{"id":2132,"date":"2017-02-05T07:00:52","date_gmt":"2017-02-05T09:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/?p=2132"},"modified":"2017-02-02T19:22:57","modified_gmt":"2017-02-02T21:22:57","slug":"treino-para-um-convivio-feliz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/treino-para-um-convivio-feliz\/","title":{"rendered":"Adestramento: Treino para um conv\u00edvio feliz"},"content":{"rendered":"<h2>\u00a0Se o c\u00e3o, por algum motivo, est\u00e1 \u201cmal educado\u201d, n\u00e3o hesite em requisitar o servi\u00e7o de adestramento. Costuma dar bons resultados, n\u00e3o importa a idade do pet<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os c\u00e3ezinhos n\u00e3o v\u00eam com manual de instru\u00e7\u00e3o, e \u00e0s vezes os donos t\u00eam dificuldade de impor limites \u00e0 mascote. \u201cT\u00e3o pequeno, ele n\u00e3o vai aprontar nada.\u201d \u201cEle pode dormir com a gente s\u00f3 esta noite.\u201d \u201cEle \u00e9 filhote! \u00c9 normal roer alguns m\u00f3veis.\u201d \u201cEle n\u00e3o gosta muito de visitas, fica assustado.\u201d Da\u00ed o tempo passa e a bagun\u00e7a foge do controle. E agora? Como mudar o comportamento de um bichinho que j\u00e1 tem seus h\u00e1bitos e manias?<\/p>\n<p>O adestrador Vilmar Jos\u00e9 de Oliveira, da <a href=\"https:\/\/funcionaldog.com.br\/\" target=\"_blank\">Funcional Dog<\/a>, atua no campo h\u00e1 27 anos e garante ter a solu\u00e7\u00e3o. \u00c9 interessante educar o pet desde filhote, mas comportamentos indesejados podem ser corrigidos independentemente da idade.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cTenho in\u00fameros casos de c\u00e3es mais velhos, que, com o refor\u00e7o positivo, tiveram h\u00e1bitos transformados\u201d, relata. Cada caso \u00e9 um caso, mas o adestramento leva, em m\u00e9dia, tr\u00eas meses.\u00a0 \u201cAs pessoas pensam que bichos idosos s\u00e3o incorrig\u00edveis, mas, na verdade, \u00e9 um choque cultural. Eles apenas precisam se desestressar de alguma forma\u201d, analisa.<\/p><\/blockquote>\n<p>Os m\u00e9todos hoje usados no adestramento s\u00e3o baseados em estudos do comportamento e n\u00e3o em t\u00e9cnicas de puni\u00e7\u00e3o ou agress\u00e3o, como muitos pensam. Vilmar trabalha com a t\u00e9cnica \u201clook at that\u201d (olhe para isso), desenvolvida pela norte-americana Leslie McDevitt, especialista em comportamento canino. O m\u00e9todo ensina o c\u00e3o a olhar para certo objeto ou pessoa, em troca de recompensas. \u201c\u00c9 um treino de troca. Damos alguma coisa melhor do que a que ele tenta proteger\u201d, descreve. O c\u00e3o aprende que, se agir de determinada forma, ser\u00e1 gratificado.<\/p>\n<p>A gerente financeira Priscilla Matsumaga, 31 anos, tem dois spitz alem\u00e3es \u2014 Kiwii, 5, e Woody, 2. O mais velho n\u00e3o era nada soci\u00e1vel e chegava a ser agressivo com quem se aproximava. Al\u00e9m disso, era muito possessivo com seus brinquedos, o que n\u00e3o facilitou a chegada de Woody. O ca\u00e7ula, por sua vez, era muito medroso. \u201cEle ficava desconfiado das pessoas, tinha medo de outros cachorros e de objetos maiores do que ele\u201d, recorda Priscilla.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o maior de Priscilla sempre foi com o comportamento irasc\u00edvel de Kiwii. \u201cTinha muito medo de ele machucar algu\u00e9m. Quando estava na cama e algu\u00e9m chegava perto, \u00e0s vezes acabava mordendo a pessoa.