{"id":2026,"date":"2016-10-30T08:00:55","date_gmt":"2016-10-30T10:00:55","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/?p=2026"},"modified":"2016-10-29T09:38:41","modified_gmt":"2016-10-29T11:38:41","slug":"dor-animal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/dor-animal\/","title":{"rendered":"Dor animal"},"content":{"rendered":"<p class=\"gmail_msg\"><strong>Emo\u00e7\u00f5es domadas<\/strong><\/p>\n<p class=\"gmail_msg\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/R01-REV-3010_capa-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-2027\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2027 alignleft\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/R01-REV-3010_capa-1-242x300.jpg\" alt=\"771_1_1_R01-REV-3010.qxd\" width=\"242\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/R01-REV-3010_capa-1-242x300.jpg 242w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/R01-REV-3010_capa-1-282x350.jpg 282w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/R01-REV-3010_capa-1-550x682.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/R01-REV-3010_capa-1-230x285.jpg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/R01-REV-3010_capa-1.jpg 726w\" sizes=\"auto, (max-width: 242px) 100vw, 242px\" \/><\/a>Muitos pensam que cachorros e gatos s\u00e3o muito diferentes do ser humano. Por\u00e9m, veterin\u00e1rios come\u00e7am a desvendar a mente dos bichos e atestam: eles sofrem de dramas psicol\u00f3gicos semelhantes aos dos homens<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Freud acreditava que poderia curar a mente humana por meio da fala. Ap\u00f3s um s\u00e9culo, a psicologia est\u00e1 firmada como a ci\u00eancia que trata e compreende o c\u00e9rebro do homem. Mas, e os outros animais, como escut\u00e1-los? &#8220;Os animais t\u00eam uma linguagem pr\u00f3pria e n\u00e3o verbal. H\u00e1 testes importantes para aferir desvios comportamentais, que d\u00e3o os indicativos de uma doen\u00e7a ps\u00edquica. Sabemos como eles devem agir, ent\u00e3o, oferecemos desafios para os bichos e vemos se eles corresponder\u00e3o aos nossos est\u00edmulos&#8221;, esclarece a veterin\u00e1ria Ceres Berger Faraco, integrante da Comiss\u00e3o de \u00c9tica, Bio\u00e9tica e Bem-Estar Animal (Cebea), do Conselho Federal de Medicina Veterin\u00e1ria (CFMV).<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Al\u00e9m do comportamento, s\u00e3o analisados tr\u00eas outros dados antes de finalizar qualquer diagn\u00f3stico: o primeiro \u00e9 sobre o per\u00edodo de desenvolvimento, que se refere \u00e0s emo\u00e7\u00f5es que o bicho experimentou na inf\u00e2ncia; o segundo, o ambiente no qual ele est\u00e1 inserido; e o terceiro tem a ver com a heran\u00e7a gen\u00e9tica. &#8220;Muitos fatores podem afetar a sa\u00fade mental dos animais, como o abandono durante a cria\u00e7\u00e3o e as turbul\u00eancias ao longo da gesta\u00e7\u00e3o. \u00c0s vezes, eles entram em um quadro de estresse, ansiedade e depress\u00e3o por n\u00e3o conseguirem dar vas\u00e3o a necessidades evolutivas&#8221;, afirma Faraco.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Para a veterin\u00e1ria, cada esp\u00e9cie possui particularidades que devem ser respeitadas:&#8221;C\u00e3es s\u00e3o greg\u00e1rios, necessitam de intera\u00e7\u00e3o social, por\u00e9m, muitos vivem grande parte do dia isolados, gerando problemas como automutila\u00e7\u00e3o e dermatites.&#8221; Em contrapartida, personalidades diferentes tamb\u00e9m apresentam riscos de fragilidade nas emo\u00e7\u00f5es. &#8220;Os gatos n\u00e3o s\u00e3o totalmente domesticados. S\u00e3o animais solit\u00e1rios, obrigados a conviver com outros animais e pessoas. Isso pode gerar muitos conflitos, pois eles precisam de muito movimento, mas, vivem confinados em espa\u00e7os pequenos. Essa quest\u00e3o ambiental est\u00e1 gerando animais estressados, ansiosos e obesos&#8221;, acrescenta Ceres.