{"id":2568,"date":"2017-03-26T10:00:55","date_gmt":"2017-03-26T13:00:55","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/?p=2568"},"modified":"2017-03-27T09:12:23","modified_gmt":"2017-03-27T12:12:23","slug":"ciencia-do-melhor-amigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/ciencia-do-melhor-amigo\/","title":{"rendered":"A ci\u00eancia do melhor amigo"},"content":{"rendered":"<h2>Livro de pesquisadoras brasileiras investiga a cogni\u00e7\u00e3o e o comportamento dos cachorros. Os estudos\u00a0evidenciam, cada vez mais, que eles s\u00e3o inteligentes, emotivos e criam r\u00e1pidos v\u00ednculos<\/h2>\n<figure id=\"attachment_2584\" aria-describedby=\"caption-attachment-2584\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-2584\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2017\/03\/IMG_5787-1024x768.jpg\" alt=\"A pesquisadora Natalia com Poly: fonte de inspira\u00e7\u00e3o \" width=\"1024\" height=\"768\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2017\/03\/IMG_5787-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2017\/03\/IMG_5787-300x225.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2017\/03\/IMG_5787-768x576.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2017\/03\/IMG_5787-350x263.jpg 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2017\/03\/IMG_5787-550x413.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2017\/03\/IMG_5787-230x173.jpg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2017\/03\/IMG_5787.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2584\" class=\"wp-caption-text\">A pesquisadora Natalia de Souza Albuquerque com a cachorrinha Poly: fonte de inspira\u00e7\u00e3o. Cr\u00e9dito: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>Essa hist\u00f3ria de amor tem pelo menos 14 mil anos. Tanto tempo de cumplicidade e companheirismo fizeram do homem e do cachorro unha e carne. N\u00e3o existe, na natureza, nenhum outro caso de duas esp\u00e9cies distintas que desenvolveram tamanha rela\u00e7\u00e3o afetiva, cooperativa e comunicativa. E, apesar de mil\u00eanios de conviv\u00eancia, h\u00e1 muito pouco se come\u00e7ou a compreender o comportamento do melhor amigo. Foi apenas no fim da d\u00e9cada de 1990 que a ci\u00eancia voltou os olhos para os c\u00e3es. A riqueza e a complexidade do animal conquistaram os pesquisadores e, hoje, a produ\u00e7\u00e3o de trabalhos \u00e9 numerosa. Uma r\u00e1pida pesquisa no Google Acad\u00eamico encontra mais de 1,4 milh\u00e3o de artigos com a palavra \u201cdog\u201d nos \u00faltimos 17 anos.<\/p>\n<p>Atentas \u00e0s investiga\u00e7\u00f5es e descobertas mais recentes, as cientistas brasileiras Carine Savalli e Natalia de Souza Albuquerque \u2014 elas mesmas prol\u00edferas pesquisadoras do tema \u2014 organizaram o primeiro livro nacional dedicado \u00e0 cogni\u00e7\u00e3o e ao comportamento de c\u00e3es, sob o vi\u00e9s cient\u00edfico. Lan\u00e7ado h\u00e1 uma semana,<a href=\"http:\/\/www.edicon.com.br\/psicologia\/cognicao-e-comportamento-de-caes\"> Cogni\u00e7\u00e3o e comportamento de c\u00e3es \u2014 a ci\u00eancia do nosso \u00a0melhor amigo (Editora Edicon)<\/a> desvenda alguns dos mais curiosos aspectos de um animal que, segundo Natalia, ainda tem muito a ensinar. \u201cOs c\u00e3es s\u00e3o seres de direito e de valor pr\u00f3prio, muito interessantes e complexos. Estamos longe de saber tudo sobre eles\u201d, define a bi\u00f3loga, que \u00e9 mestre em psicologia e, atualmente, faz doutorado em psicologia experimental\/comportamento animal na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e em comportamento e bem-estar animal na Universidade de Lincoln, no Reino Unido.