{"id":241,"date":"2018-03-07T21:49:49","date_gmt":"2018-03-08T00:49:49","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/?p=241"},"modified":"2018-03-08T13:13:17","modified_gmt":"2018-03-08T16:13:17","slug":"celebrar-o-que-brasileiras-na-luta-por-dignidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/celebrar-o-que-brasileiras-na-luta-por-dignidade\/","title":{"rendered":"Celebrar o qu\u00ea? Brasileiras na Luta por Dignidade"},"content":{"rendered":"<h2>8 de Mar\u00e7o \u00e9 Dia de Marchas das Mulheres<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 sempre dif\u00edcil pensar no Dia Internacional das Mulheres. Para al\u00e9m das vit\u00f3rias ou conquistas individuais, que se consegue com muito empenho, batalhas e desgastes pessoais, n\u00e3o h\u00e1 muito o que ser celebrado, coletivamente, pelas popula\u00e7\u00f5es femininas de grande parte do mundo patriarcal. Se as tantas ondas feministas, ao longo de dois s\u00e9culos, conseguiram avan\u00e7ar nas lutas pelos direitos das mulheres, pela igualdade entre os g\u00eaneros, em diversos n\u00edveis, as \u00faltimas duas d\u00e9cadas t\u00eam provado ser um refluxo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">S\u00e3o aqueles contra-movimentos, retr\u00f3grados, reacion\u00e1rios, que transformam em cabo de guerra cada pequena vit\u00f3ria, cada avan\u00e7o, das mulheres \u2013 de seus movimentos pela igualdade e pela equidade social, econ\u00f4mica e cultural. Tais reacion\u00e1rios trazem retrocessos como os de sermos obrigadas a ouvir, ou presenciar, hist\u00f3rias que parecem ter sa\u00eddo dos ba\u00fas vitorianos, de tatarav\u00f3s das gera\u00e7\u00f5es deste s\u00e9culo 21. S\u00e3o de um machismo doentio, uma <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/e-assustador-o-aumento-dos-crimes-de-odio\/\">machopatia aliada \u00e0s tend\u00eancias (neo)nazi-fascistas <\/a>e neoliberais (<a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/escancaram-o-macho-fascismo-no-brasil\/\">ver aqui no Blog sobre o \u201cmachofascismo\u201d<\/a>) de parte das sociedades globais contempor\u00e2neas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_242\" aria-describedby=\"caption-attachment-242\" style=\"width: 368px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-242 size-full\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Estati\u0301sticas-Violencia-contra-as-Mulheres.jpg\" alt=\"Dados da viol\u00eancia machista no Brasil\" width=\"368\" height=\"1168\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Estati\u0301sticas-Violencia-contra-as-Mulheres.jpg 368w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Estati\u0301sticas-Violencia-contra-as-Mulheres-323x1024.jpg 323w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Estati\u0301sticas-Violencia-contra-as-Mulheres-230x730.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 368px) 100vw, 368px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-242\" class=\"wp-caption-text\">Viol\u00eancias machistas no Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Vide um machopata fascista, que beira a loucura, como Donald Trump estar na presid\u00eancia dos Estados Unidos. E as elei\u00e7\u00f5es ou \u201capari\u00e7\u00f5es\u201d de membros de partidos nazistas em pa\u00edses como Alemanha, \u00c1ustria e at\u00e9 na Holanda, sempre considerada uma na\u00e7\u00e3o de vanguarda. E as amea\u00e7as de interven\u00e7\u00f5es, diretas ou n\u00e3o, sobre pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. E outro golpe na fr\u00e1gil democracia brasileira. Ter filhotes (velhos caqu\u00e9ticos e mis\u00f3ginos) da ditadura militar novamente no governo desta na\u00e7\u00e3o, nos Tr\u00eas Poderes. Esses fatos n\u00e3o s\u00e3o isolados. N\u00e3o s\u00e3o casos ao acaso. S\u00e3o movimentos orquestrados, coordenados e (bem) financiados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tampouco seria uma \u201cteoria conspirat\u00f3ria\u201d. \u00c9 o que estamos a ler, ouvir, ver, presenciar, diariamente, nos notici\u00e1rios nacionais, locais e globais. S\u00e3o realidades, em verdadeiros <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/o-novo-ano-e-as-mulheres-do-brasil\/\"><strong><em>flashbacks