{"id":23,"date":"2015-03-15T11:00:00","date_gmt":"2015-03-15T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/2015\/03\/15\/sem_panico_no_consultorio\/"},"modified":"2015-03-15T11:00:00","modified_gmt":"2015-03-15T11:00:00","slug":"sem_panico_no_consultorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/sem_panico_no_consultorio\/","title":{"rendered":"Sem p\u00e2nico no consult\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p>  da Revista do Correio <\/p>\n<p>Ningu\u00e9m gosta de ir ao m\u00e9dico. Muito menos os pets. O estresse causado durante uma consulta ao veterin\u00e1rio, muitas vezes, gera consequ\u00eancias futuras. O bicho pode ficar em p\u00e2nico e demonstrar v\u00e1rios tipos de comportamentos anormais \u2014 desde fazer xixi a atacar as pessoas. \u201cGeralmente, o medo vem de algum trauma, uma interna\u00e7\u00e3o, ter ficado longe do dono ou at\u00e9 mesmo maus-tratos\u201d, explica o adestrador Francisco J\u00fanior. Ainda segundo o profissional, \u00e9 preciso fazer um treinamento para recuperar o bem-estar emocional da mascote. <\/p>\n<p> Mas nem sempre a recupera\u00e7\u00e3o de algum trauma \u00e9 f\u00e1cil. \u201cO treinamento \u00e9 complicado porque, muitas vezes, n\u00e3o sabemos a origem\u201d, explica o adestrador. Normalmente, o trabalho \u00e9 focado na ressocializa\u00e7\u00e3o do animal. \u201cQuando um c\u00e3o tem medo do banho no pet shop, a gente coloca outro cachorro tranquilo ao lado tomando banho tamb\u00e9m. Assim, o animal associa aquela imagem como um momento sereno e se acalma\u201d, explica. Francisco J\u00fanior tamb\u00e9m diz que o mesmo procedimento pode ser feito com a roupa de veterin\u00e1rio \u2014 caso o animal tenha medo do profissional. \u201cA gente pode colocar um jaleco e brincar com o cachorro, mostrando para ele que aquela pode ser uma situa\u00e7\u00e3o boa.\u201d <\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/mais-bichos\/fa1f68d977f534a4d0d7e25876952611.jpg\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Zico costumava ficar assustado durante as consultas: treinamento para se&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;  <\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; tranquilizar. Hoje mais comportado, Foto Zuleika de Souza <\/p>\n<p>O border collie Zico tem apenas 9 meses e n\u00e3o gosta nem um pouco das visitas ao pet shop. \u201cJ\u00e1 aconteceu de ele fazer xixi dentro do consult\u00f3rio de t\u00e3o nervoso\u201d, conta a dona do animal, Clarissa Lemgruber. Desde que nasceu, o c\u00e3o sempre se consulta com o mesmo profissional \u2014 o veterin\u00e1rio Emanuel Quintela. Mesmo assim, ainda n\u00e3o se acostumou. \u201cPara segur\u00e1-lo, precisava de v\u00e1rias pessoas\u201d, conta. <\/p>\n<p> O cachorro ainda tem outros medos. \u201cEle \u00e9 medroso em casa tamb\u00e9m. N\u00e3o gosta da chuva, dos barulhos e, principalmente, do veterin\u00e1rio\u201d, conta a dona do animal. Atualmente, ela passa pelo adestramento para socializa\u00e7\u00e3o. Zico apresenta melhoras, mas, segundo a tutora, ainda vai precisar de mais aulas. \u201cEle \u00e9 muito inseguro e apegado a mim e ao meu pai\u201d, explica. <\/p>\n<p> Os pequenos s\u00e3o geniosos. O temperamento do animal depende muito do ambiente de casa. Mas os menores t\u00eam como caracter\u00edstica serem mais tempestuosos. \u201cEles s\u00e3o muito bravos. Costumam ficar muito