{"id":1300,"date":"2016-05-29T07:00:43","date_gmt":"2016-05-29T10:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/?p=1300"},"modified":"2016-05-27T15:04:48","modified_gmt":"2016-05-27T18:04:48","slug":"passeio-seguro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/passeio-seguro\/","title":{"rendered":"Passeio seguro"},"content":{"rendered":"<p>(<strong>da Revista do Correio<\/strong>)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cor e estampa s\u00e3o prefer\u00eancias est\u00e9ticas, mas itens de seguran\u00e7a para os pets exigem outro tipo de crit\u00e9rio na hora de escolher. Seu c\u00e3o \u00e9 pequeno, d\u00f3cil e obediente? Ou pula de um lado para outro no carro? Durante o passeio, quer correr para brincar com outros c\u00e3es e adora saltar nas pessoas ou se comporta perfeitamente, caminhando a seu lado? Perguntas assim devem nortear a sele\u00e7\u00e3o dos equipamentos usados para garantir um transporte seguro, tanto para os animais quanto para os tutores e para as pessoas nas ruas.<\/p>\n<p>H\u00e1, por exemplo, in\u00fameras guias dispon\u00edveis. Entre as mais usadas, est\u00e3o a tradicional e a peitoral. De fato, elas s\u00e3o as mais indicadas para a maioria das ra\u00e7as, mas \u00e9 importante saber apontar as diferen\u00e7as de cada uma. A tradicional pode ser de tecido, n\u00e1ilon, couro ou outras varia\u00e7\u00f5es que existem no mercado, vai ao redor do pesco\u00e7o do c\u00e3o. Com ela, \u00e9 poss\u00edvel treinar o animal mais facilmente, independentemente da ra\u00e7a. Nas primeiras vezes que o filhote sai para passear, ele deve entender quem manda. A coleira tradicional possibilita esse comando com mais facilidade, uma vez que o dono pode puxar o animal delicadamente para que ele se mantenha ao lado ou atr\u00e1s. Com a peitoral, isso \u00e9 mais dif\u00edcil. Mesmo quando o propriet\u00e1rio realiza o comando de segur\u00e1-lo ao seu lado, o cachorro ainda pode jogar o tronco para frente, dando a impress\u00e3o que est\u00e1 no controle. Por esse motivo, \u00e9 indicada somente depois que houve o adestramento do animal.<\/p>\n<p>\u201cO propriet\u00e1rio conhece a \u00edndole do seu cachorro, sabe se ele \u00e9 capaz de atacar ou avan\u00e7ar em outra pessoa e, a partir disso, ele escolhe melhor a coleira para ter total controle sobre o mesmo\u201d, comenta a veterin\u00e1ria Camila Albuquerque. O maior erro dos donos \u00e9 confiar que o bichinho \u00e9 comportado e n\u00e3o vai correr ou atacar ningu\u00e9m, pois muitos acidentes acontecem a partir disso. Os animais podem se assustar, correr atr\u00e1s de algum bicho ou simplesmente querer brincar. Por isso, Camila acrescenta que o uso da coleira em qualquer passeio \u00e9 indispens\u00e1vel, j\u00e1 que o comportamento do animal pode sempre surpreender.<\/p>\n<p>Outro modelo de coleira \u00e9 a enforcadora. Ela \u00e9 usada para conter o animal e se aplica mais a c\u00e3es de guarda, como rotweiller e pastor-alem\u00e3o. Ou a qualquer outro que tenha muita for\u00e7a ou um comportamento mais bruto. Do lado inferior da coleira, existem alguns ganchinhos que ajudam a controlar o c\u00e3o ou que deslizam, apertando mais o pesco\u00e7o. Mas, segundo a veterin\u00e1ria, esse tipo de coleira n\u00e3o causa nenhum mal ao animal, ela apenas o incomoda e o faz parar.<\/p>\n<p>Anna Carolina Prates \u00e9 aviadora e tem tr\u00eas shih tzus \u2014 Thor, Bella e Shoyu. Por morar em apartamento, ela passeia com seus c\u00e3es pelo menos duas vezes ao dia e conta que sempre optou pela coleira peitoral por sentir mais seguran\u00e7a na hora do passeio. \u201cTenho medo de puxar a coleira e machucar ou dar falta de ar porque eles s\u00e3o muito pequenos, e sei que, com a peitoral, isso n\u00e3o acontece.