{"id":2111,"date":"2017-01-08T07:00:34","date_gmt":"2017-01-08T09:00:34","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/?p=2111"},"modified":"2017-01-06T15:52:47","modified_gmt":"2017-01-06T17:52:47","slug":"em-boa-companhia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/em-boa-companhia\/","title":{"rendered":"Viajar com pet: Em boa companhia"},"content":{"rendered":"<h2>Viajar com Pet: Antes de sair de f\u00e9rias com os animais de estima\u00e7\u00e3o, saiba como garantir o conforto deles durante a viagem. Se eles n\u00e3o podem ir, escolha um hotel espec\u00edfico e seguro<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quem tem um animal de estima\u00e7\u00e3o em casa sabe que o bichinho se torna um importante membro da fam\u00edlia. Todos os momentos s\u00e3o especiais com ele e, por isso, vale a pena pensar em tudo o que forem fazer juntos, inclusive uma longa viagem: seja de \u00f4nibus, seja de avi\u00e3o ou at\u00e9 mesmo uma viagem de carro na companhia deles. Mas surge a d\u00favida: quais os cuidados devemos ter ao viajar com os pets?<\/p>\n<p>Primeiro passo, procure um veterin\u00e1rio. O profissional, al\u00e9m de fazer as orienta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias, verificar\u00e1 se as vacinas e os verm\u00edfugos est\u00e3o em dia. Segundo a veterin\u00e1ria Lorena Andrade Nichel, ele ainda indicar\u00e1 m\u00e9todos e rem\u00e9dios para evitar enjoos e v\u00f4mitos. Isso porque os pets que n\u00e3o t\u00eam costume de passear de carro poder\u00e3o apresentar esses sintomas. \u201cIndicamos at\u00e9 mesmo calmantes para evitar estresses e inquieta\u00e7\u00f5es durante a viagem. Nunca fa\u00e7a isso por conta pr\u00f3pria, pois algumas medica\u00e7\u00f5es podem causar efeitos reversos\u201d, alerta, Lorena.<\/p>\n<p>Os animais precisam estar confort\u00e1veis e seguros em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s temperaturas elevadas, principalmente para os bichos braquicef\u00e1licos, como pugs, bulldogs, pequin\u00eas, shih-tzu, ou qualquer outro com a \u201ccara amassada\u201d, que tendem a passar mal em ambientes de muito calor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA decis\u00e3o do destino tamb\u00e9m \u00e9 muito importante. Algumas ra\u00e7as de c\u00e3es e gatos t\u00eam particularidades com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 respira\u00e7\u00e3o e podem ter hipertermia (incapacidade de reduzir e manter a temperatura interna do corpo) nas \u00e9pocas mais quentes\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Outra dica \u00e9 fazer algumas pausas durante o percurso. \u201cEssas paradas servem para pequenos passeios, por alguns minutos. Isso evita o estresse de passar horas dentro do carro\u201d, orienta a profissional.<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Dicas<\/strong><\/p>\n<p>Pet friendly s\u00e3o estabelecimentos como restaurantes, hot\u00e9is, pousadas<br \/>\ne lojas que aceitam a presen\u00e7a dos bichos. Antes da viagem, por\u00e9m,<br \/>\n\u00e9 bom pesquisar quais s\u00e3o esses locais que permitem<br \/>\npassear com os animais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Se eles ficarem<\/strong><\/p>\n<p>Nem sempre \u00e9 poss\u00edvel levar os animais nas viagens. Outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 deix\u00e1-los em hot\u00e9is especializados. Alguns cuidados devem ser tomados antes de hosped\u00e1-los, como procurar os que tenham veterin\u00e1rios de plant\u00e3o. Assim, o dono do animal ter\u00e1 seguran\u00e7a se houver qualquer contratempo.<\/p>\n<p>S\u00e3o muitas as exig\u00eancias dos hot\u00e9is, por\u00e9m. \u201cAs vacinas precisam estar em dia e devem ser comprovadas em carteira de vacina\u00e7\u00e3o carimbada e assinada por um veterin\u00e1rio. Eles precisam ter sido vermifugados h\u00e1, no m\u00e1ximo, tr\u00eas meses e passarem por consulta veterin\u00e1ria e comportamental para saberem se est\u00e3o bem de sa\u00fade, se n\u00e3o apresentam doen\u00e7as evidentes e, principalmente, se est\u00e3o livres de pulgas e carrapatos. Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso certificar-se de que s\u00e3o adapt\u00e1veis ao local da hospedagem\u201d, detalha a veterin\u00e1ria Lorena<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Desafios do percurso<\/strong><\/p>\n<p>Viajar com um pet exige disposi\u00e7\u00e3o para fazer adapta\u00e7\u00f5es. Eles precisam estar presos e seguros durante o passeio para n\u00e3o atrapalhar quem est\u00e1 dirigindo e, tamb\u00e9m, para que n\u00e3o se firam em poss\u00edveis acidentes. Para isso, \u00e9 recomend\u00e1vel o uso de uma coleira peitoral com adaptadores para fixar ao cinto de seguran\u00e7a do carro ou, se preferir, uma caixa pr\u00f3pria para animais de acordo com o tamanho dos bichos. Se optar pelas caixas, observe se o pet consegue se levantar e dar uma volta em torno de si. Isso garante o conforto durante a trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p>A jornalista Bruna Lauermann, 23 anos, tem um fiel amigo de apenas 8 meses, o vira-lata Tobias. Ele sempre est\u00e1 ao lado da jovem durante as viagens. A Bruna \u00e9 ga\u00facha, mas mora em Bras\u00edlia e vai regularmente ao Rio Grande do Sul para visitar a fam\u00edlia. Assim, desde quando ela o adotou, viaja em companhia do seu amigo.<\/p>\n<p>O Tobias \u00e9 acostumado a viajar de avi\u00e3o. Na primeira vez, a tutora seguiu todas as orienta\u00e7\u00f5es para n\u00e3o causar desconforto ao c\u00e3o. \u201cA veterin\u00e1ria orientou dar um comprimido para evitar v\u00f4mitos e enjoos\u201d, relata. Por\u00e9m, o rem\u00e9dio por si s\u00f3 n\u00e3o adiantou muito. O Tobias ficou exausto e a Bruna resolveu tentar outro m\u00e9todo. \u201cO que adiantou mesmo foi eu sair para correr e brincar bastante com ele no dia anterior \u00e0 viagem. Isso fez com que ele ficasse quieto\u201d, explica.<\/p>\n<p>Pensando no bem-estar do pet, Bruna, inclusive, mudou seus planos quando decidiu passar as festividades de fim de ano com a fam\u00edlia no Sul. Como Tobias j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o pequenino, resolveu pegar a estrada com o companheiro. \u201cEle j\u00e1 est\u00e1 grande e, para evitar que ele fosse despachado, eu e meu marido decidimos ir de carro\u201d, conta.<\/p>\n<p>A viagem na estrada rumo a Porto Alegre, normalmente, dura 20 horas. Por\u00e9m, o casal fez o trajeto em dois dias porque precisou parar no caminho v\u00e1rias vezes para Tobias se aliviar. \u201cT\u00ednhamos que adivinhar quando ele queria fazer xixi e coc\u00f4. Observ\u00e1vamos o momento em que ele estava mais agitado, andando de um canto para o outro, e desc\u00edamos do carro. \u00c0s vezes, era alarme falso\u201d, conta Bruna.<\/p>\n<p>A maior dificuldade, por\u00e9m, foi encontrar estabelecimentos pet friendly pela estrada, em que pudesse ter a companhia do animal. \u201cO mais complicado foi nos restaurantes. Meu esposo comia e eu ficava com o Tobias no carro. Depois, era a minha vez\u201d, relembra. Tobias, em compensa\u00e7\u00e3o, desfrutou as refei\u00e7\u00f5es calmamente. No card\u00e1pio, aquilo que j\u00e1 estava acostumado: ra\u00e7\u00e3o, petisco e \u00e1gua natural. Apesar do cuidado, no fim da viagem, ele j\u00e1 estava muito cansado e n\u00e3o queria comer. At\u00e9 que chegaram ao destino.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>(da <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Revista-do-Correio-428890500534152\/?fref=ts\">Revista do Correio<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem tem um animal de estima\u00e7\u00e3o em casa sabe que o bichinho se torna um importante membro da fam\u00edlia. Todos os momentos s\u00e3o especiais com ele e, por isso, vale a pena pensar em tudo o que forem fazer juntos, inclusive uma longa viagem: seja de \u00f4nibus, seja de avi\u00e3o ou at\u00e9 mesmo uma viagem de carro na companhia deles. 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