{"id":258,"date":"2018-03-14T09:50:51","date_gmt":"2018-03-14T12:50:51","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/?p=258"},"modified":"2018-03-14T09:55:10","modified_gmt":"2018-03-14T12:55:10","slug":"o-sofrimento-tem-genero-e-e-feminino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/o-sofrimento-tem-genero-e-e-feminino\/","title":{"rendered":"O Sofrimento tem G\u00eanero e \u00e9 Feminino"},"content":{"rendered":"<h2>Entrevista com a pesquisadora Valeska Zanello*<\/h2>\n<h4>Sobre o livro Sa\u00fade Mental, G\u00eanero e Dispositivos<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cPor que as mulheres t\u00eam tantas queixas na esfera do amor? De se sentirem \u2018n\u00e3o amadas\u2019, de n\u00e3o receberem tanto afeto quanto gostariam ou quanto sentem que oferecem e, um fato que sempre me <em>encucou<\/em>, simplesmente de estarem sozinhas? Por que quando n\u00e3o t\u00eam algu\u00e9m se sentem \u2018encalhadas\u2019? Por que mulheres que s\u00e3o m\u00e3es carregam tanta culpa? E as que n\u00e3o s\u00e3o, por que se sentem na obriga\u00e7\u00e3o de estarem dispon\u00edveis a cuidar dos demais? E, de outro lado, por que os homens, diferentemente das mulheres, preocupam-se tanto com o seu desempenho no trabalho e na vida sexual? Por que certas experi\u00eancias, por exemplo, o desemprego, a aposentadoria ou a impot\u00eancia, s\u00e3o t\u00e3o amea\u00e7adoras para eles enquanto homens?\u201d<\/p>\n<figure id=\"attachment_259\" aria-describedby=\"caption-attachment-259\" style=\"width: 483px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-259 size-full\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Livro-Valeska-Zanello.png\" alt=\"Agende: Dia 16, sexta-feira, de 19h \u00e0s 22h, ser\u00e1 o lan\u00e7amento do livro \u201cSa\u00fade mental, g\u00eanero e dispositivos: cultura e processos de subjetiva\u00e7\u00e3o\u201d, no restaurante Carpe Diem, comercial da 104 Sul, em Bras\u00edlia\" width=\"483\" height=\"623\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Livro-Valeska-Zanello.png 483w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Livro-Valeska-Zanello-233x300.png 233w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Livro-Valeska-Zanello-230x297.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 483px) 100vw, 483px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-259\" class=\"wp-caption-text\"><em>Dia 16, \u00e0s 19h: lan\u00e7amento do livro no Carpe Diem, 104 Sul, em Bras\u00edlia<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Essas s\u00e3o quest\u00f5es que, nas palavras da Prof.\u00aa Dr.\u00aa Valeska Zanello* (ver biografia), nortearam seu novo livro <em>Sa\u00fade Mental, G\u00eanero e Dispositivos: cultura e processos de subjetiva\u00e7\u00e3o<\/em>, que ser\u00e1 lan\u00e7ado nesta sexta-feira (16), em vers\u00f5es impressa e online, pela editora Appris. A autora ressalta o ponto claramente delineado em suas pesquisas e nos atendimentos cl\u00ednicos que \u00e9 o fato de o sofrimento apresentar-se de forma <em>gendrada<\/em> (sob a esfera do g\u00eanero).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em culturas sexistas, como a do Brasil, \u201ctornar-se pessoa \u00e9 tornar-se homem ou mulher, em um binarismo que ainda estamos longe de desconstruir\u201d, assinala a pesquisadora. \u201cAssim, como conceber categorias anal\u00edticas que nos amparem a pensar, a escutar e a intervir, clinicamente, levando em considera\u00e7\u00e3o as especificidades de g\u00eanero? Quais s\u00e3o os mecanismos que moldam esses processos de subjetiva\u00e7\u00e3o? E que pedagogias afetivas s\u00e3o utilizadas?