{"id":6017,"date":"2021-07-16T23:21:44","date_gmt":"2021-07-17T02:21:44","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/?p=6017"},"modified":"2021-07-16T23:51:24","modified_gmt":"2021-07-17T02:51:24","slug":"brasiliense-ketleyn-quadros-porta-bandeira-toquio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/brasiliense-ketleyn-quadros-porta-bandeira-toquio\/","title":{"rendered":"Judoca brasiliense Ketleyn Quadros ser\u00e1 porta-bandeira do Brasil em T\u00f3quio"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\">Aos 20 anos, Ketleyn Quadro entrava para a hist\u00f3ria do esporte brasileiro. A judoca de Ceil\u00e2ndia conquistou o bronze na categoria at\u00e9 57kg, tornando-se a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha em esportes individuais em Olimp\u00edadas. Agora, aos 33 anos, a brasiliense volta a escrever o nome em um dos momentos mais especiais dos Jogos Ol\u00edmpicos. Ketleyn ser\u00e1 a porta-bandeira do Brasil na edi\u00e7\u00e3o de T\u00f3quio, ao lado do jogador de v\u00f4lei Bruninho, campe\u00e3o ol\u00edmpico na Rio-2016 e medalhista de prata em Londres-2012 e Pequim-2008.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cEu fico me emocionando o tempo inteiro\u201d, revela Ketleyn. \u201cAs conquistas s\u00e3o consequ\u00eancias de quem acredita, de quem constr\u00f3i apesar das adversidades, de muita dedica\u00e7\u00e3o, de muito treinamento, do trabalho de muitas pessoas\u201d, comentou, ap\u00f3s o comunicado do Comit\u00ea Ol\u00edmpico do Brasil (COB). Quando crian\u00e7a, ela foi matriculada pela m\u00e3e na nata\u00e7\u00e3o, mas faltava \u00e0s aulas para assistir aos treinos de jud\u00f4. De tanto insistir, acabou nos tatames.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Quis o destino que a primeira oportunidade de disputar as Olimp\u00edadas fosse em 2008, ap\u00f3s a principal concorrente \u00e0 vaga, Danielle Zangrando, primeira brasileira medalhista em campeonatos mundiais de jud\u00f4, se machucar. De segunda op\u00e7\u00e3o, Ketleyn acabou no p\u00f3dio dos Jogos de Pequim-2008, sendo a primeira brasileira dos esportes individuais em Olimp\u00edadas a conquistar esse feito.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Mas esse mesmo destino depois tirou Ketleyn das duas edi\u00e7\u00f5es ol\u00edmpicas seguintes, perdendo a concorr\u00eancia para Rafaela Silva em Londres-2012 e para Mariana Silva na Rio-2016. \u201cEu olho pra minha carreira e vejo que n\u00e3o ter participado dos \u00faltimos dois Jogos Ol\u00edmpicos me ajudou a crescer, a evoluir e a estar aqui\u201d, avalia a judoca dona de 33 medalhas em eventos do Circuito Mundial da Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Jud\u00f4.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A trajet\u00f3ria da judoca passou por per\u00edodos de reinven\u00e7\u00e3o. A primeira grande mudan\u00e7a ocorreu aos 18 anos, em 2006, quando surgiu a oportunidade de trocar Ceil\u00e2ndia pelo Minas T\u00eanis Clube, um dos principais centros de treinamento do esporte ol\u00edmpico no pa\u00eds.\u00a0Trocou a categoria at\u00e9 57kg pela at\u00e9 63kg com objetivo de voltar a disputar as Olimp\u00edadas. E, no in\u00edcio de 2018, deixou o Minas ap\u00f3s 12 anos para treinar no Sogipa, em Porto Alegre, outro grande de judocas como Mayra Aguiar.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Agradecida pelo privil\u00e9gio de poder representar cada um dos brasileiros como porta-bandeira, Ketleyn n\u00e3o esconde o amor pelo esporte que dedicou a vida. \u201cAcho que vai passar um filme na minha cabe\u00e7a quando eu estiver l\u00e1 e saber que tudo que passei valeu \u00e0 pena\u201d, comenta. Ao lado dela, estar\u00e1 o jogador de v\u00f4lei Bruninho, outro atleta que tamb\u00e9m come\u00e7ou a trajet\u00f3ria ol\u00edmpica nos Jogos de Pequim-2008 e, mesmo muito jovem, coroou a estreia em cima do p\u00f3dio.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Bruninho suportou a press\u00e3o e a desconfian\u00e7a de ser filho de Bernardinho, ent\u00e3o t\u00e9cnico da sele\u00e7\u00e3o masculina de v\u00f4lei, e sagrou-se medalhista de prata aos 22 anos. Ap\u00f3s repetir o vice-campeonato na edi\u00e7\u00e3o de Londres-2012, enfim conquistou a sonhada medalha de ouro como capit\u00e3o do Brasil e com direito \u00e0 festa dentro de casa, em pleno Maracan\u00e3zinho, na Rio-2016. Hoje, aos 33 anos, segue exercendo o esp\u00edrito de lideran\u00e7a como capit\u00e3o de uma das sele\u00e7\u00f5es favoritas ao t\u00edtulo ol\u00edmpico em T\u00f3quio e ser\u00e1 o primeiro representante do v\u00f4lei a ser porta-bandeira no evento.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cSou um mero representante do que o v\u00f4lei significa n\u00e3o s\u00f3 para o esporte, como para o povo brasileiro. Os valores que gera\u00e7\u00f5es anteriores deixaram de dedica\u00e7\u00e3o, de luta, de garra, de supera\u00e7\u00e3o \u00e9 o que levo e me sinto muito honrado\u201d, comenta Bruninho. O levantador brincou que Ketleyn ser\u00e1 a porta-bandeira e ele o mestre-sala do pa\u00eds que costuma comemorar suas conquistas esportivas com um bom samba.<\/p>\n<h3><strong>Curr\u00edculo de conquistas da judoca Ketleyn Quadros<\/strong><\/h3>\n<div><strong>Ouro<\/strong><\/div>\n<div>Copa do Mundo de Madrid (2011); Pan-Americano de Santiago (2017); Grand Prix de Almaty (2013), de Tashkent (2013), Canc\u00fan (2017) e\u00a0Pan-Americano de jud\u00f4 (2021)<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Prata<\/strong><\/div>\n<div>Copa do Mundo de Miami (2010), Oberwart (2011) e de Lisboa (2001); Pan-Americano de Buenos Aires (2016); Grand Slam de Moscou (2013); Grand Prix de Amsterd\u00e3 (2011), de Qingdao (2012) e de\u00a0de Budapeste (2019)<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Bronze<\/strong><\/div>\n<div>Copa do Mundo de S\u00e3o Paulo (2011), Pan-Americano de Montevid\u00e9u (2015), de San Salvador (2015) e de Lima (2016); Campeonato Europeu de Oberwart (2013); Grand Slam de Abu Dhabi (2016 e 2019); Grand Prix de Abu Dhabi (2012) e de Dusseldorf (2014)<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos 20 anos, Ketleyn Quadro entrava para a hist\u00f3ria do esporte brasileiro. 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