{"id":16,"date":"2015-02-08T11:00:00","date_gmt":"2015-02-08T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/2015\/02\/08\/os_cachorros_caem_na_agua\/"},"modified":"2015-02-08T11:00:00","modified_gmt":"2015-02-08T11:00:00","slug":"os_cachorros_caem_na_agua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/os_cachorros_caem_na_agua\/","title":{"rendered":"Os cachorros caem na \u00e1gua"},"content":{"rendered":"<p>  da Revista do Correio <\/p>\n<p>Aulas de nata\u00e7\u00e3o ou mesmo mergulhos no lago s\u00e3o programas aprovados para os pets, mas \u00e9 preciso cuidado para garantir a seguran\u00e7a e a sa\u00fade dos c\u00e3ezinhos&nbsp; <\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/mais-bichos\/82ea6a4da2a1250eb6541da6401e079d.jpg\">foto Zuleika de Souza\/CB\/DA Press <\/p>\n<p> Assim como os humanos, os pets sentem os desconfortos das altas temperaturas do ver\u00e3o e se refrescam como podem. Atividades na \u00e1gua s\u00e3o aliadas na divers\u00e3o e sa\u00fade do animal. Ao contr\u00e1rio do que muitos pensam, o c\u00e3o n\u00e3o nasce sabendo nadar. O h\u00e1bito \u00e9 adquirido com o tempo, de forma natural, a partir do movimento que ele faz com as patas. Para aprender, o ideal \u00e9 que o bicho n\u00e3o seja muito jovem e tenha a mobilidade m\u00fasculo-esquel\u00e9tica preparada. O uso de boias ou coletes pode incrementar a seguran\u00e7a dos bichinhos. <\/p>\n<p> E que tal uma aula de nata\u00e7\u00e3o para o seu pet? Al\u00e9m de ser saud\u00e1vel e divertida, a atividade na \u00e1gua \u00e9 ideal para os c\u00e3es da terceira idade. \u201cA nata\u00e7\u00e3o para o c\u00e3o \u00e9 como uma hidrogin\u00e1stica, excelente para animais idosos. Tem baixo impacto e faz o corpo entrar em atividade\u201d, explica o m\u00e9dico- veterin\u00e1rio Claudio Roehsig. <\/p>\n<p> A nata\u00e7\u00e3o e outras atividades dentro aqu\u00e1ticas s\u00e3o ben\u00e9ficas para o bicho e podem tratar problemas nos ossos. \u201cCachorros que t\u00eam artrose, por exemplo, podem fazer hidroesteira\u201d, afirma o especialista. Al\u00e9m do tratamento \u00f3sseo, a \u00e1gua favorece o fortalecimento muscular e o sistema respirat\u00f3rio, alivia as dores na coluna e contribui para a perda de peso. Nesses casos, \u00e9 preciso acompanhamento de veterin\u00e1rio ou especialista. <\/p>\n<p> Na aula de nata\u00e7\u00e3o, os c\u00e3es s\u00e3o monitorados por, no m\u00ednimo, cinco recreadores, que se revezam durante a atividade. A \u00e1gua tamb\u00e9m deve conter uma quantidade m\u00ednima de cloro. Bichinhos pequenos passam, em m\u00e9dia, 25 minutos na piscina, enquanto os c\u00e3es adultos podem ficar at\u00e9 40. \u201cPrimeiramente, eles s\u00e3o submetidos a uma avalia\u00e7\u00e3o veterin\u00e1ria para sabermos se est\u00e3o aptos para a nata\u00e7\u00e3o. A atividade ajuda no emagrecimento e deixa os c\u00e3es mais relaxados\u201d, explica Bruna Borges, propriet\u00e1ria de uma academia que oferece essas aulas. Ainda de acordo com a ela, os c\u00e3es usam um colete durante a atividade. <\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.dzai.com.br\/static\/conteudos\/2015\/02\/06\/81\/81319\/posts\/c9223a3cd97a6544f1edcd836d25dc58.jpg\">foto