{"id":59,"date":"2015-06-14T11:00:00","date_gmt":"2015-06-14T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/2015\/06\/14\/os_beneficios_da_castracao\/"},"modified":"2015-06-14T11:00:00","modified_gmt":"2015-06-14T11:00:00","slug":"os_beneficios_da_castracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/os_beneficios_da_castracao\/","title":{"rendered":"Os benef\u00edcios da castra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>da Revista do Correio, <\/p>\n<p>Nova t\u00e9cnica de cirurgia e recupera\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida s\u00e3o um incentivo \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do procedimento, que, al\u00e9m de evitar filhotes, faz o pet ficar menos agressivo e suscet\u00edvel a doen\u00e7as <\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/mais-bichos\/80ac79043e773dd442ffd0e294237808.jpg\"> <\/p>\n<p>A cadelinha Teca precisou&nbsp; passar por um procedimento de&nbsp;&nbsp; emerg\u00eancia por causa de um c\u00e2ncer: solu\u00e7\u00e3o para o problema. Foto Zuleika de Souza\/CB\/DA Press  <\/p>\n<\/div>\n<p>O procedimento cir\u00fargico mais comum do mundo veterin\u00e1rio passou por reformula\u00e7\u00f5es. Novos modos de cirurgia e acess\u00f3rios de recupera\u00e7\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis. Atualmente, existem dois m\u00e9todos de castra\u00e7\u00e3o: o convencional e o feito por meio de videolaparoscopia. \u201cA cirurgia tradicional \u00e9 realizada por meio de uma incis\u00e3o na linha mediana (no caso das f\u00eameas), em que acesso a cavidade abdominal \u00e9 total\u201d, explica a veterin\u00e1ria Juliana de Camargos Ribeiro Rosito. <\/p>\n<p> J\u00e1 a segunda t\u00e9cnica \u00e9 feita a partir de um pequeno corte na cavidade abdominal sem a necessidade de realizar um procedimento muito invasivo. O acesso se d\u00e1 por pequenas incis\u00f5es na lateral do abd\u00f4men. \u201cEsse m\u00e9todo exige uma equipe mais treinada e consegue remover o \u00fatero e ov\u00e1rio por v\u00eddeo\u201d, explica o veterin\u00e1rio Rafael Souza. <\/p>\n<p> Al\u00e9m de mudan\u00e7as no procedimento, outra novidade \u00e9 a roupinha p\u00f3s-cir\u00fargica. O colar elizabetano (ou cone) n\u00e3o \u00e9 mais t\u00e3o recomendado quanto antes. A nova op\u00e7\u00e3o roupa \u00e9 mais eficiente na maioria dos casos. \u201cA roupa cobre o local da cirurgia e n\u00e3o impede o animal de fazer nada. O colar deixa o bicho estressado e, muitas vezes, ele consegue driblar o acess\u00f3rio\u201d, afirma o m\u00e9dico-veterin\u00e1rio Emanuel Quintela. <\/p>\n<p> Ainda de acordo com o profissional, a roupa pode evitar infec\u00e7\u00f5es de bact\u00e9rias. \u201cAs bact\u00e9rias podem vir do ambiente e tamb\u00e9m pela lambedura do animal. Os pontos tamb\u00e9m podem abrir, o que vai gerar outro transtorno\u201d, explica. Mas o colar ainda n\u00e3o foi totalmente abolido. \u201cAinda usamos em casos de les\u00e3o nas patinhas\u201d, afirma Quintela. <\/p>\n<p> Quem pretende castrar o pet deve ficar atento, pois existe um per\u00edodo ideal realizar o procedimento: depois de completo o ciclo vacinal. \u201cAntes, n\u00e3o \u00e9 recomendado, pois o animal ainda \u00e9 filhote e est\u00e1 suscet\u00edvel a alguns problemas. Al\u00e9m disso, a cirurgia afeta a imunidade e eles ainda n\u00e3o t\u00eam um sistema de defesa t\u00e3o eficiente\u201d, explica o m\u00e9dico-veterin\u00e1rio Rafael Souza. Ainda segundo o especialista, as f\u00eameas n\u00e3o devem ser submetidas ao processo durante o cio, pois a cirurgia pode aumentar ainda mais o sangramento. <\/p>\n<p> O bicho tamb\u00e9m n\u00e3o deve ser muito