{"id":26,"date":"2015-04-05T10:00:00","date_gmt":"2015-04-05T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/2015\/04\/05\/_sem_pulgas_mas_com_coceira\/"},"modified":"2015-04-05T10:00:00","modified_gmt":"2015-04-05T10:00:00","slug":"_sem_pulgas_mas_com_coceira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/_sem_pulgas_mas_com_coceira\/","title":{"rendered":"Sem pulgas, mas com coceira"},"content":{"rendered":"<p>da Revista do Correio <\/p>\n<p>  Na maioria das vezes, o co\u00e7ar excessivo \u00e9 sinal de problema dermatol\u00f3gico. O pet pode estar sendo v\u00edtima de alergias desencadeadas por fungos e bact\u00e9rias <\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/mais-bichos\/8486cb199b4bb5d9e5860ae5fcadbe60.jpg\">O gato persa Em\u00edlio teve um piodermatite, doen\u00e7a causada por um fungo  oportunista, que se instala em per\u00edodos de baixa imunidade do animal. Foto Zuleika de Souza\/CB <\/p>\n<p> Uma coceirinha inocente pode significar mais problemas do que se imagina. Geralmente, os donos de pets associam a coceira a pulgas e carrapatos. Mas n\u00e3o \u00e9 bem assim. \u201cEsse comportamento pode ter v\u00e1rios motivos: alergia, alimentos, fungos, bact\u00e9rias, dermatites etc.\u201d, explica o veterin\u00e1rio Carlos Muniz. Segundo o profissional, a coceira excessiva pode ferir a pele do animal. Uma vez abertas, as feridas s\u00e3o porta de entrada para fungos e bact\u00e9rias, com consequ\u00eancias perigosas. <\/p>\n<p> O primeiro passo \u00e9 levar o bicho ao consult\u00f3rio. \u00c9 fundamental diagnosticar o problema do animal. Se for o caso, com uma bi\u00f3psia. O tratamento pode ser medicamentoso, com antibi\u00f3ticos e antif\u00fangicos, mas tamb\u00e9m envolver alimenta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p> Fungos podem deixar o animal com cheiro ruim e confundir os donos. Um dos mais comuns em c\u00e3es \u00e9 a malassezia. \u201cEsse fungo ataca principalmente no ouvido e provoca um cheiro forte. As pessoas pensam que o odor \u00e9 no bicho inteiro, mas ele se concentra somente no ouvido\u201d, explica Carlos Muniz. De acordo com o veterin\u00e1rio, s\u00e3o necess\u00e1rios banhos terap\u00eauticos, rem\u00e9dios e xampus especiais para recuperar o bem-estar da mascote. <\/p>\n<p> Outro problema muito comum \u00e9 a dermatite at\u00f3pica. \u201cAcomete c\u00e3es e gatos geneticamente predispostos. Por uma defici\u00eancia na barreira cut\u00e2nea, o animal fica vulner\u00e1vel a invas\u00e3o de agentes ambientais, microorganismos e irritantes\u201d, explica o m\u00e9dico veterin\u00e1rio Emanuel Quintela. A doen\u00e7a provoca hiper-reatividade da pele, com aparecimento de coceira e les\u00f5es secund\u00e1rias. A dermatite at\u00f3pica ainda pode vir acompanhada de uma asma ou de rinite al\u00e9rgica. A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. <\/p>\n<p> A yorkshire Princesa tem 7 anos e sofre com a dermatite at\u00f3pica. Desde os 4 meses de idade, ela vem sofrendo com problemas de sa\u00fade, principalmente na pele. O principal sintoma foi a coceira. \u201cEla sempre se co\u00e7ou o tempo inteiro. At\u00e9 hoje faz isso. Uma vez, co\u00e7ou-se tanto que chegou a levar pontos na p\u00e1lpebra\u201d, conta a empres\u00e1ria Adriana Rodrigues, dona da cadelinha. E ela garante que Princesa nunca teve pulgas ou carrapato. \u201cSempre deixei ela limpa e evito at\u00e9 mesmo levar em petshops. Sou muito cuidadosa quanto a