Zuleika de Souza\/CB\/DA Press <\/p>\n<p> Em janeiro, a estudante Juliana Barros, 20 anos, come\u00e7ou a levar Barney, um yorkshire de 8 anos, para nadar. \u201cEu vi alguns cachorros brincando com os donos no lago e fiquei curiosa para saber como ele reagiria e se realmente conseguiria nadar\u201d, conta. <\/p>\n<p> Apesar de ter feito diversos passeios no Parano\u00e1, o pet ainda n\u00e3o se adaptou \u00e0 atividade e n\u00e3o gosta da \u00e1gua \u2014 principalmente a hora do banho. Juliana, no entanto, tem \u201cplanos aqu\u00e1ticos\u201d para o c\u00e3ozinho. \u201cPor enquanto, s\u00f3 levei o Barney no fim do Lago Norte, pois l\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 restri\u00e7\u00f5es para a entrada de c\u00e3es, mas pretendo lev\u00e1-lo a outros lugares, talvez at\u00e9 fazer stand up paddle com ele.\u201d <\/p>\n<p> Entre os cuidados que adota para garantir a seguran\u00e7a da mascote, a estudante afirma estar sempre pr\u00f3xima ao animal e dar banhos ap\u00f3s a atividade. \u201cTenho que ficar perto dele para que n\u00e3o se canse muito, at\u00e9 porque ele ainda \u00e9 inexperiente\u201d, explica. <\/p>\n<p> A fot\u00f3grafa Rayssa Sereno, 26 anos, come\u00e7ou a levar a cadela Vida (uma mistura de dog alem\u00e3o com vira-lata) h\u00e1 dois meses. Segundo ela, a cachorrinha amou a experi\u00eancia. \u201cJ\u00e1 fomos cinco vezes. Eu sou atleta e queria a companhia dela. Apesar de Vida ser grande, saio muito com ela. Em um dia de sol no lago, a levei para tomar banho e socializar com outros cachorros\u201d, conta. <\/p>\n<p> Rayssa conta que sempre coloca um colete na cadela e, depois das atividades, costuma dar banho na mascote. \u201cEla tem que associar aquele momento como uma coisa boa, sem traumas. Assim como n\u00f3s humanos\u201d, explica. <\/p>\n<p> Os especialistas alertam que \u00e9 importante n\u00e3o levar o pet para nadar em locais fundos, assim como ter o controle da situa\u00e7\u00e3o. O c\u00e3o, por natureza, tem o pr\u00f3prio senso do limite, mas \u00e9 necess\u00e1rio n\u00e3o bobear. Na piscina, \u00e9 necess\u00e1rio estar atento \u00e0 quantidade de cloro para evitar intoxica\u00e7\u00e3o no animal. \u201cA baixa concentra\u00e7\u00e3o n\u00e3o costuma causar altera\u00e7\u00f5es na pele e nos pelos, mas \u00e9 importante relatar que animais com pele sens\u00edvel podem apresentar irrita\u00e7\u00f5es cut\u00e2neas, desencadeando problemas mais s\u00e9rios\u201d, explica o veterin\u00e1rio Raphael Rocha, especializado em dermatologia veterin\u00e1ria. <\/p>\n<p> De acordo com Rocha, \u00e9 fundamental ter cuidado com comportamentos inadequados (como urinar ou defecar) que alguns bichos podem apresentar nos banhos. \u201cAs doen\u00e7as zoon\u00f3ticas, aquelas que podem ser transmitidas ao homem, s\u00e3o a maior preocupa\u00e7\u00e3o. Assim, \u00e9 fundamental manter a higiene adequada de piscina e estar certo de que o animal esteja bem de sa\u00fade e com as vacinas em dia\u201d, afirma. <\/p>\n<p> C\u00e3es de pelo longo e claro merecem aten\u00e7\u00e3o especial, pois podem facilitar a