{"id":50,"date":"2017-08-04T11:04:58","date_gmt":"2017-08-04T14:04:58","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/?p=50"},"modified":"2018-03-12T16:14:57","modified_gmt":"2018-03-12T19:14:57","slug":"arbitras-tem-menos-espaco-mas-exigencia-fisica-e-igual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/arbitras-tem-menos-espaco-mas-exigencia-fisica-e-igual\/","title":{"rendered":"\u00c1rbitras t\u00eam menos espa\u00e7o, mas exig\u00eancia f\u00edsica igual"},"content":{"rendered":"<p>Embora as mulheres tenham ganhado mais espa\u00e7o ao longo do tempo, elas t\u00eam presen\u00e7a t\u00edmida na arbitragem. Dos 215 \u00e1rbitros presentes no quadro da CBF, apenas 15 s\u00e3o do sexo feminino, o que corresponde a 7%. E, apesar de o espa\u00e7o para a mulher dentro do futebol ser menor e diferente do ocupado pelo homem, a exig\u00eancia f\u00edsica \u00e9 igual. As \u00e1rbitras t\u00eam de conquistar o mesmo \u00edndice deles nos testes f\u00edsicos para apitar em campeonatos masculinos, mas acabam n\u00e3o atuando com a mesma frequ\u00eancia.<\/p>\n<p>A ex-\u00e1rbitra Simone Silva relembra os \u00e1rduos testes para conseguir a chance de apitar um campeonato masculino. \u201cTem de ter tempo pra treinar e tamb\u00e9m para descansar porque \u00e9 muito pesado.\u201d Para ela, o investimento nem sempre tinha um retorno positivo como os que \u00e1rbitros masculinos recebiam. \u201cEra dif\u00edcil fazer sacrif\u00edcios, conseguir completar o teste f\u00edsico, estar pronta e, ainda assim, n\u00e3o ter o mesmo aproveitamento que os homens\u201d, critica.<\/p>\n<p>\u00danica \u00e1rbitra do Rio no quadro da CBF, Rejane Caetano, 30 anos, concorda com a exig\u00eancia, mas reconhece que \u00e9 a parte mais dif\u00edcil. \u201cA parte f\u00edsica \u00e9 a que mais exige de n\u00f3s\u201d, avalia. A professora de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica conta que consegue dividir um pouco do tempo para treinar e atingir o \u00edndice para apitar em torneios masculinos. Em 2017, ela tamb\u00e9m estreou na S\u00e9rie A do Campeonato Carioca.<\/p>\n<p>Rejane fez o curso para a fun\u00e7\u00e3o em 2011. Em 2016, apitou 22 partidas e, neste ano, entrou no quadro da Fifa. \u201cQuando entramos na arbitragem, fazemos um cronograma de metas. Fico feliz, pois as coisas aconteceram r\u00e1pido comigo\u201d, analisa. No curso de forma\u00e7\u00e3o de \u00e1rbitros de 2016 da EAFERJ, entre os 35 alunos, apenas quatro eram mulheres. Neste ano, o n\u00famero caiu para somente duas.<\/p>\n<p>O n\u00famero de assistentes \u00e9 um pouco maior: 58 mulheres em um total de 311 no quadro da CBF, o equivalente a 18,6%. \u201cA procura das meninas quando entram no curso \u00e9 somente a assist\u00eancia. S\u00e3o raras as exce\u00e7\u00f5es que querem ser \u00e1rbitras centrais. E isso acontece porque elas n\u00e3o s\u00e3o vistas\u201d, afirma a ex-\u00e1rbitra Simone, que hoje atua como instrutora da Escola de Arbitragem da Federa\u00e7\u00e3o de Futebol do Rio de Janeiro (EAFERJ).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-52\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/08\/grafico_arbitras_CBF.jpg\" alt=\"grafico_arbitras_CBF\" width=\"795\" height=\"1535\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/08\/grafico_arbitras_CBF.jpg 795w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/08\/grafico_arbitras_CBF-155x300.jpg 155w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/08\/grafico_arbitras_CBF-768x1483.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/08\/grafico_arbitras_CBF-530x1024.jpg 530w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/08\/grafico_arbitras_CBF-550x1062.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/08\/grafico_arbitras_CBF-230x444.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 795px) 100vw, 795px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A jogadora de futebol Dany Helena, que atuou pelo Iranduba da Amaz\u00f4nia no Brasileiro feminino, ressalta a representatividade das \u00e1rbitras mulheres nos torneios femininos internacionais. \u201cDisputei a Copa Libertadores no ano passado e s\u00f3 mulheres apitaram as partidas que joguei. Que elas possam ter mais espa\u00e7o no Brasil tamb\u00e9m\u201d, almeja. A t\u00e9cnica Gleide Costa, que comandar\u00e1 o Botafogo PB na S\u00e9rie A2 do Brasileiro feminino, v\u00ea uma crescente da participa\u00e7\u00e3o feminina no futebol embora n\u00e3o seja a desejada. \u201cVem crescendo a passos muito pequenos, porque o crit\u00e9rio tinha de ser compet\u00eancia e n\u00e3o g\u00eanero. Na pr\u00e1tica, ser mulher \u00e9 um empecilho\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>Pioneira quando futebol era proibido por lei \u00e0s mulheres<\/strong><\/h2>\n<figure id=\"attachment_51\" aria-describedby=\"caption-attachment-51\" style=\"width: 375px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-51 size-full\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/08\/Lea_Campos.jpg\" alt=\"Lea_Campos\" width=\"375\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/08\/Lea_Campos.jpg 375w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/08\/Lea_Campos-225x300.jpg 225w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/wp-content\/uploads\/sites\/36\/2017\/08\/Lea_Campos-230x307.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 375px) 100vw, 375px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-51\" class=\"wp-caption-text\">L\u00e9a Campos: primeira \u00e1rbitra do mundo<\/figcaption><\/figure>\n<p>Asal\u00e9a de Campos Micheli nasceu em 1945, \u00e9poca em que as mulheres eram proibidas por lei de praticarem esportes \u201cincompat\u00edveis com as condi\u00e7\u00f5es de sua natureza\u201d. Sem a inten\u00e7\u00e3o de jogar, a mineira se formou \u00e1rbitra em 1967. Encontrou uma brecha no decreto-lei n\u00ba 3.199, de 1941, que dizia n\u00e3o ser \u201cpermitida a pr\u00e1tica feminina de lutas de qualquer natureza, futebol, futebol de sal\u00e3o, futebol de praia, polo, halterofilismo e baseball\u201d.<\/p>\n<p>L\u00e9a Campos, como \u00e9 chamada, foi a primeira \u00e1rbitra de futebol no mundo de que se tem conhecimento. \u201cEu me sinto feliz quando uma mulher \u00e9 escalada, seja como auxiliar, seja como \u00e1rbitra central. Elas passaram pela porta que abri e fico muito orgulhosa por isso\u201d, disse L\u00e9a Campos, os 72 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Por Maria Eduarda Cardim e Ma\u00edra Nunes<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora as mulheres tenham ganhado mais espa\u00e7o ao longo do tempo, elas t\u00eam presen\u00e7a t\u00edmida na arbitragem. 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