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Uma vez identificado algum problema, as terapias para tratar os bichinhos s\u00e3o personalizadas. \u00c9 necess\u00e1rio seguir alguns protocolos durante o tratamento de animais com transtornos ps\u00edquicos: o manejo, que \u00e9 a mudan\u00e7a de como os tutores agem com o animal; o ambiente, que \u00e9 modificar o lar para melhor adequ\u00e1-lo ao animal; e o terap\u00eautico, que \u00e9 interven\u00e7\u00e3o farmacol\u00f3gica. Existem casos cr\u00f4nicos que devem ser acompanhados pelo resto da vida. &#8220;S\u00e3o usados os mesmos ativos dos seres humanos. Isso assusta muito os tutores, que enxergam com desconfian\u00e7a o uso de medica\u00e7\u00e3o psicotr\u00f3pica. Via de regra, \u00e9 necess\u00e1rio fazer uma revis\u00e3o da medica\u00e7\u00e3o a cada dois ou tr\u00eas meses. Em casos cr\u00f4nicos, \u00e9 feita uma avalia\u00e7\u00e3o de seis em seis meses&#8221;, esclarece a especialista, que possui forma\u00e7\u00e3o em psicologia e na \u00e1rea de comportamento animal.<\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"gmail_msg\"><strong>Luto felino<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2028\" aria-describedby=\"caption-attachment-2028\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT251020160437.jpg\" rel=\"attachment wp-att-2028\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2028 size-medium\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT251020160437-300x199.jpg\" alt=\"Gato Frajola - Cr\u00e9dito: B\u00e1rbara Cabral\/Esp. CB\/D.A Press. \" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT251020160437-300x199.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT251020160437-768x510.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT251020160437-350x232.jpg 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT251020160437-550x365.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT251020160437-230x153.jpg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT251020160437.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2028\" class=\"wp-caption-text\">Gato Frajola &#8211; Cr\u00e9dito: B\u00e1rbara Cabral\/Esp. CB\/D.A Press.<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"gmail_msg\">Frajola, de 11 anos, sempre viveu cercada da mais fina companhia. A gata podia contar com a presen\u00e7a de outra gata, a Nina, sua amiga de brincadeiras, al\u00e9m dos c\u00e3es Simba e Nala. Pouco a pouco, os seus companheiros morreram e a gatinha passou por maus bocados. Ela come\u00e7ou a desenvolver uma cistite intersticial emocional, que \u00e9 uma inflama\u00e7\u00e3o da parede da bexiga devido \u00e0s perdas.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">&#8220;Ano passado, a Nina teve um problema de linfoma intestinal, e os veterin\u00e1rios n\u00e3o conseguiam descobrir o que era. Ela foi passando de cl\u00ednica em cl\u00ednica. A Frajola acompanhou todo esse processo e, antes da Nina partir, ela apresentou uma cistite emocional. Como era um problema psicol\u00f3gico, come\u00e7ou a tomar uma medica\u00e7\u00e3o sedativa. Ela ficava \u2018chapada\u2019 e ficava o dia todo dormindo&#8221;, afirma a tutora Regina Uchoa, 67 anos.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Ap\u00f3s um per\u00edodo usando a medica\u00e7\u00e3o, a gata passou por uma desintoxica\u00e7\u00e3o e ganhou uma nova rotina de atividades. &#8220;Tudo vai depender do manejo com o animal. \u00c0s vezes, uma rotina de brincadeiras consegue solucionar muitos problemas de ansiedade e de estresse. \u00c9 necess\u00e1rio criar est\u00edmulos\/exerc\u00edcios que consigam sanar as necessidades de cada bicho&#8221;, afirma Humberto Martins, veterin\u00e1rio comportamental.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Depois de quase um ano de luto, Frajola, com o carinho da fam\u00edlia, d\u00e1 sinais de recupera\u00e7\u00e3o. &#8220;Ano que vem vamos fazer uma reforma na casa, por isso, chamamos o Humberto para fazer uma avalia\u00e7\u00e3o e nos guiar no modo como devemos agir com ela. Ela est\u00e1 alegre novamente. N\u00e3o podemos ignorar todo o sofrimento f\u00edsico e psicol\u00f3gico que os animais sofrem durante a vida, seja nas casas, nas fazendas ou nos matadouros&#8221;, reflete a aposentada.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">A gata Frajola apresentou no corpo a dor de ter perdido tr\u00eas amigos. Regina Uchoa compreendeu o momento delicado e buscou ajuda para o bichano<\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"gmail_msg\"><strong>Na sa\u00fade e na doen\u00e7a<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2030\" aria-describedby=\"caption-attachment-2030\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT141020160944.jpg\" rel=\"attachment wp-att-2030\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2030 size-medium\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT141020160944-300x199.jpg\" alt=\"Cachorro Arthur - Cr\u00e9dito: Minervino Junior\/CB\/D.A Press\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT141020160944-300x199.