no colo, dentro de casa, e, por isso, acreditam que t\u00eam mais direitos e ficam agressivos em um consult\u00f3rio\u201d, explica o adestrador Francisco J\u00fanior. Esse \u00e9 o caso de Nick, um yorkshire de 8 anos. \u201cO Nick \u00e9 muito ligado \u00e0 dona, ent\u00e3o, se ela sa\u00edsse de perto dele no momento da vacina, ele ficava completamente descontrolado\u201d, conta o veterin\u00e1rio Rafael Souza \u2014 que atende o animal h\u00e1 um ano. <\/p>\n<p> Dona do bichinho, a estudante Alice Soares, 18 anos, confirma que ele costuma dar muito trabalho. \u201cSempre foi muito desconfiado. Ele mordia, latia, arrancava a coleira\u201d, conta. Segundo a jovem, ter um veterin\u00e1rio fixo surtiu efeito positivo. \u201cEle pegou confian\u00e7a\u201d, afirma. Atualmente, o pequeno j\u00e1 vem se comportando bem durante as visitas.\u201d <\/p>\n<p> O m\u00e9dico veterin\u00e1rio Rafael Souza atesta que os menores realmente d\u00e3o mais trabalho. \u201cSe tiverem que fazer um tratamento, por exemplo, os c\u00e3es pequenos tendem a se revoltar mais. Eles s\u00e3o mais mimados e apegados aos donos\u201d, afirma. Hachi \u00e9 um shih tzu de 4 anos que chegou a morder o pesco\u00e7o da m\u00e3e do veterin\u00e1rio, Ana L\u00facia Souza. \u201cAconteceu quando eu ia dar uma vacina nele. A minha m\u00e3e estava com ele no colo e eu fui aplicar uma inje\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s, a\u00ed ele a atacou\u201d, conta. <\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/mais-bichos\/76942ac7e52e50b299fee70c03fe2b00.jpg\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com medo de uma vacina, o shih tzu Hachi chegou a morder Ana L\u00facia, m\u00e3e  <\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; do veterin\u00e1rio Rafael Souza.Foto Zuleika de Souza <\/p>\n<p>\u201cEle tamb\u00e9m j\u00e1 mordeu uma pessoa do banho e tosa\u201d, afirma a dona do animal, Sandra Freitas, 53 anos, aposentada. O cachorro melhorou naturalmente o comportamento, quando pegou confian\u00e7a nas pessoas da cl\u00ednica. A tutora do animal conta que, em outros consult\u00f3rios, o c\u00e3ozinho n\u00e3o era t\u00e3o bem tratado. \u201cAlguns veterin\u00e1rios pegavam ele com muita for\u00e7a para vacinar. Isso contribuiu para que ele ficasse estressado\u201d, afirma. Al\u00e9m disso, a aposentada garante que o tratamento que Hachi recebe agora \u00e9 fundamental para aplacar o medo dele. \u201cToda vez que ele vai l\u00e1, \u00e9 uma festa. Tem petisco, d\u00e3o carinho e aten\u00e7\u00e3o\u201d, conta. <\/p>\n<p> Rafael Souza d\u00e1 dicas para evitar conflitos. \u201cA pessoa tem consci\u00eancia do temperamento do animal. Se sabe que ele \u00e9 mais agitado e menos social, pode ligar antes para saber se haver\u00e1 outros animais na cl\u00ednica\u201d, explica. Passear com a mascote antes da visita ao consult\u00f3rio tamb\u00e9m pode ser positivo. Assim, o bicho chega mais relaxado para as consultas. <\/p>\n<p>Agradecimentos <\/p>\n<p> Cl\u00ednica Veterin\u00e1ria Dom Bosco <\/p>\n<p> Cl\u00ednica Veterin\u00e1ria Asa Sul <\/p>\n<p> Parque Dog <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Revista do Correio Ningu\u00e9m gosta de ir ao m\u00e9dico. Muito menos os pets. O estresse causado durante uma consulta ao veterin\u00e1rio, muitas vezes, gera consequ\u00eancias futuras. 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