{"id":76,"date":"2015-08-02T11:00:00","date_gmt":"2015-08-02T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/2015\/08\/02\/_vencidos_pelo_amor\/"},"modified":"2015-08-02T11:00:00","modified_gmt":"2015-08-02T11:00:00","slug":"_vencidos_pelo_amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/_vencidos_pelo_amor\/","title":{"rendered":"Vencidos pelo amor"},"content":{"rendered":"<p>da Revista do Correio, <\/p>\n<p>A experi\u00eancia de dois homens que adotaram pets um pouco a contragosto,  mas que, depois, se apegaram totalmente aos amigos felpudos. <\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/mais-bichos\/8ec5ad1b545b5223aa36ad808268952a.jpg\"> <\/p>\n<p>Jos\u00e9 Euclides, Let\u00edcia e Toby viraram um trio insepar\u00e1vel: insist\u00eancia da jovem valeu a pena. Foto Zuleika de Souza\/CB\/DAPress <\/p>\n<div align=\"left\">A experi\u00eancia de dois homens que adotaram pets um pouco a contragosto,  mas que, depois, se apegaram totalmente aos amigos felpudos <\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o\u201d.  Essa foi a primeira resposta dos pais entrevistados nesta reportagem  quando os filhos pediram um animal de estima\u00e7\u00e3o. No entanto, algo mudou.  Eles cederam. Os peludos chegaram, conquistaram espa\u00e7o, encantaram os  donos da casa e ficaram. Ap\u00f3s o impacto com a adapta\u00e7\u00e3o, os pets  ganharam status de membro da fam\u00edlia. <\/p>\n<p>Foi assim no lar da  estudante Let\u00edcia Viana, 17 anos. Ela tentou, por 5 anos, convencer o  pai, Jos\u00e9 Euclides Andrade, 51, a ter um cachorro. O advogado sempre  vetava, n\u00e3o queria mais um compromisso. A esposa faleceu quando a filha  tinha apenas 5 anos e, desde ent\u00e3o, ele acumulou os pap\u00e9is paterno e  materno. <\/p>\n<p>\u201cAchava que n\u00e3o daria conta de criar duas vidas. O meu  ritmo de trabalho sempre foi puxado, n\u00e3o teria com quem dividir as  responsabilidades do cachorro\u201d, explica Euclides. Com a filha pequena,  n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es, mas, em 2013, ano em que Let\u00edcia debutou, precisou  rever seus conceitos. A jovem estava muito triste e Euclides decidiu  buscar ajuda profissional. \u201cFui a uma psic\u00f3loga que j\u00e1 tinha cuidado da  Let\u00edcia na \u00e9poca da perda da m\u00e3e, e ela sugeriu que eu aceitasse o  animal\u201d, relembra. <\/p>\n<p>O shih tzu foi \u201cliberado\u201d depois de uma  conversa s\u00e9ria sobre divis\u00e3o de tarefas. A adolescente pesquisou tudo: a  melhor ra\u00e7a para viver em apartamento, o tipo de ra\u00e7\u00e3o, os melhores  pre\u00e7os de produtos para pet etc. \u201cQuando fomos ver os filhotes, o Toby  se destacou porque pulou no colo dela. A Let\u00edcia ficou encantada e  levamos\u201d, resume. O pai logo entendeu o conselho da terapeuta: a  conviv\u00eancia com o animal fez bem para ele tamb\u00e9m. <\/p>\n<p>O psic\u00f3logo  Helio Ricardo Machado esclarece que a chegada de um animal de estima\u00e7\u00e3o  pode despertar novos afetos. \u201cAs emo\u00e7\u00f5es impactam diretamente nosso  comportamento. Nesse sentido, um contato pr\u00f3ximo com os pets, combinado  com o afeto emanados por eles, representa o amor incondicional. A  sociedade, acostumada com rela\u00e7\u00f5es cada vez mais pautadas pela falta de  afeto espont\u00e2neo, encontra um contraponto no animal. Ele ser\u00e1 aquele que  vai gostar de voc\u00ea, independentemente do que voc\u00ea fa\u00e7a ou deixe de  fazer.\u201d <\/p>\n<p>Passados dois anos de aprendizado entre pai, filha e o  pequeno peludo, Euclides confessa que passou a ser menos duro e a  externar mais seus sentimentos. J\u00e1 Let\u00edcia desenvolveu tanto o senso de  responsabilidade que chama o c\u00e3o de filho. \u201cCom certeza, \u00e9 um filho. Na  verdade, mais meu do que dela\u201d, observa o pai, rindo. <\/p>\n<p>De acordo  com Helio Machado, \u00e9 comum a resist\u00eancia a animais estar relacionada a  mem\u00f3rias, bem como a representa\u00e7\u00f5es compartilhadas socialmente. \u201cAmbas  as formas de preconceber, imaginar ou temer a rela\u00e7\u00e3o com os bichos de  estima\u00e7\u00e3o podem ser ressignificadas a partir de uma rela\u00e7\u00e3o real\u201d,  pontua. O servidor p\u00fablico Luiz Cl\u00e1udio Fernandes, 53 anos, experimentou  essa reviravolta. Quando o filho Matheus, hoje com 21, nasceu, os pais  compraram um c\u00e3o de porte m\u00e9dio para grande. Em certo momento, ficou  invi\u00e1vel criar o animal no apartamento em que viviam e tiveram que se  desfazer dele. \u201cFoi uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil. Meti na minha cabe\u00e7a que, para  ter um cachorro, deveria ter um espa\u00e7o maior. S\u00f3 assim ele poderia  correr e extravasar as energias\u201d, argumenta Luiz. <\/p>\n<p>A fam\u00edlia se  mudou para uma casa, mas a resist\u00eancia continuou. Por\u00e9m, a mulher de  Luiz n\u00e3o desistiu e consegui convenc\u00ea-lo. A experi\u00eancia com a primeira  boxer, Bindy, deu t\u00e3o certo que, hoje em dia, eles t\u00eam mais duas  cadelas: a tamb\u00e9m boxer Leleca e a vira-lata Megan. \u201cSem d\u00favida, os  cachorros trouxeram muita alegria para n\u00f3s tr\u00eas. A conviv\u00eancia mostrou  que o espa\u00e7o n\u00e3o precisava ser t\u00e3o grande quanto eu pensava. O quintal  acabou sendo suficiente\u201d, conclui. <\/p>\n<p>Para a veterin\u00e1ria Ana  Catarina Valle, o comportamento do animal com os donos ser\u00e1 definido no  momento da chegada. Se houver qualquer resist\u00eancia, o animal sente e n\u00e3o  vai querer aproxima\u00e7\u00e3o com aquela pessoa. Pode ocorrer, tamb\u00e9m, de o  c\u00e3o desenvolver um instinto de prote\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos outros membros da  casa ou n\u00e3o tolerar certas atitudes. \u201c\u00c9 importante ressaltar que tudo  pode mudar no meio do caminho. Mesmo o c\u00e3o mais bravo pode ser  conquistado, basta cuidar e dar carinho\u201d, aconselha.<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Revista do Correio, A experi\u00eancia de dois homens que adotaram pets um pouco a contragosto, mas que, depois, se apegaram totalmente aos amigos felpudos. Jos\u00e9 Euclides, Let\u00edcia e Toby viraram um trio insepar\u00e1vel: insist\u00eancia da jovem valeu a pena. 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