e backlashes<\/em><\/strong><\/a>, que batem em nossas portas, invadem e pervadem nossas fam\u00edlias, amores e amizades. Vemos jovens comportando-se como seus av\u00f3s. Ou seus tatarav\u00f3s. E isso n\u00e3o \u00e9 nada rom\u00e2ntico. N\u00e3o \u00e9 um <em>retr\u00f4<\/em> nost\u00e1lgico e agrad\u00e1vel. Pois n\u00e3o havia, nunca houve, o que comemorar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres e \u00e0s diversidades, naquelas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O machismo, a misoginia, o racismo, a intoler\u00e2ncia, o \u00f3dio, as discrimina\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s diversidades, inclusive o <a href=\"https:\/\/revistas.pucsp.br\/index.php\/galaxia\/article\/view\/20675\">idadismo<\/a>, os preconceitos contra pessoas idosas, ou deficientes, existiam em n\u00edveis insuport\u00e1veis e bem t\u00f3xicos. Foi contra tudo isso que as mulheres organizaram-se em tantos movimentos, tantas lutas, tantas mortes e tanto sofrimento, ao longo de s\u00e9culos. Como foi o movimento das <strong><a href=\"http:\/\/pandoralivre.com.br\/2015\/12\/25\/quem-foram-as-suffragettes\/\">Suffraggettes<\/a>,<\/strong> na Gr\u00e3-Bretanha, desde os anos 1890, e que se estende at\u00e9 a segunda metade do s\u00e9culo 20, em v\u00e1rios pa\u00edses onde as mulheres tiveram que batalhar ainda mais pelo direito ao voto e a serem candidatas em elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<figure id=\"attachment_243\" aria-describedby=\"caption-attachment-243\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-243 size-full\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Protesto-das-suffragettes.jpg\" alt=\"As sufragistas em Londres, na virada do s\u00e9culo 19 para o 20.\" width=\"640\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Protesto-das-suffragettes.jpg 640w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Protesto-das-suffragettes-300x169.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Protesto-das-suffragettes-550x309.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Protesto-das-suffragettes-230x129.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-243\" class=\"wp-caption-text\">As sufragistas protestam em Londres, entre os s\u00e9culos 19 e 20, por direitos pol\u00edticos<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">E tamb\u00e9m os protestos contra as prec\u00e1rias e desumanas condi\u00e7\u00f5es de trabalho das oper\u00e1rias das f\u00e1bricas, desde as <a href=\"http:\/\/www.sohistoria.com.br\/resumos\/revolucaoindustrial.php\">Revolu\u00e7\u00f5es Industriais<\/a>, e os massacres sofridos por elas devido \u00e0s suas reivindica\u00e7\u00f5es e greves, tanto em pa\u00edses europeus como nos mais desenvolvidos das Am\u00e9ricas. As repres\u00e1lias do patronato, com requintes de crueldade mis\u00f3gina, detonaram movimentos das trabalhadoras, intitulados &#8220;Dia da Mulher&#8221;, como o da R\u00fassia, em 1917, quando ocorreu a mais gigante das marchas, no dia 8 de Mar\u00e7o. Em 1975, a ONU (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas) declarou esta data como o Dia Internacional da Mulher, pois j\u00e1 havia sido adotada por diversos protestos feministas, em v\u00e1rios pa\u00edses, ao longo de seis d\u00e9cadas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_244\" aria-describedby=\"caption-attachment-244\" style=\"width: 704px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-244 size-full\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/MAIO-1968-05.jpg\" alt=\"MAIO-1968-05\" width=\"704\" height=\"476\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/MAIO-1968-05.jpg 704w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/MAIO-1968-05-300x203.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/MAIO-1968-05-550x372.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/MAIO-1968-05-230x156.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 704px) 100vw, 704px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-244\" class=\"wp-caption-text\">Primavera de Paris, em maio de 1968. As mulheres estudantes e trabalhadoras foram maioria nas marchas.