{"id":72,"date":"2015-07-19T11:00:00","date_gmt":"2015-07-19T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/2015\/07\/19\/estranhas_refeicoes\/"},"modified":"2015-07-19T11:00:00","modified_gmt":"2015-07-19T11:00:00","slug":"estranhas_refeicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/estranhas_refeicoes\/","title":{"rendered":"Estranhas refei\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>da Revista do Correio <\/p>\n<p>Seu cachorro come coc\u00f4? Esse comportamento se chama coprofagia e deve ser observado com aten\u00e7\u00e3o pelos donos. <\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/mais-bichos\/e0355598aeffd856c17be9db1e8cecfd.jpg\"> <\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp; Ilustra\u00e7\u00e3o: Gomez <\/p>\n<div align=\"left\">Comportamento que provoca repulsa nos donos, comer coc\u00f4 \u00e9 relativamente comum entre cachorros e outros bichos. Apesar disso, a coprofagia deve ser desencorajada. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 por causa do nojo. \u201cAs fezes s\u00e3o muito contaminadas. Elas podem conter bact\u00e9rias, parasitas, ser foco de infec\u00e7\u00f5es\u201d, aponta o veterin\u00e1rio Roberto Prista. <\/p>\n<p> O veterin\u00e1rio cita ainda a presen\u00e7a de agentes causadores de zoonoses, doen\u00e7as transmitidas para os seres humanos no contato com animais. Exemplo \u00e9 o protozo\u00e1rio gi\u00e1rdia, que prejudica as fun\u00e7\u00f5es do intestino. O sintoma mais comum \u00e9 a diarreia. Agora, se o pet comer os pr\u00f3prios excrementos, n\u00e3o h\u00e1 grandes riscos, desde que ele esteja com as vacinas em dia. <\/p>\n<p> Mais importante \u00e9 observar se o estranho h\u00e1bito \u00e9 consequ\u00eancia de outros problemas, de ordem f\u00edsica ou comportamental. \u201cDeve-se tentar entender o motivo, fazer uma an\u00e1lise do ambiente e uma avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. Enfim, verificar se tem alguma patologia envolvida\u201d, afirma o veterin\u00e1rio Otaviano Oliveira. <\/p>\n<p> O cachorro de Jaciane Dutra, 30 anos, apresentou coprofagia. A t\u00e9cnica de engenharia cl\u00ednica acredita que o problema ocorreu por causa de estresse e necessidade de chamar aten\u00e7\u00e3o. Ela conta que Fidel, um c\u00e3o de pequeno porte e sem ra\u00e7a definida, costumava ter a companhia da m\u00e3e dele, mas ficou apenas com a irm\u00e3 depois de Jaciane se mudar de Goi\u00e1s para Bras\u00edlia. E a irm\u00e3 de Fidel, que era menor e mais d\u00f3cil, tinha maior proximidade com os donos. \u201cFoi dif\u00edcil para ele. No come\u00e7o da mudan\u00e7a, ele ficava com a cara toda suja de coc\u00f4. E ainda sujava a casa\u201d, descreve Jaciane. A solu\u00e7\u00e3o foi simples. \u201cN\u00f3s ficamos mais presentes: come\u00e7amos a sair mais com ele, a dar mais carinho.\u201d <\/p>\n<p> O veterin\u00e1rio Roberto Prista destaca que os motivos s\u00e3o variados e podem estar interligados. \u201cPode ser m\u00e1 digest\u00e3o, estresse, necessidade de aten\u00e7\u00e3o ou simples curiosidade\u201d, cita. Ele explica que as mascotes, eventualmente, ingerem fezes como uma forma de obter determinados nutrientes. Poss\u00edveis causas: defici\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de enzimas digestivas, verminoses, consumo de ra\u00e7\u00e3o de baixa qualidade e acesso a comida poucas vezes ao dia. <\/p>\n<p> Segundo o especialista, o animal que faz poucas refei\u00e7\u00f5es chega com muita ansiedade \u00e0 ra\u00e7\u00e3o, alimenta-se com rapidez e, por isso, n\u00e3o consegue digerir bem. \u201cEstudos mostraram que \u00e9 melhor os c\u00e3es se alimentarem mais vezes ao dia. Eu indico pelo menos tr\u00eas refei\u00e7\u00f5es di\u00e1rias.