{"id":3991,"date":"2019-07-06T21:27:46","date_gmt":"2019-07-07T00:27:46","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/?p=3991"},"modified":"2019-07-11T17:15:28","modified_gmt":"2019-07-11T20:15:28","slug":"final-copa-feminina-2019-eua-holanda-tecinas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/final-copa-feminina-2019-eua-holanda-tecinas\/","title":{"rendered":"Representatividade: duas t\u00e9cnicas na final da Copa; fique por dentro de EUA x Holanda"},"content":{"rendered":"<p><strong>Lyon (Fran\u00e7a) \u2014<\/strong> A Copa do Mundo de futebol feminino se concretiza como um marco na hist\u00f3ria da modalidade. Os nove est\u00e1dios que receberam o torneio na Fran\u00e7a foram palco de jogos que contrariam o clich\u00ea de que a modalidade n\u00e3o \u00e9 atrativa. Mas a competi\u00e7\u00e3o extrapolou o aspecto esportivo. Atletas e sele\u00e7\u00f5es ganharam voz e usaram os holofotes, que nem sempre s\u00e3o direcionados a elas, para reivindicar por igualdade. O desfecho deste Mundial n\u00e3o poderia ser mais representativo. Estados Unidos e Holanda, ambos comandados por t\u00e9cnicas mulheres, se enfrentam em uma final in\u00e9dita, hoje, \u00e0s 16h de Bras\u00edlia, no Parc Olympique de Lyonnais, em Lyon.<\/p>\n<p>Aos 52 anos, no comando das tricampe\u00e3s, Jill Ellis est\u00e1 a um jogo de cravar o nome na hist\u00f3ria da competi\u00e7\u00e3o como a \u00fanica treinadora, entre homens e mulheres, a ser bicampe\u00e3 da Copa do Mundo feminina. T\u00e9cnica dos Estados Unidos desde 2014, Jill j\u00e1 liderava o elenco norte-americano que levantou a ta\u00e7a no Mundial de 2015, no Canad\u00e1. Eleita a melhora treinadora do mundo da modalidade no mesmo ano, a inglesa de nascimento enfrentar\u00e1 uma colega de profiss\u00e3o que tamb\u00e9m j\u00e1 foi considerada a melhor em 2017.<\/p>\n<p>Sarina Wiegman come\u00e7ou na sele\u00e7\u00e3o da Holanda no per\u00edodo em que Jill Ellis assumiu a equipe norte-americana, em 2014. Sarina, no entanto, iniciou como assistente t\u00e9cnica. E dividia a tarefa com a coordenadoria da categoria de base sub-19 do pa\u00eds. Em 2015, quando Roger Reijners saiu do cargo, Sarina assumiu como interina por dois meses, at\u00e9 a contrata\u00e7\u00e3o de Arjan Van der Laan. Novamente como assistente, ela recebeu a licen\u00e7a de treinadora da Uefa em julho de 2016. Seis meses depois, Van der Laan foi demitido e Sarina assumiu como interina at\u00e9 ser efetivada na equipe principal.<\/p>\n<p>No comando da Holanda, Sarina fez hist\u00f3ria. O primeiro grande marco para o crescimento da modalidade no pa\u00eds foi quando venceu a Eurocopa de 2017. Agora, levou a sele\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira disputa de final da Copa do Mundo feminina, j\u00e1 na segunda participa\u00e7\u00e3o da equipe em um Mundial \u2014 a estreia holandesa foi na \u00faltima Copa, em 2015, quando chegou \u00e0s oitavas de final.<\/p>\n<h2><strong>Eram 9 mulheres entre 24 sele\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h2>\n<p>A competi\u00e7\u00e3o come\u00e7ou com apenas nove treinadoras mulheres entre as 24 sele\u00e7\u00f5es na disputa da oitava edi\u00e7\u00e3o da Copa do Mundo da Fran\u00e7a. \u00c0 medida que a competi\u00e7\u00e3o se afunilou, a rela\u00e7\u00e3o se inverteu. Nas quartas de final, elas viraram maioria. Das oito equipes na disputa, cinco eram comandadas por mulheres e tr\u00eas por homens.<\/p>\n<p>Jill Ellis, dos Estados Unidos; Corinne Diacre, da Fran\u00e7a; Martina Voss-Tecklenburg, da Alemanha; Sarina Wiegman, da Holanda; e Milena Bertolini, da It\u00e1lia, tamb\u00e9m passaram da primeira fase como primeiras colocadas dos respectivos grupos.