{"id":30,"date":"2015-04-26T11:00:00","date_gmt":"2015-04-26T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/2015\/04\/26\/pequenos_e_frageis\/"},"modified":"2015-04-26T11:00:00","modified_gmt":"2015-04-26T11:00:00","slug":"pequenos_e_frageis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/pequenos_e_frageis\/","title":{"rendered":"Pequenos e fr\u00e1geis"},"content":{"rendered":"<p>  da Revista do Correio <\/p>\n<p>Ideais para apartamentos e pequenos espa\u00e7os, os c\u00e3es mais compactos tendem a apresentar mais problemas de sa\u00fade <\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/mais-bichos\/255ecb395da6d08540117937337bb665.jpg\"> <\/p>\n<p>Gigi, tem algumas doen\u00e7as caracter\u00edsticas de c\u00e3es pequenos. foto Arquivo Pessoal <\/p><\/div>\n<p>  &nbsp;   <\/p>\n<p>Fofos, compactos e fr\u00e1geis. Os c\u00e3es pequenos s\u00e3o os preferidos por quem mora em apartamento. S\u00e3o companheiros e cabem em qualquer lugar, mas, apesar dessas qualidades, os menores tamb\u00e9m t\u00eam problemas espec\u00edficos de sa\u00fade e comportamento. Em termos de estrutura f\u00edsica, podem sofrer mais com impactos de acidentes. \u201cO c\u00e3o pequeno est\u00e1 suscet\u00edvel a mais fraturas. A queda, muitas vezes, pode ser fatal\u201d, explica La\u00eds Maia, veterin\u00e1ria que trabalha na \u00e1rea de fisioterapia. <\/p>\n<p> No entanto, a recupera\u00e7\u00e3o pode ser um pouco mais r\u00e1pida. \u201cDepende muito de cada animal e de como o dono cuida, mas, para o bicho menor, n\u00e3o faz tanta diferen\u00e7a andar com tr\u00eas patas em vez de quatro, por exemplo. J\u00e1 o cachorro grande sente mais dificuldades em se adaptar durante a recupera\u00e7\u00e3o\u201d, afirma. <\/p>\n<p> O veterin\u00e1rio Claudio Roehsig explica que, no caso de filhotes, as consequ\u00eancias tendem a ir al\u00e9m das fraturas. \u201cEle pode sofrer um traumatismo craniano e, no caso de atropelamentos, os menores podem sofrer com problemas na coluna\u201d, afirma. <\/p>\n<p> A chihuahua Gigi sofreu um acidente com apenas cinco meses. \u201cAconteceu enquanto a gente dava uma papinha para ela. Ela pulou do colo e ficou dura no ch\u00e3o\u201d, conta a administradora Beatriz Santos, 36 anos. A cadela foi encaminhada diretamente para o veterin\u00e1rio onde fez um radiografia. Felizmente, Gigi n\u00e3o chegou a ter fraturas ou sequelas. \u201cFoi mais um susto. Quando a vimos jogada no ch\u00e3o, pensamos o pior\u201d, afirma Beatriz. <\/p>\n<p> Apesar do epis\u00f3dio com final feliz, esse n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico problema de sa\u00fade da cadela. Segundo a administradora, a chihuahua tem outras Gigi. \u201cAgora, ela foi diagnosticada com colapso na traqueia e desvio da patela das duas patas traseiras\u201d, explica Beatriz Santos. A cadela ter\u00e1 que passar por uma cirurgia para corrigir o problema das patas. <\/p>\n<p> Al\u00e9m da chihuahua, a fam\u00edlia cuida de Mel, uma foz paulistinha de 5 anos, perfeitamente saud\u00e1vel. \u201cTivemos ainda um pinscher, mas esse cachorro morreu por hidrocefalia\u201d, conta Beatriz.  