{"id":6271,"date":"2021-08-09T15:56:15","date_gmt":"2021-08-09T18:56:15","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/?p=6271"},"modified":"2021-08-09T18:59:24","modified_gmt":"2021-08-09T21:59:24","slug":"mulheres-dobro-medalhas-olimpiadas-toquio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/elasnoataque\/mulheres-dobro-medalhas-olimpiadas-toquio\/","title":{"rendered":"Medalhas femininas do Brasil praticamente dobram da Rio-2016 para T\u00f3quio-2020"},"content":{"rendered":"<div class=\"wrapper\">\n<div class=\"materia-title\">\n<p>O Brasil encerrou os Jogos Ol\u00edmpicos de T\u00f3quio-2020 com a melhor campanha da hist\u00f3ria no evento. As 21 medalhas \u00a0(7 ouros, 6 pratas e 8 bronzes) ultrapassaram os 19 p\u00f3dios da Rio-2016. Parte crucial para essa quebra de recorde foi a maior participa\u00e7\u00e3o das mulheres nas disputas e nas conquistas. As brasileiras tiveram o melhor desempenho em Olimp\u00edadas. Com isso, o pa\u00eds terminou a competi\u00e7\u00e3o na 12\u00aa posi\u00e7\u00e3o no quadro de medalhas, a melhor j\u00e1 alcan\u00e7ada.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Nos Jogos do Rio 2016, elas foram respons\u00e1veis por cinco das 19 medalhas brasileiras, o equivalente a 26%. Em T\u00f3quio-2020, as conquistas femininas do Brasil quase dobraram, subindo ao p\u00f3dio nove vezes \u2014 43% do total do pa\u00eds. Aumento diretamente relacionado ao crescimento delas na delega\u00e7\u00e3o. Dos 302 atletas do Time Brasil em T\u00f3quio-2020, 141 eram mulheres (47%). Uma propor\u00e7\u00e3o maior \u00e0 da \u00faltima edi\u00e7\u00e3o ol\u00edmpica, quando foram 43% dos competidores do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Na capital japonesa, as brasileiras tamb\u00e9m somaram mais medalhas douradas. As mulheres ganharam tr\u00eas dos sete ouros do Brasil em T\u00f3quio, representando 37,5%. Na Rio-2016 foram dois ouros femininos para o Brasil, quase 30% dos sete conquistados em solo brasileiro. As velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze incrementaram as estat\u00edsticas das duas edi\u00e7\u00f5es ol\u00edmpicas.<\/p>\n<p>Na Rio-2016, a outra campe\u00e3 ol\u00edmpica foi a judoca Rafaela Silva. Em T\u00f3quio-2020, a dupla de velejadoras teve a companhia de Rebeca Andrade (gin\u00e1stica art\u00edstica) e Ana Marcela Cunha (maratona aqu\u00e1tica) como medalhistas de ouro. As outras brasileiras que subiram ao p\u00f3dio foram Rebeca Andrade (tamb\u00e9m com a prata), Rayssa Leal (prata no skate), Bia Ferreira (prata no boxe), Sele\u00e7\u00e3o feminina de v\u00f4lei (prata), Mayra Aguiar (bronze no jud\u00f4) e Luisa Stefani e Laura Pigossi (bronze no t\u00eanis).<\/p>\n<p>Resultado condizente ao aumento da participa\u00e7\u00e3o feminina nos Jogos Ol\u00edmpicos. Apenas em Londres-2012, todas as modalidades foram abertas \u00e0 participa\u00e7\u00e3o das mulheres. Edi\u00e7\u00e3o que elas representaram 44% dos atletas. Na Rio-2016, elas foram 45%. Em T\u00f3quio-2020, chegaram a 48% dos cerca de 11 mil competidores. Na de Paris-2024, a expectativa \u00e9 de que seja a primeira edi\u00e7\u00e3o do maior evento esportivo do mundo com o n\u00famero total de atletas igual entre homens e mulheres, ou seja, 50% de cada g\u00eanero.