{"id":755,"date":"2016-03-04T06:30:03","date_gmt":"2016-03-04T09:30:03","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/?p=755"},"modified":"2016-03-03T19:01:49","modified_gmt":"2016-03-03T22:01:49","slug":"alerta-para-a-leishmaniose-no-df","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/alerta-para-a-leishmaniose-no-df\/","title":{"rendered":"Alerta para a leishmaniose no DF"},"content":{"rendered":"<p>(Por Camila Curado e Ot\u00e1vio Augusto, da editoria de Cidades do Correio Braziliense) (foto Breno Fortes \/ @cbfotografia \/ Correio Braziliense)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/03\/CBPFOT250220160723.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"  wp-image-756 alignleft\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/03\/CBPFOT250220160723-300x199.jpg\" alt=\"CBPFOT250220160723\" width=\"411\" height=\"273\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/03\/CBPFOT250220160723-300x199.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/03\/CBPFOT250220160723-550x365.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/03\/CBPFOT250220160723-230x153.jpg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/03\/CBPFOT250220160723.jpg 709w\" sizes=\"auto, (max-width: 411px) 100vw, 411px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Liandra Lopes (foto) , 25, tem uma dor de cabe\u00e7a a mais neste in\u00edcio de ano. Ela sabe que, com a proximidade do fim do per\u00edodo de chuvas, o mosquito felobom\u00edneo, conhecido como palha, transmissor da leishmaniose visceral, come\u00e7a a aparecer. E tem consci\u00eancia de que o c\u00e3o dela, Teo, de 2 anos, pode ser contaminado. Ainda mais porque ela mora em um local em alerta para a alta incid\u00eancia do inseto: o Varj\u00e3o. Fercal, Sobradinho, Lago Norte, Lago Sul e Jardim Bot\u00e2nico tamb\u00e9m est\u00e3o na lista. Essas cidades concentram os casos da doen\u00e7a que infecta c\u00e3es, gatos e humanos. Segundo estimativa da Secretaria de Sa\u00fade, 25% dos animais dessas cidades est\u00e3o contaminados. Na Fercal, por exemplo, 10% das amostras analisadas tiveram o diagn\u00f3stico positivo.<\/p>\n<p>\u201cA gente acaba se preocupando. Ningu\u00e9m quer o cachorro fique doente ou sofra\u201d, afirma Liandra. A doen\u00e7a \u00e9 sazonal, mas a Diretoria de Vigil\u00e2ncia Ambiental (Dival) n\u00e3o descarta possibilidade de surto. O DF \u00e9 a segunda unidade da Federa\u00e7\u00e3o que mais apresenta infec\u00e7\u00f5es humanas: 14,3% dos casos confirmados no pa\u00eds, perde apenas para Goi\u00e1s. Mas h\u00e1 a reclama\u00e7\u00e3o de que faltam informa\u00e7\u00f5es sobre a enfermidade. \u00c9 o caso de Gabriel Sales, 19, que diz nunca ter ouvido falar da leishmaniose. \u201cFaltam campanhas para esclarecer o que \u00e9 a enfermidade para a popula\u00e7\u00e3o\u201d, reclama o dono do pitbull D\u00f3lar. Atualmente, o bicho est\u00e1 com pulgas e sarnas que se espalharam pelo corpo.<\/p>\n<p>Os primeiros casos de leishmaniose surgiram no fim do ver\u00e3o de 2004. Naquele ano, 10 c\u00e3es tiveram a mol\u00e9stia confirmada. Ap\u00f3s uma d\u00e9cada, o avan\u00e7o da doen\u00e7a chegou a 4.780%. Em 2014, 478 animais se infectaram. O mosquito se reproduz em ambientes com mat\u00e9ria org\u00e2nica, como restos de alimentos, folhas e madeira em decomposi\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de adubos e \u00e1reas sombreadas e \u00famidas. Segundo a Ger\u00eancia de Vigil\u00e2ncia Ambiental de Zoonoses, o combate segue o mesmo processo contra o <em>Aedes aegypti<\/em>. Evitar que o mosquito nas\u00e7a \u00e9 a melhor alternativa.<\/p>\n<p>O conjunto de sinais mais comuns na leishmaniose canina inclui perda de peso, \u00falceras, anemia, diarreias, v\u00f4mitos persistentes e feridas que n\u00e3o se cicatrizam. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade recomenda o sacrif\u00edcio dos c\u00e3es com diagn\u00f3stico. A medida desagrada a Sociedade Protetora dos Animais (Proanima). \u201cOs c\u00e3es t\u00eam direito ao tratamento. H\u00e1 grupos de veterin\u00e1rios que fazem esfor\u00e7os para que novos medicamentos sejam aprovados para uso no Brasil. Somos contra matar o animal por uma doen\u00e7a trat\u00e1vel. O parasita fica inativo no corpo quando est\u00e1 sendo tratado, o animal n\u00e3o transmite a doen\u00e7a e vive bem clinicamente\u201d, ressalta Simone Lima, diretora da entidade.<\/p>\n<p>Em m\u00e9dia, a vacina custa R$ 60. Na primeira imuniza\u00e7\u00e3o \u00e9 recomendado aplicar tr\u00eas doses no c\u00e3o. Depois, um refor\u00e7o anual. A Secretaria de Sa\u00fade n\u00e3o disponibiliza o servi\u00e7o. Mas faz o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a \u2014 cerca de 5 mil c\u00e3es passam por exames anualmente. Em portaria, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade se posiciona contr\u00e1rio ao uso de tratamentos e vacinas caninas pelo temor da cria\u00e7\u00e3o de um protozo\u00e1rio resistente aos poucos medicamentos dispon\u00edveis para o tratamento da doen\u00e7a em humanos. Entretanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o texto liminarmente, em outubro de 2013.