\u201d Como as mascotes eram muito diferentes entre si, a tutora resolveu pedir a ajuda de um profissional. O adestramento logo trouxe resultados: Kiwii, que antes era agressivo, hoje \u00e9 mais d\u00f3cil, pede afago e divide os brinquedos com Woody. \u201cAntes, faz\u00edamos carinho por tempo limitado, porque ele rosnava muito. Agora, j\u00e1 solicita carinho e est\u00e1 sempre pr\u00f3ximo de todos\u201d, completa.<\/p>\n<p>As melhorias na vida de Woody tamb\u00e9m foram significativas. Ele j\u00e1 aceita a companhia de c\u00e3es maiores e n\u00e3o estranha tanto objetos. Para Priscilla, a mudan\u00e7a no comportamento dos pets foi um avan\u00e7o. \u201cSe eu soubesse que seria t\u00e3o positivo, teria come\u00e7ado quando eles eram filhotes, porque v\u00e1rias das coisas que eu fazia (para educ\u00e1-los) descobri que n\u00e3o funcionam.\u201d Ela tentou, por exemplo, repreend\u00ea-los com spray de \u00e1gua e os deixou em c\u00f4modos separados. Nada disso adiantou&#8230; A cada nova tentativa, Kiwii e Woody respondiam com \u201cbirras\u201d, como fazer xixi no lugar errado.<\/p>\n<p>Priscilla procura refor\u00e7ar o comportamento positivo em vez de focar nos erros. Para alcan\u00e7ar o melhor resultado, procura fazer parte do treinamento. Caso contr\u00e1rio, os c\u00e3es entendem a mensagem que somente o adestrador sabe fazer aquelas \u201cbrincadeiras\u201d. \u201cO que eu sempre recomendo para pessoas com c\u00e3es mais velhos \u00e9 ficarem atentas aos sinais de estresse, como bocejar muito, espregui\u00e7ar-se demais ou se lamber em excesso. Quanto mais estressado, maior o n\u00edvel de cortisol. \u00c9 assim que problemas de comportamento e at\u00e9 de sa\u00fade come\u00e7am a surgir\u201d, completa Vilmar.<\/p>\n<p>O beagle Thor, de 6 anos, tamb\u00e9m teve a vida transformada com o adestramento. Desde filhote, era muito bagunceiro e destru\u00eda tudo o que via pela frente. No come\u00e7o, sua dona, a professora Tainah Rocha, 36, achava que era normal, pois a ra\u00e7a tem fama de ser agitada. Depois de tentar v\u00e1rias abordagens, sem sucesso, partiu para o a adestramento. \u201cTodo dia, quando eu chegava do trabalho, ele tinha comido algum m\u00f3vel ou alguma roupa. N\u00e3o sabia mais como lidar e a melhor coisa foi adestr\u00e1-lo.\u201d Depois de alguns meses, Thor come\u00e7ou a abandonar os comportamentos indesejados.<\/p>\n<p>Foi uma surpresa positiva, admite a tutora. Hoje, caminha normalmente na rua com o c\u00e3o, coisa que antes era imposs\u00edvel. \u201c\u00c9 \u00f3timo ver que ele aprendeu e, agora, n\u00e3o \u00e9 mais uma preocupa\u00e7\u00e3o deix\u00e1-lo sozinho, por exemplo. A gente ama tanto esses bichinhos, mas, quanto eles aprontam, ficamos desesperados\u201d, brinca.<\/p>\n<p>Por Mar\u00edlia Padovan*,\u00a0 da <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Revista-do-Correio-428890500534152\" target=\"_blank\">Revista do Correio<\/a><\/p>\n<p>* Estagi\u00e1rio sob supervis\u00e3o de Gustavo T. Falleiros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os c\u00e3ezinhos n\u00e3o v\u00eam com manual de instru\u00e7\u00e3o, e \u00e0s vezes os donos t\u00eam dificuldade de impor limites \u00e0 mascote. \u201cT\u00e3o pequeno, ele n\u00e3o vai aprontar nada.\u201d \u201cEle pode dormir com a gente s\u00f3 esta noite.\u201d \u201cEle \u00e9 filhote! \u00c9 normal roer alguns m\u00f3veis.\u201d \u201cEle n\u00e3o gosta muito de visitas, fica assustado.\u201d Da\u00ed o tempo passa e a bagun\u00e7a foge do controle. E agora? 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