{"id":47,"date":"2015-05-17T13:21:00","date_gmt":"2015-05-17T13:21:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/2015\/05\/17\/convivencia_pacifica\/"},"modified":"2015-05-17T13:21:00","modified_gmt":"2015-05-17T13:21:00","slug":"convivencia_pacifica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/convivencia_pacifica\/","title":{"rendered":"Conviv\u00eancia pac\u00edfica"},"content":{"rendered":"<p>  Por Renata Rusky, da Revista do Correio  <\/p>\n<p>  A gravidez da dona \u00e9 um dos principais motivos de abandono de pets. Protetores dos animais tentam conscientizar de que n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de escolha: beb\u00ea e mascote s\u00e3o membros da fam\u00edlia  <\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/mais-bichos\/e35c65e7f9efa4d8178c628a46508139.jpg\">  <\/p>\n<p>  foto Zuleika de Souza\/CB\/DA Press  <\/p>\n<p>Quando Gabriela Marinho (foto) , 20 anos, recepcionista, engravidou, ela tinha tr\u00eas gatos e dois cachorros. Ao contr\u00e1rio do que muita gente faz, ela n\u00e3o os desamparou. A gravidez da dona \u00e9 um dos principais motivos de abandono de animais de estima\u00e7\u00e3o. A falta de informa\u00e7\u00e3o e a cren\u00e7a de que os bichos s\u00e3o portadores de doen\u00e7as tornam o pet v\u00edtima do desamparo das ruas. Para Gabriela, at\u00e9 ent\u00e3o, era a seus cachorros e gatos que ela tinha dedicado todo seu amor e eram eles quem ela considerava seus filhos; portanto, n\u00e3o fazia sentido larg\u00e1-los quando estava prestes a dar \u00e0 luz \u00cdsis, hoje com 4 meses.  Os cachorros, ela sentia que perceberam logo a gravidez. &#8220;Uma delas deitava na minha barriga quando ainda estava pequena e rosnava para qualquer um que chegasse perto&#8221;, conta. Ela mostrava as roupas do beb\u00ea para os dois c\u00e3es, deixava que cheirassem. Mesmo assim, ainda houve ci\u00fame no in\u00edcio. Os gatos n\u00e3o ligavam muito, mas, depois que \u00cdsis nasceu, come\u00e7aram a se interessar pelo quarto e pelo ber\u00e7o dela, coisa que n\u00e3o tinham feito antes de a pequena nascer.  Ao chegar da maternidade, j\u00e1 n\u00e3o eram tr\u00eas gatos, j\u00e1 que um deles foi envenenado na rua. Gabriela, com cuidado, deixou que todos eles, c\u00e3es e felinos, cheirassem \u00cdsis para se acostumarem com a presen\u00e7a do novo membro da fam\u00edlia. Mesmo o mais agressivo dos gatos n\u00e3o ousou fazer nada contra o beb\u00ea. Hoje, ela at\u00e9 j\u00e1 abriu m\u00e3o da pequena cerca que impedia que os animais entrassem no quarto da menina.  Se, al\u00e9m de todas as mudan\u00e7as que envolvem a chegada do beb\u00ea, a fam\u00edlia ainda tiver que lidar com o ci\u00fame dos animais de estima\u00e7\u00e3o, a situa\u00e7\u00e3o pode ser estressante. Assim como Gabriela, a ativista protetora dos animais Luisa Mell (veja box) passou por essa situa\u00e7\u00e3o recentemente e esteve em Bras\u00edlia, no Taguatinga Shopping, para dar uma palestra a respeito. Ela tenta explicar que o abandono n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio, muito menos uma boa solu\u00e7\u00e3o.  