{"id":5658,"date":"2020-12-31T11:34:42","date_gmt":"2020-12-31T14:34:42","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/?p=5658"},"modified":"2020-12-31T11:43:33","modified_gmt":"2020-12-31T14:43:33","slug":"luisa-stefani-tenis-brasil-olimpiada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/luisa-stefani-tenis-brasil-olimpiada\/","title":{"rendered":"Entrevista: Luisa Stefani\u00a0projeta top-10 nas duplas, vaga em T\u00f3quio e conta que j\u00e1 foi reprovada em sele\u00e7\u00e3o para boleira no Miami Open"},"content":{"rendered":"<p>Havia tr\u00eas d\u00e9cadas que uma brasileira n\u00e3o alcan\u00e7ava o top-40 do ranking mundial de t\u00eanis. Aos 23 anos, a paulistana Luisa Stefani foi uma das principais tenistas de duplas de 2020, terminando na 32\u00aa posi\u00e7\u00e3o do WTA, entidade que rege o t\u00eanis feminino. Ap\u00f3s dividir-se entre o t\u00eanis universit\u00e1rio dos Estados Unidos enquanto dava os primeiros passos no circuito profissional entre 2015 e 2018, ela disputou o primeiro ano integralmente como profissional apenas no ano passado. Nesse curto per\u00edodo, j\u00e1 tornou-se uma especialista em duplas, somando 15 t\u00edtulos de duplas pela ITF, dois WTA Challengers 125 e dois t\u00edtulos WTA.<\/p>\n<p>Foi apenas no ano passado que Lu\u00edsa Stefani experimentou jogar ao lado da americana Hayley Carter. O entrosamento foi quase imediato e os resultados surgiram rapidamente. A dupla conquistou dois t\u00edtulos de n\u00edvel WTA \u2014 Tashkent, em 2019, e Lexington, em agosto deste ano\u00a0\u2014 e passou a jogar junta. Antes disso, a brasileira ainda n\u00e3o havia firmado uma parceria fixa na carreira. No fim desta temporada, a americana sofreu uma les\u00e3o no Roland Garros e decidiu encerrar a temporada mais cedo para se recuperar. A brasileira, ent\u00e3o, disputou o \u00faltimo torneio ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, fechando o ano com a melhor marca da carreira no ranking internacional e com expectativas altas para 2021.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em entrevista ao <strong>Elas no Ataque<\/strong>, ap\u00f3s passagem por Bras\u00edlia para disputar o circuito profissional nacional, Stefani falou como a mudan\u00e7a com os pais para os Estados Unidos ainda adolescente marcou a carreira dela, lembrou da cl\u00ednica que fez com Maria Esther Bueno, \u00edcone do t\u00eanis brasileiro, quando tinha 12 anos\u00a0\u2014 e da honra que sente ao ouvir que o jogo dela lembra o da \u00eddola. Lu\u00edsa tamb\u00e9m n\u00e3o escondeu o sonho de disputar as Olimp\u00edadas de T\u00f3quio, em 2021. Para se classificar, por\u00e9m, precisa estar entre as 10 primeiras do ranking mundial. Outra possibilidade seria ter uma parceira compatriota bem qualificada o suficiente para ser habilitada pela soma de ranking das duas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Voc\u00ea quebrou um jejum de 38 anos em que uma brasileira n\u00e3o chegava \u00e0s quartas de final de um Grand Slam, no US Open. Como \u00e9 ser uma tenista brasileira conquistando espa\u00e7o no cen\u00e1rio mundial?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00c9 um sentimento muito especial poder estar trazendo visibilidade ao t\u00eanis feminino e poder trazer o meu nome para o radar, ainda mais no cen\u00e1rio das duplas. \u00c9 um momento que tenho que tirar proveito e espero que anime mais jogadoras, para que uma puxe a outra para podermos elevar o nosso n\u00edvel e o nome do <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/esportes\/2020\/11\/4887024-fraternidade-pelas-raquetes.html\">t\u00eanis feminino brasileiro<\/a> mundo afora. S\u00e3o algumas das coisas mais positivas que essa temporada trouxe para mim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Voc\u00ea disputou sua primeira final de n\u00edvel Premier em Ostrava, subindo para a 32\u00aa\u00a0 posi\u00e7\u00e3o do ranking de duplas. Como avalia essa temporada?