{"id":43,"date":"2015-05-12T06:55:00","date_gmt":"2015-05-12T06:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/2015\/05\/12\/polemica_por_conta_de_vaquejada_no_df\/"},"modified":"2015-05-12T06:55:00","modified_gmt":"2015-05-12T06:55:00","slug":"polemica_por_conta_de_vaquejada_no_df","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/polemica_por_conta_de_vaquejada_no_df\/","title":{"rendered":"Pol\u00eamica por conta de vaquejada no DF"},"content":{"rendered":"<div align=\"center\">\n<div align=\"left\">por AILIM CABRAL e MATHEUS TEIXEIRA,  <\/p>\n<p>da editoria de Cidades do Correio Braziliense <\/p>\n<p>A proibi\u00e7\u00e3o de vaquejadas no Distrito Federal ser\u00e1 discutida na pr\u00f3xima sexta-feira, com todos os interessados \u2014 de defensores dos animais a produtores de rodeios \u2014, em audi\u00eancia p\u00fablica na C\u00e2mara Legislativa. Ap\u00f3s liminar de fevereiro do Tribunal de Justi\u00e7a do DF e dos Territ\u00f3rios (TJDFT) suspender a realiza\u00e7\u00e3o de eventos do g\u00eanero na capital, o assunto deve voltar \u00e0 pauta da sociedade, pois, al\u00e9m do encontro desta semana, h\u00e1 um Projeto de Lei (PL) no legislativo local para reconhecer a vaquejada como modalidade esportiva. Entidades ligadas aos direitos dos animais criticam os eventos e classificam como \u201ccruel\u201d o tratamento dado aos bichos. Juarez\u00e3o (PRTB), autor do PL, por outro lado, lembra de lei federal que reconhece a pr\u00e1tica como um esporte e alega se tratar de uma \u201cmanifesta\u00e7\u00e3o cultural\u201d. <\/p>\n<\/div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/mais-bichos\/9c5f58f766275d3dcad740eaebcaf744.jpg\"> <\/p>\n<p>Debate sobre a atividade ser\u00e1 na sexta-feira, em audi\u00eancia p\u00fablica na CLDF <\/p>\n<p>Foto: Junot Lacet\/DB\/D.A Press <\/p>\n<div align=\"left\">  Estava marcado para 21 e 22 de fevereiro deste ano a festa 1\u00ba Tropa de Elite, no Parque Vaquejada Maria Luiza, em Planaltina. Um dia antes do evento, por\u00e9m, o juiz Jansen de Almeida, da 3\u00ba Vara de Fazenda P\u00fablica, atendeu a pedido das ONGs BSB Animal Prote\u00e7\u00e3o e Ado\u00e7\u00e3o e Frente de A\u00e7\u00f5es pela Liberta\u00e7\u00e3o Animal e proibiu a realiza\u00e7\u00e3o da competi\u00e7\u00e3o com bichos em todo o DF. A decis\u00e3o n\u00e3o \u00e9 definitiva e aguarda o desfecho na Justi\u00e7a.  <\/p>\n<p> Enquanto isso, pe\u00f5es de rodeio est\u00e3o sem trabalho, assim como os produtores dos festivais. Juarez\u00e3o justifica que os eventos movimentam a economia da cidade, geram emprego e re\u00fanem a comunidade. \u201c\u00c9 um festa genuinamente brasileira, realizada tradicionalmente h\u00e1 mais de um s\u00e9culo. Nos \u00faltimos anos, modernizou-se e profissionalizou-se. Hoje, ocorrem mais de mil vaquejadas no Brasil\u201d, afirma. Al\u00e9m disso, cita a lei de 2011 do Congresso Nacional, sancionada pela presid\u00eancia da Rep\u00fablica, que considera o pe\u00e3o um atleta profissional e a montaria, uma pr\u00e1tica esportiva.  <\/p>\n<p> Militantes da causa animal, contudo, discordam do parlamentar. Simone Lima, da ProAnima, afirma que a vaquejada \u00e9 algo \u201cintrinsicamente cruel\u201d. Para ela, uma atividade que envolve animais aterrorizados e pux\u00f5es pelo rabo que podem levar o bicho \u00e0 morte n\u00e3o pode ser considerada um esporte, uma vez que configura crime de maus-tratos. \u201cN\u00f3s temos uma legisla\u00e7\u00e3o nacional que pro\u00edbe isso, o artigo 225 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal determina que s\u00e3o vedadas pr\u00e1ticas que submetam animais \u00e0 crueldade\u201d, argumenta. <\/p>\n<p> Simone prop\u00f5e um paralelo da forma com que se tratam os c\u00e3es e gatos \u00e0 forma de tratamento dos bezerros. \u201cQualquer pessoa com um pouco de sentimento se indignaria se visse o rabo de um cachorro sendo arrancado. Por que com os bezerros \u00e9 diferente?\u201d, alega. A protetora afirma que o ProAnima estar\u00e1 presente na audi\u00eancia e reivindica espa\u00e7o na mesa. Ela acrescenta que as entidades est\u00e3o se mobilizando e apresentando um projeto de lei com o intuito de proibir as vaquejadas no DF. \u201cEstamos na fase de apresentar o projeto aos deputados, para ver quais ser\u00e3o signat\u00e1rios\u201d, completa. <\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um festa genuinamente brasileira, realizada tradicionalmente h\u00e1 mais de um s\u00e9culo. Nos \u00faltimos anos, modernizou-se e profissionalizou-se\u201d <\/p>\n<p> Juarez\u00e3o (PRTB), deputado distrital <\/p>\n<p> \u201cQualquer pessoa com um pouco de sentimento se indignaria se visse o rabo de um cachorro sendo arrancado. Por que com os bezerros \u00e9 diferente?\u201d <\/p>\n<p> Simone Lima, da ProAnima   <\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por AILIM CABRAL e MATHEUS TEIXEIRA, da editoria de Cidades do Correio Braziliense A proibi\u00e7\u00e3o de vaquejadas no Distrito Federal ser\u00e1 discutida na pr\u00f3xima sexta-feira, com todos os interessados \u2014 de defensores dos animais a produtores de rodeios \u2014, em audi\u00eancia p\u00fablica na C\u00e2mara Legislativa. 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