{"id":651,"date":"2021-01-08T12:34:12","date_gmt":"2021-01-08T15:34:12","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/?p=651"},"modified":"2021-01-08T12:34:12","modified_gmt":"2021-01-08T15:34:12","slug":"cinco-autores-para-pensar-o-racismo-ontem-e-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/cinco-autores-para-pensar-o-racismo-ontem-e-hoje\/","title":{"rendered":"Cinco autores para pensar o racismo ontem e hoje"},"content":{"rendered":"<h3><span style=\"font-weight: 400\">Frantz Fanon foi um dos maiores pensadores p\u00f3s-coloniais da Fran\u00e7a. James Baldwin, um dos nomes mais importantes da literatura americana dos anos 1950 quando o assunto \u00e9 racismo e coloniza\u00e7\u00e3o. Ralph Ellison, tamb\u00e9m americano, venceu o National Book Award de 1953 com um livro no qual o personagem reflete sobre sua invisibilidade em uma sociedade dominada por brancos. A brit\u00e2nica Bernardine Evaristo tem sido celebrada como a voz liter\u00e1ria negra mais importante da cena inglesa contempor\u00e2nea quando se trata de escrever sobre a di\u00e1spora africana. E Jamaica Kincaid traz hist\u00f3rias de um Caribe violentamente colonizado. A pandemia continua seu curso, ficar isolado ainda \u00e9 o \u00fanico rem\u00e9dio contra o coronav\u00edrus e, apesar de amargo, pode ser atenuado com boas leituras. Ent\u00e3o, na esteira de um 2020 marcado pelos protestos contra o racismo em todo o mundo, que tal come\u00e7ar 2021 prestigiando autores preocupados em compreender quest\u00f5es cruciais para a sociedade contempor\u00e2nea? O <strong>Leio de tudo<\/strong> fez uma sele\u00e7\u00e3o de lan\u00e7amentos recentes dispon\u00edveis em e-book ou no site das editoras, todos assinados por nomes fundamentais do pensamento negro mundial.\u00a0<\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400\">James Baldwin<\/span><\/h2>\n<figure id=\"attachment_655\" aria-describedby=\"caption-attachment-655\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/CBNFOT070220171274.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-655\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/CBNFOT070220171274-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-655\" class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9dito: Imovision\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A Companhia das Letras est\u00e1 empenhada em lan\u00e7ar a obra de Baldwin. J\u00e1 s\u00e3o quatro volumes at\u00e9 agora e uma boa maneira de come\u00e7ar \u00e9 pelo romance <em>Se a rua beale falasse<\/em>, que tamb\u00e9m virou roteiro de filme. No romance, Fonny e Tish formam um jovem casal no Harlem dos anos 1970. Um dia, Fonny \u00e9 acusado de estuprar uma mulher branca e acaba jogado em um calv\u00e1rio kafkiano durante o qual reflete sobre o racismo e a discrimina\u00e7\u00e3o num cen\u00e1rio de viol\u00eancia, mas tamb\u00e9m de esperan\u00e7a. Em <em>Notas de um filho nativo<\/em>, \u00e9 o Baldwin ensa\u00edsta quem assume com uma s\u00e9rie de textos da d\u00e9cada de 1950 nos quais o fala sobre literatura, mas tamb\u00e9m sobre sua pr\u00f3pria biografia. Um dos ensaios traz uma an\u00e1lise cr\u00edtica de<em> A cabana do pai Tom\u00e1s<\/em> (<\/span><span style=\"font-weight: 400\">Harriet Beecher Stowe) e de <em>O homem invis\u00edvel<\/em> (Ralph Ellison), obras que Baldwin considera excessivamente condescendentes em rela\u00e7\u00e3o ao racismo. Tamb\u00e9m est\u00e3o nesse livro dois bel\u00edssimos ensaios sobre o per\u00edodo em que o autor viveu em Paris. Baldwin ficou radicado na cidade por alguns anos e, a partir da perspectiva de um americano negro e homossexual, ele mergulha no significado de suas pr\u00f3prias origens. Em <em>Igualdade em Paris<\/em>, o autor chega \u00e0 conclus\u00e3o de que as refer\u00eancias culturais europeias n\u00e3o lhe pertencem nem nunca ser\u00e3o compreendidas por ele como o s\u00e3o pelos europeus, assim como a viol\u00eancia da coloniza\u00e7\u00e3o africana nunca ser\u00e1 sentida pelos europeus como ele a sente. \u201cAt\u00e9 as mais analfabetas entre elas est\u00e3o relacionadas, de uma maneira que eu n\u00e3o estou, a Dante, Shakespeare, Michelangelo, \u00c9squilo, Da Vinci, Rembrandt e Racine; a catedral de Chartres diz a elas algo que n\u00e3o pode dizer a mim, tal como o faz, na verdade, o Empire State