{"id":28,"date":"2015-04-12T11:00:00","date_gmt":"2015-04-12T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/2015\/04\/12\/surdez_canina\/"},"modified":"2015-04-12T11:00:00","modified_gmt":"2015-04-12T11:00:00","slug":"surdez_canina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/surdez_canina\/","title":{"rendered":"Surdez canina"},"content":{"rendered":"<p>da Revista do Correio <\/p>\n<p>  A falta de audi\u00e7\u00e3o, seja cong\u00eanita, seja adquirida, exige algumas adapta\u00e7\u00f5es para que o animal possa levar uma vida normal <\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/mais-bichos\/b135b2fc0494714710d961e205c00d45.jpg\"> <\/p>\n<\/div>\n<p>  foto:Arquivo Pessoal. Bichos. Cadela Luna, que nasceu surda. <\/p>\n<p> Os cachorros aprendem a se virar instintivamente. Surdos ao nascer, \u00e9 apenas por volta dos 21 dias que eles realmente passam a escutar. \u00c9 nesse momento que come\u00e7am a interagir mais com o ambiente e tamb\u00e9m deixam evidente se h\u00e1 alguma defici\u00eancia, como a falta de audi\u00e7\u00e3o. Assim que um problema como esse \u00e9 descoberto, os donos devem come\u00e7ar um trabalho de adapta\u00e7\u00e3o para que o pet possa superar a defici\u00eancia ou desenvolver mais os outros sentidos. <\/p>\n<p> A priva\u00e7\u00e3o da audi\u00e7\u00e3o pode ser cong\u00eanita ou adquirida. Diversos fatores provocam o problema que pode acompanhar o c\u00e3ozinho para o resto da vida. A d\u00e1lmata Luna foi adotada quando tinha cerca dos 3 anos. A dona, B\u00e1rbara Ferreira, foi avisada de que a defici\u00eancia era de nascen\u00e7a. \u201cExistem algumas ra\u00e7as que t\u00eam surdez definida geneticamente\u201d, esclarece o m\u00e9dico-veterin\u00e1rio Juliano Veiga. O problema atinge 30% dos d\u00e1lmatas. A ra\u00e7a apresenta um gene autoss\u00f4mico dominante e problemas de pigmenta\u00e7\u00e3o incompleta ao redor dos olhos e do focinho que determinam o problema. B\u00e1rbara conta que, para compensar a dificuldade em ouvir, Luna agu\u00e7ou o olfato. A cadela percebe os cheiros mais rapidamente do que o seu outro cachorro. Al\u00e9m disso, tem mais sensibilidade ao toque e \u00e9 mais carinhosa. O veterin\u00e1rio Marcelo Conte explica que os c\u00e3es surdos de nascen\u00e7a t\u00eam mais facilidade para serem treinados com a linguagem de sinais. <\/p>\n<p> No caso da defici\u00eancia adquirida, a otite \u00e9 uma das principais causas. Quando n\u00e3o \u00e9 tratada corretamente pode provocar danos irrevers\u00edveis aos nervos respons\u00e1veis pela audi\u00e7\u00e3o. Intoxica\u00e7\u00e3o por uso inadequado de medicamentos, infec\u00e7\u00f5es virais \u2014 como cinomose e cushing \u2014 e acidente vascular cerebral tamb\u00e9m resultam na defici\u00eancia. Al\u00e9m disso, a idade \u00e9 outro fator que contribui. <\/p>\n<p> O vira-latas Beethoven tinha v\u00e1rias complica\u00e7\u00f5es devido \u00e0 velhice, entre elas a falta de audi\u00e7\u00e3o. \u201cPrimeiro ele ficou cego, depois surdo. Era guiado pela nossa voz at\u00e9 que um dia parou de responder aos comandos. Levamos ao veterin\u00e1rio e foi detectada a nova priva\u00e7\u00e3o\u201d, narra Amanda Gama. A partir da\u00ed, os h\u00e1bitos da fam\u00edlia dela mudaram. \u201cBeethoven come\u00e7ou a dormir no quarto, pois t\u00ednhamos medo de algo chegar perto dele \u00e0 noite e ele n\u00e3o conseguir se defender. Oferec\u00edamos \u00e1gua a ele de 30 em 30 minutos e a ra\u00e7\u00e3o tr\u00eas vezes por dia. T\u00ednhamos que dar tudo na boca dele. Passe\u00e1vamos duas horas por dia para que os ossos n\u00e3o atrofiassem, pois ele n\u00e3o levantava mais.