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Veja as brasileiras que ganharam medalhas nas Olimp\u00edadas de T\u00f3quio<\/strong><\/h3>\n<p><strong>Rebeca Andrade &#8211;\u00a0<\/strong><strong>ouro na gin\u00e1stica art\u00edstica<\/strong><br \/>\nAos 22 anos, a atleta de Guarulhos (SP) fez hist\u00f3ria ao conquistar a primeira medalha ol\u00edmpica da gin\u00e1stica feminina do Brasil. Embalada ao som de Baile de favela, ela levou a prata no individual geral, prova que engloba os quatro aparelhos (solo, trave, salto sobre o cavalo e barras paralelas) n\u00e3o contou com Simone Biles, por problemas relacionados \u00e0 sa\u00fade mental. Depois, Rebeca voltou ao p\u00f3dio ao sagrar-se campe\u00e3 ol\u00edmpica no salto sobre a mesa, tornando-se a primeira brasileira a ganhar duas medalhas em uma mesma edi\u00e7\u00e3o ol\u00edmpica.<\/p>\n<p><strong>Martine Grael e Kahena Kunze &#8211;\u00a0<\/strong><strong>ouro na vela (49er FX)<\/strong><br \/>\nNem mesmo as duas atletas pareciam acreditar na fa\u00e7anha delas. S\u00e3o duas participa\u00e7\u00f5es em Jogos Ol\u00edmpicos e dois ouros na classe 49er FX da vela. Martine e Kahena chegaram na medal race dos jogos de T\u00f3quio dependendo apenas de si para tornarem-se <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/esportes\/2021\/08\/4941422-vela-martine-e-kahena-conquistam-ouro-em-toquio-e-sao-bicampeas-olimpicas.html\">bicampe\u00e3s ol\u00edmpicas<\/a>. A dupla de velejadoras de 30 anos do Brasil terminou na terceira coloca\u00e7\u00e3o, com larga vantagem sobre as advers\u00e1rias diretas, somando 76 pontos, seguidas pelas alem\u00e3s Tina Lutz e Susann Beucke, com 83, e pelas holandesas Annemiek Bekkering e Annete Duetz, com 88.<\/p>\n<p><strong>Ana Marcela Cunha &#8211;\u00a0<\/strong><strong>ouro na maratona aqu\u00e1tica<\/strong><br \/>\nA baiana tem um arsenal t\u00e3o grande de t\u00edtulos na carreira que aos 19 anos j\u00e1 \u00e9 um dos <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/esportes\/2021\/08\/4941585-e-ouro--ana-marcela-cunha-ganha-a-unica-medalha-que-faltava-em-toquio.html\">principais nomes da hist\u00f3ria da maratona aqu\u00e1tica<\/a>. Mas faltava uma medalha em olimp\u00edadas. E n\u00e3o podia ter cor melhor. Na terceira participa\u00e7\u00e3o dela no evento, Ana Marcela completou a prova de 10km com um corpo na frente, batendo na placa da linha de chegada em primeiro lugar, com o tempo de 1hora59min30seg8. Agora, a brasileira tamb\u00e9m pode encher a boca para dizer que \u00e9 campe\u00e3 ol\u00edmpica. A prata ficou com a holandesa Sharonvan Rouwendaal e o bronze com a australiana Kareena Lee.<\/p>\n<p><strong>Mayra Aguiar &#8211;\u00a0<\/strong><strong>bronze no jud\u00f4<\/strong><br \/>\nA ga\u00facha de 29 anos chegou em T\u00f3quio ap\u00f3s um combo de incertezas, com les\u00f5es e a s\u00e9tima cirurgia da carreira. Mas deixou a capital japonesa como a primeira mulher do Brasil a conquistar tr\u00eas medalhas ol\u00edmpicas em modalidades individuais. Mayra repetiu os bronzes dos Jogos de Londres-2012 e do Rio-2012. Na campanha, venceu a israelense Inbar Lanir nas oitavas de final e perdeu na sequ\u00eancia para a alem\u00e3 Anna-Maria Wagner, atual campe\u00e3 mundial. Na repescagem, passou pela russa Aleksandra Babintseva e garantiu a medalha sobre a sul-coreana Hyunji Yoon.