<\/p>\n<p>Pesquisadora de emo\u00e7\u00f5es e c\u00e3es, um tema que envolve percep\u00e7\u00e3o e reconhecimento emocional, al\u00e9m de empatia, a bi\u00f3loga explica que, at\u00e9 os anos 2000, os cachorros como objeto de estudo eram negligenciados tanto pela biologia quanto pela psicologia. Se, por um lado, o interesse maior estava em animais n\u00e3o-domesticados (e que, portanto, fornecem importantes conhecimentos da vida selvagem), por outro, os c\u00e3es ainda eram vistos apenas como coisas fofinhas que respondiam a condicionamentos, como pegar a bola em troca de um afago ou um petisco. No Brasil, isso mudou com o psic\u00f3logo e pesquisador da USP C\u00e9sar Ades, um dos pioneiros nos estudos da etologia (ci\u00eancia do comportamento animal) que, ao morrer, em 2012, aos 69 anos, deixou uma vasta produ\u00e7\u00e3o nessa \u00e1rea e a inspira\u00e7\u00e3o para dezenas de pesquisadores brasileiros que seguiram seus passos.<\/p>\n<p>Entre os muitos objetos de estudo de Ades, esteve a cachorrinha Sofia, uma SRD que se tornou famosa para o p\u00fablico leigo por ter sido a primeira companheira na televis\u00e3o do zootecnista Alexandre Rossi, hoje popularmente conhecido como \u201cDr. Pet\u201d. O et\u00f3logo coordenava as pesquisas com Sofia no Instituto de Psicologia da USP, das quais tamb\u00e9m participou Carine Savalli. Um dos cap\u00edtulos do livro, escrito por Carine, que \u00e9 orientadora da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Psicologia Experimental\/Comportamento Animal da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), e pela veterin\u00e1ria Daniela Ramos, \u00e9 justamente um estudo de caso sobre comunica\u00e7\u00e3o canina, protagonizado por Sofia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<dl id=\"attachment_2571\">\n<dt>\n<figure style=\"width: 172px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2017\/03\/sofia.jpg\" alt=\"\" width=\"172\" height=\"244\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Sofia, cachorrinha treinada na UPS. Cr\u00e9dito: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/dt>\n<dd>\u201cA Sofia foi muito estimulada, de uma forma \u00fanica, e desde pequenininha\u201d, conta Carine Savalli. \u201cEla aprendeu a aprender muito r\u00e1pido, era muito especial\u201d, diz, sobre a cachorrinha, que morreu de c\u00e2ncer em 2014 e ainda deixa muitas saudades na professora da USP. Sofia aprendeu a usar um teclado para se comunicar com humanos. Por meio de s\u00edmbolos representados no objeto, mostrava o que queria: \u00e1gua, comida, casinha, passear, brinquedo, carinho, xixi&#8230; Al\u00e9m disso, respondia a pedidos verbais compostos de dois termos (busca bola ou aponta garrafa, por exemplo) e, mesmo quando as palavras eram invertidas (bola busca, garrafa aponta), ela compreendia.<\/dd>\n<\/dl>\n<\/div>\n<p>A cadelinha foi filmada muitas vezes sozinha. Nesses casos, n\u00e3o usava o teclado, um claro indicativo de que ela sabia que aquele era um instrumento para se comunicar com humanos. Para ela, os testes eram pura divers\u00e3o. \u201cMuitas vezes, eu ia busc\u00e1-la em casa para levar para a USP. Quando ela ouvia a palavra &#8216;USP&#8217;, ficava louca de alegria\u201d, relata Carine. Outro caso que ela descreve no livro \u00e9 o do border collie Rico, estudado por pesquisadores alem\u00e3es, que publicaram um artigo sobre ele na revista Science. O c\u00e3o conhecia mais de 200 palavras (na maioria, brinquedos) e, quando algu\u00e9m perguntava por eles, corria para lev\u00e1-los.<\/p>\n<p>Da mesma ra\u00e7a, a cadela Chaser \u00e9 conhecida na internet como \u201ca mais inteligente do mundo\u201d. Ela conhece mais de mil palavras e tem compreende o nome de um objeto em tr\u00eas n\u00edveis (sabe o que \u00e9 garfo, entende que garfo \u00e9 um utens\u00edlio e, ainda, que ele \u00e9 um talher). Segundo Carine Savalli, esses casos mostram que, com treinamento precoce e adequado, os c\u00e3es podem desenvolver habilidades cognitivas verbais que, h\u00e1 at\u00e9 pouco tempo, eram inimagin\u00e1veis. \u201cH\u00e1 varia\u00e7\u00f5es individuais, mas acredito que o meio e a estimula\u00e7\u00e3o fazem toda a diferen\u00e7a. Outros animais que passassem por isso provavelmente teriam essas