{"id":1919,"date":"2016-09-25T08:00:18","date_gmt":"2016-09-25T11:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/?p=1919"},"modified":"2016-09-22T19:58:49","modified_gmt":"2016-09-22T22:58:49","slug":"deficiencia-fisica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/deficiencia-fisica\/","title":{"rendered":"Bravos sobreviventes"},"content":{"rendered":"<h2>Defici\u00eancia f\u00edsica, os desafios do dia a dia n\u00e3o s\u00e3o enfrentados apenas por pessoas, alguns animais tamb\u00e9m t\u00eam que aprender a conviver com certas dificuldades.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>Na casa da professora Luciana Pereira, 50 anos, foi preciso criar uma rotina r\u00edgida para facilitar o conv\u00edvio com a bull terrier albina Zara, de 9 anos. A cachorrinha, por ter nascido surda, n\u00e3o atende a comandos para comer ou para passear. Quando filhote, ela n\u00e3o escutava os rosnados e os latidos dos c\u00e3es mais velhos no canil em que vivia. Assim, Zara sofreu com ataques e mordidas que lhe renderam cicatrizes no focinho.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia desenvolveu, ent\u00e3o, t\u00e9cnicas para condicionar a cadela. Foi estabelecido um hor\u00e1rio fixo para o caf\u00e9 da manh\u00e3 e para o jantar, as duas refei\u00e7\u00f5es di\u00e1ria de Zara. \u00c0s 7h da manh\u00e3, ela sai de sua casinha e come do lado de fora da cozinha, perto de seus tutores. O mesmo comportamento \u00e9 repetido ao fim do dia, na hora do jantar. Al\u00e9m disso, a fam\u00edlia estabeleceu uma nova forma de comunica\u00e7\u00e3o com a cachorra: \u201cCriamos alguns gestos que ela se acostumou a obedecer. Por exemplo, bra\u00e7o estendido \u00e9 para ela ir para a casinha; quando damos alguns pulos laterais, ela sabe que a estamos chamando para brincar. N\u00f3s criamos uma esp\u00e9cie de libras canina\u201d, explica Luciana.<\/p>\n<p>J\u00e1 a gata, Monalisa, 6 meses, foi encontrada pela estudante de medicina veterin\u00e1ria, Isabela Simas, 22 anos, em um bueiro, com as duas patas traseiras e o rabo arrancados. Ap\u00f3s uma cirurgia para retirar o osso exposto e o tecido morto, a gatinha n\u00e3o conseguia se movimentar direito, nem fazer as necessidades na caixinha de areia. Isabela conta que n\u00e3o podia sair de casa, pois tinha que ficar cuidando dela.<\/p>\n<p>Toda essa aten\u00e7\u00e3o foi recompensada. Hoje, a gatinha j\u00e1 est\u00e1 quase totalmente adaptada. Para se movimentar, ela se arrasta pelo ch\u00e3o. \u201cDepois de dois meses aqui em casa e sem os curativos, ela j\u00e1 usa a caixinha de areia sozinha, pula da cama, e aprendeu a subir, escalando, s\u00f3 com as patinhas da frente\u201d, comemora Isabela. A estudante conta que agora est\u00e1 tentando conseguir pr\u00f3teses para Monalisa, por meio de uma campanha no Facebook (A pequena Monalisa). O objetivo \u00e9 dar \u00e0 companheira a chance de voltar a andar normalmente. Como reconhecimento de tanto cuidado, Monalisa, apaixonada por colo, segue Isabela pela casa. Segundo sua tutora, ela \u00e9 d\u00f3cil com todos e ama brincar com seu arranhador em forma de ratinho.<\/p>\n<p>Outro sobrevivente \u00e9 Jojo, um vira-lata de 4 anos, que tem uma pata mais curta do que as outras. Ele foi abandonado ap\u00f3s um atropelamento e adotado pela estudante de design, Giovanna Freitas, 21 anos. Ela conta que o cachorrinho n\u00e3o apresenta grandes dificuldades de locomo\u00e7\u00e3o. Ele \u00e9 completamente adaptado \u00e0 sua limita\u00e7\u00e3o: ama correr e observar a rua deitado em um banco de madeira na varanda da casa. Apenas se desequilibra quando o ch\u00e3o est\u00e1 um pouco molhado ou quando, afoito, se mexe muito r\u00e1pido.