velho. O ideal \u00e9 chegar na fase geri\u00e1trica (a partir dos 8 anos) castrado. O animal pode tentar cruzar e desenvolver doen\u00e7as na pr\u00f3stata e baixa contagem de espermatozoides. AS cadelas idosas t\u00eam tend\u00eancia a desenvolver problemas na contra\u00e7\u00e3o uterina, pouco leite e prolapso uterino, condi\u00e7\u00e3o em que parte do \u00fatero fica exposta para fora da vagina, devido \u00e0 flacidez da musculatura. Tamb\u00e9m s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es as comuns a gravidez psicol\u00f3gica e o c\u00e2ncer de mama. <\/p>\n<p> Os cuidados pr\u00e9-cirurgicos s\u00e3o fundamentais. Primeiramente, o tutor deve procurar um m\u00e9dico-veterin\u00e1rio para fazer um exame f\u00edsico detalhado, repassar o hist\u00f3rico da sa\u00fade e esclarecer d\u00favidas sobre o procedimento. No dia do procedimento, \u00e9 importante a mascote fazer jejum de oito horas (c\u00e3es adultos) ou quatro horas (filhotes e idosos) e, de prefer\u00eancia, devem estar tosada <\/p>\n<p> Exames de sangue s\u00e3o obrigat\u00f3rios. \u201cRecomendado hemograma, perfil hep\u00e1tico e renal. Exames de imagem, como ecografia abdominal e radiografias, podem ser solicitados dependendo do caso. Al\u00e9m disso, \u00e9 recomendado fazer eletrocardiograma por causa da anestesia\u201d, explica a veterin\u00e1ria Juliana de Camargos Ribeiro Rosito.  <\/p>\n<p> O dono deve ter informa\u00e7\u00f5es do profissional que vai cuidar do animal. \u201cTamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio conversar com o anestesista para saber o tipo de medicamento que ser\u00e1 usado e observar as condi\u00e7\u00f5es higi\u00eanicas do local\u201d, afirma Rafael Souza, veterin\u00e1rio.  <\/p>\n<p> <b> <\/p>\n<p>Obesidade e vida mais longa? <\/p>\n<p><\/b> Os especialistas alertam para um outro inc\u00f4modo relativo \u00e0 castra\u00e7\u00e3o: o animal pode engordar. A baixa produ\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios diminui o metabolismo e, consequentemente, o animal fica com tend\u00eancia&nbsp; ao ganho de peso. Para esses casos, opte por ra\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para c\u00e3es castrados. <\/p>\n<p> A castra\u00e7\u00e3o, em si, n\u00e3o aumenta a longevidade do animal, mas certos h\u00e1bitos podem fazer com que o bicho tenha uma qualidade de vida melhor e, consequentemente, aumente a longevidade. \u201cUm gato castrado sai menos de casa e, assim, n\u00e3o pega doen\u00e7as na rua e corre menos riscos de sofrer acidentes\u201d, explica Emanuel Quintela, veterin\u00e1rio. <\/p>\n<p> <b> <\/p>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p> <\/b> <\/p>\n<p>Veja quais cuidados p\u00f3s-cir\u00fargicos devem ser adotados: <\/p>\n<p> Verificar sempre o local dos cortes <\/p>\n<p> Observar com aten\u00e7\u00e3o os pontos da cirurgia <\/p>\n<p> Verificar se existe altera\u00e7\u00e3o no odor do animal <\/p>\n<p> Passar os medicamentos no hor\u00e1rio indicado <\/p>\n<p> Manter o local limpo <\/p>\n<p> Evitar que o animal sofra qualquer tipo de impacto <\/p>\n<p> Garantir o repouso do pet nos primeiros dias <\/p>\n<p> Levar o bicho ao veterin\u00e1rio imediatamente caso ele sofra alguma altera\u00e7\u00e3o durante a recupera\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p> <b> <\/p>\n<p>Nos gatos <\/p>\n<p><\/b> A castra\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada, geralmente, a partir dos seis meses de vida, embora ainda estejam em fase de crescimento. Essa medida pode ter impactos na sa\u00fade e no comportamento ao longo da vida deles. \u201cO gato deve ficar mais caseiro. Com isso, evitamos que ele se