{"id":1977,"date":"2016-10-09T08:00:35","date_gmt":"2016-10-09T11:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/?p=1977"},"modified":"2016-10-06T19:49:08","modified_gmt":"2016-10-06T22:49:08","slug":"adotar-um-pet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/adotar-um-pet\/","title":{"rendered":"Adotar um pet: At\u00e9 parecem de pel\u00facia"},"content":{"rendered":"<h2>Adotar um pet \u00e9 um present\u00e3o para as crian\u00e7as. Al\u00e9m de encantar, os bichinhos\u00a0 contribuem para uma vida mais sadia<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>\u00c9 comum as crian\u00e7as pedirem um bichinho de estima\u00e7\u00e3o \u201cde presente\u201d. Preocupados com o trabalho e a responsabilidade resultantes da ado\u00e7\u00e3o, os pais nem sempre cedem. H\u00e1, por\u00e9m, um bom argumento para aumentar a fam\u00edlia: os pets colaboram para o desenvolvimento da intelig\u00eancia emocional infantil.<\/p>\n<p>A bi\u00f3loga Deborah Villeth \u00e9 defensora dessa tese. M\u00e3e da Beatriz, 10 anos, e da Mariana, 7, tem, atualmente, seis cachorros em casa. \u201cDesde que minhas filhas eram beb\u00eas, elas convivem com c\u00e3es e gatos. Sempre que posso, resgato, cuido e doo animais. J\u00e1 cheguei a ter 13 em casa\u201d, revela. Deborah cresceu rodeada de mascotes e contou com a compreens\u00e3o dos pais, pois queria levar para casa todos os animais abandonados que encontrava.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as a essa influ\u00eancia, as filhas da bi\u00f3loga convivem muito bem com animais desde beb\u00eas \u2014 ao chegar da maternidade, as duas foram apresentadas e acolhidas pelos pets. \u201cElas amam. Abra\u00e7am, brincam de vestir, de mam\u00e3e e filho&#8230; Por vezes, digo que os cachorros sofrem na m\u00e3o delas. Elas fazem das pobres os melhores brinquedos\u201d, brinca.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1979\" aria-describedby=\"caption-attachment-1979\" style=\"width: 306px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT041020161633.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1979\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1979\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT041020161633-225x300.jpg\" alt=\"Foto mostra garota e seu gato.Adotar um pet\" width=\"306\" height=\"408\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT041020161633-225x300.jpg 225w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT041020161633-768x1022.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT041020161633-769x1024.jpg 769w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT041020161633-263x350.jpg 263w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT041020161633-550x732.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT041020161633-230x306.jpg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT041020161633.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 306px) 100vw, 306px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1979\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Arquivo Pessoal. Beatriz e a gatinha S\u00edria.<\/figcaption><\/figure>\n<p>O carinho n\u00e3o \u00e9 apenas com os c\u00e3es. Apesar do preconceito que ainda cerca a rela\u00e7\u00e3o entre gatos e beb\u00eas, a fam\u00edlia tinha uma gatinha chamada S\u00edria, que demonstrava muita paci\u00eancia com a Beatriz. As duas eram grandes companheiras \u2014 a menina ficava agarrada \u00e0 felina como se fosse pel\u00facia \u2014 e sempre assistiam \u00e0 televis\u00e3o juntas. Al\u00e9m de todo o amor desenvolvido entre as crian\u00e7as e os pets, \u00e9 sabida que a intera\u00e7\u00e3o proporciona libera\u00e7\u00e3o de endorfina, dopamina e outros horm\u00f4nios que reduzem a ansiedade e relaxam os humanos.<\/p>\n<p>Segundo estudo realizado pela Universidade de Oklahoma, crian\u00e7as que convivem com c\u00e3es de estima\u00e7\u00e3o t\u00eam menos probabilidade de sofrer de ansiedade infantil. Para Deborah, os benef\u00edcios s\u00e3o \u00f3bvios, a come\u00e7ar pelo senso de responsabilidade \u2014 as filhas ajudam nas tarefas que envolvem os pets e, quando est\u00e3o em locais p\u00fablicos, se preocupam em recolher as fezes dos animais. Quando veem, por exemplo, pessoas gritando ou puxando as guias das mascotes, pedem para a m\u00e3e intervir. \u201cSinto muito orgulho da empatia que elas t\u00eam e n\u00e3o consigo imaginar nossa casa sem bichos.\u201d<\/p>\n<p>Daniele Vilas Boas \u00e9 especialista em psicologia infantil explica que a rela\u00e7\u00e3o entre crian\u00e7as e bichos de estima\u00e7\u00e3o pode trazer grandes recompensas. Mesmo os beb\u00eas se beneficiam com o est\u00edmulo e interagem engatinhando e emitindo sons. \u201cN\u00e3o tem por que estipular uma idade espec\u00edfica para introduzir um bichinho na fam\u00edlia, j\u00e1 que a troca afetiva e a sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar s\u00e3o enormes\u201d, defende. \u201cO maior aprendizado que posso citar em rela\u00e7\u00e3o a essa intera\u00e7\u00e3o \u00e9 o de se colocar no lugar do outro. A crian\u00e7a aprende novas linguagens, como a corporal e a gestual \u2014 isso amplia a capacidade de percep\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>O m\u00e9dico veterin\u00e1rio Paulo Henrique Lino concorda e completa: \u201cOs animais favorecem muito a evolu\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as. Elas se tornam mais soci\u00e1veis e menos introspectivas \u2014 desenvolvem sensibilidade e respeito ao lado humano e animal\u201d. \u00c9 uma forma de ajudar a crian\u00e7a a n\u00e3o ser somente cuidada, mas a ter no\u00e7\u00e3o de como \u00e9 cuidar de algu\u00e9m. \u00c9 o caso da filha da professora Rosalina Bernardo. Ana Beatriz, 9 anos, faz da shih tzu Lucy sua grande companheira. \u201cEla sempre amou animais, principalmente cachorros. As duas fazem tudo juntas. Brincam, passeiam, dormem na mesma cama. Acho \u00f3timo porque ela tamb\u00e9m est\u00e1 sempre disposta a ajudar com as obriga\u00e7\u00f5es da cadelinha. O senso de responsabilidade dela hoje \u00e9 outro\u201d, comenta a m\u00e3e.