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00c9 o melhor ano da minha carreira, com resultados excelentes. Os meus objetivos do ano foram alcan\u00e7ados. Eu queria jogar todos os torneios de Grand Slam\u2026 Com a pandemia, o de Wimbledon n\u00e3o foi poss\u00edvel e os outros foram com algumas adapta\u00e7\u00f5es, mas, ao mesmo tempo, foi um ano de muito aprendizado, que consegui jogar em alto n\u00edvel, competir de igual para igual, ganhar bons jogos e chegar longe nos torneios. Isso demonstra a melhora, de pouco a pouco, na minha carreira. Mostra que estou subindo consistentemente para chegar onde eu quero: nos grandes torneios, Grand Slam e adquirir o meu espa\u00e7o como brasileira, que a gente sabe que o t\u00eanis feminino no pa\u00eds precisa crescer ainda mais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Como observa as conquistas do t\u00eanis feminino por maior igualdade de condi\u00e7\u00f5es, como premia\u00e7\u00f5es e visibilidade, e como voc\u00ea se v\u00ea inserida nele?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">O t\u00eanis masculino no Brasil j\u00e1 vem com uma cultura maior, ainda mais nas duplas. Sempre tivemos grandes nomes nas duplas e no t\u00eanis feminino j\u00e1 fazia um bom tempo que n\u00e3o tinha uma brasileira t\u00e3o bem ranqueada. Isso \u00e9 s\u00f3 o come\u00e7o, muito mais do que uma boa posi\u00e7\u00e3o no ranking mundial, \u00e9 mostrar que \u00e9 poss\u00edvel, o que traz visibilidade. Aparecer na televis\u00e3o durante um Grand Slam foi um grande passo. Porque a gente sente falta da visibilidade, n\u00e3o s\u00f3 no t\u00eanis feminino, mas no t\u00eanis em geral no Brasil. <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/filme-a-guerra-dos-sexos-estreia\/\">Me sinto feliz por estar fazendo parte dessa mudan\u00e7a<\/a>. Espero que daqui para frente s\u00f3 melhore mais.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Voc\u00ea se mudou com a sua fam\u00edlia para os Estados Unidos bem nova. Como a mudan\u00e7a impactou o seu jogo e a sua vida pessoal?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">A mudan\u00e7a foi um grande divisor de \u00e1guas na minha carreira como pessoa e atleta. Eu mudei com a minha fam\u00edlia para os Estados Unidos com 14 anos, em 2011. L\u00e1, o estilo do t\u00eanis \u00e9 totalmente diferente, a cultura e a quantidade de meninas que eu tinha para treinar e competir era muito maior, uma das coisas que mais me ajudou naquele per\u00edodo. Jogar em quadra r\u00e1pida em vez de jogar no saibro, que no Brasil \u00e9 o principal tipo de quadra, foi uma grande mudan\u00e7a. Aprender a jogar mais agressiva, ou seja, indo para frente, na rede, buscando o voleio. A mudan\u00e7a para a quadra r\u00e1pida com certeza afetou muito a minha maneira de jogar e competir, al\u00e9m da oportunidade de competir com muitas outras meninas. Quando eu morava no Brasil, eu n\u00e3o tinha tantas oportunidades, a n\u00e3o ser quando viajava para torneios nacionais ou sul-americanos. Quando cheguei nos EUA, sa\u00ed da minha zona de conforto, n\u00e3o sabia falar ingl\u00eas, precisei me virar, o que refletiu em um amadurecimento na quadra tamb\u00e9m e fez a diferen\u00e7a na minha carreira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>O que voc\u00ea recomenda para as jogadoras mais jovens que sonham em se profissionalizar no t\u00eanis?