\u201d Prista tamb\u00e9m recomenda ra\u00e7\u00f5es do tipo superpremium, com maior teor de nutrientes. <\/p>\n<p> Outra causa apontada pelo veterin\u00e1rio \u00e9 o medo de ser repreendido ao defecar no lugar errado. O cachorro come as fezes para escond\u00ea-las ou na tentativa de lev\u00e1-las para outro local. \u201cAo ensinar, o ideal \u00e9 agir com voz de comando, mudar o tom da voz, ser s\u00e9rio e usar palavras curtas, como \u2018senta\u2019. O propriet\u00e1rio n\u00e3o deve agir com viol\u00eancia, como esfregar o focinho\u201d, aconselha. Nesses casos, uma op\u00e7\u00e3o \u00e9 usar produtos espec\u00edficos, capazes de estimular o cachorro a fazer suas necessidades no local apropriado. <\/p>\n<p> Cadelas com filhotes frequentemente apresentam coprofagia. Roberto Prista diz que essa \u00e9 uma heran\u00e7a ancestral, dos lobos. \u201c\u00c9 uma forma de higieniza\u00e7\u00e3o. Elas ingerem as fezes e a urina dos filhotes para os predadores n\u00e3o sentirem o cheiro.\u201d O veterin\u00e1rio Otaviano Oliveira aponta que o comportamento tamb\u00e9m pode ocorrer nos filhotes. \u201cNa fase inicial da vida, \u00e9 uma forma de brincadeira, de curiosidade\u201d, tranquiliza. As fezes de outros animais, como gatos, tamb\u00e9m despertam a aten\u00e7\u00e3o dos c\u00e3es. <\/p>\n<p> Antes de procurar ajuda profissional, vale a pena o dono rever a higiene da casa. A coprofagia pode ser uma forma de limpar o ambiente, se ele estiver muito sujo ou se o \u201cbanheiro\u201d estiver pr\u00f3ximo da comida. \u201cCachorro n\u00e3o gosta de ter fezes e urina no local onde come e dorme\u201d, afirma Otaviano Oliveira. O veterin\u00e1rio refor\u00e7a o peso do aspecto comportamental. \u201cO pet se esfrega nas fezes para chamar aten\u00e7\u00e3o, para que outros c\u00e3es o cheirem\u201d, descreve. <\/p>\n<p> Diante de tantas causas, nem sempre \u00e9 f\u00e1cil obter um diagn\u00f3stico exato. \u201c\u00c0s vezes o dono n\u00e3o tem sensibilidade para saber qual \u00e9 o motivo real e fica dif\u00edcil identificar o foco\u201d, comenta Roberto Prista. No entanto, o tratamento costuma ser simples. O mais comum \u00e9 o uso de um medicamento que age no sistema digestivo e modifica o sabor das fezes, tornando-as desagrad\u00e1veis para os c\u00e3es. Mas, dependendo do caso, pode ser preciso a ajuda de um adestrador e o aumento da pr\u00e1tica de exerc\u00edcios f\u00edsicos, entre outros est\u00edmulos. <\/p>\n<p> A coprofagia \u00e9 mais observada em ra\u00e7as pequenas, como shih-tzu, yorkshire e lhasa-apso. Gatos tamb\u00e9m podem apresentar o problema. Em roedores, como hamsters e chinchilas, o comportamento \u00e9 normal e importante para o correta digest\u00e3o dos alimentos. <\/p>\n<p> <b> <\/p>\n<p>Poss\u00edveis causas:<\/b> <\/p>\n<p>Necessidade de aten\u00e7\u00e3o; <\/p>\n<p> Estresse; <\/p>\n<p> Simples curiosidade; <\/p>\n<p> Defici\u00eancias na produ\u00e7\u00e3o de enzimas digestivas; <\/p>\n<p> Verminoses; <\/p>\n<p> Consumo de ra\u00e7\u00e3o de baixa qualidade; <\/p>\n<p> Realiza\u00e7\u00e3o de poucas refei\u00e7\u00f5es ao dia.<b> <\/p>\n<p>Para mudar o comportamento: <\/p>\n<p><\/b> Uso de medicamento para alterar o sabor das fezes; <\/p>\n<p> Acompanhamento de um adestrador; <\/p>\n<p> Aumentar a dist\u00e2ncia entre o local de refei\u00e7\u00f5es e o \u201cbanheiro\u201d; <\/p>\n<p> Durante os passeios, n\u00e3o deixar o cachorro ter contato com fezes<\/div>\n<\/div>\n<p>    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Revista do Correio Seu cachorro come coc\u00f4? 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