{"id":4214,"date":"2018-02-20T08:00:30","date_gmt":"2018-02-20T11:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/?p=4214"},"modified":"2018-02-19T17:44:04","modified_gmt":"2018-02-19T20:44:04","slug":"calor-e-chuva-aumentam-risco-de-leishmaniose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/calor-e-chuva-aumentam-risco-de-leishmaniose\/","title":{"rendered":"Calor e chuva aumentam risco de leishmaniose"},"content":{"rendered":"<h2>Veterin\u00e1rios\u00a0alertam que essa \u00e9poca do ano 20\u00e9 ideal para a prolifera\u00e7\u00e3o do mosquito transmissor da leishmaniose. Alguns produtos ajudam a afastar o inseto, mas tamb\u00e9m \u00e9 fundamental eliminar os criadouros<\/h2>\n<figure id=\"attachment_4215\" aria-describedby=\"caption-attachment-4215\" style=\"width: 1842px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4215\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2018\/02\/dog.png\" alt=\"Cr\u00e9dito: Reprodu\u00e7\u00e3o \" width=\"1842\" height=\"1272\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2018\/02\/dog.png 1842w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2018\/02\/dog-300x207.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2018\/02\/dog-768x530.png 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2018\/02\/dog-1024x707.png 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2018\/02\/dog-350x242.png 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2018\/02\/dog-1440x994.png 1440w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2018\/02\/dog-550x380.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2018\/02\/dog-230x159.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 1842px) 100vw, 1842px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4215\" class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9dito: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesses tempos de\u00a0calor e muita chuva, aumenta o risco de surtos de\u00a0leishmaniose. Isso acontece porque o mosquito-palha, principal transmissor do protozo\u00e1rio, tende a se multiplicar em ambientes \u00famidos e com temperaturas mais altas. Para evitar a infec\u00e7\u00e3o de animais e humanos \u00e9 preciso tomar alguns cuidados.<\/p>\n<p>A m\u00e9dica veterin\u00e1ria Mirela Tinucci Costa, do Conselho Regional de Medicina Veterin\u00e1ria do Estado de S\u00e3o Paulo (CRMV-SP)\u00a0e professora da Universidade Estadual Paulista (UNESP), lembra da import\u00e2ncia da preven\u00e7\u00e3o.\u00a0&#8220;O uso regular de coleiras e inseticidas espec\u00edficos aplicados no dorso do animal auxilia na preven\u00e7\u00e3o. Se residir em \u00e1rea end\u00eamica, o c\u00e3o deve ser recolhido ao entardecer, pois \u00e9 quando h\u00e1 maior atividade do inseto vetor&#8221;, esclarece.<\/p>\n<p>Rodrigo Mainardi, m\u00e9dico veterin\u00e1rio e presidente da Comiss\u00e3o de Cl\u00ednicos de Pequenos Animais do CRMV-SP alerta ainda que \u00e9 a leishmaniose visceral canina n\u00e3o tem cura, h\u00e1 apenas o controle dos sinais cl\u00ednicos e a diminui\u00e7\u00e3o do parasita infectante na circula\u00e7\u00e3o do organismo.<\/p>\n<p>Nos animais, os sintomas da leishmaniose se apresentam na queda de pelos, descama\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea e presen\u00e7a de ulcera\u00e7\u00f5es localizadas ou difusas, al\u00e9m de letargia e emagrecimento.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Como se trata de uma doen\u00e7a cr\u00f4nica, o primeiro sinal pode ser o emagrecimento. Com o tempo. podem surgir sinais adicionais. Todavia, o animal pode ser doente e n\u00e3o apresentar nenhuma manifesta\u00e7\u00e3o. Sendo assim, o tutor deve periodicamente levar o animal ao m\u00e9dico veterin\u00e1rio para completa investiga\u00e7\u00e3o&#8221;, \u00a0explica Mirela\u00a0Tinucci Costa.<\/p><\/blockquote>\n<p>Para prevenir a doen\u00e7a, existem coleiras com subst\u00e2ncias repelentes. A deltametrina \u00e9 o elemento qu\u00edmico recomendado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade para impedir o contato dos animais com o mosquito transmissor.\u00a0Rodrigo Mainardi tamb\u00e9m recomenda\u00a0que os moradores fa\u00e7am sempre a limpeza dos quintais e jardins, evitando o ac\u00famulo de materiais org\u00e2nicos, para\u00a0eliminar os criadouros do mosquito-palha.<\/p>\n<p>Revestir janelas e portas de canis ou viveiros com redes e telas \u00e9 outra medida preventiva com boa efetividade. Como o inseto se alimenta no per\u00edodo noturno, em regi\u00f5es quentes e com incid\u00eancia de leishmaniose \u00e9 recomend\u00e1vel manter os animais abrigados ap\u00f3s o fim de tarde.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o tenha cura, a leishmaniose n\u00e3o \u00e9 mais sin\u00f4nimo de morte para os animais infectados. Em 2017, os minist\u00e9rios da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento e da Sa\u00fade aprovaram a venda do primeiro medicamento para tratamento da doen\u00e7a. A droga\u00a0promove uma grande diminui\u00e7\u00e3o na carga parasit\u00e1ria presente no sangue do animal, reduzindo o desenvolvimento das enfermidades caracter\u00edsticas. O\u00a0tratamento, entretanto, requer monitoramento peri\u00f3dico de um m\u00e9dico veterin\u00e1rio e dever\u00e1 ser administrado at\u00e9 o fim da vida do animal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Veterin\u00e1rios\u00a0alertam que essa \u00e9poca do ano 20\u00e9 ideal para a prolifera\u00e7\u00e3o do mosquito transmissor da leishmaniose. Alguns produtos ajudam a afastar o inseto, mas tamb\u00e9m \u00e9 fundamental eliminar os criadouros &nbsp; Nesses tempos de\u00a0calor e muita chuva, aumenta o risco de surtos de\u00a0leishmaniose. 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