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Uma das primeiras coisas que recomendo para jogadoras juvenis do Brasil \u00e9 sair da zona de conforto e viajar, jogar nos Estados Unidos e na Europa, onde se disputa o n\u00edvel mais alto do t\u00eanis, para sentir o n\u00edvel da competi\u00e7\u00e3o e aprender com eles. N\u00e3o pode deixar passar a oportunidade de jogar fora, n\u00e3o d\u00e1 para ficar no conforto de ficar no Brasil. O estilo de jogo \u00e9 diferente, o estilo de quadra. E, se quiser ser um tenista profissional, vai precisar saber conviver com as viagens, ficar longe de casa, \u00e9 o estilo de vida. Ter essas experi\u00eancias desde pequeno vai ajudar muito no futuro, pois \u00e9 um amadurecimento e uma oportunidade de sentir que a competitividade fora \u00e9 diferente da que temos no Brasil, isso n\u00e3o \u00e9 um defeito do Brasil, s\u00f3 \u00e9 um fato que temos de lidar e aproveitar a oportunidade de aprender fora, onde realmente est\u00e1 o maior poder do t\u00eanis e os melhores jogadores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Voc\u00ea jogou um torneio no Brasil com tenistas brasileiros profissionais e juvenis. Qual a import\u00e2ncia de competi\u00e7\u00f5es como essa no pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00c9 um torneio muito legal, promovido pela CBT (Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de T\u00eanis) e pelo BRB (Banco de Bras\u00edlia). O melhor \u00e9 poder mesclar as jogadoras que disputam o circuito profissional com as meninas que, principalmente neste ano, n\u00e3o tiveram a oportunidade de competir tanto. Assistir de perto, treinar junto, conversar e pegar um pouco das nossas experi\u00eancias e passar para elas foi muito legal. O torneio tamb\u00e9m teve transmiss\u00e3o da Band, que \u00e9 um grande feito para o t\u00eanis nacional. Isso tudo \u00e9 muito positivo e espero que aconte\u00e7a ainda mais para a gente poder jogar em casa, no Brasil, que a maioria da gente n\u00e3o tem essa oportunidade tantas vezes ao ano h\u00e1 tempos. Poder estar perto do nosso t\u00eanis \u00e9 bem especial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Chegou um momento que voc\u00ea precisou escolher entre jogar direto o circuito profissional ou ir para o t\u00eanis universit\u00e1rio nos Estados Unidos. O que pesou na sua decis\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Foi uma decis\u00e3o bem dif\u00edcil, uma das maiores da minha carreira. Era na \u00e9poca de terminar o juvenil e decidir se eu iria para o esporte universit\u00e1rio ou n\u00e3o. Por estar nos Estados Unidos, pude visitar as faculdades para ver de perto como era o t\u00eanis universit\u00e1rio, porque eu n\u00e3o tinha a m\u00ednima ideia. E de poder conviver um pouco mais com pessoas que j\u00e1 haviam ido para o universit\u00e1rio e ver o qu\u00e3o grande era e como era boa a oportunidade de poder jogar e estudar ao mesmo tempo. No fim da minha carreira juvenil, eu estava com ranking bom, mas, ao mesmo tempo, faltavam alguns recursos ainda no meu estilo de jogo e recursos financeiros para sustentar um circuito profissional. Por isso ter disputado o t\u00eanis universit\u00e1rio foi a melhor decis\u00e3o. N\u00e3o foi f\u00e1cil na \u00e9poca, porque eu queria jogar t\u00eanis profissional e era s\u00f3 isso. Mas olhando para tr\u00e1s percebo que foi o melhor, meus pais me incentivaram muito a jogar no universit\u00e1rio tamb\u00e9m. Brinco que foi por livre e espont\u00e2nea press\u00e3o fazer o t\u00eanis universit\u00e1rio. Essa experi\u00eancia n\u00e3o volta mais, mas foi fundamental para a minha carreira, crescimento e amadurecimento dentro e fora das quadras. (come\u00e7ou o curso de Publicidade).