isso\u201d, garante. <\/p>\n<p> Com o desenvolvimento de alergias e a imunidade baixa, a cadelinha perdeu a vis\u00e3o. \u201cEla teve catarata e glaucoma. Os veterin\u00e1rios se espantaram porque ela \u00e9 muito jovem ainda. Mas foi um problema que puxou o outro. Ela sempre co\u00e7ava muito a regi\u00e3o dos olhos\u201d, conta. A yorkshire est\u00e1 sempre entrando em novos tratamentos para ter uma qualidade de vida melhor. \u201cAtualmente, ela faz hemoterapia\u201d, diz Adriana. <\/p>\n<p> Apesar de ter uma sa\u00fade delicada, Princesa leva uma vida normal. \u201cSou uma \u2018m\u00e3e\u2019 muito zelosa e ela \u00e9 muito feliz. Gosta de passear, brincar e \u00e9 muito carinhosa\u201d, afirma a empres\u00e1ria. Na casa, tem outro pet. Nick, um yorkshire da mesma idade e perfeitamente saud\u00e1vel. <\/p>\n<p> <b> <\/p>\n<p><\/b><b>Preven\u00e7\u00e3o<\/b> <\/p>\n<p>*Manter o pet limpo. <\/p>\n<p> *N\u00e3o deixar o bicho molhado (eles podem ser alvo de fungos). <\/p>\n<p> *Limpar o ambiente com produtos apropriados. <\/p>\n<p> *Observar se o animal est\u00e1 se co\u00e7ando em excesso. <\/p>\n<p> *Visitar periodicamente o veterin\u00e1rio. <\/p>\n<p><b>E os felinos felpudos?<\/b> <\/p>\n<p> Ao contr\u00e1rio do que muitos pensam, gatos raramente t\u00eam pulgas ou carrapatos. A infesta\u00e7\u00e3o s\u00f3 acontece quando os bichanos t\u00eam acesso \u00e0 rua, ou com cachorros. \u201c\u00c9 dif\u00edcil acontecer. S\u00f3 quando o gato est\u00e1 muito debilitado\u201d, esclarece o veterin\u00e1rio Vitor Benigno, especialista em gatos. Em compensa\u00e7\u00e3o, gatos s\u00e3o mais propensos a ter dermatites. \u201cEles podem ter dermatites al\u00e9rgicas, alergias alimentares, alergias gerais, fungos e sarna. Carrapato \u00e9 muito raro mesmo\u201d, refor\u00e7a. Os mais peludos t\u00eam uma predisposi\u00e7\u00e3o para desenvolver problemas de pele. \u201cCom uma camada de pelos enorme, apesar de fazerem a pr\u00f3pria higieniza\u00e7\u00e3o, eles est\u00e3o expostos a fungos e bact\u00e9rias.\u201d <\/p>\n<p> H\u00e1 tr\u00eas meses, o persa Em\u00edlio, de 1 ano, teve piodermatite. O gato se co\u00e7ava o tempo inteiro at\u00e9 chegar ao ponto de assustar a dona. \u201cEle estava se co\u00e7ando muito. Puxava tanto o pelo que chegava a arrancar\u201d, lembra a advogada Ruchele Bimbato, 39. Em\u00edlio foi tratado com rem\u00e9dios e banhos terap\u00eauticos, mas n\u00e3o escapou da tosa. \u201cEle estava com v\u00e1rias feridas. Ficou se escondendo atr\u00e1s dos m\u00f3veis. Parecia que estava com vergonha\u201d, relata a dona. <\/p>\n<p> A piodermatite \u00e9 uma infec\u00e7\u00e3o causada por fungos, que deixam a pele ferida e com pus. \u201cEla ocorre quando a imunidade do animal est\u00e1 baixa. Nesse momento, o fungo se aproveita para se instalar na pele do animal\u201d, explica Vitor Benigno. <\/p>\n<p> Em\u00edlio ainda est\u00e1 em fase de recupera\u00e7\u00e3o. \u201cEle toma banho em um petshop especializado em gatos. Al\u00e9m disso, usa um xampu especial antif\u00fangico\u201d, aponta Ruchele. Atualmente, o gato e a dona levam a rotina normalmente. Segundo a advogada, o que mudou foi a forma de cuidar do felino. \u201cEu j\u00e1 era atenciosa, mas, agora, de olho em todos os sinais.\u201d   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Revista do Correio Na maioria das vezes, o co\u00e7ar excessivo \u00e9 sinal de problema dermatol\u00f3gico. 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