{"id":532,"date":"2015-12-27T10:00:05","date_gmt":"2015-12-27T12:00:05","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/?p=532"},"modified":"2015-12-24T10:17:53","modified_gmt":"2015-12-24T12:17:53","slug":"antes-de-partir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/antes-de-partir\/","title":{"rendered":"Antes de partir"},"content":{"rendered":"<p>(por Ailim Cabral, da Revista do Correio) (foto Zuleika de Souza\/CB\/DA Press)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No fim do ano, com as f\u00e9rias e os recessos chegando, \u00e9 preciso redobrar a aten\u00e7\u00e3o com os pets. Uma das precau\u00e7\u00f5es mais importantes se refere \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o. Assim como as pessoas portam a carteira de identidade, os veterin\u00e1rios e os cuidadores recomendam que cada bichinho tenha seu pr\u00f3prio documento, feito na forma de um microchip. Segundo a veterin\u00e1ria e gerente t\u00e9cnica do laborat\u00f3rio Virbac, Fabiana Zerbini, o microchip \u00e9 uma forma de reconhecimento eletr\u00f4nico e \u00e9 o primeiro passo para a posse respons\u00e1vel.<br \/>\nO implante \u00e9 simples. O veterin\u00e1rio posiciona o microchip na nuca do animal como se estivesse aplicando uma inje\u00e7\u00e3o. Cada dispositivo tem um c\u00f3digo \u00fanico, que \u00e9 entregue ao dono do cachorro ou do gato. Assim, o propriet\u00e1rio deve entrar no site do fabricante e cadastrar os dados do animal, como nome, idade, ra\u00e7a; al\u00e9m do nome, endere\u00e7o e telefone do dono. A partir desse cuidado, se o pet foge ou \u00e9 roubado, fica mais f\u00e1cil encontr\u00e1-lo. A maioria das cl\u00ednicas veterin\u00e1rias conta com algum tipo de leitor de microchip, independentemente da marca, que consegue decodificar o chip de qualquer fabricante.<br \/>\nDepois de passar por um grande susto em setembro e quase perder a pug Amora, de um ano e meio, a estudante de medicina veterin\u00e1ria, Mariana Moreira Ribeiro (foto),\u00a0 se arrependeu de n\u00e3o ter microchipado a cadelinha. Amora costuma ficar solta dentro de casa e, em um descuido, o port\u00e3o ficou aberto. \u201cVimos depois, pelas c\u00e2meras de seguran\u00e7a, que ela aproveitou e saiu correndo\u201d, conta. Poucos minutos depois da fuga, a fam\u00edlia percebeu e foi buscar a pug. \u201cSa\u00edmos pela rua, a p\u00e9 e de carro, procuramos por todos os lugares, fizemos muitas publica\u00e7\u00f5es na internet at\u00e9 algu\u00e9m entrar em contato\u201d, lembra.<br \/>\nNo dia seguinte, uma mulher disse ter comprado a cadelinha e n\u00e3o queria devolv\u00ea-la para Mariana. Apesar de argumentar, ter o pedigree, a carteira de vacina\u00e7\u00e3o, fotos e v\u00eddeos de Amora, a jovem teve dificuldades em ter a pug de volta. \u201cTive medo. N\u00e3o tinha colocado ainda o microchip e n\u00e3o tinha como provar que ela era minha. Foi muita sorte a mulher ter finalmente cedido e me devolvido, porque ela poderia ter ficado com a Amora para sempre e ia ser minha culpa\u201d, afirma Mariana. Depois do susto, a jovem resolveu juntar dinheiro e colocar o microchip em todos os sete c\u00e3es. \u201cS\u00f3 estou esperando a Amora ter os filhotes para colocar nela e em todos os outros\u201d, completa.<br \/>\nAl\u00e9m de ser primordial em situa\u00e7\u00f5es como a de Mariana, o microchip ajuda quando o cachorro \u00e9 encontrado e levado ao veterin\u00e1rio. \u201cSe o animal toma medica\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, tem diabetes ou epilepsia, por exemplo, quem o encontra consegue cuidar dele at\u00e9 achar os donos. As informa\u00e7\u00f5es podem salvar a vida do pet\u201d, completa Fabiana.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Prontos para as f\u00e9rias<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m do microchip, existem outros cuidados essenciais na hora de viajar, seja com, seja sem o pet. O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Cl\u00ednicos Veterin\u00e1rios de Pequenos Animais no Distrito Federal (Anclivepa-DF), Bruno Alvarenga dos Santos, explica que a primeira coisa a ser avaliada pelo dono, quando o pet vai acompanh\u00e1-lo, \u00e9 se a viagem \u00e9 nacional ou internacional.