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Quando voc\u00ea entrou para o t\u00eanis universit\u00e1rio, as regras haviam acabado de mudar, certo?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">No primeiro ano que eu fui para a universidade, tinha essa nova op\u00e7\u00e3o na divis\u00e3o 1 de trancar o curso. Ou seja, eu podia sair depois de jogar a primeira temporada universit\u00e1ria, disputar o circuito profissional e, quando eu terminasse de jogar profissionalmente, poderia voltar para a universidade e terminar os meus estudos com a bolsa acad\u00eamica. Pensei em jogar um ano de universit\u00e1rio para garantir um plano B para a vida, caso eu sofra uma les\u00e3o ou algo n\u00e3o d\u00ea certo como jogadora profissional. Disputei o t\u00eanis universit\u00e1rio por um ano, fiquei um segundo ano e, na terceira temporada, eu j\u00e1 estava certa que era hora de jogar no profissional por mais que s\u00f3 faltasse um ano e meio para me formar em Publicidade. Ent\u00e3o tranquei a faculdade, mas pretendo voltar para concluir o meu curso futuramente, quando terminar a minha carreira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>A bolsa universit\u00e1ria para esportistas \u00e9 algo comum nos Estados Unidos. Essa \u00e9 uma alternativa que voc\u00ea recomenda aos brasileiros que pretendem seguir carreira tamb\u00e9m no t\u00eanis profissional?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Eu recomendo. Primeiro, porque o t\u00eanis est\u00e1 virando um esporte em que o pico de melhor resultado vem ocorrendo mais para a frente, entre os 25 a 30 anos, no feminino e no masculino. Antigamente, o pico da carreira no feminino acontecia bem mais cedo. Segundo, por poder disputar o t\u00eanis universit\u00e1rio com bolsa \u00e9 uma oportunidade tamb\u00e9m de aprender a trabalhar em equipe, a amadurecer e se conhecer neste per\u00edodo, dos 18 aos 22 anos, o que acho muito importante para o crescimento pessoal. Terceiro, pela parte financeira, principalmente saindo do Brasil. T\u00eanis \u00e9 um esporte dif\u00edcil, que precisa de apoio de uma equipe e a parte financeira \u00e9 um dos maiores desafios para o tenista em qualquer parte do mundo. A bolsa de estudos, com a oportunidade de morar fora e toda a experi\u00eancia que a pessoa ter\u00e1, eu recomendo muito. \u00c9 importante saber para onde ir e escolher as prioridades. E entender que n\u00e3o significa ter de escolher entre o t\u00eanis universit\u00e1rio ou o profissional e que n\u00e3o tem caminho certo. Tem gente que vai se dar bem no universit\u00e1rio, tem quem vai emplacar direto no profissional. Para mim, o t\u00eanis universit\u00e1rio \u00e9 uma experi\u00eancia muito v\u00e1lida que tem de ser considerada pelos juvenis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>\u00c9 um desafio encontrar uma parceira fixa no jogo de duplas?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00c9 uma parte bem interessante. Eu tive algumas parceiras com quem joguei v\u00e1rias vezes. Quando se tem uma parceira fixa, se consegue construir mais e melhorar. Mas depende muito do ranking. Agora, estou em uma boa fase. Em 2019, comecei o ano passado jogando com v\u00e1rias parceiras diferentes e arrisquei. Eu e minha parceira americana Hayley Carter combinamos de jogar s\u00f3 uma gira juntas na \u00c1sia e, desde o primeiro treino, o primeiro torneio, os nossos jogos se encaixaram. N\u00f3s jogamos bem e tivemos bons resultados. A parceria surgiu dessa forma. N\u00e3o tem segredo, nem milagre, Pode ter um plano de tentar achar algu\u00e9m que acredite que vai dar certo com o seu estilo de jogo, mas tem de jogar e testar para ver se d\u00e1 certo. Agora, ter uma parceira fixa com certeza vem com v\u00e1rios benef\u00edcios.