{"id":6201,"date":"2021-07-30T09:46:59","date_gmt":"2021-07-30T12:46:59","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/?p=6201"},"modified":"2021-07-30T10:47:23","modified_gmt":"2021-07-30T13:47:23","slug":"formiga-se-despede-olimpiadas-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/formiga-se-despede-olimpiadas-brasil\/","title":{"rendered":"A despedida de Formiga, a guerreira do Brasil que disputou sete Olimp\u00edadas"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">A <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/brasil-eliminado-olimpiadas-penaltis\/\">elimina\u00e7\u00e3o da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira feminina de futebol<\/a>\u00a0dos Jogos Ol\u00edmpicos de T\u00f3quio-2020, nas quartas de final, contra o Canad\u00e1, encerra a longa e heroica trajet\u00f3ria de Formiga na competi\u00e7\u00e3o. Quando o futebol feminino tornou-se ol\u00edmpico, ainda como &#8220;patinho feio&#8221; nos Jogos de Atlanta-1996, Miraildes Maciel Mota tinha 18 anos. Ap\u00f3s sete participa\u00e7\u00f5es seguidas, a meio campista se despede do evento, aos 43 anos, com duas medalhas de prata ol\u00edmpicas e muitas conquistas para a modalidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cGostaria de viver mais uma vez aquela emo\u00e7\u00e3o de lutar por medalha com a Formiga, mas agrade\u00e7o demais por tudo que ela fez pela nossa sele\u00e7\u00e3o esses anos todos\u201d, disse Marta, emocionada, ap\u00f3s a derrota do Brasil nos p\u00eanaltis para o Canad\u00e1, nesta sexta-feira (30\/7), em Miyagi (Jap\u00e3o). \u201cFormiga \u00e9 uma inspira\u00e7\u00e3o para todas as nossas meninas, que podia ter tido um final um pouco mais feliz. Mas ela \u00e9 guerreira e nos orgulha demais ter tido a oportunidade de jogar mais uma Olimp\u00edada com ela\u201d, completou a capit\u00e3 brasileira.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Uma personagem que tornou-se conhecida dos brasileiros nos \u00faltimos anos fez parte do primeiro cap\u00edtulo dessa hist\u00f3ria no maior evento esportivo do mundo. Pia Sundhage tamb\u00e9m disputou as Olimp\u00edadas de 1996 como jogadora, mas da sele\u00e7\u00e3o sueca. Pia e Formiga n\u00e3o chegaram a se enfrentar na naquela competi\u00e7\u00e3o, porque Su\u00e9cia e Brasil ficaram em grupos diferentes e a equipe europeia n\u00e3o avan\u00e7ou da primeira fase. Ap\u00f3s 25 anos, o caminho das duas voltou a se cruzar com Pia como treinadora de Formiga na Sele\u00e7\u00e3o Brasileira.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em mais de duas d\u00e9cadas, Formiga foi testemunha ocular do desenvolvimento do futebol feminino no Brasil e no mundo. Mais do que isso. A brasileira foi uma das protagonistas da revolu\u00e7\u00e3o que a modalidade sofreu para ganhar um lugar ao sol. Uma luta travada na maior parte desse per\u00edodo sem ser tratada com a devida relev\u00e2ncia que lhe cabe.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><strong>\u201cQuando a cortina baixar e a Formiga n\u00e3o estiver mais no meio de campo da Sele\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 incr\u00edvel se lembrarem de mim como medalhista de ouro\u201d<\/strong>, declarou a jogadora, durante os Jogos Ol\u00edmpicos de T\u00f3quio, antes de a elimina\u00e7\u00e3o para o Canad\u00e1 frustrar esse sonho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Apesar de o destino n\u00e3o ter reservado uma despedida com um resultado esportivo do tamanho da import\u00e2ncia de Formiga, ele, ao menos, lhe proporcionou o reconhecimento merecido pela lenda que tem sido no esporte. <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Formiga tamb\u00e9m p\u00f4de viver, ainda como jogadora da Sele\u00e7\u00e3o, conquistas carregadas de simbolismos, como receber di\u00e1rias e premia\u00e7\u00f5es da Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Futebol (CBF) iguais \u00e0s que a entidade paga aos jogadores que defendem a Sele\u00e7\u00e3o masculina.<\/span><\/p>\n<p><strong>\u201cMas, para ser sincera, o que me define n\u00e3o est\u00e1 na cor de uma medalha. Est\u00e1 no suor, na minha hist\u00f3ria, em tudo que consegui fazer pelo futebol. \u00c9 assim que gostaria de ser lembrada: \u2018Formiga, uma guerreira do Brasil\u2019<\/strong>, <span style=\"font-weight: 400\">assume, Formiga. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Caso exista um consolo diante da queda da Sele\u00e7\u00e3o feminina sem a sonhada medalha dourada nas Olimp\u00edadas, esse conforto pode estar em saber que o Brasil sabe perfeitamente a guerreira que Formiga sempre foi nos gramados.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A elimina\u00e7\u00e3o da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira feminina de futebol\u00a0dos Jogos Ol\u00edmpicos de T\u00f3quio-2020, nas quartas de final, contra o Canad\u00e1, encerra a longa e heroica trajet\u00f3ria de Formiga na competi\u00e7\u00e3o. Quando o futebol feminino tornou-se ol\u00edmpico, ainda como &#8220;patinho feio&#8221; nos Jogos de Atlanta-1996, Miraildes Maciel Mota tinha 18 anos. 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