{"id":40,"date":"2015-05-10T13:00:00","date_gmt":"2015-05-10T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/2015\/05\/10\/cuidados_com_os_roedores\/"},"modified":"2015-05-10T13:00:00","modified_gmt":"2015-05-10T13:00:00","slug":"cuidados_com_os_roedores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/cuidados_com_os_roedores\/","title":{"rendered":"Cuidados com os roedores"},"content":{"rendered":"<p>  da Revista do Correio, <\/p>\n<p>Doen\u00e7as de pele, falha na denti\u00e7\u00e3o e intoler\u00e2ncia ao calor s\u00e3o alguns problemas de sa\u00fade que podem se manifestar em porquinhos-da-\u00edndia, chinchilas, hamsters e gerbis <\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/mais-bichos\/127fde8e1b709d2791dba9fcd21816c6.jpg\"> <\/p>\n<p>Arthur Lima e Fernanda Tofoli com o porquinho da \u00ccndia, o Hamster e os&nbsp; ratos.  <\/p>\n<p>foto Carlos Moura\/CB\/DA Press <\/p>\n<\/div>\n<p>Eles s\u00e3o fofos. Com as patinhas mi\u00fadas, olhinhos atentos e comportamento d\u00f3cil, os pequenos roedores conquistam muitos humanos. Porquinhos-da-\u00edndia, chinchilas, gerbis, camundongos e hamsters s\u00e3o pets cada vez mais populares. A maioria das esp\u00e9cies \u00e9 bastante soci\u00e1vel, gosta de interagir e brincar, ocupa pouco espa\u00e7o e n\u00e3o exige a dedica\u00e7\u00e3o de muito tempo. Mas ainda existe preconceito contra eles, principalmente em rela\u00e7\u00e3o aos ratos, historicamente ligados a doen\u00e7as e sujeira. A ideia \u00e9 injustificada: os animais de estima\u00e7\u00e3o s\u00e3o saud\u00e1veis e limpos, v\u00eam de linhagem diferente das encontradas na rua. Mas, para manter a sa\u00fade dos bichinhos, \u00e9 importante ter alguns cuidados.   Os donos devem ser atentos, pois esses animais costumam esconder que est\u00e3o doentes. Isso ocorre porque, na natureza, eles s\u00e3o presas e evitam demonstrar vulnerabilidade e assim garantir mais chances de sobreviv\u00eancia. A interven\u00e7\u00e3o deve ser r\u00e1pida pois, quando o problema \u00e9 descoberto, pode ser tarde demais. O sistema respirat\u00f3rio e digestivo s\u00e3o as partes mais sens\u00edveis, mas \u00e9 na denti\u00e7\u00e3o que ocorrem os dist\u00farbios mais comuns, como hipercrescimento dos dentes. &#8220;Isso pode provocar feridas na gengiva e na l\u00edngua e dificuldade de alimenta\u00e7\u00e3o&#8221;, relata o veterin\u00e1rio Elber Costa.   A chinchila Joca, um macho de 9 anos, teve m\u00e1 oclus\u00e3o, encaixe inadequado entre arcada dent\u00e1ria superior e inferior. Ele n\u00e3o conseguia se alimentar direito e teve perda de peso. &#8220;Eu sei quando Joca n\u00e3o est\u00e1 bem, fica em um canto da gaiola, ap\u00e1tico e mais agressivo&#8221;, aponta a dona, Denise Matos, artes\u00e3 de 50 anos. Ap\u00f3s a extra\u00e7\u00e3o de dois dentes, ele se recuperou com facilidade. Denise conta que se apaixonou pela esp\u00e9cie. &#8220;\u00c9 amor \u00e0 primeira vista. S\u00e3o d\u00f3ceis, inteligentes, espertos, curiosos. Interagem muito e \u00e9 superf\u00e1cil de cuidar&#8221;, opina.   