<br \/>\nPara as viagens nacionais, de avi\u00e3o, de \u00f4nibus, de barco ou de trem, \u00e9 exigido um atestado sanit\u00e1rio emitido por um m\u00e9dico veterin\u00e1rio, no m\u00e1ximo, 10 dias antes da viagem. \u00c9 importante tamb\u00e9m verificar as regras da companhia de viagem. \u201cMuitas empresas a\u00e9reas exigem o atestado emitido, no m\u00e1ximo, tr\u00eas dias antes da viagem. Elas tamb\u00e9m t\u00eam restri\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 ra\u00e7a do animal. Algumas vetam os c\u00e3es braquicef\u00e1licos, que costumam ter problemas respirat\u00f3rios, por exemplo\u201d, alerta Bruno.<br \/>\nA vacina antirr\u00e1bica tamb\u00e9m \u00e9 obrigat\u00f3ria para as viagens nacionais. \u201c\u00c9 preciso ressaltar que a vacina deve ter sido aplicada, no m\u00ednimo, 30 dias antes da viagem para que tenha efeito\u201d, explica Bruno. Quem vai de carro deve ficar alerta para a acomoda\u00e7\u00e3o do pet, que deve ser levado em caixas de transporte ou preso com cinto de seguran\u00e7a. Caso contr\u00e1rio, o dono pode ser multado.<br \/>\nPara as viagens ao exterior, exigem-se mais cuidados. Muitos pa\u00edses que n\u00e3o permitem a entrada de animais sem microchip e antes de comprar as passagens \u00e9 necess\u00e1rio verificar a regra. Al\u00e9m do microchip e da vacina antirr\u00e1bica, para a entrada de um cachorro vindo do exterior, as autoridades estrangeiras costumam exigir a vacina \u00f3ctupla ou d\u00e9ctupla, que protegem contra uma s\u00e9rie de doen\u00e7as. No caso dos gatos, por exemplo, \u00e9 pedida a vacina qu\u00e1drupla. Cabe ao propriet\u00e1rio pesquisar as normas do pa\u00eds para o qual vai viajar, mas o ideal \u00e9 proteger o pet de todas as formas poss\u00edveis.<br \/>\nO veterin\u00e1rio Bruno d\u00e1 mais algumas dicas para quem quer passear e curtir as f\u00e9rias com os pets. \u201cVerificar as doen\u00e7as end\u00eamicas na regi\u00e3o para onde vai e proteger o animal \u00e9 um cuidado extra que previne dores de cabe\u00e7a e problemas mais graves\u201d, complementa. Quem vai para a praia, tamb\u00e9m deve ficar atento a parasitas, entre eles, o mais comum e perigoso, \u00e9 o verme que se aloja no cora\u00e7\u00e3o do pet e causa a dirofilariose. \u201cVermifugar o animal durante a viagem e depois de voltar para casa s\u00e3o medidas necess\u00e1ria\u201d, afirma o especialista.<br \/>\nAlgumas pessoas, no entanto, v\u00e3o para lugares onde n\u00e3o podem levar os animais, por isso a dica \u00e9 verificar as normas do local antecipadamente. Outros, simplesmente, preferem deix\u00e1-los em casa. Os cuidados, no entanto, continuam sendo necess\u00e1rios. Se o pet for ficar em um hotel, deve estar protegido com rem\u00e9dios antiparasit\u00e1rios, contra pulgas e carrapatos; al\u00e9m de ser vermifugado e vacinado.<br \/>\nSe o pet vai ficar em casa e um amigo, parente ou profissional vai cuidar dele, o dono deve deixar recomenda\u00e7\u00f5es, bem como os contatos do veterin\u00e1rio respons\u00e1vel pelo animal. Mais seguro ainda \u00e9 avisar a esse profissional sobre a viagem e combinar os pagamentos previamente. A pessoa deve ser de confian\u00e7a e ficar atenta se o bichinho est\u00e1 comendo, bebendo \u00e1gua e evacuando normalmente. \u201cMuitos animais t\u00eam problemas emocionais quando se separam dos donos e podem adoecer. Eles param de se alimentar e n\u00e3o fazem as necessidades frequentemente. O cuidador precisa estar de olho para perceber essas mudan\u00e7as\u201d, alerta Bruno.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No fim do ano, com as f\u00e9rias e os recessos chegando, \u00e9 preciso redobrar a aten\u00e7\u00e3o com os pets. Uma das precau\u00e7\u00f5es mais importantes se refere \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o. 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