{"id":1233,"date":"2016-05-15T06:30:12","date_gmt":"2016-05-15T09:30:12","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/?p=1233"},"modified":"2016-05-13T15:52:12","modified_gmt":"2016-05-13T18:52:12","slug":"quatro-patas-de-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/quatro-patas-de-amor\/","title":{"rendered":"Quatro patas de amor"},"content":{"rendered":"<p>(da Revista do Correio) (fotos Arquivo Pessoal)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Muitas vezes, n\u00e3o se avalia o bem que um animalzinho de estima\u00e7\u00e3o pode proporcionar a pessoas com necessidades especiais. Existem diversas terapias que contam com a participa\u00e7\u00e3o de bichos, como a equoterapia, feita com cavalos. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m um ganho not\u00e1vel com o conv\u00edvio de mascotes na intimidade do lar \u2014 sobretudo em processos de recupera\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as ou problemas psicol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Um caso que causou como\u00e7\u00e3o na internet foi o de Iris Grace, 6 anos, e seu gato, Thula. Autista, ela quase n\u00e3o falava e pouco sa\u00eda de seu mundo particular. Aos 4, por\u00e9m, Iris ganhou o felino de presente dos pais e viu sua vida mudar completamente. A menina inglesa come\u00e7ou a interagir, conversar, sorrir&#8230; Um verdadeiro renascimento.<\/p>\n<p>Hoje, a ci\u00eancia j\u00e1 reconhece os benef\u00edcios trazidos pela rela\u00e7\u00e3o homem-animal. Os pets promovem sa\u00fade f\u00edsica e emocional e, quando se trata de pessoas especiais, eles podem verdadeiramente auxiliar no desenvolvimento psicomotor e na linguagem.<\/p>\n<p>Ala\u00edse Zimmermann \u00e9 m\u00e3e de Alexandre, 11 anos. Ele tem autismo e \u00e9 dono do Tody, um cachorrinho da ra\u00e7a daschshund.<\/p>\n<p>\u201cO Alexandre gosta de ati\u00e7ar o cachorro. N\u00e3o pode v\u00ea-lo ali quietinho que vai brincar. Ele adora correr atr\u00e1s do Tody e os dois se divertem\u201d, conta a m\u00e3e. Mas, quando Alexandre est\u00e1 bravo ou leva bronca, tamb\u00e9m briga com o animal. \u201cMuitas vezes, ele quer bater no Tody, quer descontar a raiva nele. S\u00f3 que o Tody n\u00e3o deixa. Ele rosna como quem diz que n\u00e3o gostou da atitude, e o Alexandre se aquieta e sai de perto.\u201d<\/p>\n<p>Os pais de Alexandre sempre o ensinaram a dar ra\u00e7\u00e3o e \u00e1gua ao c\u00e3ozinho. Quando o assunto \u00e9 o incentivo da fala, Ala\u00edse afirma que houve mesmo uma melhora, ainda que discreta. \u201cQuando o Tody est\u00e1 calado no canto, o Alexandre gosta de ficar mandando e desmandando nele. Ele diz: \u2018Para, Tody, fica quieto\u2019. E eu acho gra\u00e7a\u201d. Mesmo com repeti\u00e7\u00f5es ou poucas palavras, o est\u00edmulo \u00e9 claro.<\/p>\n<p>\u201cUma vez est\u00e1vamos todos deitados para dormir e o Tody come\u00e7ou a latir. Logo falei: \u2018Fica quieto, Tody!\u2019. Alguns segundos depois, o Alexandre, que j\u00e1 estava deitado na cama dele, repetiu a mesma coisa\u201d, descreve. Ala\u00edse fala tamb\u00e9m sobre a rela\u00e7\u00e3o de seu sobrinho, Victor Chiba, 20 anos, com sua cadelinha, que faleceu este ano. Victor tem s\u00edndrome de Down e sempre foi muito pr\u00f3ximo da tia. Na casa dele, os cachorros sempre marcaram presen\u00e7a, mas viviam no quintal, pois eram de porte grande e a m\u00e3e do menino n\u00e3o os queriam dentro de casa.<\/p>\n<p>Quando Victor tinha 9 anos, pediu \u00e0 m\u00e3e um cachorro que pudesse ficar com ele o tempo todo, e assim ganhou Biba, uma poodle. \u201cDesde o primeiro dia de Biba em casa, Victor teve todos os cuidados com ela. Sempre gostou de dar comida, \u00e1gua e passar o tempo todo ao seu lado. S\u00f3 largava a cadela na hora de dormir\u201d, conta a tia. A liga\u00e7\u00e3o dos dois era enorme. \u201cQuando Victor estava triste, ele se trancava no quarto com a cadela e s\u00f3 sa\u00eda quando estivesse se sentindo melhor.\u201d<\/p>\n<figure id=\"attachment_1234\" aria-describedby=\"caption-attachment-1234\" style=\"width: 225px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/05\/CBNFOT090520160105.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1234\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1234\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/05\/CBNFOT090520160105-225x300.jpg\" alt=\"Foto: Arquivo Pessoal. Tain\u00e1 e Nalu: uma bonita hist\u00f3ria desde o primeiro encontro\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/05\/CBNFOT090520160105-225x300.jpg 225w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/05\/CBNFOT090520160105-768x1024.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/05\/CBNFOT090520160105-263x350.jpg 263w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/05\/CBNFOT090520160105-550x733.