Com dois cachorros em casa, Luisa conta que a prepara\u00e7\u00e3o come\u00e7ou antes mesmo de o filho chegar. Por considerar importante que os bichos continuassem se sentindo parte da fam\u00edlia, ela passava horas no quarto do beb\u00ea com os dois cachorros. &#8220;Mesmo assim, ap\u00f3s o nascimento, um deles come\u00e7ou a fazer coc\u00f4 na porta do meu quarto&#8221;, conta Luisa. Ela conta o quanto foi cansativo, mas compara: &#8220;Irm\u00e3os mais velhos tamb\u00e9m n\u00e3o ficam com ci\u00fame? \u00c9 a mesma coisa e n\u00f3s temos que buscar for\u00e7as para lidar com isso. \u00c9 um momento dif\u00edcil, mas compensa&#8221;. Ela cita pesquisas que indicam que crian\u00e7as que convivem com animais de estima\u00e7\u00e3o at\u00e9 o primeiro ano de vida t\u00eam menos alergias e doen\u00e7as respirat\u00f3rias. Ent\u00e3o, espera que os dois vivam o suficiente para que Enzo cres\u00e7a e brinque com eles.  Uma voz ativa contra maus-tratos  Luisa Mell ficou conhecida quando, em 2002, estreou dois programas de tev\u00ea nos quais mostrava situa\u00e7\u00f5es de maus-tratos vividas por muitos animais de estima\u00e7\u00e3o no Brasil. Participava de um grupo de emerg\u00eancia animal que fazia resgastes toda semana. Uma das liga\u00e7\u00f5es recebidas pelo grupo era de ativistas acampados em frente ao Instituto Royal. Dessa forma, ela se envolveu tamb\u00e9m no resgate de cerca de 200 cachorros da ra\u00e7a Beagle mantidos em gaiolas e usados em testes da empresa. Atualmente, Luisa continua seu ativismo via internet e tamb\u00e9m no meio pol\u00edtico. A ideia \u00e9 sensibilizar as pessoas para o assunto e intermediar processos de ado\u00e7\u00e3o e achados e perdidos. Ela acredita que o Brasil j\u00e1 evoluiu muito na causa nos \u00faltimos 12 anos, mas ainda h\u00e1 bastante a ser feito. &#8220;Muita gente diz que hoje os animais s\u00e3o mais maltratados, quando, na verdade, \u00e9 s\u00f3 porque antes ningu\u00e9m sabia, ningu\u00e9m se importava, ningu\u00e9m comentava&#8221;, afirma.  <\/p>\n<p>  <b>Dicas de Luisa Mell<\/b>  Associar coisas boas \u00e0 presen\u00e7a do beb\u00ea.  Deixar que o cachorro chegue perto e cheire o beb\u00ea. Se tiver medo, afaste-o discretamente, em vez de gritar para que saia.  Esfor\u00e7ar-se para continuar dando carinho ao c\u00e3o.  Colocar uma roupa usada do beb\u00ea na cama ou na casa do c\u00e3o. &#8220;Eu fiz isso e, no in\u00edcio, meus cachorros n\u00e3o queriam entrar na casa deles. Com o tempo, eles se acostumaram&#8221;, conta a ativista.  <\/p>\n<p>  <b>Gatos tamb\u00e9m amam<\/b>  Embora muitos digam que gatos n\u00e3o gostam dos donos, mas da casa, isso n\u00e3o passa de fal\u00e1cia. &#8220;Gatos se apegam. Eles s\u00e3o muito sens\u00edveis a mudan\u00e7as na casa. Dividem o lugar em que moram em setores para fazer cada uma das suas coisas. Se mexer em algum deles, eles se estressam&#8221;, explica a veterin\u00e1ria Leila Sena, especializada em felinos.  Segundo ela, a facilidade de adapata\u00e7\u00e3o de cachorros a mudan\u00e7as e a dificuldade dos gatos s\u00e3o consequ\u00eancia da domestica\u00e7\u00e3o mais antiga dos primeiros. &#8220;Normalmente, eles ficam mais reclusos e, aos poucos, v\u00e3o voltando ao normal e querendo cheirar o beb\u00ea&#8221;, explica Leila. Se fizerem xixi no lugar errado, no entanto, ela adverte que \u00e9 melhor chamar um veterin\u00e1rio comportamental.  Uma alternativa boa que pode ser usada antes e depois do nascimento \u00e9 usar difusores de ferorm\u00f4nio. O cheiro d\u00e1 prazer aos gatos e os deixa relaxados. &#8220;Pode colocar at\u00e9 no quarto do beb\u00ea&#8221;, exemplifica. Se o animal associar aquele cheiro e aquela tranquilidade ao beb\u00ea, a adapta\u00e7\u00e3o dele \u00e0 mudan\u00e7a pode ser facilitada. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Renata Rusky, da Revista do Correio A gravidez da dona \u00e9 um dos principais motivos de abandono de pets. 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