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Quais s\u00e3o suas principais refer\u00eancias no t\u00eanis?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">No t\u00eanis feminino, eu sempre gostei muito da Kim Clijsters, desde pequena, e sempre fui f\u00e3 do Roger Feder. As minhas refer\u00eancias atualmente, quanto mais eu assisto ao t\u00eanis feminino, mais gosto de ver a Ashleigh Barty jogar, que tem um jogo diferente, com muita varia\u00e7\u00e3o, assim como a Bianca Andresco. Eu gosto muito de ver a Karol\u00edna Muchov\u00e1, da Rep\u00fablica Tcheca, jogar tamb\u00e9m. Eu n\u00e3o diria que tenho uma refer\u00eancia s\u00f3. Muita gente brinca que eu lembro um pouco o jogo da Maria Esther Bueno, o que \u00e9 uma honra ser comparada com ela. Quando eu tinha uns 12 anos, fiz uma cl\u00ednica com ela em Bragan\u00e7a Paulista que foi muito legal. Ela \u00e9 um \u00edcone, uma \u00eddola no t\u00eanis brasileiro. Mas eu gosto mais de me inspirar em um estilo de jogo do que em algu\u00e9m em particular. Ainda mais no feminino, que vem crescendo e eu adoraria ver algu\u00e9m jogando com mais varia\u00e7\u00e3o, subindo mais \u00e0 rede, fazendo voleio, que \u00e9 o jeito que eu gosto de jogar e de assistir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Quais s\u00e3o as suas pr\u00f3ximas metas? Olimp\u00edadas de T\u00f3quio, em 2021?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Uma das metas que est\u00e3o mais na minha cabe\u00e7a \u00e9 qualificar para as Olimp\u00edadas, uma meta dif\u00edcil, mas poss\u00edvel. Vou trabalhar, seria realmente um sonho. Era para ser neste ano, mas o fato de ter adiado pode ter sido positivo para mim, por ter mais tempo para me qualificar. Para isso, eu preciso estar na top-10 no ranking mundial, que \u00e9 outra meta que tenho. Na lista das pr\u00f3ximas metas, ent\u00e3o, est\u00e3o me qualificar para as Olimp\u00edadas, qualificar entre as 10 melhores do mundo de duplas e ganhar um Grand Slam. S\u00e3o grandes metas e grandes sonhos, tudo junto. Cada vez mais trabalhando e vendo que \u00e9 poss\u00edvel, atingindo uma coisa de cada vez. A minha outra meta de 2021 \u00e9 jogar mais simples e come\u00e7ar a crescer a minha carreira de simples tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Soube que voc\u00ea foi negada em um teste para ser boleira no Miami Open quando se mudou para os Estados Unidos. Esse epis\u00f3dio ficou marcado para voc\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00c9 engra\u00e7ado falar disso, porque eu e meu irm\u00e3o fomos para um teste para ser boleiros do Miami Open quando \u00e9ramos pequenos. Mas eles fazem todo um treinamento e devia ter de 1 mil a 2 mil crian\u00e7as para s\u00f3 300 vagas. E eu e meu irm\u00e3o n\u00e3o fomos chamados. Mesmo sabendo que eram muitas pessoas para poucas vagas, lembro que a gente ficou chateado: \u2018Caramba, nem boleiro a gente conseguiu ser\u2019. Ent\u00e3o uma das minhas metas \u00e9 jogar no Miami Open e, quando eu ver os boleiros, vou lembrar dessa hist\u00f3ria, vai ser bem legal e gratificante. Neste ano, eu estaria l\u00e1 e n\u00e3o deu por causa da pandemia, ent\u00e3o vou ter que esperar para o ano que vem. Vai ter um gostinho especial.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Havia tr\u00eas d\u00e9cadas que uma brasileira n\u00e3o alcan\u00e7ava o top-40 do ranking mundial de t\u00eanis. 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