{"id":2282,"date":"2017-02-27T15:26:08","date_gmt":"2017-02-27T18:26:08","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/?p=2282"},"modified":"2017-02-27T15:27:00","modified_gmt":"2017-02-27T18:27:00","slug":"hidroterapia-e-bom-pra-cachorro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/hidroterapia-e-bom-pra-cachorro\/","title":{"rendered":"Hidroterapia \u00e9 bom pra cachorro"},"content":{"rendered":"<div><\/div>\n<div>\n<figure id=\"attachment_2283\" aria-describedby=\"caption-attachment-2283\" style=\"width: 556px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2283\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2017\/02\/clara.jpg\" alt=\"Labradora Clara, fazendo hidroterapia \" width=\"556\" height=\"370\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2017\/02\/clara.jpg 556w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2017\/02\/clara-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2017\/02\/clara-350x233.jpg 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2017\/02\/clara-550x366.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2017\/02\/clara-230x153.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 556px) 100vw, 556px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2283\" class=\"wp-caption-text\">Labradora Clara, fazendo hidroterapia<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h2>Indicada para tratar les\u00f5es, a hidroterapia ajuda reabilita\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<div><\/div>\n<div>A ideia \u00e9 que o ambiente aquoso, ao mesmo tempo em que oferece resist\u00eancia aos movimentos, poupa as articula\u00e7\u00f5es. N\u00e3o tardou para que a medicina veterin\u00e1ria descobrisse que os bichos tamb\u00e9m podem obter benef\u00edcios com essa abordagem. Em Bras\u00edlia, pelo menos desde 2007, h\u00e1 profissionais prescrevendo sess\u00f5es de hidroterapia para pets.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A cadela Clara, 12 anos, \u00e9 uma dessas pacientes. Sua tutora, a bi\u00f3loga Adriana Rossi, conta que a labrador foi diagnosticada com diabetes aos 8 anos e, como sequela da doen\u00e7a, desenvolveu uma neuropatia paralisante. \u201cA paralisia come\u00e7ou nas pernas traseiras e, em poucos dias, afetou as dianteiras. Eu e meu esposo carreg\u00e1vamos ela nos bra\u00e7os para todas as necessidades fisiol\u00f3gicas e tamb\u00e9m para lev\u00e1-la ao consult\u00f3rio veterin\u00e1rio\u201d, recorda a bi\u00f3loga. Al\u00e9m disso, Clara passou a sofrer de artrose.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A situa\u00e7\u00e3o era dram\u00e1tica. E o pior, poderia ter acontecido se n\u00e3o fosse uma veterin\u00e1ria ter indicado a hidroterapia. \u201cAp\u00f3s algumas sess\u00f5es de fisioterapia convencional, ela voltou a andar. Da\u00ed, introduzimos a hidroterapia para fortalecer os membros e ajudar no emagrecimento. A \u00e1gua deixa o corpo mais leve, o que evita o impacto\u201d, comemora Adriana. A fisioterapeuta veterin\u00e1ria L\u00edvia Borges, respons\u00e1vel pelo tratamento de Clara, diz que a abordagem \u00e9 especialmente ben\u00e9fica em quadros de artrose. \u201cMas tamb\u00e9m em p\u00f3s-operat\u00f3rios de cirurgias ortop\u00e9dicas, casos de tendinite ou, simplesmente, quando o objetivo \u00e9 \u00a0melhorar o condicionamento f\u00edsico\u201d, complementa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Foi um pouco por acaso que a shihtzu Susi, 4 anos, come\u00e7ou a hidroterapia. Sua dona, a enfermeira Ang\u00e9lica Santana, havia levado o outro cachorro da casa para uma consulta. Atenta, a veterin\u00e1ria percebeu que Susi, que estava apenas como \u201cacompanhante\u201d, tinha ind\u00edcios de uma luxa\u00e7\u00e3o no quadril. O diagn\u00f3stico se confirmou e o tratamento foi iniciado. \u201cA partir da segunda sess\u00e3o, j\u00e1 percebi resultados significativos. Susi, que andava um pouco e logo queria colo, passou a fazer caminhadas inteiras sem interrup\u00e7\u00f5es. Hoje, brinca com outros cachorros e est\u00e1 interagindo muito mais\u201d, reconhece a enfermeira.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><strong>Como s\u00e3o as sess\u00f5es<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>A hidroterapia \u00e9 feita em uma esteira submersa em uma banheira, que \u00e9 nivelada conforme o tamanho do animal. Quanto mais fundo, mais esfor\u00e7o o animal faz. Deve-se estar atento a isso, pois representa um desgaste para a coluna do bicho. \u201cO exerc\u00edcio dentro da \u00e1gua \u00e9 mais intenso do que a atividade f\u00edsica convencional, ent\u00e3o o ideal \u00e9 que seja progressivo, sempre respeitando as limita\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas de cada paciente\u201d, detalha a fisioterapeuta veterin\u00e1ria L\u00edvia Borges.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A temperatura da \u00e1gua deve ser moderada \u2014 o frio gera desconforto e enrijece a musculatura, o que n\u00e3o \u00e9 sadio para os tecidos lesionados. \u201cA \u00e1gua morna promove relaxamento e melhora o metabolismo. Se estiver demasiado quente, a \u00e1gua promove superaquecimento, principalmente em ra\u00e7as grandes e braquicef\u00e1licas, dificultando o desempenho e a troca de calor durante o exerc\u00edcio\u201d, informa a especialista.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A adapta\u00e7\u00e3o depende de cada animal. A cadela Clara fica extasiada nas sess\u00f5es, pois o ambiente \u00e9 enriquecido com brinquedos. \u201cEla ama brincar nessa banheira da esteira. Fica latindo para pedir as bolinhas\u201d, conta Adriana Rossi. Para a Clara, dada a sua idade e o tipo de problema, os exerc\u00edcios devem ser amenos. Por isso, o trabalho na esteira n\u00e3o passa de 12 minutos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>J\u00e1 a shih tzu Susi \u00e9 mais arredia. Ela resmunga e choraminga. \u201c\u00c9 que ela n\u00e3o \u00e9 muito f\u00e3 de \u00e1gua. Eu preciso acompanh\u00e1-la, mas fico meio que escondida para n\u00e3o atrapalhar\u201d, descreve Ang\u00e9lica Santana.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A companhia dos donos \u00e9 um ponto que a fisioterapeuta veterin\u00e1ria L\u00eddia Dornelas enfatiza. \u201cMuitos se tornam mais arredios com a presen\u00e7a dos donos; outros se sentem mais seguros e desenvoltos. O profissional m\u00e9dico veterin\u00e1rio precisa conhecer a linguagem corporal para promover uma adapta\u00e7\u00e3o sem traumas e de forma divertida, com a presen\u00e7a, ou n\u00e3o, dos tutores\u201d, diz. Segundo L\u00eddia, todas as ra\u00e7as de c\u00e3es podem se beneficiar da hidroterapia, por\u00e9m, ra\u00e7as como labrador e golden retriever costumam se adaptar mais facilmente. As ra\u00e7as braquicef\u00e1licas enfrentam dificuldade extra. \u201cExames cardiol\u00f3gicos e dermatol\u00f3gicos devem ser feitos para garantir a sa\u00fade dos pacientes\u201d, destaca a especialista.<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Indicada para tratar les\u00f5es, a hidroterapia ajuda reabilita\u00e7\u00e3o A ideia \u00e9 que o ambiente aquoso, ao mesmo tempo em que oferece resist\u00eancia aos movimentos, poupa as articula\u00e7\u00f5es. 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