competindo, n\u00e3o surfamos tantos eventos como eles, n\u00e3o surfamos nas mesmas condi\u00e7\u00f5es. Sempre parecia ser uma maneira de contornar isso\u201d, contou Stephanie Gilmore, sobre as justificativas que ouvia. No quinto t\u00edtulo mundial dela, em 2012, a australiana venceu tr\u00eas das sete etapas e somou US$ 72 mil em premia\u00e7\u00e3o. A quantia n\u00e3o alcan\u00e7ou o recebido pelo campe\u00e3o de uma etapa no masculino daquele ano: US$ 75 mil. Se as premia\u00e7\u00f5es fossem iguais, ela teria ganhado US$ 293,5 mil.<\/p>\n<p>Em 2014, a competi\u00e7\u00e3o ganhou novos organizadores e passou a se chamar Liga Mundial de Surfe (WSL, da sigla em ingl\u00eas). A reestrutura\u00e7\u00e3o do surfe ampliou o circuito feminino de oito para 10 etapas e incluiu pontos de ondas mais famosos na disputa das mulheres, como J-Bay, Fiji, Keramas, Trestles e Maui. A premia\u00e7\u00e3o acompanhou o desenvolvimento: saltou de US$ 15 mil para US$ 60 mil para a campe\u00e3 da etapa. \u201cAs surfistas n\u00e3o s\u00e3o mais obrigadas a competir em locais ou em hor\u00e1rios do dia menos desej\u00e1veis, enquanto os homens t\u00eam as melhores ondas\u201d, comentou Gilmore.<\/p>\n<p>O campeonato masculino tamb\u00e9m cresceu em 2014: ganhou mais uma etapa, indo a 11, e a premia\u00e7\u00e3o para o campe\u00e3o aumentou de\u00a0US$ 75 mil para US$ 100 mil por evento. Dois anos depois, foi a vez de a liga incorporar as mulheres na disputa de ondas gigantes, que tem a brasileira Maya Gabeira como protagonista . O surfe parece ter despertado para uma necessidade percebida tamb\u00e9m por outros esportes, seja por pol\u00eamicas ou feitos positivos. No t\u00eanis, o torneio de Roland Garros igualou as premia\u00e7\u00f5es entre os dois g\u00eaneros, assim como a Liga das Na\u00e7\u00f5es fez no v\u00f4lei.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O brasileiro \u00cdtalo Ferreira defende o t\u00edtulo da terceira etapa da Liga Mundial de Surfe, que come\u00e7ou nesta semana, em Bali, na Indon\u00e9sia. O potiguar abriu a temporada com vit\u00f3ria em Gold Coast. Mas foi Caroline Marks quem roubou a cena na abertura do circuito: aos 17 anos, ela venceu o torneio australiano. 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