{"id":3670,"date":"2017-10-12T08:00:51","date_gmt":"2017-10-12T11:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/?p=3670"},"modified":"2017-10-11T18:37:35","modified_gmt":"2017-10-11T21:37:35","slug":"cara-de-um-focinho-do-outro-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/cara-de-um-focinho-do-outro-2\/","title":{"rendered":"Cara de um, focinho do outro"},"content":{"rendered":"<h2>Voc\u00ea se identifica com seu pet? Isso n\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia. Especialistas em comportamento explicam por que c\u00e3es e tutores costumam ser t\u00e3o parecidos<\/h2>\n<figure id=\"attachment_3672\" aria-describedby=\"caption-attachment-3672\" style=\"width: 576px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3672\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2017\/10\/dogsownerslook-likedogs.jpg\" alt=\"Cr\u00e9dito: Reprodu\u00e7\u00e3o \" width=\"576\" height=\"600\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3672\" class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9dito: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Muita gente costuma dizer que os c\u00e3es s\u00e3o a cara do dono. \u00a0Afinal, \u00e9 comum que tutores identifiquem diversas semelhan\u00e7as com seus cachorros, como comportamento, rea\u00e7\u00f5es, manias, express\u00f5es, entre outros. O que poucos sabem \u00e9 que h\u00e1 explica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas para tanta semelhan\u00e7a.<\/p>\n<p>O zootecnista e especialista em comportamento animal Renato Zanetti explica que h\u00e1 alguns fatores que determinam o temperamento do pet. S\u00e3o eles: gen\u00e9tica, ambiente e aprendizagem. Por\u00e9m, mesmo esses elementos sendo determinantes para a personalidade do c\u00e3o, eles n\u00e3o atuam de maneira proporcional.<\/p>\n<p>O especialista explica que, se de uma ninhada, voc\u00ea escolheu um c\u00e3o esperto, destemido e brincalh\u00e3o, consequentemente ele tem uma gen\u00e9tica muito ativa. Se a sua fam\u00edlia \u00e9 animada, sempre brinca com o c\u00e3o, e mant\u00e9m uma interatividade constante com o pet, ele tamb\u00e9m ter\u00e1 o fator ambiente a seu favor, o \u00a0que faz com que continue el\u00e9trico. Logo, o c\u00e3o aprende que sempre que fizer uma \u201cbaguncinha\u201d, ter\u00e1 intera\u00e7\u00f5es e bons momentos com os membros da fam\u00edlia.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cDesta forma, o c\u00e3o conta com a sinergia dos tr\u00eas elementos determinantes para o seu comportamento, (gen\u00e9tica, ambiente e aprendizagem) e adquire caracter\u00edsticas semelhantes \u00e0s\u00a0do dono\u201d, afirma.<\/p><\/blockquote>\n<p>Segundo o especialista em comportamento animal Stanley Coren, autor de diversos livros sobre o tema, h\u00e1 um mecanismo psicol\u00f3gico capaz de\u00a0explicar por que uma pessoa pode escolher um c\u00e3o similar a ela. &#8220;A resposta \u00e9 simples, \u00e9 familiaridade. N\u00f3s gostamos do que nos \u00e9 familiar. Isso explica por que algumas pessoa v\u00e3o assistir, ano ap\u00f3s ano, a mesa \u00f3pera, e porque as esta\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio que toca apenas os cl\u00e1ssicos s\u00e3o t\u00e3o populares. Um cientista demostrou isso de uma forma bem interessante. Ele mostrou a alguns indiv\u00edduos uma s\u00e9rie de caracteres chineses, sem qualquer tradu\u00e7\u00e3o. Quando, mais tarde, as pessoas deviam adivinhar o que cada um dos caracteres significava, os que tinham sido mostrados muitas vezes, ou seja, que j\u00e1 eram familiares, tendiam a ser &#8216;traduzidos&#8217; pelos participantes do estudo com significados positivos e favor\u00e1veis&#8221;, diz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Renato Zanetti ressalta, ainda, que esse mesmo c\u00e3es com comportamento diferente dos tutores acabam se adaptando e se assemelhando a eles. \u201cImagine que um c\u00e3o geneticamente ativo v\u00e1 morar numa casa com um casal de idosos, com baixa intera\u00e7\u00e3o f\u00edsica e pouca interatividade. Toda vez que o c\u00e3o fica quietinho no colo e no sof\u00e1, enquanto o casal assiste TV, por exemplo, ele recebe carinho e outros est\u00edmulos. O ambiente \u00e9 o mais pacato poss\u00edvel, e o c\u00e3o aprende que sempre h\u00e1 uma recompensa quando est\u00e1 calmo. Ele \u00e9 o mesmo c\u00e3o geneticamente ativo, mas em ambientes e aprendizagens diferentes\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Os tutores, por\u00e9m, jamais devem deixar de atender as necessidades naturais do c\u00e3o.<\/strong> Se eles n\u00e3o t\u00eam tempo ou disposi\u00e7\u00e3o para atividades que desafiem o animal mentalmente e fisicamente, hoje h\u00e1 diversas op\u00e7\u00f5es, como passeadores, bab\u00e1s de gatos e creches para c\u00e3es. Isso garante que o animal se adapte bem \u00e0 rotina da casa, sem, contudo, deixar de ter as atividades das quais precisa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea se identifica com seu pet? Isso n\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia. 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