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT141020160944-768x510.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT141020160944-350x232.jpg 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT141020160944-550x365.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT141020160944-230x153.jpg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT141020160944.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2030\" class=\"wp-caption-text\">Cachorro Arthur &#8211; Cr\u00e9dito: Minervino Junior\/CB\/D.A Press<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"gmail_msg\">O poodle Arthur \u00e9 o companheiro fiel da doutoranda em ci\u00eancias agron\u00f4micas Anne Costa, 30 anos. Ele segue a tutora por todos os lugares e \u00e9 companhia nas mais diversas situa\u00e7\u00f5es, at\u00e9 nas adversidades. &#8220;Ele vivia com meus pais em Uberl\u00e2ndia, em uma casa enorme e com outros animais. Ent\u00e3o, veio morar comigo em uma casa min\u00fascula. No come\u00e7o, passeava com ele quatro vezes por dia e achava que estava \u00f3timo, por\u00e9m, come\u00e7ou apresentar um comportamento agressivo, vomitava e tinha uma diarreia inexplic\u00e1vel. Depois de muito tempo, as veterin\u00e1rias come\u00e7aram a perguntar como eu agia na frente dele. Foi assim que descobri que minha ansiedade o estava deixando daquela forma&#8221;, relata a estudante.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">A explica\u00e7\u00e3o seria de que pets e cuidadores estabelecem uma liga\u00e7\u00e3o emocional muito forte. &#8220;Os animais absorvem muito os est\u00edmulos do ambiente, por isso, os donos acabam transferindo para eles comportamentos ligados \u00e0 ansiedade e \u00e0 depress\u00e3o. Os sintomas come\u00e7am sutis, pode ser uma lambe\u00e7\u00e3o, arrancar pelos, mas podem se agravar at\u00e9 chegar a um ponto destrutivo&#8221;, alerta Humberto Martins.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Anne buscou terapias alternativas para aliviar a ang\u00fastia do c\u00e3ozinho e poup\u00e1-lo de mais problemas: &#8220;Meu ch\u00e3o desabou, pois eu estava fazendo mal para o meu filhote. Primeiro, mudei meu comportamento na frente dele. Depois, busquei um homeopata e come\u00e7amos a tomar florais. Ele j\u00e1 tem 11 anos, \u00e9 um senhorzinho, mas conseguiu se recuperar e est\u00e1 com um \u00e2nimo de jovem&#8221;, comemora a estudante.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Apesar da vitalidade de Arthur, \u00e9 necess\u00e1rio ter mais cuidado com os bichos idosos, j\u00e1 que eles sentem os efeitos do avan\u00e7o da idade. Na velhice, assim como acontece com os humanos, eles tamb\u00e9m sofrem com disfun\u00e7\u00e3o cognitiva e podem agir de forma diferente. &#8220;Muitos adquirem um comportamento mais atrapalhado. Isso est\u00e1 cada vez mais comum, pois est\u00e3o cada vez mais longevos. Os sintomas s\u00e3o bem parecidos com o do Alzheimer&#8221;, exemplifica a veterin\u00e1ria Ceres Faraco.<\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"gmail_msg\"><strong>Sob controle<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2031\" aria-describedby=\"caption-attachment-2031\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT261020161575.jpg\" rel=\"attachment wp-att-2031\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2031 size-medium\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT261020161575-300x199.jpg\" alt=\"Cachorros Cip\u00f3 e Sola - Cr\u00e9dito: Helio Montferre\/Esp.CB\/D.A Press.\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT261020161575-300x199.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT261020161575-768x510.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT261020161575-350x232.jpg 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT261020161575-550x365.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT261020161575-230x153.jpg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBPFOT261020161575.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2031\" class=\"wp-caption-text\">Cachorros Cip\u00f3 e Sola &#8211; Cr\u00e9dito: Helio Montferre\/Esp.CB\/D.A Press.