\u201d Anna Carolina j\u00e1 teve outros dois cachorros da ra\u00e7a labrador e conta que, neles, ela preferia usar a coleira tradicional de pesco\u00e7o, por causa da for\u00e7a que os animais tinham durante o passeio. \u201cEra mais f\u00e1cil conter os dois com a de pesco\u00e7o para que eles n\u00e3o me derrubassem\u201d, conta a aviadora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Na rua e no carro<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os tutores t\u00eam um medo infundado: acreditam que a focinheira s\u00f3 pode ser usada em c\u00e3es ferozes ou de guarda, e que o acess\u00f3rio machuca ou limita a respira\u00e7\u00e3o. Mas a realidade \u00e9 que a focinheira \u00e9 indicada para qualquer ra\u00e7a, em qualquer passeio. O correto seria sempre usar a coleira em conjunto com a focinheira, obrigat\u00f3ria, de acordo com lei distrital, sobretudo para c\u00e3es de grande porte, como dobermann e pit-bull.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o do dono, estabelecida pelo C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro, transportar, nos carros, os c\u00e3es dentro de caixas adequadas ao tamanho do animal, casinhas ou presos ao cinto de seguran\u00e7a adaptado. Caso\u00a0 isso n\u00e3o seja respeitado, os motoristas est\u00e3o sujeitos \u00e0s penalidades da legisla\u00e7\u00e3o, como multas e pontos da carteira de motorista.<\/p>\n<p>Apesar disso, muitas pessoas levam seus animais soltos no ve\u00edculo, com a janela aberta ou no colo de algu\u00e9m, mas, assim como um ser humano, o c\u00e3ozinho pode causar algum acidente quando est\u00e1 livre, ou at\u00e9 mesmo correr risco de \u00f3bito caso haja uma batida. \u201cO peso do cachorro pode ser triplicado em caso de acidente e isso pode machucar algu\u00e9m ou ele mesmo\u201d, ressalta a veterin\u00e1ria Camila Albuquerque.<\/p>\n<p>Giulia Pires \u00e9 estudante de comunica\u00e7\u00e3o organizacional e dona de Napole\u00e3o, da ra\u00e7a sealyham terrier. Ela diz que sempre usou a coleira peitoral em seu cachorro e o cinto de seguran\u00e7a em todos os passeios de carro. \u201cPensando na seguran\u00e7a dele, comprei o cinto logo no dia que ele chegou em casa. Tenho medo que aconte\u00e7a algo e ele se machuque. J\u00e1 sabia da exist\u00eancia da cadeirinha adaptada para carro, mas fui ao petshop atr\u00e1s de algo do tipo que ele tivesse mais liberdade e n\u00e3o ficasse totalmente im\u00f3vel, e me indicaram o cinto que fica ligado a coleira.\u201d Napole\u00e3o se acostumou muito bem com o cinto de seguran\u00e7a e ela deixa a guia mais curta, mas com dist\u00e2ncia suficiente para que ele possa olhar pela janela.<\/p>\n<p>\u00c9 o mesmo caso de Let\u00edcia Brazil, estudante de pedagogia e dona de Aladdin, um shih tzu que n\u00e3o passeia solto no carro. \u201cO Aladdin \u00e9 muito agitado. Antes do cinto de seguran\u00e7a, quando ele passeava de carro, ficava muito animado e pulando em todos os cantos. Tinha muito medo de que algo acontecesse com ele, e agora ele fica bem comportadinho.\u201d Caso haja impacto, o cinto trava, impedindo que o animal se machuque.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coleiras, cintos, focinheiras e cadeirinhas de transporte n\u00e3o s\u00e3o simplesmente acess\u00f3rios, e sim equipamentos de primeira necessidade. Saiba escolher<\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":1301,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[45,12,13,2,25,27,28,11,26,31,32,29],"tags":[],"class_list":["post-1300","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-adocao","category-alimentacao-pet","category-animais-perdidos","category-blogueiros","category-comportamento","category-concurso-pet","category-entrevista","category-eventos-pet","category-fotografia-pet","category-maus-tratos","category-redes-sociais","category-saude-pet"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1300","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1300"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1300\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1302,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1300\/revisions\/1302"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1301"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1300"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1300"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1300"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}