habilidades\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>Emo\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Quando a bi\u00f3loga Natalia de Souza tinha 2 anos, divertia a fam\u00edlia dizendo que, quando crescesse, queria ser psic\u00f3loga de bicho. Aos 4, afirmou que ganharia um Nobel ao provar que os animais s\u00e3o t\u00e3o inteligentes quanto os homens. Hoje, aos 29, \u00e9 doutoranda em \u201cpsicologia de bicho\u201d e, quem sabe, ainda poder\u00e1 comprovar sua hip\u00f3tese. De uma coisa, a coautora do livro Cogni\u00e7\u00e3o e comportamento de c\u00e3es \u2014 a ci\u00eancia do nosso melhor amigo j\u00e1 tem certeza: os c\u00e3es percebem as emo\u00e7\u00f5es humanas e mostram-se sens\u00edveis a elas.<\/p>\n<p>Uma fonte de inspira\u00e7\u00e3o para Natalia \u00e9 Poly, daschund que viveu nove anos, per\u00edodo em que se tornou a melhor amiga e confidente da bi\u00f3loga. \u201cEu nunca a treinei e ela tinha uma comunica\u00e7\u00e3o maravilhosa. Quando queria alguma coisa, apontava, me chamava. Nosso la\u00e7o afetivo era impressionante. Eu queria entender se era assim mesmo ou eu que estava imaginando\u201d, conta a cientista.<\/p>\n<p>Hoje, o foco do trabalho da bi\u00f3loga, tanto na USP quanto na Universidade de Lincoln, no Reino Unido, s\u00e3o as emo\u00e7\u00f5es. \u201cPesquiso como \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o afetiva entre humanos e c\u00e3es e de que forma eles conseguem entender nossas emo\u00e7\u00f5es\u201d, explica. No cap\u00edtulo dedicado ao assunto, ela fala de diversos experimentos recentes que investigaram a resposta emocional dos animais. Em alguns deles, fica evidente n\u00e3o s\u00f3 que os cachorros s\u00e3o capazes de reconhecer e distinguir diferentes emo\u00e7\u00f5es, como h\u00e1 fortes indicativos de que s\u00e3o emp\u00e1ticos com outros da esp\u00e9cie e com os homens.<\/p>\n<p>Carine e Natalia tamb\u00e9m destacam, no livro, as descobertas cient\u00edficas sobre o apego de c\u00e3es e tutores, algo que, de acordo com elas, se assemelha, em muitos aspectos, com o apego entre crian\u00e7a e figura materna. As pesquisadoras citam, inclusive, a primeira evid\u00eancia arqueol\u00f3gica dessa rela\u00e7\u00e3o de afeto, que data de 12 mil anos atr\u00e1s. \u201cTrata-se de um esqueleto humano com a m\u00e3o sobre o esqueleto de um filhote de c\u00e3o que, provavelmente, n\u00e3o servia de comida, pois estava inteiro\u201d, escreveram no cap\u00edtulo sobre o tema, tamb\u00e9m assinado pela psic\u00f3loga e mestre em medicina veterin\u00e1ria Alice de Carvalho Frank. Um dos experimentos mais indicativos dessa rela\u00e7\u00e3o foi o que mediu, em c\u00e3es e mulheres, os n\u00edveis de ocitocina ap\u00f3s a intera\u00e7\u00e3o entre eles. Essa subst\u00e2ncia, tamb\u00e9m conhecida como \u201chorm\u00f4nio do amor\u201d, por ser produzida na hora do parto para estimular o v\u00ednculo de m\u00e3es e filhos, aumentou tanto nos cachorros quanto nas volunt\u00e1rias do estudo.<\/p>\n<p>Segundo as autoras do livro, um dos objetivos do trabalho \u00e9 fazer com que, conhecendo melhor, as pessoas possam respeitar mais os animais. \u201cC\u00e3es s\u00e3o animais fant\u00e1sticos e incr\u00edveis. Muitos sofrem maus-tratos, neglig\u00eancia e abandono. Algumas pessoas n\u00e3o sabem que eles percebem emo\u00e7\u00f5es, sofrem e criam v\u00ednculos. Se soubessem, acho que n\u00e3o os abandonariam\u201d, afirma Natalia de Souza. \u201cUma das coisas mais incr\u00edveis sobre os cachorros \u00e9 que eles foram programados para amar os seres humanos\u201d, conclui Carine Savalli.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entrevista \/\/\u00a0ANG\u00c9LICA DA SILVA VASCONCELLOS, bi\u00f3loga, doutora em psicologia e professora da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Universidade Cat\u00f3lica de Minas Gerais<\/p>\n<p><strong>Nos \u00faltimos anos, temos visto uma produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica na \u00e1rea de cogni\u00e7\u00e3o e comportamento canino cada vez maior. A que se deve esse aumento no interesse?