De toda forma, a administradora elogia os animais. \u201cAs duas cadelas s\u00e3o \u00f3timas em termos de comportamento, mesmo com esses problemas. A Mel \u00e9 mais ciumenta, j\u00e1 a Gigi, mais calma, e adora ouvir m\u00fasica cl\u00e1ssica\u201d, revela. <\/p>\n<p> Segundo o m\u00e9dico-veterin\u00e1rio Claudio Roehsig, outro problema comum de ra\u00e7as pequenas e principalmente de animais com o focinho curto \u00e9 a hidrocefalia \u2014 o ac\u00famulo de \u00e1gua no c\u00e9rebro. \u201cO tipo prim\u00e1rio ocorre quando j\u00e1 existe uma varia\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica, que obstrui o fluxo de drenagem do l\u00edquido cef\u00e1lico\u201d, explica Roehsig, que \u00e9 neurologista veterin\u00e1rio. <\/p>\n<p> Ainda segundo o profissional, trata-se de altera\u00e7\u00e3o cong\u00eanita do animal \u2014 quando ele nasce com esse defeito no sistema. A hidrocefalia secund\u00e1ria \u00e9 quando a defici\u00eancia aparece por conta de outra doen\u00e7a. \u201cPode surgir em virtude de uma inflama\u00e7\u00e3o ou tumor, por exemplo\u201d, explica o especialista. Nesse caso, o mais eficiente \u00e9 tratar n\u00e3o a hidrocefalia, mas a causa da enfermidade que causou ac\u00famulo de l\u00edquido no c\u00e9rebro. <\/p>\n<p> Foi esse problema que complicou o estado de sa\u00fade da pinscher Raika. Ela morreu h\u00e1 um ano no meio depois de uma briga com outro animal. Antes do epis\u00f3dio, a cadela convivia com um dreno na cabe\u00e7a por conta da hidrocefalia. A doen\u00e7a foi descoberta por acaso. \u201cUm piscineiro a machucou com uma ferramenta. Ela teve convuls\u00e3o e foi parar no hospital. L\u00e1, descobrimos o excesso de l\u00edquido no c\u00e9rebro\u201d, conta a aposentada Nelma Wanzeller, 54 anos, que era dona do animal. <\/p>\n<p> N\u00e3o existe nenhuma forma de prevenir a hidrocefalia e o \u00fanico tratamento \u00e9 mesmo colocar um dreno. \u201cImplantamos uma v\u00e1lvula, que drena o l\u00edquido do c\u00e9rebro at\u00e9 o abd\u00f4men. E poss\u00edvel levar uma vida normal\u201d, destaca Roehsig.   &nbsp;  <b>Temperamento<\/b>  &nbsp;  O comportamento do animal \u00e9 dividido da seguinte forma: 50% \u00e9 determinado pela ra\u00e7a e 50% pelo ambiente. Os pets menores podem ser mais temperamentais por conta da cria\u00e7\u00e3o. \u201cA maioria mora em apartamento. Ent\u00e3o, muitas vezes, s\u00e3o tratados como as crian\u00e7as da casa, com muitos mimos e, por isso, tendem a ser mais sens\u00edveis\u201d, explica o adestrador D\u00e9lcio Gomide. Mas o profissional garante que os c\u00e3es menores s\u00e3o t\u00e3o capazes de aprender quanto os animais de porte grande. <\/p>\n<p> Para o adestrador, as atividades de agility s\u00e3o as mais indicadas. Trata-se de uma prova de supera\u00e7\u00e3o de obst\u00e1culos, inspirada no hipismo. Essa pr\u00e1tica requer grande concentra\u00e7\u00e3o e habilidade, quanto mais \u00e1gil for o bicho, melhor. E os pequenos levam vantagem. \u201cPor conta do tamanho, podem ser mais r\u00e1pidos e espertos. Eles s\u00e3o leves e isso facilita o deslocamento durante um percurso\u201d, explica Gomide. <\/p>\n<p> Os c\u00e3es menores tamb\u00e9m t\u00eam a capacidade de guarda e s\u00e3o corajosos. \u201cEles podem ter a iniciativa de proteger o dono, latem e tentam avan\u00e7ar quando se sentem amea\u00e7ados.\u201d, explica o adestrador D\u00e9lcio Gomide.  &nbsp;  <b>Agradecimentos<\/b>  <\/p>\n<p> Cl\u00ednica Veterin\u00e1ria Convet <\/p>\n<p> Gomide Adestramento de C\u00e3es     <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Revista do Correio Ideais para apartamentos e pequenos espa\u00e7os, os c\u00e3es mais compactos tendem a apresentar mais problemas de sa\u00fade Gigi, tem algumas doen\u00e7as caracter\u00edsticas de c\u00e3es pequenos. foto Arquivo Pessoal &nbsp; Fofos, compactos e fr\u00e1geis. Os c\u00e3es pequenos s\u00e3o os preferidos por quem mora em apartamento. 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