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O livro, segundo Valeska, \u00e9 fruto de 20 anos de experi\u00eancia na cl\u00ednica psicoter\u00e1pica e de 13 anos em pesquisas na \u00e1rea de sa\u00fade mental, sob a perspectiva de g\u00eanero e em interseccionalidade com ra\u00e7a e etnia. Ela tem se dedicado a estudar e compreender os processos de subjetiva\u00e7\u00e3o que se configuraram historicamente em nossa cultura, no Brasil, e como, atualmente, homens e mulheres se subjetivam, sofrem e se expressam de formas diferentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">De acordo com ela, partindo de um binarismo estrat\u00e9gico, h\u00e1 caminhos privilegiados de subjetiva\u00e7\u00e3o no tornar-se homem e mulher na cultura brasileira, nos tempos atuais. Para os homens, destaca-se o dispositivo da efic\u00e1cia, baseado na virilidade laboral e sexual. Sucintamente, um \u201cverdadeiro\u201d homem seria um bom provedor\/trabalhador e um \u201ccomedor\u201d sexual ativo. Para as mulheres, destacam-se os dispositivos amoroso e materno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O dispositivo amoroso configura uma certa forma de amar que vulnerabiliza as mulheres. Segundo a autora, elas se subjetivam na \u201cprateleira\u201d do amor, na qual \u201cser escolhida\u201d e validada por um homem torna-se uma legitima\u00e7\u00e3o fundamental. Isso porque o amor seria identit\u00e1rio para as mulheres, de um modo que n\u00e3o se constitui para os homens. J\u00e1 o dispositivo materno coloca as mulheres em uma rela\u00e7\u00e3o <em>naturalizada com o cuidar<\/em>, tornando ideologicamente biol\u00f3gicas performances que, de fato, s\u00e3o interpeladas na e pela cultura desde o nascimento. A autora debate, ainda, os dispositivos com as discuss\u00f5es raciais, tema de suma import\u00e2ncia em um pa\u00eds marcado pela pr\u00e1tica escravagista e, at\u00e9 hoje, profundamente racista.<\/p>\n<p><em><strong>Entrevista do Blog da Igualdade com a professora Valeska Zanello:<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Blog: Como voc\u00ea explicaria o livro para leitoras\/es leigos, que n\u00e3o conhecem os conceitos fundamentais dos estudos de g\u00eanero e feministas?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O livro \u00e9 resultado de 13 anos de pesquisas na \u00e1rea de sa\u00fade mental e de 20 anos de experi\u00eancia como psicoterapeuta cl\u00ednica. O ponto de partida ou pergunta inicial foi algo que sobressaiu durante esses anos: por que homens e mulheres sofrem por motivos diferentes? E qual a rela\u00e7\u00e3o desse sofrimento com os processos de socializa\u00e7\u00e3o diferenciados pelos quais passam? Para as mulheres, destaca-se, sobretudo, o dispositivo amoroso, ou como gosto de dizer, uma certa forma de amar que as desempodera quase que completamente. Outro dispositivo \u00e9 o materno, o que as faz serem heterocentradas, ou seja, sempre privilegiarem os interesses de outras pessoas, em detrimento dos pr\u00f3prios. O \u00e1pice disso ocorre na maternidade biol\u00f3gica. Mas n\u00e3o \u00e9 pelo fato de n\u00e3o sermos m\u00e3es que estamos livres desse dispositivo. Sempre somos vistas como as cuidadoras \u201cnatas\u201d. Para os homens, os pontos centrais s\u00e3o as virilidades sexual e laboral \u2013 ambas fazem parte do que denomino de dispositivo da efic\u00e1cia. Trocando em mi\u00fados, um \u201cverdadeiro\u201d homem, em nossa cultura, deve ser trabalhador\/provedor e um \u201ccomedor\u201d sexual. Os dispositivos constroem os pontos de vulnerabilidade ps\u00edquica em homens e em mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Blog: O que seriam dispositivos e processos de subjetiva\u00e7\u00e3o nos seres humanos?