Building em Nova York, se algu\u00e9m daqui algum dia estiver diante dele. \u00c9 dos seus hinos de igreja e suas dan\u00e7as folcl\u00f3ricas que emergiram Beethoven e Bach. Se recuarmos alguns s\u00e9culos, elas surgir\u00e3o em toda sua gl\u00f3ria &#8211; mas eu estarei na \u00c1frica, vendo a chegada dos conquistadores\u201d, escreve Baldwin. <em>Um estranho na aldeia<\/em>, outro ensaio antol\u00f3gico, narra a experi\u00eancia de Baldwin em uma aldeia su\u00ed\u00e7a que nunca havia visto um negro. Ali, ele oscila entre a condescend\u00eancia pelos habitantes do local e a cr\u00edtica dura \u00e0s posturas racistas que, aos poucos, se imp\u00f5em. O livro tem pref\u00e1cio de Teju Cole e de Paulo Roberto Pires.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400\">Bernardine Evaristo<\/span><\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/bernardine.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-thumbnail wp-image-654\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/bernardine-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/bernardine-150x150.jpg 150w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/bernardine-300x300.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/bernardine-230x230.jpg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/bernardine.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Brit\u00e2nica de origem nigeriana, Evaristo escreveu oito romances, mas foi depois de ganhar um Man Booker Prize que ela passou para a prateleira dos mais vendidos. O romance mais recente, <em>Garota, mulher, outras<\/em>, que a Companhia das Letras acaba de lan\u00e7ar, esteve na lista do Booker Prize de 2019, ao lado de autores como Salman Rushdie e Margaret Atwood. O livro \u00e9 dedicado a mulheres de diversas gera\u00e7\u00f5es, filhas da di\u00e1spora africana cujas vidas, de alguma forma, t\u00eam a Inglaterra como ponto comum. M\u00e3es, filhas, irm\u00e3s, gays, heterossexuais, ricas, pobres, jovens ou idosas, elas d\u00e3o nomes aos cap\u00edtulos e t\u00eam suas narrativas interligadas por graus de parentesco ou amizade. H\u00e1 um mundo de discuss\u00f5es na narrativa de Evaristo, cujo universo lembra muito o da tamb\u00e9m premiada Zadie Smith. Escravid\u00e3o, desigualdade, racismo, machismo, homofobia, tudo pautado por um fundo pol\u00edtico que se desenha na escolha das personagens. \u201cUma quest\u00e3o interessante \u00e9 que n\u00e3o sou, normalmente, classificada como uma escritora pol\u00edtica. E eu sou uma escritora pol\u00edtica! H\u00e1 uma sustenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em\u00a0 Garota, mulher, outras que \u00e9 a de explorar apenas mulheres brit\u00e2nicas negras em um \u00fanico romance. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que o leitor aprecie o livro no n\u00edvel da hist\u00f3ria, mas, ao mesmo tempo, que se engajem em todas essas quest\u00f5es\u201d, explicou a autora em entrevista ao jornal<em> The Guardian<\/em>, a mesma na qual revela ter ficado surpresa ao descobrir que boa parte dos brit\u00e2nicos n\u00e3o consegue compreender o envolvimento do pa\u00eds na escravid\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><em>Garota, mulher, outras<\/em> \u00e9 desses livros cujos personagens s\u00e3o t\u00e3o ricos e a escrita t\u00e3o envolvente que fica dif\u00edcil n\u00e3o fazer uma leitura ininterrupta e dedicada. Evaristo escreve sem pontos e letras mai\u00fasculas, mas o leitor pode nem perceber t\u00e3o fluido \u00e9 o texto. Muitas vezes, quando quer enfatizar um pensamento da personagem, reserva uma linha para cada palavra. \u00c9 um esquema que funciona surpreendentemente bem e n\u00e3o, nada tem a ver com a escrita cont\u00ednua de Jos\u00e9 Saramago. \u00c9 o que a cr\u00edtica chama de \u201cfic\u00e7\u00e3o de fus\u00e3o polivocal\u201d, com v\u00e1rias vozes combinadas em uma narrativa muito solta e inovadora.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400\">Frantz Fanon<\/span><\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/FNN_1156_\u00a9-Arquivo-Frantz-FanonImec-trat.