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/05\/CBNFOT090520160105-230x306.jpg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/05\/CBNFOT090520160105.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1234\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Arquivo Pessoal. Tain\u00e1 e Nalu: uma bonita hist\u00f3ria desde o primeiro encontro<\/figcaption><\/figure>\n<p>C\u00e3es s\u00e3o muito observadores. Prestam muita aten\u00e7\u00e3o nos h\u00e1bitos dos donos. Quanto mais ele conhece uma fam\u00edlia, mais ter\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de perceber quando precisam de sua presen\u00e7a afetivamente. Psic\u00f3loga e especialista em terapia assistida por animais, Marinez Rangel confirma a import\u00e2ncia dos bichinhos na \u00e1rea de sa\u00fade. Ela relata que o cachorro tem um grande instinto que, al\u00e9m de ajudar nos tratamentos, tamb\u00e9m auxilia em casa. \u201cQuando percebem que algo n\u00e3o est\u00e1 certo, eles se aproximam mais do dono, como se quisessem carinho. Alguns deles n\u00e3o podem ver a pessoa chorar que querem lamber as l\u00e1grimas. Tudo isso \u00e9 uma forma de afeto\u201d, conta a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p>De fato, os c\u00e3es t\u00eam grande influ\u00eancia no comportamento das crian\u00e7as especiais. Os n\u00edveis de estresse tendem a diminuir e a sociabilidade, como condutas afetivas e contato visual, a aumentar. A agressividade, tanto verbal quanto f\u00edsica, e o isolamento tamb\u00e9m s\u00e3o minimizados. Tain\u00e1 tem 26 anos e \u00e9 autista. A m\u00e3e, Cl\u00e1udia Martiningo conta que a filha sempre gostou de cachorros e logo quando adotaram a cadela Cindy foi f\u00e1cil perceber a liga\u00e7\u00e3o da menina com os animais. \u201cEla tinha s\u00f3 10 anos e o encantamento foi imenso! Sempre ia brincar e fazer carinho. Ela adorava e n\u00e3o desgrudava.\u201d<\/p>\n<p>Quando decidiram ter a cadela da ra\u00e7a akita, foi pensando em uma poss\u00edvel melhora no desenvolvimento da filha. Cl\u00e1udia procurou conhecer melhor o assunto e buscou a opini\u00e3o de terceiros. Al\u00e9m disso, a m\u00e3e pensava que a filha era muito sozinha, pois estava sempre quietinha e n\u00e3o gostava de conversar. Hoje a fam\u00edlia tem Nalu, uma golden retriever de um pouco mais de 1 ano, que \u00e9 a melhor amiga de Tain\u00e1. As duas se deram muito bem desde o primeiro contato e s\u00e3o apaixonadas uma pela outra. \u201cQuando ela chega em casa da escola, a primeira coisa que faz \u00e9 ir l\u00e1 e falar com a Nalu. Ela j\u00e1 come\u00e7a a latir e vai correndo pegar a bolinha.\u201d Cl\u00e1udia conta tamb\u00e9m que a cadela \u00e9 o ref\u00fagio de Tain\u00e1. Nos momentos em que ela est\u00e1 triste, a Nalu \u00e9 seu primeiro destino. A menina senta-se do lado da cadela e fica conversando, contando tudo que acontece. Ela tem a cachorrinha como uma confidente.<\/p>\n<p>A m\u00e3e relata a melhora da jovem. Trouxe calma e, al\u00e9m disso, ajudou no desenvolvimento da fala, uma vez que Tain\u00e1\u00a0 conversa muito com a mascote, manda pegar a bolinha e diz palavras de carinho. \u201cPenso que cada crian\u00e7a especial \u00e9 de uma forma, mas n\u00e3o custa nada tentar uma aproxima\u00e7\u00e3o com os animais para ver como ela responde\u201d, acrescenta Cl\u00e1udia.<\/p>\n<p>&#8220;Os pets promovem sa\u00fade f\u00edsica e emocional e, quando se trata de pessoas especiais, eles podem verdadeiramente auxiliar no desenvolvimento psicomotor e na linguagem\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A companhia de um animal traz melhoras f\u00edsicas e ganhos afetivos para as pessoas com necessidades especiais<\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":1236,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[45,12,13,2,25,28,11,26,40,31,33,32,29],"tags":[],"class_list":["post-1233","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-adocao","category-alimentacao-pet","category-animais-perdidos","category-blogueiros","category-comportamento","category-entrevista","category-eventos-pet","category-fotografia-pet","category-leis","category-maus-tratos","category-recorde","category-redes-sociais","category-saude-pet"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1233","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1233"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1233\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1235,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1233\/revisions\/1235"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1236"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1233"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1233"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1233"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}