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Foi tamb\u00e9m contra conceitos opressivos e discriminat\u00f3rios que cresceram os movimentos pelos <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Movimento_dos_direitos_civis\">Direitos Civis <\/a>nos anos 1950 e 1960, nos EUA. E foi contra as desigualdades que o mundo ocidental testemunhou e participou das <strong><a href=\"http:\/\/educaterra.terra.com.br\/voltaire\/seculo\/2008\/06\/11\/000.htm\">Primaveras de 1968<\/a>, <\/strong>os movimentos de <a href=\"https:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/dia-dia-o-ano-de-1968-em-franca\/17963\">estudantes e trabalhadores\/as da Fran\u00e7a<\/a>, que se espalharam por v\u00e1rias cidades e pa\u00edses da Europa. Ou o motivo dos movimentos <strong><a href=\"http:\/\/www.cidadaocultura.com.br\/movimento-da-contracultura-hippie-e-a-geracao-beatnik\/\">beatnik e hippie.<\/a> <\/strong>Ou das <a href=\"http:\/\/www.gay1.lgbt\/2013\/03\/linha-do-tempo-os-direitos-lgbt-nos.html\">marchas pelos direitos humanos e civis das pessoas LGBTI<\/a>, desde Nova York, nos anos 1960, at\u00e9 os confins da Terra, ainda hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Entretanto, nesta virada dos anos 2000, no Terceiro Mil\u00eanio da Era Crist\u00e3, torna-se absurdo, estarrecedor, verificar retrocessos ao ponto de que seres inomin\u00e1veis como Donald Trump tenham clones espalhados pela Europa, pela \u00c1sia ou pelas Am\u00e9ricas, como \u00e9 o caso gritante do deputado federal Jair Bolsonaro, uma vers\u00e3o tropical mal-acabada, ainda em estado bruto, do atual presidente dos EUA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tanto quanto as \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es norte-americanas causaram espanto e reverberam at\u00e9 hoje \u2013 e o povo de l\u00e1 deu-se conta das distor\u00e7\u00f5es do sistema eleitoral, que nem sempre elege a prefer\u00eancia da maioria -, \u00e9 surpreendente que um homem como Bolsonaro tenha algo em torno de 16 ou 17% dos votos do eleitorado brasileiro. E que ainda pode crescer nas pesquisas, a depender da concorr\u00eancia em outubro. Sendo quem ele \u00e9: um ser que elogia a ditadura militar e seus torturadores; que define as mulheres como seres inferiores, pass\u00edveis de serem estupradas, e que n\u00e3o merecem ganhar o mesmo que os homens, \u201cporque engravidam\u201d; ou que rotula pessoas LGBTI com alcunhas abomin\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Acima de tudo, causa perplexidade a falta de conhecimento, a ignor\u00e2ncia desses seres em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pautas pol\u00edticas, econ\u00f4micas, sociais e culturais das na\u00e7\u00f5es, e \u00e0s necessidades fundamentais das popula\u00e7\u00f5es, em especial, das mulheres e das diversidades. N\u00e3o t\u00eam agenda. Nem programas. Ent\u00e3o, quem os elege? Que tipo de gente acredita que tais (n\u00e3o) pol\u00edticos e suas defesas da viol\u00eancia, dos abusos e das desigualdades sociais devam vencer e governar pa\u00edses, estados ou cidades?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando a maior parte da popula\u00e7\u00e3o dos EUA, ou do resto do mundo, n\u00e3o levou a s\u00e9rio a candidatura Trump \u00e0 presid\u00eancia, nem em seus piores pesadelos poderia imaginar que, sim, ele chegaria l\u00e1. Assim como t\u00eam vencido elei\u00e7\u00f5es ou tomado posse de governos, parlamentos, tribunais, e inclusive da imprensa corporativa, tantos outros radicais de (extrema) direita ou, simplesmente, os (neo)liberais com os p\u00e9s afundados no (macho)fascismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Assim como est\u00e3o espalhados, e ganham terreno em diversas regi\u00f5es do globo, fundamentalistas ou radicais do pensamento \u00fanico. Assistimos, via m\u00eddias sociais e as de massa, tais pessoas discursarem em tribunas de parlamentos, de semin\u00e1rios, de congressos, nas m\u00eddias ou nas igrejas. Vemos seus tent\u00e1culos a promover mil\u00edcias, guerrilhas ou guerras regionais pelo tr\u00e1fico de armas e drogas. Ou a sequestrar (jovens) mulheres e crian\u00e7as, em tr\u00e1fico humano internacional, como escravas sexuais e