<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"gmail_msg\">Cip\u00f3, 3 anos, e Sola, 1 ano e meio, s\u00e3o dois vira-latas que j\u00e1 deram muita dor de cabe\u00e7a para a tutora, Lorena Nunes, 31. Moradora de uma ch\u00e1cara, a dupla espevitada sempre fugia para as propriedades vizinhas em busca de ca\u00e7a. Na empreitada, eles matavam galinhas criadas por perto, o que gerou inimizade com os donos das pobres v\u00edtimas. Para encontrar uma solu\u00e7\u00e3o e impor limites aos c\u00e3es, Lorena pediu ajuda a um veterin\u00e1rio especializado.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">&#8220;Eles ficavam muito tempo ociosos e faltava intera\u00e7\u00e3o entre os cachorros e os tutores. Era necess\u00e1rio criar coisas para ocupar o tempo deles durante o dia e forjar uma maior liga\u00e7\u00e3o entre eles e os humanos. Precisamos mudar os h\u00e1bitos de toda a fam\u00edlia, que se esfor\u00e7ou para suprir essas necessidades&#8221;, Explica Edilberto Martinez, veterin\u00e1rio comportamental que tratou os cachorros.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Lorena conta que a experi\u00eancia foi produtiva: &#8220;Primeiro, comecei a praticar atividades com eles e a recompensa era sempre um carinho. Isso nos aproximou muito. Outra coisa importante \u00e9 que introduzimos, gradativamente, uma galinha para conviver com eles. Eles conseguiram se acostumar em apenas duas semanas&#8221;. O resultado: os c\u00e3es ficaram amigos da galin\u00e1cea.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">&#8220;As pessoas sempre pensam que um cachorro que tem dispon\u00edvel um grande quintal est\u00e1 bem assistido, por\u00e9m, isso n\u00e3o \u00e9 o bastante. Um que mora em apartamento, mas tem uma rotina bem estruturada e de muito carinho, pode estar mais feliz e distante de um quadro depressivo&#8221;, adverte Martinez.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Anne Soares e o c\u00e3o Arthur iniciaram juntos um tratamento homeop\u00e1tico para ansiedade. Comportamento agitado da dona alterava a personalidade do bicho<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Lorena Freitas buscou ajuda de um especialista em terapia comportamental para ensinar aos cachorros Cip\u00f3 e Sola a conviverem com outros animais. Eles ca\u00e7avam galinhas na vizinhan\u00e7a por puro \u00f3cio e falta de intera\u00e7\u00e3o com os donos<\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"gmail_msg\"><strong>Sofrimento de ber\u00e7o<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_2032\" aria-describedby=\"caption-attachment-2032\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT261020160115.jpg\" rel=\"attachment wp-att-2032\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2032 size-medium\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT261020160115-300x168.jpg\" alt=\" Lucas, Rodrigo e Karine, donos da cachorrinha Meg. Cr\u00e9dito: Lucas Duty\/Divulgacao. Zoopsicologia.\" width=\"300\" height=\"168\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT261020160115-300x168.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT261020160115-768x431.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT261020160115-350x196.jpg 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT261020160115-550x309.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT261020160115-230x129.jpg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/10\/CBNFOT261020160115.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2032\" class=\"wp-caption-text\">Lucas, Rodrigo e Karine, donos da cachorrinha Meg. Cr\u00e9dito: Lucas Duty\/Divulgacao. Zoopsicologia.<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"gmail_msg\">Meg \u00e9 uma shih tzu de apenas 3 meses e meio, mas j\u00e1 enfrentou muitos perrengues. Quando foi adotada por seus tutores, Rodrigo e Karina Loch, j\u00e1 apresentava ind\u00edcios f\u00edsicos de que alguma coisa n\u00e3o ia bem no emocional. &#8220;Eu n\u00e3o conhecia muito bem a ra\u00e7a, ent\u00e3o s\u00f3 percebi o qu\u00e3o magra ela estava, quando veio para a nossa casa&#8221;, lembra Kariana. Rodrigo, 33, servidor p\u00fablico, ainda conta que, assim que Meg chegou ao apartamento do casal, perceberam que ela bebia e comia de maneira muito afobada. Isso j\u00e1 era um sinal de alerta.