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1978\" aria-describedby=\"caption-attachment-1978\" style=\"width: 309px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT041020161636.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1978\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1978\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT041020161636-225x300.jpg\" alt=\"foto mostra garotinha com seu c\u00e3ozinho.Adotar um pet\" width=\"309\" height=\"412\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT041020161636-225x300.jpg 225w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT041020161636-768x1024.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT041020161636-263x350.jpg 263w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT041020161636-550x733.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT041020161636-230x306.jpg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT041020161636.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 309px) 100vw, 309px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1978\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Arquivo Pessoal. . Ana Beatriz e sua cadelinha Lucy.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lucy est\u00e1 na fam\u00edlia h\u00e1 dois anos e meio e conquista a todos. Antes dela, aos 4 anos, Ana Beatriz teve outro cachorrinho. Por ser seu primeiro contato com um bichinho de estima\u00e7\u00e3o, a menina era encantada pelo animal. \u201cOs dois eram ainda mais pr\u00f3ximos. A troca de carinho era imensa, e vejo que foi \u00f3timo para estimular a fala e tudo mais.\u201d Paulo Henrique explica que os pets podem ser um \u00f3timo est\u00edmulo \u00e0 linguagem infantil. \u201cAs crian\u00e7as s\u00e3o sempre encorajadas a chamar o pet pelo nome ou mandar sentar, por exemplo.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com um estudo realizado pela Universidade da Calif\u00f3rnia, os pequenos que convivem com c\u00e3es melhoram consideravelmente as habilidades em leitura. A explica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica envolve um mundo de sonhos \u2014 segundo os especialistas, quando na presen\u00e7a de um c\u00e3o, as crian\u00e7as pensam estar lendo hist\u00f3rias para o animal, esquecendo-se do seu pr\u00f3prio aprendizado. Dessa forma, o est\u00edmulo torna-se completamente satisfat\u00f3rio. Por presenciar os benef\u00edcios em sua pr\u00f3pria casa, Rosalina Bernardo n\u00e3o hesita em incentivar outras fam\u00edlias a adotar uma mascote. \u201cSempre falo para as m\u00e3es terem bichos em casa. Muitas relutam porque d\u00e1 trabalho, mas \u00e9 \u00f3timo e vale super a pena, principalmente por conta da companhia e da alegria\u201d, resume.<\/p>\n<p>Para Ana Beatriz, que \u00e9 filha \u00fanica, a cadelinha tem um papel ainda mais importante. \u201cAs crian\u00e7as t\u00eam nos animais um companheiro, algu\u00e9m para quem podem contar tudo sem medo de serem censuradas. Tudo se resume a um novo conhecimento, a lidar com as diferen\u00e7as e as defici\u00eancias. \u00c9 poss\u00edvel notar o desenvolvimento do senso humanit\u00e1rio desde cedo, com valores como bondade e altru\u00edsmo\u201d, detalha a psic\u00f3loga Daniele Vilas Boas. Apesar de todos os benef\u00edcios, \u00e9 importante ressaltar que a ado\u00e7\u00e3o ou compra de um bicho de estima\u00e7\u00e3o deve ser feita de forma consciente. A fam\u00edlia e a crian\u00e7a devem levar em considera\u00e7\u00e3o os gastos e o trabalho envolvidos, para que n\u00e3o haja abandono posteriormente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Bom para a sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m de estimular a intelig\u00eancia emocional das crian\u00e7as, animais de estima\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m t\u00eam influ\u00eancia comprovada na sa\u00fade dos pequenos. Pesquisas da <a href=\"http:\/\/www.unimelb.edu.au\" target=\"_blank\">Universidade de Melbourne <\/a>apontaram que as crian\u00e7as que tiveram algum tipo de animal at\u00e9 a idade de 5 anos, posteriormente se tornaram mais resistentes a algumas doen\u00e7as. Enquanto isso, aquelas que n\u00e3o tiveram a experi\u00eancia eram mais propensas a desenvolver alergias e infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias.<\/p>\n<p>Outro ponto interessante \u00e9 que presen\u00e7a de bichinhos combate o estresse. Donos de c\u00e3es ou gatos tendem a apresentar frequ\u00eancia card\u00edaca e press\u00e3o arterial significativamente mais baixas se comparadas \u00e0queles sem animais de estima\u00e7\u00e3o. Outro estudo, este publicado no American Journal of Public Health, revelou que a exposi\u00e7\u00e3o ao ar livre nos passeios com c\u00e3es pode reduzir os sintomas do deficit de aten\u00e7\u00e3o em crian\u00e7as.<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 comum as crian\u00e7as pedirem um bichinho de estima\u00e7\u00e3o \u201cde presente\u201d. Preocupados com o trabalho e a responsabilidade resultantes da ado\u00e7\u00e3o, os pais nem sempre cedem. 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