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para tentar traduzir em uma linguagem simples, os processos de subjetiva\u00e7\u00e3o referem-se aos caminhos pelos quais nos tornamos o que somos. Mas, mais do que nossa individualidade, h\u00e1 algo que compartilhamos, que temos em comum nesse momento hist\u00f3rico e em nossa cultura, no Brasil. Esses processos n\u00e3o ocorrem no v\u00e1cuo. Antes, d\u00e3o-se por meio de v\u00e1rios mecanismos (as tecnologias de g\u00eanero), que comp\u00f5em os dispositivos, dos quais as m\u00eddias, hoje, ocupam um lugar primordial. Um exemplo cl\u00e1ssico s\u00e3o os filmes direcionados ao p\u00fablico feminino. Rar\u00edssimos s\u00e3o aqueles que n\u00e3o colocam em seu centro a figura de um homem, e o enredo principal para a personagem feminina \u00e9 o desejo de conquist\u00e1-lo. Ou seja, n\u00e3o se trata apenas de representa\u00e7\u00f5es do que \u00e9 ser uma mulher, mas de uma verdadeira pedagogia afetiva. Nesse caso, o que se ensina \u00e9 uma determinada forma de amar bastante danosa para as mulheres em geral. O que se ensina \u00e9 que ter um homem \u00e9 a coisa mais importante na vida delas. Na nossa cultura, os homens aprendem a amar muitas coisas e as mulheres aprendem a amar os homens. Dif\u00edcil, dessa forma, que as mulheres n\u00e3o sofram muito nas rela\u00e7\u00f5es amorosas. Mas a\u00ed sempre me perguntam: e as l\u00e9sbicas? As l\u00e9sbicas n\u00e3o desconstroem o dispositivo amoroso. A diferen\u00e7a \u00e9 que uma l\u00e9sbica \u201clucra\u201d com o dispositivo amoroso da outra. Por isso que comumente se diz que as l\u00e9sbicas n\u00e3o namoram, se casam. Nesse aspecto espec\u00edfico, ser l\u00e9sbica \u00e9 um fator de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade mental das mulheres. As rela\u00e7\u00f5es hetero s\u00e3o as mais assim\u00e9tricas, em pa\u00edses sexistas como o Brasil. Esse \u00e9 um ponto importante e que, ao meu ver, tem muitos equ\u00edvocos nas discuss\u00f5es atuais: subverter o dispositivo da sexualidade n\u00e3o necessariamente nos leva a subverter os dispositivos de g\u00eanero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Blog: Os dados e conclus\u00f5es apresentados s\u00e3o baseados em pesquisas\/estat\u00edsticas e tamb\u00e9m em sua experi\u00eancia no campo da Psicologia Cl\u00ednica, n\u00e3o \u00e9? Nesse sentido emp\u00edrico, voc\u00ea acredita em, ou experimenta, resultados pr\u00e1ticos em escala individual, ou coletiva, para as mulheres que t\u00eam acesso aos tratamentos? Em sua sa\u00fade mental, sua autoestima?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O que posso dizer \u00e9 que a perspectiva de g\u00eanero traz a possibilidade de uma outra escuta cl\u00ednica, a qual foge do psicologismo, da <em>psicanaliza\u00e7\u00e3o<\/em> e da <em>psiquiatriza\u00e7\u00e3o<\/em>. Atrav\u00e9s dela, \u00e9 poss\u00edvel perceber que o sofrimento \u00e9 produzido n\u00e3o apenas por aspectos da biografia da pessoa, mas por v\u00e1rias microviol\u00eancias e opress\u00f5es em escala maior. H\u00e1 uma pol\u00edtiza\u00e7\u00e3o da dor e, nesse sentido, a possibilidade de se criar mecanismos mais eficazes de empoderamento e transforma\u00e7\u00e3o. A meu ver, o trabalho em grupo \u00e9 extremamente adequado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Blog: Voc\u00ea trabalha no livro com interseccionalidades. Pode explicar ao leitor e \u00e0 leitora o que isso significa?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em uma cultura sexista e racista como a brasileira, tornar-se pessoa \u00e9 tornar-se homem branco, homem negro, mulher branca e mulher negra. No livro, aponto essas especificidades, \u00fanicas, que trazem sofrimentos e cujas configura\u00e7\u00f5es precisamos reconhecer e acolher.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Blog: Os processos de subjetiva\u00e7\u00e3o, neste modelo social patriarcal, escravagista e machista, do ser\/tornar-se mulher, ou homem, produzem distor\u00e7\u00f5es e viol\u00eancias extremas, que corrompem toda uma vida, ou gera\u00e7\u00f5es. H\u00e1 formas de escape? H\u00e1 como ressignificar tais conceitos e (auto) libertar as mulheres das culpas e dos papeis culturais?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os dispositivos s\u00e3o hist\u00f3ricos e, portanto, devem sempre ser pensados no ger\u00fandio. Ou seja, as rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero e raciais n\u00e3o s\u00e3o um produto acabado, mas est\u00e3o sendo feitas, produzidas, nesse momento, agora. Nomear esses processos, poder pens\u00e1-los, \u00e9 fundamental para promover mudan\u00e7as e refletir sobre os meios de realiz\u00e1-las. Uma pergunta que sempre me acompanha \u00e9: como produzir <em>contratecnologias<\/em> de g\u00eanero? Como promover novas possibilidades identit\u00e1rias? Novos advires?