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Comprada em um site de an\u00fancios on-line com apenas 40 dias, Meg apresentou comportamento muito agressivo e destoante do associado \u00e0 ra\u00e7a. Segundo o especialista em comportamento canino, Lucas Duty, o shih tzu \u00e9 um c\u00e3o muito receptivo, que se adapta facilmente ao conv\u00edvio com outras pessoas e tem um potencial de mordida baix\u00edssimo.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Exatamente ao contr\u00e1rio do temperamento de Meg: &#8220;Eu estava no trabalho quando minha esposa me ligou muito chateada porque Meg praticamente arrancou um peda\u00e7o do dedo da minha esposa quando ela tentou limpar o olhinho dela. Ela n\u00e3o morde para brincar, morde para se defender mesmo e machuca&#8221; relata Rodrigo.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">A ideia era esperar Meg completar ao menos 6 meses, mas, por causa do comportamento extremamente agressivo, e at\u00e9 mesmo perigoso para os donos, o pedido de ajuda chegou mais cedo. &#8220;N\u00f3s procuramos o Meu Amigo Lucas, especialista em comportamento canino. Ele deu uma aula para a gente sobre psicologia canina. A terapia n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para a Meg, \u00e9 para toda a fam\u00edlia. N\u00f3s precisamos aprender a lidar com ela.&#8221;<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">O adestrador Lucas Duty, que trabalha na melhora de Meg, conta s\u00e3o v\u00e1rios os fatores que explicam o comportamento reativo da cadela. &#8220;\u00c9 dif\u00edcil saber, n\u00f3s n\u00e3o temos o hist\u00f3rico dela. Ela pode ter sofrido um desmame precoce, ter sido confinada em gaiola ou ter sofrido maus-tratos. S\u00e3o v\u00e1rias as hip\u00f3teses&#8221;, esclarece.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">O tratamento no caso de Meg envolve exerc\u00edcios para faz\u00ea-la se sentir importante e feliz, al\u00e9m de trabalhar a intelig\u00eancia dela com os comandos mais conhecidos do adestramento, como sentar, deitar, rolar e pegar a bolinha. Al\u00e9m disso, s\u00e3o usadas estrat\u00e9gias para acostum\u00e1-la a receber carinho. &#8220;A gente j\u00e1 consegue carreg\u00e1-la. Diria que, de zero a 10, ela merece nota 6 em apenas tr\u00eas semanas de tratamento. Ela melhorou muito&#8221;, relata o tutor. Rodrigo conta que, quando a cadela se deixa pegar no colo e receber carinho, \u00e9 presenteada com um petisco. A ideia \u00e9 refor\u00e7ar positivamente o gesto de amor e, assim, trein\u00e1-la para aceitar car\u00edcias. &#8220;\u00c9 muito importante respeitar o espa\u00e7o do animal. Quando a Meg n\u00e3o quer ficar no colo, n\u00f3s n\u00e3o a pegamos&#8221;, acrescenta Rodrigo.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">O que causou esse transtorno na pequenina ainda \u00e9 um mist\u00e9rio tanto para o casal quanto para o adestrador. Mas Lucas, que trabalha com comportamento canino h\u00e1 mais de 10 anos, afirma que 75% dos casos de ansiedade ou depress\u00e3o \u00e9 causado por ociosidade dos animais. &#8220;Hoje, temos c\u00e3es que ficam mais deprimidos, que t\u00eam eleva\u00e7\u00e3o no seu perfil de ansiedade por conta da separa\u00e7\u00e3o de seus donos, com hor\u00e1rios comerciais compridos. Falta informa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, surgem problemas e mais problemas, fazendo com que os c\u00e3es se tornem cada vez mais doentes&#8221; alerta. Mas, segundo ele, existem tamb\u00e9m casos em que o quadro \u00e9 resultado de uma causa org\u00e2nica, e n\u00e3o comportamental, como ocorre em animais que j\u00e1 nasceram com algum defeito neurol\u00f3gico.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">O especialista afirma que \u00e9 dif\u00edcil listar uma estrat\u00e9gia de tratamento que funcione com todos os bichos. &#8220;Comportamento \u00e9 coisa muito delicada e tem que ser avaliado individualmente&#8221;, alerta. O dono deve estar atento aos diversos sinais que o animal apresenta. Casos em que o cachorro come\u00e7a a lamber demais determinada parte do corpo ou late em excesso, casos extremos de automutila\u00e7\u00e3o ou de comer as pr\u00f3prias fezes s\u00e3o sinais suficientes para procurar ajuda especializada.