laborais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Presenciamos, hoje, essa &#8220;gente do bem&#8221; na defesa despudorada da explora\u00e7\u00e3o do trabalho infantil, ou da escravid\u00e3o laboral nos campos e nas cidades, em troca de \u201ccasa e comida\u201d. Ou de um \u201cest\u00e1gio\u201d n\u00e3o remunerado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Devemos prestar aten\u00e7\u00e3o ao que nos cerca, antes de mais nada, em nossos cotidianos. Os amigos e familiares. Aten\u00e7\u00e3o \u00e0s brincadeiras, piadas, infer\u00eancias e interfer\u00eancias, ou \u00e0s \u201cpequenas\u201d viol\u00eancias. As verbais, as morais, as psicol\u00f3gicas ou as f\u00edsicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Devemos notar, debater e repudiar quem insiste em sobrecarregar as mulheres com todo o trabalho de casa. Com todos os cuidados com os familiares. Inclusive, com jornadas duplas ou triplas de trabalho. Por si, isso j\u00e1 \u00e9 um desrespeito enorme. E ainda h\u00e1 quem tenha a cara de pau de elogiar as mulheres, nessas c\u00ednicas mensagens do Dia da Mulher, justamente por elas assumirem \u201cm\u00faltiplas tarefas\u201d. Por serem \u201cmultiuso\u201d. O nome disso, na verdade, \u00e9 escravid\u00e3o feminina. \u00c9 trabalho n\u00e3o remunerado. Servid\u00e3o humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sobretudo, devemos perceber e descartar quem \u00e9 propenso ou leniente \u00e0s \u201cpequenas\u201d viola\u00e7\u00f5es de liberdades, de integridade f\u00edsica e moral, da autoestima e autodetermina\u00e7\u00e3o das mulheres e, de forma interseccional e multidiscriminat\u00f3ria, das mulheres pretas, pardas, dos povos tradicionais, das LGBTI, das idosas, ou as com defici\u00eancia. Cada pequena ou grande viola\u00e7\u00e3o \u00e9 um passo enorme para desastres pessoais, familiares e sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As <a href=\"http:\/\/emais.estadao.com.br\/blogs\/nana-soares\/em-numeros-a-violencia-contra-a-mulher-brasileira\/\">estat\u00edsticas da viol\u00eancia contra as mulheres e meninas, no Brasil,<\/a> s\u00e3o astron\u00f4micas. Em todos os n\u00edveis. Desde <a href=\"http:\/\/www.cnj.jus.br\/noticias\/cnj\/85640-cnj-publica-dados-sobre-violencia-contra-a-mulher-no-judiciario\">espancamentos, abusos, estupros at\u00e9 os assassinatos (feminic\u00eddios)<\/a>. O pa\u00eds figura h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas entre o 4\u00ba ou o 5\u00ba lugar mundial em mortes de mulheres por quest\u00f5es de g\u00eanero, por serem mulheres. <a href=\"http:\/\/www.agenciapatriciagalvao.org.br\/dossie\/pesquisas\/atlas-da-violencia-2016-ipeafbsp\/\">S\u00e3o 13 a 15 assassinatos di\u00e1rios, resultando em um feminic\u00eddio a cada 1h15, em m\u00e9dia<\/a>. Al\u00e9m disso, h\u00e1 o dado estarrecedor de que <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sao-paulo\/noticia\/mais-de-500-mulheres-sao-vitimas-de-agressao-fisica-a-cada-hora-no-brasil-aponta-datafolha.ghtml\">mais de 500 mulheres brasileiras s\u00e3o v\u00edtimas de agress\u00e3o f\u00edsica a cada hora<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Brasil tamb\u00e9m \u00e9 um dos \u201ccampe\u00f5es\u201d mundiais em estupros. Oficialmente, ocorre um estupro a cada 11 minutos. Entretanto, levando-se em conta que a imensa maioria dos casos n\u00e3o \u00e9 notificada ou \u00e9 subnotificada \u00e0s autoridades policiais e judiciais, os <a href=\"http:\/\/www.ipea.gov.br\/portal\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=30474&amp;catid=397&amp;Itemid=424\">dados do IPEA<\/a>, que incluem o sistema de dados do DATASUS, projetam mais de 520 mil casos anuais. Isso resultaria em um estupro a cada 15 segundos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_254\" aria-describedby=\"caption-attachment-254\" style=\"width: 1000px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-254 size-full\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Mulheres-negras-feminicidios.jpg\" alt=\"De acordo com as estat\u00edsticas do Mapa da Viol\u00eancia no Brasil, 2016, o aumento dos assassinatos de mulheres negras chegou a absurdos 54%. \" width=\"1000\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Mulheres-negras-feminicidios.jpg 1000w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Mulheres-negras-feminicidios-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Mulheres-negras-feminicidios-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Mulheres-negras-feminicidios-768x768.