{"id":644,"date":"2016-02-11T11:21:15","date_gmt":"2016-02-11T13:21:15","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/?p=644"},"modified":"2016-02-11T11:21:15","modified_gmt":"2016-02-11T13:21:15","slug":"aedes-aegypti-transmite-doenca-que-pode-causar-embolia-pulmonar-e-morte-em-caes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/aedes-aegypti-transmite-doenca-que-pode-causar-embolia-pulmonar-e-morte-em-caes\/","title":{"rendered":"Aedes aegypti transmite doen\u00e7a que pode causar embolia pulmonar e morte em c\u00e3es"},"content":{"rendered":"<p>(do <em><a href=\"http:\/\/ultimosegundo.ig.com.br\/igvigilante\/2016-02-10\/aedes-aegypti-transmite-doenca-que-pode-causar-embolia-pulmonar-e-morte-em-caes.html\" target=\"_blank\">Ultimo Segundo<\/a><\/em> via <a href=\"http:\/\/www.anda.jor.br\/10\/02\/2016\/aedes-aegypti-transmite-doenca-que-pode-causar-embolia-pulmonar-e-morte-em-caes?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=Feed%3A+Anda-AgnciaDeNotciasDeDireitosAnimais+%28ANDA+-+Ag%C3%AAncia+de+Not%C3%ADcias+de+Direitos+Animais%29\">ANDA<\/a>) (foto Marvin Recinos\/ AFP)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar do senso comum, os alvos do mosquito <em>Aedes aegypti<\/em> n\u00e3o s\u00e3o apenas as pessoas, mas tamb\u00e9m seres felpudos e de quatro patas. A dirofilariose canina \u00e9 uma doen\u00e7a que tem entre seus vetores o mosquito transmissor da dengue, do zika v\u00edrus e do chikungunya. E a consequ\u00eancia \u00e9 uma embolia pulmonar que pode levar \u00e0 morte.<\/p>\n<p>O veterin\u00e1rio Andr\u00e9 Lu\u00eds Soares da Fonseca, professor na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), explica que \u201co <em>Aedes aegypti<\/em> prefere sangue humano, mas tamb\u00e9m ataca c\u00e3es\u201d \u2013 momento em que o parasita <em>dilofilaria immitis<\/em> entra no corpo do animal e passa a se desenvolver em seu cora\u00e7\u00e3o, podendo atingir at\u00e9 20 cent\u00edmetros de comprimento.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um verme que fica em forma de novelo. O animal infectado chega a abrigar no cora\u00e7\u00e3o dez larvas ou at\u00e9 mais\u201d, alerta Rodrigo Monteiro, professor do curso de Medicina Veterin\u00e1ria na Universidade Anhanguera. \u201cO parasita se alimenta dos componentes do sangue, nutrientes e prote\u00ednas do animal.\u201d<\/p>\n<p>A partir do momento em que o <em>Aedes aegypti<\/em> contaminado com a dirofil\u00e1ria pica o c\u00e3o, o verme \u00e9 transmitido para o animal, caindo na corrente sangu\u00ednea e indo direto ao cora\u00e7\u00e3o, onde instantaneamente come\u00e7a a causar danos.<\/p>\n<p>Inicialmente de uma dimens\u00e3o min\u00fascula, capaz de passar pela tromba do mosquito, o verme se desenvolve rapidamente e, em tr\u00eas anos, chega a seu auge, com 20 cent\u00edmetros, momento em que passa a causar maior estrago ao organismo. Cansa\u00e7o, dificuldade para se exercitar, tosse e edema pulmonar s\u00e3o alguns dos sintomas.<\/p>\n<p>O tratamento, diz Monteiro, \u00e9 de alto risco, j\u00e1 que o medicamento atualmente dispon\u00edvel mata o verme, mas, por se hospedar nas art\u00e9rias do cora\u00e7\u00e3o e at\u00e9 do pulm\u00e3o, se fragmenta e pode entupir algum capilar do \u00f3rg\u00e3o respirat\u00f3rio, causando a embolia pulmonar e levando \u00e0 morte. Sem ele, no entanto, o animal est\u00e1 fadado a morrer, pois o verme continua a crescer e se desenvolver dentro do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cMas os animais dificilmente morrem por infarto, porque o cora\u00e7\u00e3o canino consegue se irrigar de forma mais eficaz do que o humano quando alguma art\u00e9ria est\u00e1 obstru\u00edda\u201d, ressalta o especialista. \u201cS\u00f3 que a embolia \u00e9 ainda mais grave do que o infarto.\u201d<\/p>\n<p>Apesar de o primeiro vetor da doen\u00e7a ser o mosquito culex, um pernilongo comum, a alta densidade do Aedes no Pa\u00eds aumenta o risco de transmiss\u00e3o pela esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Proteger o c\u00e3o \u00e9 a melhor maneira de evitar a doen\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Monteiro explica que h\u00e1 um medicamento verm\u00edfugo que pode ser oferecido mensalmente aos c\u00e3es que vivem em \u00e1reas end\u00eamicas da dirofilariose, mas que ele s\u00f3 vale como m\u00e9todo preventivo, quando a infec\u00e7\u00e3o pela larva ainda \u00e9 recente.<\/p>\n<p>\u201cSe o c\u00e3o for picado pelo mosquito infectado, assim que essa larva cair no sangue, automaticamente ele vai morrer\u201d, conta Ribeiro. Ele enfatiza que o medicamento, receitado por m\u00e9dicos-veterin\u00e1rios, \u00e9 seguro e que h\u00e1 c\u00e3es tomando-o mensalmente h\u00e1 mais de dez anos, sem registro de efeitos colaterais.<\/p>\n<p>Outra forma de prevenir, segundo Fonseca, da UFMS, \u00e9 passar um inseticida canino nos pelos dos c\u00e3es, cuja efic\u00e1cia contra o Aedes aegypti \u00e9 de 98%, com durabilidade da prote\u00e7\u00e3o de 30 dias.<\/p>\n<p>A incid\u00eancia da dirofilariose canina varia de regi\u00e3o a regi\u00e3o. O litoral norte de S\u00e3o Paulo, o interior do Estado e o Nordeste do Pa\u00eds, por exemplo, s\u00e3o algumas \u00e1reas com maior n\u00famero de casos em territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cansa\u00e7o, tosse e edema pulmonar s\u00e3o alguns dos sintomas que alertam para a dirofilariose, tamb\u00e9m passada por pernilongos<\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":645,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-644","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/644","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=644"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/644\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":646,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/644\/revisions\/646"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/645"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=644"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=644"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=644"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}