\u201d Aos 17 anos, em 2010, ele morreu.  <\/p>\n<p> Marcelo garante: n\u00e3o h\u00e1 cura para a surdez canina relacionada \u00e0 idade. O especialista d\u00e1 dicas para identificar a incapacidade. \u201cEles passam a n\u00e3o responder comandos verbais, balan\u00e7am a cabe\u00e7a com frequ\u00eancia, dormem em demasia, acordam ou reagem agressivamente quando tocados, atendem aos chamados somente se estiverem de frente para o propriet\u00e1rio.\u201d \u00c9 importante observar o comportamento do animal e, se houver qualquer suspeita, deve-se marca consulto com um veterin\u00e1rio para passar por um exame cl\u00ednico com otosc\u00f3pio, testes com barulhos, hemograma para identificar infec\u00e7\u00e3o, radiografia ou tomografia para detectar tumores. <\/p>\n<p> Neguinha foi uma cadela abandonada na rua, em estado grave. Diagnosticada com a doen\u00e7a do carrapato, ficou internada e recebeu longo tratamento. Chegou na casa de Nicolina Amorelli h\u00e1 2 anos, para passar uma temporada antes de ser doada. Mas Nicolina se apaixonou por ele e resolveu adot\u00e1-la. <\/p>\n<p> &nbsp;A cadelinha se juntou a duas cachorrinhas que j\u00e1 moravam com a dona, por isso, a propriet\u00e1ria identificou alguns comportamentos incomuns e concluiu que a nova mascote era surda. \u201cEla n\u00e3o latia e era bem quieta. Quando eu chamo para comer os biscoitos, Neguinha n\u00e3o vem. Tenho que ir balan\u00e7ar a casinha para ela sair. Apesar disso, tem uma vida normal\u201d, relata.  <\/p>\n<p> O veterin\u00e1rio Juliano Veiga alerta que seguir orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica \u00e9 importante. \u201cConsulte sempre um veterin\u00e1rio para saber se \u00e9 preciso come\u00e7ar um tratamento. N\u00e3o \u00e9 bom fazer isso por conta pr\u00f3pria\u201d. Ele tamb\u00e9m adverte sobre a preven\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o na hora do banho, limpezas peri\u00f3dicas e aten\u00e7\u00e3o com a higiene dos ouvidos para evitar infec\u00e7\u00f5es.   &nbsp;  Doen\u00e7a viral  &nbsp;  Trata-se de uma doen\u00e7a multissist\u00eamica, altamente contagiosa e severa nos c\u00e3es e em outros carn\u00edvoros. O v\u00edrus \u00e9 eliminado por todas as secre\u00e7\u00f5es e excre\u00e7\u00f5es do corpo, mas \u00e9 inst\u00e1vel no ambiente, por isso procura um novo hospedeiro.  &nbsp;  Ra\u00e7as que t\u00eam maior propens\u00e3o \u00e0 surdez:  &nbsp;  \u00bb D\u00e1lmatas <\/p>\n<p> \u00bb Boxer <\/p>\n<p> \u00bb Akita <\/p>\n<p> \u00bb Beagle <\/p>\n<p> \u00bb Cocker spaniel <\/p>\n<p> \u00bb Malt\u00eas <\/p>\n<p> \u00bb Pastor-alem\u00e3o <\/p>\n<p> \u00bb Poodle <\/p>\n<p> \u00bb Schnauzer <\/p>\n<p> \u00bb Rottweiller <\/p>\n<p> \u00bb S\u00e3o Bernardo  &nbsp;  <\/p>\n<div align=\"left\">\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Revista do Correio A falta de audi\u00e7\u00e3o, seja cong\u00eanita, seja adquirida, exige algumas adapta\u00e7\u00f5es para que o animal possa levar uma vida normal foto:Arquivo Pessoal. Bichos. Cadela Luna, que nasceu surda. Os cachorros aprendem a se virar instintivamente. 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