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Blog: Os mesmos dispositivos seriam verificados nos g\u00eaneros e relacionamentos n\u00e3o-bin\u00e1rios?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pelas pesquisas que tenho realizado com meu grupo, na UnB, sim. Mas isso n\u00e3o deve nos desanimar. A mudan\u00e7a nunca vem de um pensamento de fora, de algo totalmente novo, mas da repeti\u00e7\u00e3o desgastada e desbotada do antigo. A\u00ed podem surgir par\u00f3dias, como nos diz Judith Butler (autora do seminal <em>Problemas de G\u00eanero<\/em>). Para mim, o maior erro \u00e9 acreditar, como j\u00e1 disse, que a subvers\u00e3o da sexualidade desconstr\u00f3i o g\u00eanero. O que encontrei at\u00e9 hoje em minhas pesquisas mostra justamente que essa rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 compuls\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-260 size-full\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/valeska1.jpg\" alt=\"valeska1\" width=\"491\" height=\"491\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/valeska1.jpg 491w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/valeska1-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/valeska1-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/valeska1-230x230.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 491px) 100vw, 491px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">* A Prof\u00aa Dr\u00aa Valeska Zanello \u00e9 graduada em Filosofia e em Psicologia pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB), onde tamb\u00e9m concluiu o doutorado em Psicologia, com per\u00edodo de pesquisas na Universit\u00e9 Catholique de Louvain (B\u00e9lgica). \u00c9 professora do departamento de Psicologia Cl\u00ednica da UnB, onde tamb\u00e9m orienta o mestrado e o doutorado no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Psicologia Cl\u00ednica e Cultura (PPG-PSICC). Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Psicologia, com \u00eanfase em sa\u00fade mental, g\u00eanero, psican\u00e1lise e filosofia da linguagem. Coordena o grupo de pesquisa \u201cSa\u00fade Mental e G\u00eanero\u201d, com foco em mulheres e interseccionalidade com ra\u00e7a e etnia. Blog do grupo SA\u00daDE MENTAL E G\u00caNERO:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/saudementalegenero.wordpress.com\/\">https:\/\/saudementalegenero.wordpress.com\/<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-261 aligncenter\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Convite-Valeska-Zanello.png\" alt=\"Convite Valeska Zanello\" width=\"670\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Convite-Valeska-Zanello.png 939w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Convite-Valeska-Zanello-300x201.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Convite-Valeska-Zanello-768x515.png 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Convite-Valeska-Zanello-550x369.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/igualdade\/wp-content\/uploads\/sites\/35\/2018\/03\/Convite-Valeska-Zanello-230x154.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 670px) 100vw, 670px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Assista a entrevista da Prof\u00aa Valeska Zanello sobre o livro, na UnB TV:<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/youtu.be\/_xJ9ioFQ0Hs\">https:\/\/youtu.be\/_xJ9ioFQ0Hs<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista com a pesquisadora Valeska Zanello* Sobre o livro Sa\u00fade Mental, G\u00eanero e Dispositivos \u201cPor que as mulheres t\u00eam tantas queixas na esfera do amor? 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