{"id":50,"date":"2015-05-24T10:00:00","date_gmt":"2015-05-24T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/2015\/05\/24\/protecao_na_seringa\/"},"modified":"2015-05-24T10:00:00","modified_gmt":"2015-05-24T10:00:00","slug":"protecao_na_seringa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/protecao_na_seringa\/","title":{"rendered":"Prote\u00e7\u00e3o na seringa"},"content":{"rendered":"<p>da Revista do Correio <\/p>\n<p>  Para garantir a sa\u00fade dos pets \u00e9 preciso ficar sempre atento ao calend\u00e1rio de vacina\u00e7\u00e3o   <\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/mais-bichos\/fed1c59f07d727c20ff797a025b3237a.jpg\"> <\/p>\n<p>foto Carlos Vieira\/CB\/DA Press <\/p>\n<div align=\"left\">  Como os beb\u00eas, os filhotes de c\u00e3es e gatos tamb\u00e9m precisam ser vacinados e tomar verm\u00edfugos. E a preocupa\u00e7\u00e3o deve ser a mesma: observar as datas e ter um cart\u00e3o para controle das doses. Isso porque a \u00faltima etapa do primeiro ciclo de vacinas e vermifuga\u00e7\u00e3o n\u00e3o deixa o animal totalmente imune a doen\u00e7as.  O m\u00e9dico-veterin\u00e1rio Luiz Cury ensina que quando o pet nasce, a amamenta\u00e7\u00e3o e o contato placent\u00e1rio oferecerem uma prote\u00e7\u00e3o passiva \u2014 os anticorpos s\u00e3o passados diretamente pelo m\u00e3e. &#8220;Por isso, a vacina deve ser tomada entre 45 a 60 dias de vida. Antes disso, o organismo ir\u00e1 combater os v\u00edrus injetados e o efeito n\u00e3o ser\u00e1 o desejado&#8221;, observa. Com o passar dos meses, o filhote perde a prote\u00e7\u00e3o natural e precisa de novas doses para continuar o processo de imuniza\u00e7\u00e3o. &#8220;Um animal maior tem menos prote\u00e7\u00e3o e mais contato com ambiente externo, portanto, a vacina\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser interrompida&#8221;, conta Cury.  Existem, basicamente, duas categorias de vacinas: as obrigat\u00f3rias e as recomendadas. As \u00faltimas s\u00e3o indicadas conforme o contexto epidemiol\u00f3gico, ou seja, ser\u00e1 avaliado o ambiente de conviv\u00eancia do bicho. Sendo assim, todo o processo deve ser feito em conjunto com uma consulta m\u00e9dica, pois \u00e9 nesse contato que o veterin\u00e1rio vai investigar, por meio de exames, testes r\u00e1pidos e perguntas sobre a sa\u00fade do animal, a real necessidade de imuniza\u00e7\u00e3o.   No caso de o c\u00e3o ou o gato ter sido infectado ou apresentar algum v\u00edrus oculto, a vacina n\u00e3o \u00e9 aplicada at\u00e9 que ele esteja tratado. &#8220;Injetar mais v\u00edrus apenas vai agravar os sintomas da doen\u00e7a e potencializar o que est\u00e1 se reproduzindo. Al\u00e9m disso, dependendo do tipo de vacina, pode ser ainda mais prejudicial&#8221;, explica Jair Costa, professor especializado em cl\u00ednica m\u00e9dica de c\u00e3es e gatos da Universidade de Bras\u00edlia. A exce\u00e7\u00e3o se d\u00e1 quando a enfermidade \u00e9 do tipo cr\u00f4nica. O problema principal n\u00e3o vai anular a exposi\u00e7\u00e3o do bicho a outras complica\u00e7\u00f5es. Desse modo, as doses ser\u00e3o administradas de acordo com as particularidades da doen\u00e7a e acompanhamento.  