{"id":2453,"date":"2017-03-15T10:44:33","date_gmt":"2017-03-15T13:44:33","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/?p=2453"},"modified":"2017-03-15T10:44:33","modified_gmt":"2017-03-15T13:44:33","slug":"nao-te-troco-por-ninguem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/nao-te-troco-por-ninguem\/","title":{"rendered":"N\u00e3o te troco por ningu\u00e9m"},"content":{"rendered":"<h2>Pesquisa mostra que muita gente \u00e9 mais tolerante e prefere se relacionar com pets do que com outra pessoa<\/h2>\n<p>Por Ailim Cabral<\/p>\n<p>Quem j\u00e1 se chateou com o parceiro gritando, mas acha os latidos do c\u00e3o ador\u00e1veis? Ou j\u00e1 brigou com o colega de quarto por colocar os p\u00e9s no sof\u00e1, mas n\u00e3o se incomoda com os rasgos deixados no estofado pelas unhas afiadas do gato? Segundo uma pesquisa realizada por uma empresa americana de produtos pet, o n\u00famero de pessoas que tem mais paci\u00eancia com seus pets do que com os parceiros ou com amigos \u00e9 alto. A BarkBox entrevistou mais de mil americanos, e 87% afirmaram aceitar melhor os comportamentos irritantes de seus animais do que de seus iguais.<\/p>\n<p>O foco da pesquisa eram os donos de c\u00e3es, mas os cuidadores de gatos costumam apresentar comportamentos semelhantes. Cerca de 52% dos entrevistados revelaram preferir ouvir os roncos de seu cachorro do que os de seu parceiro; 48% se irritam mais com uma pessoa que come muitos petiscos durante o dia do que com um c\u00e3o que est\u00e1 sempre mastigando, e 47% preferem lidar com a bagun\u00e7a feita pelo pet do que com aquela deixada pela pessoa com quem convivem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_2454\" aria-describedby=\"caption-attachment-2454\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2454\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2017\/03\/CBPFOT210220170738.jpg\" alt=\"Cr\u00e9dito: Marcelo Ferreira\/CB\/D.A. 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Press Karem, Arthur e Olaf: fam\u00edlia feliz<\/figcaption><\/figure>\n<p>Esse \u00e9 o caso do casal Karem de Oliveira, 23 anos, e Arthur Eber, 25. A banc\u00e1ria e o militar acabaram de comprar o primeiro cachorro e se divertem ao perceber como s\u00e3o mais tolerantes com o filhote Olaf, de quatro meses, do que um com o outro. \u201cEle \u00e9 o nosso filho e acabamos sendo muito pacientes com as coisas erradas que ele faz\u201d, afirma Karem.<\/p>\n<p>Ela conta que, ao contr\u00e1rio, fica brava quando o marido deixa bagun\u00e7a pelo ch\u00e3o. \u201cSe eu chego em casa e tem muita coisa dele espalhada, j\u00e1 fico nervosa. Principalmente quando s\u00e3o coisas que o Olaf pode engolir\u201d, confessa. No entanto, a mo\u00e7a n\u00e3o parece se incomodar com a infinidade de brinquedos caninos que lotam o ch\u00e3o da casa. \u201cEle ainda \u00e9 um beb\u00ea\u201d, argumenta rindo.<\/p>\n<p>Karem afirma veementemente: \u201cOlaf \u00e9 nosso filho\u201d. Arthur, no entanto, foi quem mais surpreendeu na rela\u00e7\u00e3o com o pet. Karem conta que, no in\u00edcio, ele n\u00e3o queria ter um animal. \u201cQuando finalmente consegui comprar, ele dizia que o \u2018meu cachorro\u2019 ia ficar fora de casa. Hoje, ele coloca o Olaf em cima da cama\u201d, revela a banc\u00e1ria.<\/p>\n<p>Arthur confessa que n\u00e3o conseguiu deixar o filhote fora de casa e que, com poucas semanas de conviv\u00eancia, se apaixonou. Os dois dormem juntos no sof\u00e1 e o militar tamb\u00e9m assume ter mais paci\u00eancia com o c\u00e3o do que com a mulher. \u201cQuando ela some com alguma coisa minha, j\u00e1 acho ruim, mas se \u00e9 o Olaf que pega algum objeto e esconde, acho gra\u00e7a\u201d, confessa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O casal tamb\u00e9m se encaixa no aspecto da pesquisa que mostra que a maioria dos donos de cachorro enxerga o pet como filho. O casal encara crian\u00e7as como um plano de longo prazo, mas n\u00e3o descarta a ideia de ter outro \u201cfilhote canino\u201d para fazer companhia a Olaf.<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga Dulcinea Cassi acredita que o tipo de comportamento identificado na pesquisa pode refletir dificuldades de relacionamento dos entrevistados. \u201cMas isso, em casos mais extremos,<\/p>\n<p>porque vemos dentro da observa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica que mesmo pessoas com vidas sociais saud\u00e1veis se dedicam aos animais como filhos\u201d, esclarece.