<\/p>\n<p>Apesar de um ser pouco desconfiado, logo se acostuma com a presen\u00e7a do visitante.\u00a0 Jojo \u00e9 brincalh\u00e3o e vive \u201csorrindo\u201d para as pessoas, como define a dona. Foi esse \u201csorriso\u201d que dificultou ainda mais a ado\u00e7\u00e3o dele. \u201cEle \u2018sorri\u2019 quando fica feliz e as pessoas achavam que ele era agressivo. Quando fazia isso, achavam que era rosnado, mas n\u00e3o era. Ele faz isso sempre\u201d, explica Giovanna. Ao contr\u00e1rio, ele \u00e9 muito soci\u00e1vel. Jojo n\u00e3o desgruda das outras cadelas da casa. A dona dele conta qu,e se as duas n\u00e3o forem juntas aos passeios, o c\u00e3ozinho fica pedindo para voltar para casa.<\/p>\n<p>Quando a veterin\u00e1ria Isabela Lacerda, 24 anos, decidiu adotar o gatinho Nemo, achou que a adapta\u00e7\u00e3o seria um processo dif\u00edcil. Aos 4 anos, ele perdeu a patinha dianteira da direita, mas vive normalmente. Ele\u00a0 adaptou-se facilmente e n\u00e3o foi preciso mudar a rotina da casa, ao contr\u00e1rio do que se imaginava. \u201cEle tem apenas uma dificuldade de alcan\u00e7ar lugares mais altos e convive muito bem com outro gato e uma cadela. Os dois gatos s\u00e3o como irm\u00e3os, vivem entre tapas e beijos. A cadela, digamos que eles se aturam\u201d, brinca Isabela.<\/p>\n<p><strong>Tratamentos<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A m\u00e9dica veterin\u00e1ria Ana Catarina Vale, da<a href=\"http:\/\/www.vetnaturalpet.org\/\" target=\"_blank\"> Cl\u00ednica Naturalpet<\/a>, explica que, no caso da gata Monalisa, o ideal seria o uso de carrinhos, por\u00e9m, \u00e9 necess\u00e1ria uma aten\u00e7\u00e3o redobrada durante a adapta\u00e7\u00e3o do pet ao acess\u00f3rio. \u201cCaso n\u00e3o se acostumem ao carrinho, a roupinha de couro ou feita de algum material mais resistente s\u00e3o ideais para os animais que t\u00eam apenas duas patas e se arrastam, para eles n\u00e3o se machucarem e viverem normalmente\u201d, explica a veterin\u00e1ria. No caso de c\u00e3es ou gatos que tenham sofrido algum acidente; que tenham com h\u00e9rnias de disco; que sejam diagnosticados com doen\u00e7as degenerativas, que acometem a coluna e afetem a locomo\u00e7\u00e3o, a profissional indica a utiliza\u00e7\u00e3o de medicina integrativa, com homeopatia, acupuntura, al\u00e9m da fisioterapia. \u201cA acupuntura diminui significativamente a dor do animal. Al\u00e9m disso, o dono pode realizar massagens em casa para aumentar o conforto do bichinho\u201d, esclarece.<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Animais adaptam-se \u00e0s defici\u00eancias f\u00edsicas e levam uma vida o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel da normalidade. Para isso, contam com os tratamentos m\u00e9dicos e com o amor dos tutores<\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":1920,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[36,68,37,64,38,3,70,14,4],"class_list":["post-1919","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude-pet","tag-blogmaisbichos","tag-brasilia","tag-correiobraziliense","tag-feirasdeanimais","tag-saude","tag-animais","tag-bicho","tag-bichos","tag-cuidados"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1919","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1919"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1919\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1922,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1919\/revisions\/1922"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1920"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1919"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1919"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1919"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}