O professor ainda ressalta a import\u00e2ncia de um profissional qualificado avaliar a situa\u00e7\u00e3o e receitar as vacinas. &#8220;O custo pode ser elevado por conta do protocolo do paciente e da marca do produto que ser\u00e1 utilizado&#8221;, informa. O dono do c\u00e3o ou gato, na hora da aplica\u00e7\u00e3o, deve observar se o produto est\u00e1 armazenado na temperatura adequada e cobrar a assinatura e carimbo do veterin\u00e1rio no cart\u00e3o.  Como as vacinas podem ser modificadas (com o v\u00edrus morto ou fragmentos dele) ou inativadas (o v\u00edrus est\u00e1 vivo, mas se tornou inofensivo), podem ocorrer rea\u00e7\u00f5es depois da inje\u00e7\u00e3o. Cury diz que a absor\u00e7\u00e3o no organismo dura cerca de 21 dias, por isso, os intervalos entre as doses s\u00e3o grandes. &#8220;Antes disso, h\u00e1 uma inflama\u00e7\u00e3o localizada na \u00e1rea. Nos gatos, h\u00e1 uma peculiaridade, nesse processo, \u00e9 poss\u00edvel que se desenvolva um c\u00e2ncer.&#8221; Depois de tomar a vacina, o animal deve ficar em observa\u00e7\u00e3o, no caso de surgirem efeitos colaterias mais graves \u2014 como diarreia, incha\u00e7o, v\u00f4mito e erup\u00e7\u00e3o na pele \u2014, deve-se levar o pet ao veterin\u00e1rio.<b> <\/p>\n<p>Abandonados<\/b>  O veterin\u00e1rio Jair Costa defende que a vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 a maneira mais eficaz de controlar as doen\u00e7as entre as esp\u00e9cies e tamb\u00e9m as zoonoses \u2014 enfermidades que podem ser transmitidas aos humanos. De acordo com ele, os animais abandonados s\u00e3o mais suscet\u00edveis a problemas de sa\u00fade. O veterin\u00e1rio Luiz Cury esclarece que, se o pet se encaixar nesse grupo de risco, \u00e9 preciso mais aten\u00e7\u00e3o. Incluem-se nessa categoria animais vendidos na rua e abandonados.   Entidades como a ProAnima s\u00e3o rigorosas quanto \u00e0 quest\u00e3o da imuniza\u00e7\u00e3o. &#8220;Quando o animal fica sob a nossa cust\u00f3dia, o protocolo \u00e9 lev\u00e1-lo imediatamente ao veterin\u00e1rio para fazer exames&#8221;, explica Simone Lima, diretora geral da institui\u00e7\u00e3o. &#8220;Se estiver bem, \u00e9 iniciado o procedimento: s\u00e3o dados verm\u00edfugos e produtos contra pulgas e carrapatos. Mas, quando est\u00e1 doente, fica internado ou vai para um lar tempor\u00e1rio e continua o tratamento at\u00e9 que melhore. Somente depois disso \u00e9 liberado para ser adotado.&#8221; O intuito \u00e9 sempre repassar os animais para algu\u00e9m que queira assumir a responsabilidade. Atualmente, a ProAnima cuida de 12 c\u00e3es e oito gatos.  Outro abrigo tempor\u00e1rio atento a esses cuidados \u00e9 a Sociedade Humanit\u00e1ria Brasileira (SHB). Alice Godoy, uma das protetoras volunt\u00e1rias da entidade, menciona que a rigidez das regras em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade dos pets. &#8220;O normal \u00e9 levar ao veterin\u00e1rio logo na chegada. Todos sempre t\u00eam verm\u00edfugos e vacinas rigorosamente em dia, al\u00e9m do hemograma. No caso dos gatos, fazemos exames para doen\u00e7as espec\u00edficas tamb\u00e9m. O animal s\u00f3 pode ser adotado se estiver saud\u00e1vel, caso contr\u00e1rio, mesmo com um dono, \u00e9 preciso esperar.