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-659\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/FNN_1156_\u00a9-Arquivo-Frantz-FanonImec-trat-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Psiquiatra franc\u00eas nascido na Martinica, col\u00f4nia ultramarina at\u00e9 hoje, Fanon \u00e9 um dos nomes mais importantes do pensamento p\u00f3s-colonial, por\u00e9m \u00e9 pouco conhecido fora da cena acad\u00eamica. Por isso \u00e9 bem-vinda a tradu\u00e7\u00e3o de <em>Pele negra, m\u00e1scaras brancas<\/em>, que a Ubu lan\u00e7ou no fim de 2021. \u00c9 da perspectiva de um m\u00e9dico que Fanon escreve sobre o racismo, o colonialismo e a inser\u00e7\u00e3o do negro na sociedade europeia, especialmente a francesa. O impacto que o complexo de inferioridade alimentado pelo racismo causa na estrutura ps\u00edquica e como a sociedade p\u00f3s-colonial \u00e9 terreno f\u00e9rtil para o crescimento desse complexo s\u00e3o algumas das quest\u00f5es tratadas por Fanon nesse livro, um cl\u00e1ssico, embora n\u00e3o seja o mais celebrado do autor. <em>Os condenados da terra<\/em> costuma ser o ensaio mais citado de Fanon. Em\u00a0 <em>Pele negra, m\u00e1scaras brancas<\/em>, ele sugere que, como psicanalista, para lidar com o racismo, \u00e9 preciso promover uma mudan\u00e7a das estruturas sociais por meio da conscientiza\u00e7\u00e3o do inconsciente dos indiv\u00edduos. O livro foi publicado em 1952. De acordo com Deivisson Faustino, autor do posf\u00e1cio,\u00a0 a interpreta\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica de Fanon, para alguns pesquisadores, \u00e9 uma maneira de encarar a \u201cdescoloniza\u00e7\u00e3o da mente cuja a\u00e7\u00e3o \u00e9, antes de tudo, uma pr\u00e1tica de ressignifica\u00e7\u00e3o\u201d. A edi\u00e7\u00e3o da Ubu tem pref\u00e1cio de Grada Kilomba, para quem Fanon foi fundamental e ajudou a elaborar, entre outras quest\u00f5es, a aus\u00eancia de autores negros no campo da psican\u00e1lise <\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400\">Ralph Ellison\u00a0<\/span><\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/ralph2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-thumbnail wp-image-658\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/ralph2-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><em>O homem invis\u00edvel<\/em> \u00e9 um dos grandes romances de forma\u00e7\u00e3o da literatura americana. Publicado em 1952, ganhou o National Book Award no ano seguinte. O livro trata da chegada de um homem ao Harlem, em Nova York, um personagem vindo do sul, regi\u00e3o extremamente racista e segregada, para enfrentar no norte um racismo mais disfar\u00e7ado, por\u00e9m n\u00e3o menos violento. O romance se passa no in\u00edcio do s\u00e9culo 20 e a descoberta desse mundo no qual ele \u00e9 invis\u00edvel devido \u00e0 cor de sua pele permeia todas as experi\u00eancias do personagem.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400\">Jamaica Kincaid<\/span><\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/Kincaid2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-657\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/Kincaid2-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nascida em Ant\u00edgua, no Caribe, Jamaica Kincaid era uma aluna brilhante quando a m\u00e3e decidiu mand\u00e1-la a Nova York para trabalhar como au-pair e enviar dinheiro para casa. Na \u00e9poca, ela ainda se chamava Elaine Potter Richardson. A adolescente escolheu outro caminho: rompeu com a fam\u00edlia, foi estudar fotografia, tornou-se redatora de uma revista para jovens e, em seguida, rep\u00f3rter da prestigiada <em>The New Yorker<\/em>. Isso nos anos 1960, quando a luta pelos direitos civis dos negros americanos seguia um curso muitas vezes violento e cruel. Elaine trocou de nome, virou Jamaica Kincaid e passou a escrever livros cuja tem\u00e1tica estava, de alguma forma, relacionada ao pa\u00eds natal e \u00e0 condi\u00e7\u00e3o colonizada de seu povo. Ant\u00edgua s\u00f3 se tornou independente do Reino Unido em 1981. Em <em>A autobiografia da minha m\u00e3e<\/em>, que a Alfaguara acaba de publicar, Jamaica conta trajet\u00f3ria de uma menina \u00f3rf\u00e3 de m\u00e3e pelos caminhos nem sempre muito acess\u00edveis de uma sociedade colonial. O texto \u00e9 narrado em primeira pessoa, a partir da perspectiva de uma mulher de 70 anos que recorda o passado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/notas-de-um-filho-nativo.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-663\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/notas-de-um-filho-nativo-150x150.