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Mulheres-negras-feminicidios-550x550.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Mulheres-negras-feminicidios-230x230.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-254\" class=\"wp-caption-text\">De acordo com as estat\u00edsticas do Mapa da Viol\u00eancia no Brasil, 2016, o aumento das mortes de mulheres negras chegou a absurdos 54%.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Qu\u00e3o fundamental \u00e9, ent\u00e3o, a educa\u00e7\u00e3o sobre os problemas de g\u00eanero neste pa\u00eds? Qu\u00e3o importante \u00e9 a sa\u00fade mental por meio da educa\u00e7\u00e3o equilibrada (do que os fundamentalistas chamam, com sarcasmo) de \u201cideologia de g\u00eanero\u201d? A sa\u00fade mental e f\u00edsica inclui a felicidade dos homens heterossexuais, diga-se de passagem. Pois, se a imensa maioria de uma sociedade \u00e9 formada por mulheres e\/ou pelas diversidades, e se essa maioria est\u00e1 infeliz, desfavorecida, alienada socialmente, em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, como poderia a outra parcela viver em plenitude? Em paz?<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify\">Equidade e Respeito no Trabalho<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\">Economicamente e socialmente, isso \u00e9 um desastre nacional. O Brasil patina, h\u00e1 d\u00e9cadas, entre as <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2017\/03\/1868352-idh-brasileiro-para-de-avancar-e-brasil-mantem-79-posicao-em-ranking.shtml\">na\u00e7\u00f5es com os piores \u00edndices de desenvolvimento humano (IDH)<\/a> do mundo. Tampouco consegue sair da condi\u00e7\u00e3o de pa\u00eds \u201cem desenvolvimento\u201d. E n\u00e3o chegar\u00e1, nunca, a ser desenvolvido ou \u201crico\u201d, enquanto discriminar as mulheres. Hoje, j\u00e1 h\u00e1 consenso entre os organismos que medem as economias mundiais, como a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), <a href=\"https:\/\/nacoesunidas.org\/oit-reduzir-a-desigualdade-de-genero-beneficiaria-as-mulheres-a-sociedade-e-a-economia\/\"><strong>sobre a import\u00e2ncia em reduzir a desigualdade de g\u00eanero<\/strong><\/a>, para o benef\u00edcio n\u00e3o somente das mulheres, mas de toda a sociedade e sua economia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em seu <strong><a href=\"http:\/\/www.ilo.org\/global\/research\/global-reports\/weso\/trends-for-women2017\/WCMS_557245\/lang--en\/index.htm\">\u00faltimo relat\u00f3rio, lan\u00e7ado em meados de 2017, a OIT<\/a><\/strong> afirma, de forma categ\u00f3rica e por meio de estat\u00edsticas, que reduzir as desigualdades de g\u00eanero em 25% at\u00e9 2025 poderia adicionar US$ 5,8 trilh\u00f5es para a economia global e aumentar as receitas fiscais. No Brasil, o efeito seria um aumento de at\u00e9 R$ 382 bilh\u00f5es, ou 3,3% no PIB, e um acr\u00e9scimo de at\u00e9 R$ 131 bilh\u00f5es em receita tribut\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ajudar as mulheres a acessar o mercado de trabalho \u00e9 um primeiro passo importante. Ainda assim, em 2017, a taxa de participa\u00e7\u00e3o na for\u00e7a de trabalho global para as mulheres (pouco mais de 49%) \u00e9 quase 27 pontos percentuais menor do que a taxa para os homens (76%). A OIT prev\u00ea que estas taxas permanecer\u00e3o inalteradas em 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No Brasil, a <a href=\"http:\/\/www.ilo.org\/brasilia\/lang--pt\/index.htm\">OIT<\/a> estimou a taxa de participa\u00e7\u00e3o feminina no mercado de trabalho, em 2017, de 56% \u2013 uma diferen\u00e7a de 22,1 pontos percentuais em compara\u00e7\u00e3o com a participa\u00e7\u00e3o masculina, estimada em 78,2%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;padding-left: 120px\">&#8220;Em 2014, os l\u00edderes do G20 se comprometeram a reduzir em 25% a diferen\u00e7a nas taxas de participa\u00e7\u00e3o entre homens e mulheres at\u00e9 2025. O relat\u00f3rio da OIT estima que, se esse objetivo fosse alcan\u00e7ado em n\u00edvel global, ele teria o potencial de adicionar 5,8 trilh\u00f5es de d\u00f3lares \u00e0 economia global, al\u00e9m de gerar grandes receitas fiscais em potencial(&#8230;)&#8221;. <em>Mat\u00e9ria publicada no site da ONU no Brasil, em 14\/06\/2017.