<\/p>\n<p>Nos casos em que os comportamentos referentes ao pet ressaltam as dificuldades de relacionamento com os humanos, Dulcinea acredita que a situa\u00e7\u00e3o pode ser encarada mais como positiva do que prejudicial. \u201cOs pacientes com dificuldades de relacionamento demonstram mais facilidade em se relacionar com os animais e isso pode se tornar um elo. Quando ela aprende a criar la\u00e7os com o pet, pode levar isso adiante com os humanos\u201d. Ou seja, o animal surge como um alento para um problema preexistente da pessoa e n\u00e3o \u00e9 o respons\u00e1vel pelo afastamento dos humanos, como alguns podem pensar.<\/p>\n<p>Para a psic\u00f3loga, as pessoas se sentem mais \u00e0 vontade nos relacionamentos com os animais porque existe uma previsibilidade maior. Diferentemente das uni\u00f5es entre humanos, com o bicho, quanto mais amor se d\u00e1, mais amor se recebe. \u201cOs c\u00e3es e gatos respondem afetivamente e, em alguns casos, de forma mais satisfat\u00f3ria do que os parceiros humanos\u201d, acrescenta Dulcinea. A maior toler\u00e2ncia com os comportamentos irritantes dos animais tamb\u00e9m tem explica\u00e7\u00e3o. \u201cProvavelmente \u00e9 porque o animal \u00e9 visto como um ser indefeso, como uma crian\u00e7a que n\u00e3o entende as consequ\u00eancias de seus atos\u201d, afirma a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p><strong>Amor em n\u00fameros<\/strong><\/p>\n<p><strong>49%<\/strong> dos donos de cachorros afirmaram dividir a cama com os pets. Entres esses, 36% disseram dormir em posi\u00e7\u00e3o desconfort\u00e1vel para manter o cachorro mais pr\u00f3ximo durante a noite.<\/p>\n<p><strong>28%<\/strong>preferem dividir a cama com o animal do que com o parceiro.<\/p>\n<p><strong>33%<\/strong>mant\u00eam contato \u00edntimo com seus parceiros enquanto os c\u00e3es est\u00e3o no mesmo c\u00f4modo.<\/p>\n<p><strong>43%<\/strong>dos que se autointitulam \u201cpais\u201d de cachorro permitem que os animais os sigam enquanto usam o banheiro.<\/p>\n<p><strong>26%<\/strong>dos donos de pet levam seus c\u00e3es quando saem para encontrar amigos e 19% admitem ter levado o animal escondido para lugares onde a entrada deles n\u00e3o \u00e9 permitida.<\/p>\n<p><strong>34%<\/strong>revelaram ter levado seus bichos a encontros rom\u00e2nticos com seus parceiros ou mesmo em primeiros encontros com desconhecidos.<\/p>\n<p><strong>19%<\/strong>j\u00e1 desejaram poder levar seu pet como convidado em um casamento.<\/p>\n<p><strong>45%<\/strong>dos entrevistados admitiram vestir roupas e fantasias em seus c\u00e3es<\/p>\n<p><strong>22%<\/strong>revelaram fazer festas de anivers\u00e1rio para seus animais de estima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>28%<\/strong>contaram segredos aos seus pets e n\u00e3o os compartilharam com mais ningu\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>97%<\/strong>disseram que fariam sacrif\u00edcios pessoais para poder deixar seus pets mais felizes e 38% se mudaram para uma casa com um quintal maior para que o cachorro tivesse mais espa\u00e7o para brincar.<\/p>\n<p><strong>93%<\/strong>dos entrevistados garantem que seus c\u00e3es fizeram deles pessoas melhores em pelo menos um aspecto.<\/p>\n<p><strong>71%<\/strong>reconhecem que seus animais os fizeram mais felizes e que \u00e9 mais f\u00e1cil acordar pela manh\u00e3 tendo seus c\u00e3es por perto.<\/p>\n<p><strong>51%<\/strong>das pessoas se tornaram mais pacientes, 52% mais respons\u00e1veis e 47% mais carinhosas depois de conviver com seus c\u00e3es.<\/p>\n<p><strong>83%<\/strong>afirmaram se tornar mais ativos e 72% disseram que os animais interferem em suas decis\u00f5es sobre exerc\u00edcios f\u00edsicos.<\/p>\n<p><strong>85%<\/strong>dos americanos entrevistados consideram que seus c\u00e3es s\u00e3o os melhores terapeutas e os ajudaram a superar momentos dif\u00edceis.<\/p>\n<p><strong>83%<\/strong>enxergam seus animais como seus melhores amigos.<\/p>\n<p><strong>87%<\/strong>reconhecem amar seus animais mais do que imaginaram ser poss\u00edvel e 56% manifestaram o desejo de que seu c\u00e3o pudesse entender a intensidade desse sentimento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa mostra que muita gente \u00e9 mais tolerante e prefere se relacionar com pets do que com outra pessoa Por Ailim Cabral Quem j\u00e1 se chateou com o parceiro gritando, mas acha os latidos do c\u00e3o ador\u00e1veis? 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