{"id":5403,"date":"2022-09-02T08:00:44","date_gmt":"2022-09-02T11:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/?p=5403"},"modified":"2022-08-31T14:31:03","modified_gmt":"2022-08-31T17:31:03","slug":"crise-convulsiva-o-que-e","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/crise-convulsiva-o-que-e\/","title":{"rendered":"Crise convulsiva: o que \u00e9"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_4549\" aria-describedby=\"caption-attachment-4549\" style=\"width: 602px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4549\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2018\/06\/flu.png\" alt=\"\" width=\"602\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2018\/06\/flu.png 602w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2018\/06\/flu-300x199.png 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2018\/06\/flu-350x233.png 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2018\/06\/flu-550x365.png 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2018\/06\/flu-230x153.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 602px) 100vw, 602px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4549\" class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9dito: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"font-weight: 400\">Diariamente, as cl\u00ednicas veterin\u00e1rias recebem muitos pets com crises convulsivas (tamb\u00e9m chamadas de\u00a0<em>crises epil\u00e9pticas<\/em>), mas entender o que causou essa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante quanto a r\u00e1pida avalia\u00e7\u00e3o de um especialista. O primeiro atendimento em uma crise tem como objetivo estabilizar o paciente e tir\u00e1-lo do risco de sequelas neurol\u00f3gicas e morte. Depois de estabilizado pelo m\u00e9dico veterin\u00e1rio (cl\u00ednico geral, plantonista ou intensivista), a\u00ed sim \u00e9 essencial a avalia\u00e7\u00e3o de um veterin\u00e1rio especialista em neurologia para que a causa seja investigada e a prescri\u00e7\u00e3o do tratamento mais indicado para o pet seja realizada.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">A epilepsia \u00e9 um dist\u00farbio do sistema nervoso central caracterizada pela predisposi\u00e7\u00e3o em gerar crises recorrentes e espont\u00e2neas, causada por descargas ou impulsos el\u00e9tricos incorretos emitidos pelos neur\u00f4nios. Esse dist\u00farbio neurol\u00f3gico ocorre com frequ\u00eancia em c\u00e3es e gatos, mas, se tratado corretamente, a epilepsia pode ser controlada e o pet poder\u00e1 levar uma vida normal, com poucas ou sem restri\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u201cA epilepsia n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a, \u00e9 um\u00a0<em>sintoma<\/em>. Por isso, \u00e9 muito importante entender o que est\u00e1 causando as crises no animal. \u201cAs crises epil\u00e9pticas n\u00e3o tratadas ou incorretamente tratadas podem\u00a0ter\u00a0um impacto significativo na longevidade e na qualidade de vida do pet\u201d, afirma Raquel Cantarella, neurologista veterin\u00e1ria do Hospital Veterin\u00e1rio Veros.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Segundo a especialista, no momento da crise os sintomas mais comuns nos animais s\u00e3o perda total ou parcial da consci\u00eancia, rigidez dos membros e pesco\u00e7o, movimentos repetitivos de pedalagem, tremores musculares e faciais, vocaliza\u00e7\u00e3o, saliva\u00e7\u00e3o excessiva, mic\u00e7\u00e3o e defeca\u00e7\u00e3o no ato do epis\u00f3dio. Outras formas menos comuns de sintomas de crise epil\u00e9ptica s\u00e3o lambeduras repetitivas no pr\u00f3prio corpo, ch\u00e3o ou ar; momentos de aus\u00eancia de consci\u00eancia sem rigidez muscular e tremores faciais repetitivos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Diagn\u00f3stico da epilepsia<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">O diagn\u00f3stico precisa ser feito por especialistas por meio do acompanhamento de um veterin\u00e1rio neurologista \u2013 profissional especializado em tratar de doen\u00e7as relacionadas ao sistema nervoso \u2013 que ir\u00e1 identificar a doen\u00e7a, suas causas e indicar o tratamento correto, evitando ou diminuindo as crises convulsivas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Para identificar o problema \u00e9 preciso come\u00e7ar pelo levantamento do hist\u00f3rico de sa\u00fade do paciente e uma an\u00e1lise de comportamento relatada pelo tutor sobre como e quantas vezes as crises s\u00e3o observadas. Caso o pet seja atendido no pronto-socorro, o cl\u00ednico far\u00e1 o atendimento inicial, exames de check-up de rotina auxiliar na estabiliza\u00e7\u00e3o do paciente e o encaminhamento para o especialista, sendo o \u00faltimo respons\u00e1vel por solicitar exames mais espec\u00edficos para conclus\u00e3o diagn\u00f3stica e o correto manejo terap\u00eautico. Exames de imagem como resson\u00e2ncia magn\u00e9tica e an\u00e1lise de l\u00edquor poder\u00e3o ser solicitados para a visualiza\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os internos e detectar se existe alguma altera\u00e7\u00e3o ou doen\u00e7a no enc\u00e9falo. \u201c\u00c9 importante que todos os exames sejam realizados para que possamos identificar a causa das epilepsias e indicar o melhor tratamento\u201d, completa a neurologista.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>Tratamento da epilepsia e preven\u00e7\u00e3o das crises de convuls\u00e3o\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Para entender se a epilepsia tem cura \u00e9 necess\u00e1rio primeiro responder qual \u00e9 a doen\u00e7a que est\u00e1 causando as crises. Por\u00e9m, com tratamento correto o pet poder\u00e1\u00a0ter\u00a0qualidade de vida, considerando que a incid\u00eancia de animais que n\u00e3o respondem ao tratamento adequado \u00e9 baixo. Com o diagn\u00f3stico em m\u00e3os, o neurologista poder\u00e1 indicar o tratamento medicamentoso mais adequado para diminuir a frequ\u00eancia das crises. \u201cOutro ponto que sempre refor\u00e7o com os tutores \u00e9 que, no momento da crise, evitem pegar no colo, coloc\u00e1-los de barriga para cima, jamais segurem o focinho ou coloquem a m\u00e3o dentro da boca para abri-la ou segurar a l\u00edngua. Como neste momento o paciente est\u00e1 sofrendo movimentos involunt\u00e1rios, \u00e9 poss\u00edvel ocorrer acidentes graves ou complica\u00e7\u00f5es maiores\u201d, finaliza Dra. Raquel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diariamente, as cl\u00ednicas veterin\u00e1rias recebem muitos pets com crises convulsivas (tamb\u00e9m chamadas de\u00a0crises epil\u00e9pticas), mas entender o que causou essa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante quanto a r\u00e1pida avalia\u00e7\u00e3o de um especialista. O primeiro atendimento em uma crise tem como objetivo estabilizar o paciente e tir\u00e1-lo do risco de sequelas neurol\u00f3gicas e morte. Depois de estabilizado pelo m\u00e9dico veterin\u00e1rio (cl\u00ednico geral, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":63,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-5403","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5403","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/63"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5403"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5403\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5405,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5403\/revisions\/5405"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5403"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5403"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5403"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}