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo a OIT, al\u00e9m dos benef\u00edcios econ\u00f4micos significativos, o engajamento de um n\u00famero maior de mulheres no mundo do trabalho teria um impacto positivo no seu bem-estar, j\u00e1 que a maioria delas gostaria de trabalhar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;padding-left: 120px\">\u201cO fato de que metade das mulheres em todo o mundo est\u00e1 fora da for\u00e7a de trabalho, quando 58% delas preferem trabalhar em empregos remunerados, \u00e9 uma forte indica\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 desafios significativos que restringem suas capacidades e liberdade de participa\u00e7\u00e3o. A preocupa\u00e7\u00e3o mais imediata para as pessoas respons\u00e1veis pelo desenvolvimento de pol\u00edticas, portanto, deve ser aliviar as restri\u00e7\u00f5es que as mulheres enfrentam para escolher entrar no mercado de trabalho e abordar as barreiras que elas enfrentam quando est\u00e3o no local de trabalho\u201d. <em>Deborah Greenfield, diretora-geral adjunta para pol\u00edticas da OIT. (Declara\u00e7\u00e3o \u00e0 ONU Brasil, em 14\/06\/2017)<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_245\" aria-describedby=\"caption-attachment-245\" style=\"width: 680px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-245 size-full\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/ministerio-do-trabalho-dia-internacional-da-mulher.jpg\" alt=\"O Tweet do Minist\u00e9rio do Trabalho foi prontamente respondido por uma avalanche de reprimendas das mulheres pela falta de pol\u00edticas p\u00fablicas\" width=\"680\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/ministerio-do-trabalho-dia-internacional-da-mulher.jpg 680w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/ministerio-do-trabalho-dia-internacional-da-mulher-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/ministerio-do-trabalho-dia-internacional-da-mulher-550x366.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/ministerio-do-trabalho-dia-internacional-da-mulher-230x153.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-245\" class=\"wp-caption-text\"><em>O tweet do Minist\u00e9rio do Trabalho foi prontamente respondido por uma avalanche de reprimendas, pela falta de leis e pol\u00edticas p\u00fablicas pelos direitos das trabalhadoras<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h3 style=\"text-align: justify\">Rep\u00fadio ao Machismo<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\">Enquanto essa consci\u00eancia sobre a igualdade n\u00e3o for adotada em forma de pol\u00edticas p\u00fablicas governamentais, e tamb\u00e9m de gest\u00e3o nas empresas p\u00fablicas e privadas do Brasil, medidas ou iniciativas populistas c\u00ednicas, como as do <a href=\"https:\/\/mdemulher.abril.com.br\/estilo-de-vida\/o-min-do-trabalho-esta-ouvindo-boas-verdades-das-trabalhadoras\/\"><strong>Minist\u00e9rio do Trabalho<\/strong>, receber\u00e3o respostas raivosas e desesperadas, \u00e0 altura<\/a>. Esta semana, o minist\u00e9rio perguntou \u00e0s <a href=\"https:\/\/www.revistaforum.com.br\/ministerio-do-trabalho-mulheres\/\">mulheres brasileiras, na rede social <em>Twitter<\/em>, \u201co que \u00e9 ser trabalhadora no pa\u00eds?\u201d<\/a>. Recebeu uma tempestade de <em>tweets<\/em> de mulheres que \u201cexplicaram\u201d ao governo suas situa\u00e7\u00f5es. Simplesmente, 100% das respostas ao <em>tweet<\/em> ministerial s\u00e3o de mulheres que denunciam o machismo, a misoginia, e a falta de oportunidades no mercado de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201c\u00c9 trabalhar o dia inteiro e ouvir do presidente da rep\u00fablica que as mulheres s\u00e3o fundamentais para a economia do pa\u00eds por conhecerem os pre\u00e7os do supermercado\u201d, foi uma delas. \u201c\u00c9 receber menos que os homens, para fazer o mesmo trabalho\u201d, respondeu outra trabalhadora. Algumas respostas mais:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-246 size-full\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/mulherestweet1.png\" alt=\"mulherestweet1\" width=\"628\" height=\"577\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/mulherestweet1.png 628w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/mulherestweet1-300x276.