<\/p>\n<p>A Secretaria de Sa\u00fade enfrenta problemas na notifica\u00e7\u00e3o dos casos da doen\u00e7a. Isso ocorre porque h\u00e1 falhas na notifica\u00e7\u00e3o das cl\u00ednicas veterin\u00e1rias e a Dival. \u201cO m\u00e9dico veterin\u00e1rio \u00e9 obrigado a notificar a doen\u00e7a, mas nem sempre isso acontece, o que causa impacto na sa\u00fade p\u00fablica. Falta informa\u00e7\u00e3o entre eles e as cl\u00ednicas s\u00e3o o term\u00f4metro dos casos\u201d, avalia Lauricio Monteiro, m\u00e9dico veterin\u00e1rio da Vigil\u00e2ncia Ambiental.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Veterin\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/03\/CBPFOT250220160811.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-medium wp-image-757 alignleft\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/03\/CBPFOT250220160811-300x199.jpg\" alt=\"CBPFOT250220160811\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/03\/CBPFOT250220160811-300x199.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/03\/CBPFOT250220160811-550x365.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/03\/CBPFOT250220160811-230x153.jpg 230w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2016\/03\/CBPFOT250220160811.jpg 709w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u00a0 O alerta para os casos de leishmaniose aqueceu o mercado de cl\u00ednicas veterin\u00e1rias na capital federal. O setor espera aumento de 10% na procura. A venda vacinas e produtos repelentes, como coleiras, tamb\u00e9m deve crescer. Por outro lado, o brasiliense est\u00e1 temeroso com o avan\u00e7o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Segundo a veterin\u00e1ria Andressa Beluco (foto) , 27 anos, houve alta de 70% em apenas dois meses no n\u00famero de casos da mol\u00e9stia. \u201cA cada sete casos suspeitos, pelo menos quatro se confirmam\u201d, conta a especialista, que atende no Lago Norte. \u201cA maioria dos casos confirmados \u00e9 de moradores de ch\u00e1caras e resid\u00eancias com grandes jardins, o que n\u00e3o descarta a preocupa\u00e7\u00e3o de moradores de apartamentos no cuidado da preven\u00e7\u00e3o do mosquito\u201d, detalha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A leishmaniose \u00e9 a segunda doen\u00e7a tropical que mais apresenta amea\u00e7a a sa\u00fade p\u00fablica, por conter altos \u00edndices de <u>morbidade e mortalidade<\/u>, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS). Perde apenas para a mal\u00e1ria. Houve pelo menos tr\u00eas notifica\u00e7\u00f5es em humanos este ano. Segundo o Executivo local, um est\u00e1 confirmado e outros dois continuam em investiga\u00e7\u00e3o. At\u00e9 junho de 2015, 21 pessoas contra\u00edram o mal . Se n\u00e3o for devidamente acompanhada, a enfermidade pode levar \u00e0 morte. Os principais sintomas s\u00e3o feridas na pele, nas mucosas do nariz, da boca e da garganta, e acomete o f\u00edgado, o ba\u00e7o e a medula \u00f3ssea.<\/p>\n<p>A bi\u00f3loga Erika Mota Herenio, especialista em an\u00e1lises cl\u00ednicas, explica que, para frear o avan\u00e7o da doen\u00e7a, \u00e9 preciso acabar com os locais de reprodu\u00e7\u00e3o do mosquito-palha. \u201cO inseto se reproduz rapidamente. A melhor forma \u00e9 interromper o ciclo do vetor mantendo os ambientes limpos\u201d, alerta. Em 2014, a especialista publicou estudo sobre a doen\u00e7a no DF. O artigo frisa que aproximadamente 10% dos casos da doen\u00e7a s\u00e3o confirmados \u2014 \u00edndice considerado alto pela literatura m\u00e9dica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pelo menos seis regi\u00f5es no Distrito Federal come\u00e7am a se preocupar com a doen\u00e7a, mais comum com o t\u00e9rmino da \u00e9poca chuvosa. Diretoria de Vigil\u00e2ncia Ambiental afirma que pode haver surto no DF, segunda unidade do pa\u00eds com mais casos em humanos<\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":758,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12,13,2,25,27,28,11,26,31,29],"tags":[],"class_list":["post-755","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alimentacao-pet","category-animais-perdidos","category-blogueiros","category-comportamento","category-concurso-pet","category-entrevista","category-eventos-pet","category-fotografia-pet","category-maus-tratos","category-saude-pet"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/755","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=755"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/755\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":761,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/755\/revisions\/761"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/758"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=755"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=755"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=755"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}