Com o suporte adequado, a chinchila tem boa longevidade. A expectativa de vida \u00e9 entre 10 e 20 anos, enquanto a maioria dos pequenos roedores vive entre 2 e 5. Denise \u00e9 atenciosa com Joca. H\u00e1 dois anos, ela observou que o olho dele estava inchado e o levou ao veterin\u00e1rio. A primeira suspeita foi conjutivite ou algum machucado. O diagn\u00f3stico foi de um abcesso por tr\u00e1s do olho, que provoca ac\u00famulo de pele e pus. Sem fechar as p\u00e1lpebras corretamente, o olho ficou exposto. Foi preciso fazer uma cirurgia delicada de extra\u00e7\u00e3o do globo ocular e uso de medica\u00e7\u00e3o. &#8220;Hoje, ele faz as mesmas coisas de antes. O tratamento doeu mais em mim do que nele&#8221;, brinca Denise.   As chinchilas s\u00e3o \u00e1geis, gostam de escalar e pular. Elas t\u00eam origem na regi\u00e3o montanhosa dos Andes, que \u00e9 seca e fria, e s\u00e3o muito peludas. O pelo delas, infelizmente, chega a ser utilizado na fabrica\u00e7\u00e3o de roupas e outros artigos de moda. O calor pode deix\u00e1-las estressadas, com dificuldades respirat\u00f3rias e at\u00e9 lev\u00e1-las \u00e0 morte. A dica para refrescar o ambiente \u00e9 bem simples: basta colocar uma garrafa com \u00e1gua bem gelada dentro ou pr\u00f3ximo da gaiola. A sugest\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida para outras esp\u00e9cies.  J\u00e1 para o gerbil, o calor tropical n\u00e3o \u00e9 um problema. O h\u00e1bitat natural dele s\u00e3o as regi\u00f5es des\u00e9rticas da \u00c0sia, como Mongolia, China e Manch\u00faria. O bichinho precisa de pouca \u00e1gua e urina em pequenas quantidades, o que reduz odores. O vendedor Andr\u00e9 Gomes, 27 anos, tem nove gerbis. Ele e a namorada come\u00e7aram a criar a esp\u00e9cie em 2008. &#8220;Eles s\u00e3o tranquilos, carinhosos e independentes. Os gastos s\u00e3o pequenos, uns R$ 30 ou R$ 40 por m\u00eas, e \u00e9 muito f\u00e1cil de cuidar deles em apartamento&#8221;, descreve. Andr\u00e9 afirma que os animais s\u00e3o resistentes e os que apresentaram quest\u00f5es de sa\u00fade s\u00e3o apenas os mais velhos, com mais de 4 anos. Andr\u00e9 j\u00e1 precisou levar gerbis para a remo\u00e7\u00e3o de uma gl\u00e2ndula, localizada na barriga, utilizada para demarca\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rio. Nessa esp\u00e9cie, um problema comum \u00e9 essa gl\u00e2ndula aumentar de tamanho e inflamar.  Andr\u00e9 considera uma vantagem ter um pequeno grupo de gerbis, pois eles s\u00e3o soci\u00e1veis e gostam de companhia. O \u00fanico cuidado \u00e9 separar os sexos, para evitar a reprodu\u00e7\u00e3o descontrolada. Uma alternativa para evitar filhotes \u00e9 a castra\u00e7\u00e3o, geralmente realizada nos machos, pois o procedimento neles \u00e9 mais simples do que nas f\u00eameas. A estudante Fernanda Tofoli, 24 anos, faz como Andr\u00e9 e deixa separados os seus 9 porquinhos da \u00edndia, que divide com o namorado.   A conviv\u00eancia exige cuidado redobrado com a sa\u00fade. &#8220;Quando um tem problema, voc\u00ea precisa tratar todos&#8221;, aponta Fernanda. Ela conta que os primeiros bichinhos que comprou vieram com fungo no pelo. Os roedores est\u00e3o suscet\u00edveis a infesta\u00e7\u00e3o de \u00e1caros, pulgas e outros parasitas, que prejudicam a pelagem e causam inc\u00f4modo. Outras tr\u00eas porquinhas que Fernanda adotou vieram com pneumonia e duas delas n\u00e3o sobreviveram. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso evitar a obesidade e colocar os roedores para se exercitar: deix\u00e1-los soltos em um ambiente seguro, se poss\u00edvel todos os dias, por, pelo menos, meia hora. &#8220;E sempre com supervis\u00e3o, para evitar acidentes dom\u00e9sticos, exposi\u00e7\u00e3o a fios el\u00e9tricos e outros objetos que eles possam roer e se machucar&#8221;, aconselha a veterin\u00e1ria Juliana Neves. Assim como nos humanos, os exerc\u00edcios f\u00edsicos proporcionam v\u00e1rios benef\u00edcios: evitam avan\u00e7o da osteoporose e sobrecarga nas articula\u00e7\u00f5es, proporcionam est\u00edmulo mental, dificultando que os animas fiquem entediados ou apresentem dist\u00farbios comportamentais, entre outras vantagens.   Fernanda acompanha os passeios dos animais de estima\u00e7\u00e3o. E eles n\u00e3o s\u00e3o poucos. Al\u00e9m dos 9 porquinhos da \u00edndia, ela tem tr\u00eas ratos twister, um hamster s\u00edrio e duas cachorras, uma labradora e uma vira-lata. Eles todos passeiam na grama da casa dela e interagem bem, sem problemas. A conviv\u00eancia entre diferentes esp\u00e9cies \u00e9 mais f\u00e1cil do que se imagina. Com uma r\u00e1pida pesquisa na internet \u00e9 poss\u00edvel encontrar v\u00eddeos ador\u00e1veis de ratinhos brincando com gatos e outros animais. Ainda assim, o dono n\u00e3o deve deixar os bichos desacompanhados enquanto brincam e \u00e9 melhor colocar cada esp\u00e9cie em uma gaiola diferente, principalmente se elas tiverem dietas distintas. &#8220;N\u00e3o d\u00e1 para perder controle sobre a alimenta\u00e7\u00e3o deles. Um porquinho da \u00edndia, que \u00e9 herb\u00edvoro, pode acabar comendo comida de um rato, que \u00e9 on\u00edvero, e tem a ra\u00e7\u00e3o com tra\u00e7os de carne&#8221;, alerta Juliana.   Tamb\u00e9m \u00e9 importante pesquisar as caracter\u00edsticas de cada esp\u00e9cie. Os hamsters s\u00e3o mais territorialistas e t\u00eam maior chance de brigar, ou seja, vivem melhor sozinhos. A esp\u00e9cie \u00e9 a que tem mais filhotes. A f\u00eamea tem um novo cio a cada quatro dias e, a cada gesta\u00e7\u00e3o, nascem entre cinco e nove hamsters. Para comparar, a porquinha da \u00edndia completa o mesmo processo a cada 15 dias.   Outros problemas comuns em roedores s\u00e3o constipa\u00e7\u00f5es e diarreias\u2014 problemas geralmente reduzidos com uma alimenta\u00e7\u00e3o rica em fibras\u2014, sarna, micoses e gripe. Tamb\u00e9m ocorrem condi\u00e7\u00f5es mais raras, como diabetes em hamsters e defici\u00eancias repirat\u00f3rias cr\u00f4nicas em ratos, que interferem na expectativa de vida. Os porquinhos da \u00edndia t\u00eam defici\u00eancia de vitamina C e precisam de uma dieta rica em folhas escuras, como couve e r\u00facula, e at\u00e9 de suplementa\u00e7\u00e3o. &#8220;A subst\u00e2ncia \u00e9 importante na s\u00edntese de col\u00e1geno, e a falta dela provoca sintomas de escorbuto, como fragilidade da pele e sangramentos&#8221;, explica o veterin\u00e1rio Elber Costa. Ao envelhecer, os roedores ficam menos ativos, se locomovem e comem menos.      <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Revista do Correio, Doen\u00e7as de pele, falha na denti\u00e7\u00e3o e intoler\u00e2ncia ao calor s\u00e3o alguns problemas de sa\u00fade que podem se manifestar em porquinhos-da-\u00edndia, chinchilas, hamsters e gerbis Arthur Lima e Fernanda Tofoli com o porquinho da \u00ccndia, o Hamster e os&nbsp; ratos. foto Carlos Moura\/CB\/DA Press Eles s\u00e3o fofos. 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