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/mulherestweet1-550x505.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/mulherestweet1-230x211.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 628px) 100vw, 628px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-247 size-full\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/mulherestweet2.png\" alt=\"mulherestweet2\" width=\"621\" height=\"568\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/mulherestweet2.png 621w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/mulherestweet2-300x274.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/mulherestweet2-550x503.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/mulherestweet2-230x210.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 621px) 100vw, 621px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para combater tudo isso, nesta semana do Dia Internacional da Mulher, as agendas dos movimentos feministas brasileiros est\u00e3o recheadas de eventos e marchas de protestos. Em Bras\u00edlia, o principal movimento, organizado por ativistas de diversas entidades da sociedade civil, ser\u00e1 o <a href=\"http:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia\/cidades\/2018\/03\/06\/interna_cidadesdf,664210\/mulheres-ativistas-fazem-ato-unificado-pela-igualdade-de-genero-no-df.shtml\">ato pela igualdade de g\u00eanero, em passeata na Esplanada dos Minist\u00e9rios<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A marcha ser\u00e1 nesta quinta-feira, dia 8, com a concentra\u00e7\u00e3o a partir das 13h, no Museu da Rep\u00fablica. Por volta das 17h30, as mulheres sair\u00e3o em passeata at\u00e9 a Alameda dos Estados, na Esplanada, em frente ao Congresso Nacional. A expectativa das organizadoras \u00e9 reunir mais mulheres que em 2017, quando o ato contou com mais de 10 mil participantes. Na p\u00e1gina oficial no Facebook, os movimentos que organizam \u00a0o evento publicam, diariamente, textos e v\u00eddeos convocando mulheres a irem \u00e0s ruas contra o\u00a0 machismo, a lesbofobia, a bifobia, a transfobia e todas as formas de opress\u00e3o. Vamos l\u00e1!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-248 size-full\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/UnB-Semana-das-Mulheres.png\" alt=\"UnB Semana das Mulheres\" width=\"869\" height=\"458\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/UnB-Semana-das-Mulheres.png 869w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/UnB-Semana-das-Mulheres-300x158.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/UnB-Semana-das-Mulheres-768x405.png 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/UnB-Semana-das-Mulheres-550x290.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/UnB-Semana-das-Mulheres-230x121.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 869px) 100vw, 869px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No Brasil, os movimentos de mulheres organizam a <strong>Jornada de Luta das Mulheres em Defesa da Democracia e dos Direitos. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Acompanhe a agenda de eventos pelo pa\u00eds: <\/strong><\/p>\n<p><strong>Aracaju<\/strong><\/p>\n<p>Hor\u00e1rio: 7h<\/p>\n<p>Local: estacionamento do Viaduto do D.I.A<\/p>\n<p><strong>Belo Horizonte<\/strong><\/p>\n<p>15h30, concentra\u00e7\u00e3o e marcha \u2013 Assembleia Legislativa<\/p>\n<p>16h30, sa\u00edda da marcha rumo \u00e0 Pra\u00e7a 7<\/p>\n<p>Ao longo do dia, interven\u00e7\u00f5es na Pra\u00e7a 7<\/p>\n<p><strong>Boa Vista<\/strong><\/p>\n<p>Parada das Mulheres em Roraima<\/p>\n<p>Local: Pra\u00e7a do Centro C\u00edvico<\/p>\n<p>Hor\u00e1rio: 9h<\/p>\n<p><strong>Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p><strong>Movimentos