prolifera\u00e7\u00e3o de fungos e bact\u00e9rias. O cuidado com os ouvidos dos pets \u00e9 fundamental durante a atividade. \u201c\u00c9 importante utilizar algod\u00e3o hidrof\u00f3bico para prevenir otites (infec\u00e7\u00f5es). O algod\u00e3o evitar\u00e1 que entre \u00e1gua e que o cloro da piscina dilua a cera de ouvido do c\u00e3o, que funciona como protetor natural dos canais auditivos\u201d, explica Talita Borges, dermat\u00f3loga veterin\u00e1ria. Ap\u00f3s a brincadeira na \u00e1gua, sempre \u00e9 bom verificar se o c\u00e3o apresenta coceiras na regi\u00e3o e, caso isso ocorra, \u00e9 preciso lev\u00e1-lo ao veterin\u00e1rio. <\/p>\n<p> For\u00e7ar a entrada do bichinho na \u00e1gua est\u00e1 fora de cogita\u00e7\u00e3o, assim como empurr\u00e1-lo. Alguns cachorros ficam em p\u00e2nico e correm o risco de morreram afogados. Diante de dificuldades, a adestradora Sofia Bethlem explica a melhor forma de proceder. \u201cFa\u00e7a com que ele se esque\u00e7a da \u00e1gua. Brinque com bolinha ou cabo de guerra at\u00e9 que ele se n\u00e3o lembre mais e, quando isso acontecer, continue a brincadeira, sempre aproximando ele da \u00e1gua\u201d, detalha. <\/p>\n<p> De acordo com a adestradora, esse momento \u00e9 prop\u00edcio para fazer carinho no animalzinho (assim ele vai apreciar a experi\u00eancia) e depois retomar o jogo. Quando ele estiver empolgado, aproveite para jogar os brinquedos dentro da \u00e1gua. \u201cEsse exerc\u00edcio gradativo pode ser feito com c\u00e3es que t\u00eam medo ou que est\u00e3o aprendendo a entrar na \u00e1gua. Caso seja necess\u00e1rio, inicie com uma bacia\u201d, afirma Sofia.  <\/p>\n<p> <b>Fique atento<\/b> <\/p>\n<p> O pet deve estar com a vacina\u00e7\u00e3o e a vermifuga\u00e7\u00e3o em dia para poder nadar <\/p>\n<p> Verifique se a legisla\u00e7\u00e3o local permite a presen\u00e7a do animal e tenha cuidado na ingest\u00e3o de materiais inadequados, como pedras, madeira e areia. <\/p>\n<p> N\u00e3o obrigue o bichinho a entrar na \u00e1gua <\/p>\n<p> <b>Contraindica\u00e7\u00f5es<\/b> <\/p>\n<p> \u00c9 preciso evitar os mergulhos caso o c\u00e3o: <\/p>\n<p> Apresente feridas no corpo; <\/p>\n<p> Tenha doen\u00e7as infecciosas ou demopatias; <\/p>\n<p> Esteja debilitados fisicamente ou <\/p>\n<p> Tenha cardiopatias graves <\/p>\n<p> <b>Para ler<\/b> <\/p>\n<p> Cachorros submarinos (Intr\u00ednseca, 144 p\u00e1ginas). O livro fotogr\u00e1fico, de Seth Casteel, capturou imagens divertidas de c\u00e3es debaixo d\u2019\u00e1gua. O trabalho se tornou sensa\u00e7\u00e3o no mundo inteiro, com uma s\u00e9rie de sess\u00f5es com mais de 250 cachorros de diferentes ra\u00e7as, como yorkshire, golden retriever e buldogue. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Revista do Correio Aulas de nata\u00e7\u00e3o ou mesmo mergulhos no lago s\u00e3o programas aprovados para os pets, mas \u00e9 preciso cuidado para garantir a seguran\u00e7a e a sa\u00fade dos c\u00e3ezinhos&nbsp; foto Zuleika de Souza\/CB\/DA Press Assim como os humanos, os pets sentem os desconfortos das altas temperaturas do ver\u00e3o e se refrescam como podem. 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