<\/p>\n<p><strong>Laura Pigossi e Luisa Stefani &#8211;\u00a0<\/strong><strong>bronze no t\u00eanis de duplas<\/strong><br \/>\nAs duas foram confirmadas nas Olimp\u00edadas apenas uma semana antes do in\u00edcio do evento, ap\u00f3s uma realoca\u00e7\u00e3o feita pela federa\u00e7\u00e3o internacional da modalidade. Ainda assim, a dupla paulistana levou a primeira medalha ol\u00edmpica do t\u00eanis brasileiro. Laura e Luisa come\u00e7aram bem no torneio, mas perderam para a dupla da Su\u00ed\u00e7a na semifinal. Na briga pelo bronze, conseguiram uma virada hist\u00f3rica sobre as russas Veronika Kudermetova e Elena Vesnina. As brasileiras salvaram quatro match points e venceram, por 2 sets a 1.<\/p>\n<p><strong>Rayssa Leal &#8211;\u00a0<\/strong><strong>prata no skate street<\/strong><br \/>\nO primeiro dia do skate nas Olimp\u00edadas j\u00e1 havia agradado a torcida brasileira, que vibrou com a medalha de prata de Kelvin Hoefler. No dia seguinte, foi a vez de o pa\u00eds se encantar com a <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/esportes\/2021\/07\/4939746-e-do-brasil--rayssa-leal-aos-13-anos-e-medalha-de-prata-no-skate.html\">Fadinha do skate<\/a>. Com apenas 13 anos, a menina de Imperatriz, no Maranh\u00e3o, tornou-se a mais jovem medalhista ol\u00edmpica do Brasil. Rayssa Leal levou a prata no skate street, sendo superada apenas pela japonesa Momiji Nishiya, tamb\u00e9m de 13 anos.<\/p>\n<p><strong>Beatriz Ferreira &#8211;\u00a0<\/strong><strong>prata no boxe<\/strong><br \/>\nA baiana subiu no ringue como uma das favoritas do peso-leve. Campe\u00e3 mundial e Pan-Americana em 2019, Bia Ferreira confirmou a expectativa ao garantir uma medalha ol\u00edmpica. Na campanha, a brasileira superou Wu Shih-yi, de Taiwan, nas oitavas de final, passou pela uzbeque Raykhona Kodirova, nas quartas, e derrotou a finlandesa Johanna Potkonen, at\u00e9 chegar na final.\u00a0Todos os triunfos foram vencidos de forma convincente e por unanimidade dos \u00e1rbitros.\u00a0 Na decis\u00e3o, por\u00e9m, o duelo foi bastante equilibrado e os ju\u00edzes deram a vit\u00f3ria para a irlandesa Kellie Anne Harrington. <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/esportes\/2021\/08\/4942436-beatriz-ferreira-e-derrotada-por-irlandesa-mas-garante-a-medalha-de-prata-para-o-brasil.html\">A brasileira ficou com a medalha de prata<\/a>.<\/p>\n<p><strong>V\u00f4lei feminino &#8211;\u00a0<\/strong><strong>prata<\/strong><br \/>\nA sele\u00e7\u00e3o feminina n\u00e3o chegou como favorita em T\u00f3quio-2020, mas soube crescer durante a competi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o faltaram desafios. A levantadora Macris torceu o tornozelo direito na fase de grupos e conseguiu voltar \u00e0s quadras para as quartas de final. Antes da semifinal, o time perdeu Tandara, por exame de doping reprovado. Mas o time se classificou em primeiro do grupo de forma invicta. Na fase eliminat\u00f3ria, passou pelo Comit\u00ea Ol\u00edmpico Russo (ROC) e pela Coreia do Sul e perdeu para os Estados Unidos na final. <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/esportes\/2021\/08\/4942437-brasil-perde-para-eua-na-final-e-fica-com-a-prata-no-volei-feminino.html\">O desfecho foi no segundo lugar mais alto do p\u00f3dio ol\u00edmpico<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil encerrou os Jogos Ol\u00edmpicos de T\u00f3quio-2020 com a melhor campanha da hist\u00f3ria no evento. As 21 medalhas \u00a0(7 ouros, 6 pratas e 8 bronzes) ultrapassaram os 19 p\u00f3dios da Rio-2016. 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