Feministas\/Organiza\u00e7\u00f5es da Sociedade Civil<\/strong><\/p>\n<p><strong>Marcha das Mulheres<\/strong><\/p>\n<p>Hor\u00e1rio:\u00a0 a partir das 14h, concentra\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Local: Museu da Rep\u00fablica<\/p>\n<p>17h: Passeata pela Esplanada dos Minist\u00e9rios at\u00e9 o Congresso Nacional<\/p>\n<p><strong>Curitiba<\/strong><\/p>\n<p>Concentra\u00e7\u00e3o na Pra\u00e7a da Mulher Nua (Pra\u00e7a 19 de Dezembro), das 16h30 \u00e0s 18h<\/p>\n<p>Primeiro ato \u2013 Poder das\/para as Mulheres (Local: Pra\u00e7a da Mulher Nua)<\/p>\n<p>18h15 \u2013 sa\u00edda da caminhada<\/p>\n<p>18h30, segundo ato \u2013 Soberania \u2013 de nossos corpos e de nossas vidas, do estado e da natureza<\/p>\n<p>Local: Catedral Bas\u00edlica de Curitiba<\/p>\n<p>18h45\/ terceiro ato \u2013 Somos Muitas, Somos Diversas, Somos Plurais (Local: Pra\u00e7a Tiradentes).<\/p>\n<p>19h15\/ quarto ato \u2013 Nem Uma a Menos. Vivas N\u00f3s Queremos (Local: Rua Dr. Muricy com a XV de Novembro).<\/p>\n<p>19h40\/ quinto ato \u2013 Mais Direitos. Nenhum Retrocesso (Local: Boca Maldita).<\/p>\n<p><strong>Florian\u00f3polis<\/strong><\/p>\n<p>Hor\u00e1rio: das 9h \u00e0s 18h<\/p>\n<p>Concentra\u00e7\u00e3o da marcha, 17h<\/p>\n<p>Abertura da marcha, 18h<\/p>\n<p>Local: Tenda da CUT. Rua da Alf\u00e2ndega<\/p>\n<p><strong>Jo\u00e3o Pessoa<\/strong><\/p>\n<p>Concentra\u00e7\u00e3o na Pra\u00e7a Jo\u00e3o Pessoa (Tr\u00eas Poderes) e encerramento na\u00a0Lagoa \u2013 centro<\/p>\n<p>Hor\u00e1rio: das 8h \u00e0s 12h30<\/p>\n<p>Em paralelo, ocorrer\u00e1 a Nona Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia, organizada pelo Polo da Borborema, uma articula\u00e7\u00e3o de 14 sindicatos de trabalhadores rurais da regi\u00e3o da Borborema, em parceria com a AS-PTA (Agricultura Familiar e\u00a0 Agroecologia)<\/p>\n<p><strong>Manaus<\/strong><\/p>\n<p>Hor\u00e1rio: 8h<\/p>\n<p>Local: Pra\u00e7a da Matriz<\/p>\n<p><strong>Porto Alegre<\/strong><\/p>\n<p>Marcha das Mulheres<\/p>\n<p>Hor\u00e1rio: inicio \u00e0s 7h<\/p>\n<p>Local: sa\u00edda da Ponte do Gua\u00edba para a prefeitura, onde ocorrer\u00e1 um ato de\u00a0protesto contra os desmontes. Depois segue para a Esquina Democr\u00e1tica<\/p>\n<p>Hor\u00e1rio: das 15h \u00e0s 17h<\/p>\n<p>15h \u2013 Assembleia Internacional das Mulheres<\/p>\n<p>17h \u2013 ato unificado<\/p>\n<p>Local: Esquina Democr\u00e1tica<\/p>\n<p><strong>Porto Velho<\/strong><\/p>\n<p>Marcha das mulheres de Rond\u00f4nia<\/p>\n<p>Hor\u00e1rio: concentra\u00e7\u00e3o \u00e0s 8h30<\/p>\n<p>Local: em frente \u00e0 Ceron, na Avenida 7 de Setembro<\/p>\n<p><strong>Recife<\/strong><\/p>\n<p>Atividade: Caminhada no centro.<\/p>\n<p>Concentra\u00e7\u00e3o a partir das 13h, no Parque 13 de Maio<\/p>\n<p>Rodas de di\u00e1logos sobre os 10 eixos \u2013 das 13h \u00e0s 15h<\/p>\n<p>Caminhada \u2013 sa\u00edda das 16h\/16h30 pela avenida principal do centro (Avenida Conde da Boa Vista) em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Pra\u00e7a do Derby (Pra\u00e7a da Democracia)<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<p>Jornada de luta das mulheres<\/p>\n<p>Per\u00edodo: de 24 de fevereiro a 1\u00ba de maio<\/p>\n<p>Local: diversas regi\u00f5es<\/p>\n<p>8 de\u00a0 mar\u00e7o \u2013 concentra\u00e7\u00e3o a partir da 14h30. Sa\u00edda \u00e0s 18h<\/p>\n<p>Local: Pra\u00e7a Oswaldo Cruz e caminhada at\u00e9 a Avenida Paulista<\/p>\n<p><strong>Teresina<\/strong><\/p>\n<p>Hor\u00e1rio: 8h<\/p>\n<p>Local: Pra\u00e7a Rio Branco, Teresina<\/p>\n<p><strong>Vit\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Hor\u00e1rio: 13h, concentra\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Local: Pra\u00e7a Jucutuquara<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>8 de Mar\u00e7o \u00e9 Dia de Marchas das Mulheres \u00c9 sempre dif\u00edcil pensar no Dia Internacional das Mulheres. Para al\u00e9m das vit\u00f3rias ou conquistas individuais, que se consegue com muito empenho, batalhas e desgastes pessoais, n\u00e3o h\u00e1 muito o que ser celebrado, coletivamente, pelas popula\u00e7\u00f5es femininas de grande parte do mundo patriarcal. 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