{"id":48,"date":"2015-05-20T20:50:00","date_gmt":"2015-05-20T20:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/2015\/05\/20\/hora_do_detox\/"},"modified":"2015-05-20T20:50:00","modified_gmt":"2015-05-20T20:50:00","slug":"hora_do_detox","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/hora_do_detox\/","title":{"rendered":"Hora do detox"},"content":{"rendered":"<p>  &nbsp;por Paloma Oliveto, da Revista Encontro Bras\u00edlia    <\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/mais-bichos\/822617307917a58be2eb0a1e350d5326.jpg\">   <\/p>\n<\/div>\n<div align=\"center\">Quando a dona viaja, o poodle Floquinho fica na &#8220;col\u00f4nia de f\u00e9ria&#8221;: ele volta para casa cansado de tanto brincar.Foto Raimundo Sampaio\/Encontro\/DA Press   <\/p>\n<\/div>\n<p>  Com o fim das festas e o novo ano oficialmente inaugurado, est\u00e1 na hora de entrar na linha. Esse \u00e9 o momento de se readaptar \u00e0 rotina, fazer um check-up e reencontrar o peso ideal, perdido l\u00e1 por novembro, antes da fartura das comemora\u00e7\u00f5es e do descuido t\u00edpico de f\u00e9rias. A agenda detox, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 exclusiva dos humanos. Os pets, cada vez mais inseridos nos costumes da fam\u00edlia, tamb\u00e9m precisam retomar os velhos h\u00e1bitos.  O in\u00edcio do ano pode ser uma boa oportunidade para colocar em dia a sa\u00fade do melhor amigo. Muitas pessoas acreditam que s\u00f3 precisam levar os animais de estima\u00e7\u00e3o ao veterin\u00e1rio quando eles se acidentam ou aparentam mal-estar. Mas, assim como acontece com os donos, c\u00e3es e gatos tamb\u00e9m precisam ser avaliados periodicamente, seja para preven\u00e7\u00e3o, seja para detec\u00e7\u00e3o precoce de algum problema que ainda n\u00e3o se manifestou clinicamente.  \u201cO ideal seria que os animais de estima\u00e7\u00e3o fizessem avalia\u00e7\u00f5es de rotina todos os anos\u201d, diz o veterin\u00e1rio Humberto Martins. \u201cUma consulta e exames de sangue j\u00e1 s\u00e3o suficientes para dar uma boa no\u00e7\u00e3o da sa\u00fade. Em caso de animais idosos, uma avalia\u00e7\u00e3o cardiol\u00f3gica tamb\u00e9m \u00e9 importante\u201d, recomenda, lembrando que n\u00e3o se deve esquecer de verificar a carteira de vacina\u00e7\u00e3o e de controle parasit\u00e1rio.  &nbsp;O shih-tzu Amin, de 2 anos e meio, come\u00e7ou 2015 com a sa\u00fade em dia. No fim de dezembro, ele foi adotado pelo cabeleireiro Danilo Silva Santos, que fez quest\u00e3o de submeter o novo amigo a um check-up. Amin morava com uma amiga de Danilo, mas o c\u00e3ozinho estava disputando territ\u00f3rio com um golden retriever na casa antiga, o que lhe rendeu uma fratura na boca.  Antes de lev\u00e1-lo para a nova fam\u00edlia, o cabeleireiro se inteirou sobre a rotina do shih-tzu, perguntou sobre a sa\u00fade e o comportamento do animal. Depois, levou Amin a uma consulta. \u201cAssim que o peguei, fiz um hemograma completo nele. Pretendo lev\u00e1-lo ao veterin\u00e1rio a cada tr\u00eas meses, para ver se est\u00e1 tudo bem. O cachorro n\u00e3o tem como falar se est\u00e1 sentindo alguma coisa, ent\u00e3o as consultas de rotina s\u00e3o importantes. Eles s\u00e3o como filhos, totalmente dependentes\u201d, acredita.  Al\u00e9m do bem-estar f\u00edsico de Amin, Danilo se preocupou com a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 casa nova. \u201cFoi como receber uma crian\u00e7a\u201d, compara. Logo no in\u00edcio, o shih-tzu estranhou, mas rapidamente se acostumou \u00e0 rotina. \u201cEle viu que era o \u00fanico animal e que estava reinando na casa\u201d, brinca o cabeleireiro. Amin tem um quintal para brincar, mas, mesmo assim, Danilo faz quest\u00e3o dos passeios externos di\u00e1rios, para entreter o pet.  