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">O cuidado com o animal j\u00e1 come\u00e7a no momento da ado\u00e7\u00e3o ou da compra. Lucas conta que muitos clientes chegam com um pinscher, que tem um comportamento espec\u00edfico da ra\u00e7a, querendo transform\u00e1-lo num golden retriever. &#8220;A escolha do animal \u00e9 essencial para um sucesso futuro. Se eu sou esportista e tenho uma casa, tenho que comprar um border. Se sou sedent\u00e1ria e moro sozinha em um apartamento, tenho que comprar um pug, que n\u00e3o vai latir muito&#8221; explica. \u00c9 muito importante pesquisar antes, j\u00e1 que os animais carregam carga gen\u00e9tica que determina muitos comportamentos. N\u00e3o levar esse detalhe em considera\u00e7\u00e3o pode trazer muitos problemas futuramente e levar at\u00e9 ao abandono.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">&#8220;Hoje, temos c\u00e3es que ficam mais deprimidos, que t\u00eam eleva\u00e7\u00e3o no seu perfil de ansiedade por conta da separa\u00e7\u00e3o de seus donos, com hor\u00e1rios comerciais compridos. Falta informa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, surgem problemas e mais problemas, fazendo com que os c\u00e3es se tornem cada vez mais doentes&#8221;<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Lucas Duty, adestrador<\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"gmail_msg\"><strong>Um c\u00e3o para cada dono<\/strong><\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Quem vive em apartamento costuma optar por cachorros de pequeno a m\u00e9dio porte. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o tamanho que \u00e9 determinante. \u00c9 preciso pesquisar se o animal \u00e9 muito carente ou ativo. Um cachorro que tem tend\u00eancia a latir demais, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 ideal porque pode incomodar os vizinhos. Ra\u00e7as como bulldog, bulldog franc\u00eas, chihuahua, lhasa apso, lulu da pomer\u00e2nia, malt\u00eas, pastor shetland, pinscher, poodle, pug, schnauzer, shih tzu, yorkshire s\u00e3o as indicadas para quem mora em apartamento ou tem uma rotina mais sedent\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Para quem mora em uma casa, gosta de praticar exerc\u00edcios ou procura um cachorro mais ativo, ra\u00e7as como border collie, d\u00e1lmata, jack russel terrier, labrador, pastor alem\u00e3o, pastor australiano e pit bull s\u00e3o as mais procuradas.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Para quem n\u00e3o tem muito tempo ou disposi\u00e7\u00e3o para brincar com o pet, gatos s\u00e3o \u00f3timas op\u00e7\u00f5es. Eles s\u00e3o animais mais independentes e menos carentes, mas n\u00e3o significa que n\u00e3o precisam de aten\u00e7\u00e3o e carinho. N\u00e3o necessitam de se exercitar muito e se limpam sozinhos, al\u00e9m de j\u00e1 nascerem com o instinto adaptado ao uso da caixinha de areia.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Momento de aprender<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Existem per\u00edodos da vida em que os animais est\u00e3o mais sens\u00edveis para aprender e para se prepararem para os desafios que v\u00e3o enfrentar ao longo da vida. Os cachorros t\u00eam essa &#8220;janela de aprendizado&#8221; entre a quarta e a d\u00e9cima quarta semana de vida. Os gatos t\u00eam da terceira \u00e0 s\u00e9tima semana. Nesta etapa da inf\u00e2ncia \u00e9 importante propiciar os seguintes est\u00edmulos:<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Expor os animais a um grande n\u00famero de pessoas.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Aumentar o contato com outros bichos.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Apresentar um grande n\u00famero de ru\u00eddos e de cheiros a eles.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">Fonte: veterin\u00e1ria Ceres Faraco.<\/p>\n<p class=\"gmail_msg\">O adestrador Lucas ajudou Rodrigo e Karine, donos da cadela Meg: agressividade sob controle<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Emo\u00e7\u00f5es domadas Muitos pensam que cachorros e gatos s\u00e3o muito diferentes do ser humano. Por\u00e9m, veterin\u00e1rios come\u00e7am a desvendar a mente dos bichos e atestam: eles sofrem de dramas psicol\u00f3gicos semelhantes aos dos homens Freud acreditava que poderia curar a mente humana por meio da fala. 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