<\/p>\n<h2><b>Outras decis\u00f5es entre treinadoras<\/b><b><\/b><\/h2>\n<p>Esta \u00e9 apenas a segunda Copa do Mundo em que a decis\u00e3o conta com duas mulheres no comando das sele\u00e7\u00f5es. A primeira foi em 2003, quando a Alemanha da t\u00e9cnica Tina Theune venceu Marika Domansky Lifora, da treinadora Su\u00e9cia, na disputa pelo t\u00edtulo do Mundial sediado nos Estados Unidos. As mesmas sele\u00e7\u00f5es voltaram a protagonizar um duelo entre treinadoras na final do futebol feminino nos Jogos Ol\u00edmpicos do Rio-2016. Novamente as alem\u00e3s levaram a melhor, desta vez sob o comando de Silvia Neid, que ganharam o ouro sobre as suecas, da t\u00e9cnica Pia Sundhage.<\/p>\n<h3><strong>As armas da Holanda para surpreender<br \/>\n<\/strong><\/h3>\n<p>Na Fran\u00e7a, o elenco comandado por Sarina chega \u00e0 decis\u00e3o com 100% de aproveitamento. Venceu Canad\u00e1, Camar\u00f5es e Nova Zel\u00e2ndia no Grupo E, terminando em primeiro lugar, com seis gols marcados e dois sofridos. Na fase mata-mata, a Holanda passou pelo Jap\u00e3o, campe\u00e3o mundial de 2011, por 2 x 1, nas oitavas. Eliminou a It\u00e1lia nas quartas por 2 x 0. E teve o maior desafio diante da Su\u00e9cia nas semifinais, quando s\u00f3 conquistou a classifica\u00e7\u00e3o na prorroga\u00e7\u00e3o, por 1 x 0.<\/p>\n<p>A atacante Vivianne Miedema, de apenas 22 anos, \u00e9 a principal refer\u00eancia holandesa no ataque. A jogadora do Arsenal marcou tr\u00eas gols em seis jogos na Copa. Ela tem como companheira ofensiva Lieke Martens, eleita a melhor do mundo em 2017. A atacante do Barcelona marcou dois gols na competi\u00e7\u00e3o, mas pode desfalcar o time porque quebrou o dedo do p\u00e9 no \u00faltimo jogo.<\/p>\n<h2><strong>EUA avassaladores nos 10 primeiros minutos<\/strong><\/h2>\n<p>Os Estados Unidos ficaram marcados pelo ritmo sufocante que imprimem logo no in\u00edcio dos duelos. Abriu o placar em todos com menos de 12 minutos de jogo em todos os seis confrontos que disputou na Copa at\u00e9 o memento. O poder ofensivo americano pode ser dimensionado pelos 24 gols que marcaram at\u00e9 as semifinais. Quase metade deles de autoria das estrelas Alex Morgan (com seis) e Megan Rapinoe (com cinco).<\/p>\n<p>As duas atacantes atacam dentro e fora de campo, com direito a declara\u00e7\u00f5es fortes por igualdade e comemora\u00e7\u00f5es debochadas, como a de Alex tomando ch\u00e1 na vit\u00f3ria sobre a Inglaterra. Ap\u00f3s desfalcar os EUA na semifinal por causa de uma les\u00e3o muscular na coxa, Rapinoe deve voltar ao time para a final contra a Holanda. Na v\u00e9spera do duelo, a jogadora fez duras cr\u00edticas \u00e0s duas outras finais do futebol masculino (Copa Am\u00e9ria e Copa Ouro) no mesmo dia da decis\u00e3o da Copa feminina.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do ataque fulminante,\u00a0as favoritas ao t\u00edtulo contam com uma defesa pouco vazada. Os EUA sofreram apenas tr\u00eas gols em toda a competi\u00e7\u00e3o at\u00e9 o momento, todos eles na fase mata-mata.<\/p>\n<p><strong>Por Ma\u00edra Nunes \u2014 Enviada especial<\/strong><\/p>\n<p><strong>Patroc\u00ednio:\u00a0<\/strong>Col\u00e9gio Moraes R\u00eago<strong><br \/>\nApoio:\u00a0<\/strong>Casa de Viagens e Bancorbr\u00e1s \u2013 Ag\u00eancia de Viagens<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lyon (Fran\u00e7a) \u2014 A Copa do Mundo de futebol feminino se concretiza como um marco na hist\u00f3ria da modalidade. 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