{"id":6,"date":"2015-01-04T11:00:00","date_gmt":"2015-01-04T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/2015\/01\/04\/resgate_animal\/"},"modified":"2015-01-04T11:00:00","modified_gmt":"2015-01-04T11:00:00","slug":"resgate_animal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/resgate_animal\/","title":{"rendered":"Resgate animal"},"content":{"rendered":"<p>da Revista do Correio <\/p>\n<p>Viu um pet abandonado e quer ajudar? Saiba como agir para garantir a sua seguran\u00e7a e a da mascote. <\/p>\n<p>Quais  os cuidados que devemos ter na hora de resgatar animais na rua? \u00c9  melhor agir ou esperar socorro? O que fazer depois de resgatar o animal?  Alguns cuidados s\u00e3o necess\u00e1rios, mas n\u00e3o existem muitos segredos <\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/mais-bichos\/04596ae77d883df5e66ade5746c32056.jpg\"> <\/p>\n<\/div>\n<div align=\"center\">Mariana Letti e Tiago resgataram dois c\u00e3es em Sobradinho. <\/p>\n<p>foto Zuleika de Souza\/CB\/DA Press <\/p>\n<\/div>\n<p>Quando  vemos um animal abandonado na rua, a inten\u00e7\u00e3o de muitos \u00e9 resgatar. No  entanto, \u00e9 preciso tomar alguns cuidados antes de agir. Muitos bichos  que est\u00e3o nessa situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 passaram por algum trauma \u2014 foram  abandonados ou est\u00e3o h\u00e1 muitos dias sem \u00e1gua e comida ou ainda podem ter  sofrido um acidente. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio cautela. Qualquer um,  por\u00e9m, pode fazer o resgate, desde que fique atento a alguns detalhes,  como o uso de luvas e equipamentos de prote\u00e7\u00e3o para n\u00e3o se machucar nem o  animal que est\u00e1 sendo ajudado.  <\/p>\n<p>Logo depois, \u00e9 preciso levar o  pet a um veterin\u00e1rio para realizar exames. Mesmo que pare\u00e7a ileso, ele  pode estar com hemorragias ou outros problemas que s\u00f3 ser\u00e3o descobertos  em uma consulta m\u00e9dica. A taxidermista Eliane Zanetti, dona de um abrigo  de animais h\u00e1 oito anos, explica que pets encurralados podem machucar  as pessoas. \u201cEles v\u00e3o tentar se defender e, por isso, \u00e9 preciso ter  equipamento para o resgate.\u201d Eliane recomenda o uso de luvas para evitar  mordidas de cachorros e arranh\u00f5es de gatos. <\/p>\n<p>De acordo com a  administradora Daniela Nardelli, 42 anos, o essencial na hora de  resgatar \u00e9 ter atitude. Afinal, a decis\u00e3o de ajudar o animal vai ser a  diferen\u00e7a entre a vida e a morte dele. Ela ressalta que qualquer pessoa  pode resgatar, o importante \u00e9 n\u00e3o esperar muito. \u201cN\u00f3s, que somos  protetores de animais, temos tamb\u00e9m uma vida comum. Temos fam\u00edlia,  trabalho, mas disponibilizamos um pouco do nosso tempo para fazer o  mundo um pouco melhor.\u201d <\/p>\n<p>Daniela e um grupo de amigas fazem parte  de uma ONG que resgata animais na rua, cuida e os prepara para ado\u00e7\u00e3o.  Os bichos resgatados passam por um per\u00edodo de observa\u00e7\u00e3o de 21 dias,  depois s\u00e3o vacinados e castrados para participarem da feira de ado\u00e7\u00e3o.  Mas a ch\u00e1cara que recebe os animais n\u00e3o funciona como um abrigo. Daniela  explica que o principal problema \u00e9 a superlota\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>A professora  Mariana Letti, 32 anos, tem, em casa, dois c\u00e3es, que foram resgatados,  al\u00e9m de um gato, que adotou em uma feira, e uma cadela schipperke, que  ganhou de presente. O primeiro animal, ela teve que comprar para  salv\u00e1-lo, pois ele estava muito doente e \u00e0 venda em uma feira. O  segundo, ela encontrou na rua e tamb\u00e9m pegou para cuidar. No segundo  caso, Mariana conta que fez campanha nas redes sociais e colou cartazes  na cidade, pois achava que o animal tinha um dono. No entanto, depois de  seis meses, ela ficou com a mascote. \u201cEu n\u00e3o tinha a inten\u00e7\u00e3o de ficar  com eles no in\u00edcio, mas, depois de cuidar e me apegar, n\u00e3o consegui doar  mais.\u201d A professora conta que, nas duas ocasi\u00f5es, n\u00e3o tinha  conhecimento de como resgatar animais e fez tudo com a intui\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>O  funcion\u00e1rio da Embaixada da B\u00e9lgica Marcelo Cataldi, 31 anos, est\u00e1 com  um gato em casa para ado\u00e7\u00e3o. Ele e a mulher resgataram o animal depois  de v\u00ea-lo chorando do lado de fora de um supermercado na Asa Norte. Ele  levou o bichano para o veterin\u00e1rio, arcou com os custos e, agora, est\u00e1 \u00e0  procura de algu\u00e9m para adot\u00e1-lo. \u201cJ\u00e1 tenho dois gatos em casa, por isso  n\u00e3o posso ficar com ele\u201d, explica. Marcelo fez campanha na internet,  mas ainda n\u00e3o encontrou um lar para o felino. <\/p>\n<p>Nesses casos,  Daniela Nardelli recomenda que as pessoas mobilizem os grupos de amigos e  os familiares para que eles fa\u00e7am doa\u00e7\u00f5es e paguem custos de  tratamento, al\u00e9m de arranjar um lar provis\u00f3rio para o animal. \u201cAs redes  sociais tamb\u00e9m ajudam muito\u201d, destaca. <\/p>\n<p>Em casos de resgate de  filhotes, a aten\u00e7\u00e3o deve ser redobrada. Eliane Zanatti comenta que as  m\u00e3es se tornam mais perigosas porque querem defender suas crias. \u201cElas  n\u00e3o entendem que est\u00e3o sendo resgatadas\u201d, explica. Por isso, \u00e9  recomendado usar uma caixa para colocar os filhotes e deixar que a m\u00e3e  chegue para amament\u00e1-los. <\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s que somos protetores de animais  temos tamb\u00e9m uma vida comum. Temos fam\u00edlia, trabalho, mas  disponibilizamos um pouco do nosso tempo para fazer o mundo um pouco  melhor.\u201d <\/p>\n<p>Daniela Nardelli, administradora    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Revista do Correio Viu um pet abandonado e quer ajudar? Saiba como agir para garantir a sua seguran\u00e7a e a da mascote. Quais os cuidados que devemos ter na hora de resgatar animais na rua? \u00c9 melhor agir ou esperar socorro? O que fazer depois de resgatar o animal? 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