&#8221;   <\/p>\n<p><b>Calend\u00e1rio b\u00e1sico<\/b>   <\/p>\n<p>C\u00e3es  Idade&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vacina   45 dias&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1\u00aa dose (M\u00faltipla)   66 dias &nbsp; &nbsp; &nbsp; 2\u00aa dose (M\u00faltipla)   87 dias&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 3\u00aa dose (M\u00faltipla)   108 dias&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 4\u00aa dose (M\u00faltipla)   129 dias&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 5\u00aa dose (M\u00faltipla) + Raiva  Anualmente M\u00faltipla   <\/p>\n<p>Gatos  Idade&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vacina   45 a 60 dias&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1\u00aa dose (M\u00faltipla)  20 a 30 dias&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; depois da 1\u00aa 2\u00aa dose (M\u00faltipla)  20 a 30 dias&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; depois da 2\u00aa 3\u00ba dose (M\u00faltipla)  15 dias depois&nbsp; Raiva   Anualmente M\u00faltipla  * Nem sempre o protocolo das vacinas ser\u00e1 o mesmo. O procedimento pode variar   de acordo com o animal ou com a ra\u00e7a. Consulte um veterin\u00e1rio.   <\/p>\n<p><b>Doen\u00e7as mais comuns<\/b>   <\/p>\n<p>C\u00e3es  <b>Adenov\u00edrus:<\/b> mal que pode causar complica\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias. As doen\u00e7as mais comuns s\u00e3o hepatite infecciosa e tosse dos canis, conhecida como gripe canina. A vacina m\u00faltipla combate a enfermidade.  <b>Cinomose:<\/b> possui alta taxa de mortalidade e cont\u00e1gio. Atinge animais com o sistema imunol\u00f3gico enfraquecido, \u00e9 mais comum em filhotes ou em c\u00e3es com idade avan\u00e7ada. Os sintomas podem variar de acordo com o \u00f3rg\u00e3o que o v\u00edrus ataca. A vacina m\u00faltipla combate a enfermidade.  <b>Leptospirose:<\/b> concentra-se especialmente nos per\u00edodos de chuva. Transmitida por uma bact\u00e9ria, causa desordem no funcionamento renal e\/ou hep\u00e1tico. A transmiss\u00e3o pode acontecer por contato com um animal infectado ou em ambiente contaminado. \u00c9 uma zoonese, ou seja, pode ser passada para o ser humano. A vacina m\u00faltipla combate a enfermidade.   <\/p>\n<p>Gatos<b>Leucemia felina:<\/b> enfraquece o sistema imunol\u00f3gico e o deixa suscet\u00edvel \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o por outras enfermidades. O contato se d\u00e1 de formas variadas, mas principalmente pelo compartilhamento de potes. A vacina m\u00faltipla combate a enfermidade.  <b>Calicivirose:<\/b> \u00e9 uma infe\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria bastante s\u00e9ria e um dos principais problemas de sa\u00fade que podem acometer os felinos. Altamente contagiosa, \u00e9 transmitida, principalmente, por meio do contato direto entre um bichano sadio e um animal doente. A vacina m\u00faltipla combate a enfermidade.  <b>Panleucopenia:<\/b> muito comum entre gatos dom\u00e9stico, \u00e9 um dist\u00farbio gastrointestinal causado por um parvov\u00edrus. Apesar de ser trat\u00e1vel, costuma ser fatal para cerca de 80% dos bichos contaminados. Atinge principalmente filhotes. A vacina m\u00faltipla combate a enfermidade.  &nbsp;  <\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Revista do Correio Para garantir a sa\u00fade dos pets \u00e9 preciso ficar sempre atento ao calend\u00e1rio de vacina\u00e7\u00e3o foto Carlos Vieira\/CB\/DA Press Como os beb\u00eas, os filhotes de c\u00e3es e gatos tamb\u00e9m precisam ser vacinados e tomar verm\u00edfugos. E a preocupa\u00e7\u00e3o deve ser a mesma: observar as datas e ter um cart\u00e3o para controle das doses. 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