perca ou sofra acidentes\u201d, explica o m\u00e9dico-veterin\u00e1rio Emanuel Quintela. <\/p>\n<p> <b> <\/p>\n<p>Depois da cirurgia<\/b> <\/p>\n<p> O tempo m\u00e9dio para a recupera\u00e7\u00e3o do animal \u00e9 de 10 a 15 dias. Ap\u00f3s esse per\u00edodo, o pet pode tirar os pontos, desde que n\u00e3o tenha acontecido nenhum \u201cacidente\u201d. O dono deve alimentar bem a mascote e seguir com um tratamento \u00e0 base de antibi\u00f3ticos e anti-inflamat\u00f3rios. O cuidado com a limpeza tamb\u00e9m \u00e9 fundamental. O local deve ser higienizado pelo menos duas vezes ao dia, j\u00e1 que o ac\u00famulo de&nbsp; sujeira pode aumentar a prolifera\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias e invadir o corpo do animal. Al\u00e9m de evitar a procria\u00e7\u00e3o, a castra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m reduz a transmiss\u00e3o de doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, pois o bicho passa a ter menos contato com outros animais. <\/p>\n<p> Depois de passar pelo procedimento, o animal pode mostrar altera\u00e7\u00f5es no comportamento. O pet tende a sair menos de casa, mostra-se menos agitado e adota um comportamento mais tranquilo.  <\/p>\n<p> A castra\u00e7\u00e3o&nbsp; tamb\u00e9m pode servir como tratamento para c\u00e3es mais agressivos. \u201cUm cachorro muito nervoso tende a ficar mais calmo, pois haver\u00e1 redu\u00e7\u00e3o dos horm\u00f4nios\u201d, explica o veterin\u00e1rio Emanuel Quintela. Para as f\u00eameas, o processo \u00e9 feito por meio da retirada dos ov\u00e1rios e do \u00fatero. Teca, uma cadelinha sem ra\u00e7a definida de 2 anos teve uma infec\u00e7\u00e3o uterina. Doente, precisou de um procedimento de urg\u00eancia. \u201cO problema foi grave e ela precisou fazer uma cirurgia \u00e0s pressas\u201d, conta&nbsp; analista de sistemas M\u00f4nica Ferrari, 53 anos, dona de Teca. <\/p>\n<p> A opera\u00e7\u00e3o acabou funcionando como uma castra\u00e7\u00e3o. Apesar de ter sido submetida ao procedimento tradicional, a dona do animal optou por n\u00e3o usar a moderna roupa p\u00f3s-cir\u00fargica. \u201cPreferi o cone. Ela estava com um bom curativo e decidimos comprar somente esse colar elizabetano, pois a Teca n\u00e3o gosta de roupas\u201d, afirma. A cadela ainda est\u00e1 se recuperando, toma rem\u00e9dios e recebe muitos mimos da fam\u00edlia. <\/p>\n<p> A cadela Margot, uma pastor-alem\u00e3 de 10 anos nunca teve nenhum problema de sa\u00fade e nem tinha passado por nenhuma cirurgia. Mas, no \u00faltimo de m\u00eas, apresentou um caro\u00e7o na regi\u00e3o das mamas.&nbsp; \u201cElas come\u00e7aram a ficar inchadas. Um caro\u00e7o apareceu e come\u00e7ou a inflamar\u201d, conta o dono de Margot, o analista de sistemas Giovanni Ferreira, 39 anos. <\/p>\n<p> O c\u00e2ncer foi confirmado e a cirurgia de castra\u00e7\u00e3o foi fundamental. \u201cO tumor mam\u00e1rio depende do horm\u00f4nio para se desenvolver. N\u00f3s tiramos o \u00fatero e ov\u00e1rios para evitar que n\u00e3o nas\u00e7am mais n\u00f3dulos\u201d, explica o veterin\u00e1rio Emanuel Quintela. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Revista do Correio, Nova t\u00e9cnica de cirurgia e recupera\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida s\u00e3o um incentivo \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do procedimento, que, al\u00e9m de evitar filhotes, faz o pet ficar menos agressivo e suscet\u00edvel a doen\u00e7as A cadelinha Teca precisou&nbsp; passar por um procedimento de&nbsp;&nbsp; emerg\u00eancia por causa de um c\u00e2ncer: solu\u00e7\u00e3o para o problema. 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