Envolver o melhor amigo em atividades \u00e9, ali\u00e1s, a melhor maneira de readapt\u00e1-lo \u00e0 rotina, depois das f\u00e9rias de fim de ano. Alguns s\u00e3o levados na viagem com os donos, enquanto outros acabam hospedados em hot\u00e9is. Seja qual for a situa\u00e7\u00e3o, os meses de dezembro e janeiro provocam uma quebra nos h\u00e1bitos do pet. O veterin\u00e1rio Humberto Martins diz o que fazer: \u201cN\u00e3o tem segredo, basta o propriet\u00e1rio criar uma rotina com o seu c\u00e3o. Passeios di\u00e1rios, brincadeiras e est\u00edmulos mentais s\u00e3o tarefas f\u00e1ceis de serem realizadas e que demandam menos tempo que se imagina\u201d, garante.  \u00c0s vezes, por\u00e9m, eles podem sofrer uma esp\u00e9cie de \u201cdepress\u00e3o p\u00f3s-f\u00e9rias\u201d. Da mesma forma que humanos se ressentem da rotina de passeios e divers\u00e3o, os animais tamb\u00e9m estranham o retorno a um dia a dia menos agitado quando voltam para casa. \u201cQuando viajamos, esperamos que nossos c\u00e3es sintam muito nossa falta e mal possam esperar para nos ver de novo. Mas as f\u00e9rias de ver\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o um grande momento para eles\u201d, afirma o norte-americano Michael Rowland, especialista em comportamento canino.&nbsp;\u201cQuem conhece bem a rotina de um day care ou hotel para animais sabe do que estou falando. Na hora de busc\u00e1-los \u00e9 engra\u00e7ado, eles parecem querer contar para n\u00f3s tudo que fizeram. Nesses locais, h\u00e1 muitas brincadeiras, caminhadas, intera\u00e7\u00e3o com outros animais. Ent\u00e3o, \u00e9 natural que, ao voltarem das f\u00e9rias, eles cheguem um tanto hiperativos e demorem um pouco para retornar \u00e0 rotina mais tranquila\u201d, explicou, por email, a Encontro Bras\u00edlia. Segundo Rowland, alguns podem ficar tristes e ap\u00e1ticos nos primeiros dias. \u201cO que posso recomendar s\u00e3o longas e agrad\u00e1veis caminhadas, eles precisam gastar essa energia extra at\u00e9 as coisas voltarem ao normal. Geralmente, s\u00e3o necess\u00e1rios alguns dias\u201d, afirma.  O poodle Floquinho, de 5 anos, passou 22 dias hospedado em um hotelzinho que tamb\u00e9m funciona como day care e voltou para casa mais soci\u00e1vel. Antigamente, a dona do c\u00e3o, a empres\u00e1ria e analista de RH Monica Barcelos, costumava lev\u00e1-lo nas viagens ao litoral. Contudo, em vez de se divertir, ele se estressava nas f\u00e9rias. \u201cEle ficava bastante agitado. Como o Floquinho \u00e9 de porte m\u00e9dio, eu n\u00e3o podia carreg\u00e1-lo comigo para todos os lugares e ele sentia nossa falta\u201d, recorda Monica.  Por orienta\u00e7\u00e3o de um veterin\u00e1rio, ela decidiu que, em vez de acompanhar a fam\u00edlia, o poodle passaria a ficar na \u201ccol\u00f4nia de f\u00e9rias\u201d quando viajasse. Em vez de se ressentir e achar que foi abandonado, Floquinho adorou a mudan\u00e7a. Ele j\u00e1 est\u00e1 habituado com o hotelzinho, pois toma banhos semanais no local e, eventualmente, passa os fins de semana por l\u00e1. \u201cEle j\u00e1 conhece os cachorros, j\u00e1 tem os coleguinhas, ent\u00e3o n\u00e3o estranha\u201d, conta Monica. Quem estranhou foi o poodle que, ao voltar para casa, n\u00e3o tinha uma rotina t\u00e3o agitada quanto na \u201ccol\u00f4nia\u201d. \u201cEm casa, ele passeia tr\u00eas vezes ao dia, mas n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa. L\u00e1 ele brinca muito\u201d, diz a empres\u00e1ria.  &nbsp;     <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;por Paloma Oliveto, da Revista Encontro Bras\u00edlia Quando a dona viaja, o poodle Floquinho fica na &#8220;col\u00f4nia de f\u00e9ria&#8221;: ele volta para casa cansado de tanto brincar.Foto Raimundo Sampaio\/Encontro\/DA Press Com o fim das festas e o novo ano oficialmente inaugurado, est\u00e1 na hora de entrar na linha. 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