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><strong>Notas de um filho nativo<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De James Baldwin. Tradu\u00e7\u00e3o: Paulo Henriques Brito. Companhia das Letras, 248 p\u00e1ginas. R$ 59,90<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/9788503013796.jpg\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-653\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/9788503013796-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><strong>O homem invis\u00edvel<\/strong><\/p>\n<p>De Ralph Ellison. Tradu\u00e7\u00e3o: Mauro Gama. Jos\u00e9 Olympio, 572 p\u00e1ginas. R$ 64,90<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/PN_capa-01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-660\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/PN_capa-01-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><\/span><strong>Pele negra, m\u00e1scaras brancas<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De Frantz Fanon. Tradu\u00e7\u00e3o: Sebasti\u00e3o Nascimento. Ubu, 306 p\u00e1ginas. R$ 69,90<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/garota-mulher-outras.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-662\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/garota-mulher-outras-150x150.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a>Garota, mulher, outras<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De Bernardine Evaristo. Tradu\u00e7\u00e3o: Camila von Holdefer. Companhia dss Letras, 496 p\u00e1ginas. R$ 79,90<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/autobiografia-da-minha-mae.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-652\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/leiodetudo\/wp-content\/uploads\/sites\/37\/2021\/01\/autobiografia-da-minha-mae-150x150.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><strong>A autobiografia da minha m\u00e3e<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De Jamaica Kincaid. Tradu\u00e7\u00e3o: D\u00e9bora Landsberg. Alfaguara, 144 p\u00e1ginas. R$ 69,90<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frantz Fanon foi um dos maiores pensadores p\u00f3s-coloniais da Fran\u00e7a. James Baldwin, um dos nomes mais importantes da literatura americana dos anos 1950 quando o assunto \u00e9 racismo e coloniza\u00e7\u00e3o. Ralph Ellison, tamb\u00e9m americano, venceu o National Book Award de 1953 com um livro no qual o personagem se tornava invis\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 sua cor negra. A brit\u00e2nica Bernardine Evaristo tem sido celebrada como a voz liter\u00e1ria negra mais importante da cena inglesa contempor\u00e2nea quando se trata de escrever sobre a di\u00e1spora africana. A pandemia continua seu curso, ficar isolado ainda \u00e9 o \u00fanico rem\u00e9dio contra o coronav\u00edrus e, apesar de amargo, pode ser atenuado com boas leituras. Ent\u00e3o, na esteira de um 2020 marcado pelos protestos contra o racismo em todo o mundo, que tal come\u00e7ar 2021 prestigiando autores preocupados em compreender quest\u00f5es cruciais para a sociedade contempor\u00e2nea? O Leio de tudo fez uma sele\u00e7\u00e3o de lan\u00e7amentos recentes dispon\u00edveis em e-book ou no site das editoras, todos assinados por nomes fundamentais do pensamento negro mundial.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":82,"featured_media":656,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[177,40,255,122,119,274,96,189,218,3,260,152,110,109,123,102,1,184,58],"tags":[335,332,333,239,336,147,334],"class_list":["post-651","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amor","category-biografia","category-drama","category-feminismo","category-filosofia","category-genero","category-historia","category-lancamento","category-leitura","category-literatura","category-multculturalismo","category-politica","category-psicanalise","category-psicologia","category-racismo","category-romance","category-sem-categoria","category-sociologia","category-violencia","tag-autoresnegros","tag-bernardineevaristo","tag-frantzfanon","tag-jamesbaldwin","tag-literaturaamericana","tag-livros","tag-paraentenderracismo"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.9 - 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