<\/strong><\/p>\n<p>A facilidade de reprodu\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie certamente desempenha um grande papel nisso. O processo de domestica\u00e7\u00e3o do c\u00e3o, direta ou indiretamente, selecionou caracter\u00edsticas que facilitam sua intera\u00e7\u00e3o com o ser humano. Na verdade, n\u00f3s somos o ambiente social da esp\u00e9cie e isso possibilita a manuten\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos para pesquisa em boas condi\u00e7\u00f5es de bem-estar \u2014 quando isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, os resultados dos estudos podem ficar comprometidos. Essa facilidade de manuten\u00e7\u00e3o, em contrapartida, possibilitou o grande n\u00famero de estudos sobre a esp\u00e9cie, o que tamb\u00e9m melhora a qualidade no cuidado com eles. Al\u00e9m disso, o estudo do c\u00e3o traz uma possibilidade que \u00e9 incomum em outras esp\u00e9cies: podem-se estudar processos evolutivos por meio da compara\u00e7\u00e3o de duas vers\u00f5es da mesma esp\u00e9cie! O fato de o ancestral silvestre do c\u00e3o \u2014 o lobo \u2014 estar presente na cena atual traz essa possibilidade incomum.<\/p>\n<p><strong>O artigo que a senhora escreveu toca um tema central, do bem-estar dos c\u00e3es. A senhora acredita que n\u00f3s sabemos atender e respeitar as necessidades deles?<\/strong><\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma quest\u00e3o que merece reflex\u00e3o por parte daqueles que t\u00eam um c\u00e3o em casa. Embora muito do comportamento dos lobos j\u00e1 n\u00e3o apare\u00e7a mais no repert\u00f3rio comportamental do c\u00e3o, eles tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o mini-humanos. Aqui mora uma das principais contribui\u00e7\u00e3o de nosso trabalho para o p\u00fablico em geral \u2014 a compreens\u00e3o sobre algumas caracter\u00edsticas, potencialidades e necessidades do c\u00e3o \u2014 que n\u00e3o s\u00e3o as mesmas de qualquer outra esp\u00e9cie. No livro como um todo, s\u00e3o discutidos trabalhos que levantaram o que \u00e9 e o que n\u00e3o \u00e9 verdade a respeito do c\u00e3o. O que j\u00e1 se comprovou como caracter\u00edstica dele, o que ainda est\u00e1 sob investiga\u00e7\u00e3o e \u2014 principalmente \u2014 o que se provou falso ap\u00f3s investiga\u00e7\u00e3o cuidadosa. Nossa tend\u00eancia ao antropocentrismo leva o ser humano, muitas vezes, a assumir como do c\u00e3o necessidades que s\u00e3o exclusivamente humanas \u2014 e isso pode levar a impor aos animais padr\u00f5es e estilos de vida que absolutamente n\u00e3o atendem a suas reais necessidades.<\/p>\n<p><strong>De que forma os artigos do livro podem ajudar tutores a lidar com seus melhores amigos?<\/strong><\/p>\n<p>Sabendo das reais potencialidades, caracter\u00edsticas e necessidades do c\u00e3o, eles poder\u00e3o melhor adequar o cuidado com eles. E tamb\u00e9m \u2014 e n\u00e3o menos importante \u2014 \u00e9 adequar suas expectativas para com seus c\u00e3es, sabendo que h\u00e1 muitas coisas que eles realizam, sim. Mas h\u00e1 outras coisas que seria injusto esperar deles. A cria\u00e7\u00e3o de uma expectativa mais realista com rela\u00e7\u00e3o ao melhor amigo do homem contribuir\u00e1 para diminuir as chances de desapontamento \u2014 de ambas as partes \u2014 e para a constru\u00e7\u00e3o de um relacionamento duradouro e recompensador, tamb\u00e9m para ambos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Veja como a cachorrinha Chaser \u00e9 esperta!<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Nova Science Now : How Smart Are Dogs?\" width=\"1440\" height=\"810\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mTTuiE1_Oe8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro de pesquisadoras brasileiras investiga a cogni\u00e7\u00e3o e o comportamento dos cachorros. 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