{"id":8,"date":"2015-01-11T11:00:00","date_gmt":"2015-01-11T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/2015\/01\/11\/eles_nao_querem_ficar_sozinhos\/"},"modified":"2015-01-11T11:00:00","modified_gmt":"2015-01-11T11:00:00","slug":"eles_nao_querem_ficar_sozinhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/eles_nao_querem_ficar_sozinhos\/","title":{"rendered":"Eles n\u00e3o querem ficar sozinhos"},"content":{"rendered":"<p>  <b>da Revista do Correio, <\/p>\n<p><\/b><b>Por vezes, os c\u00e3es sentem tanta falta do dono que desenvolvem a s\u00edndrome da ansiedade de separa\u00e7\u00e3o<\/b> <\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/mais-bichos\/2f87d875bd53f8cff3a0cec312407f71.jpg\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Paula adotou um c\u00e3o maltratado que tem medo de ficar s\u00f3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Foto Zuleika de Souza\/CB\/DA Press) <\/p>\n<p>Deixar o pet sozinho em casa sempre d\u00e1 um aperto no cora\u00e7\u00e3o. \u00c9 normal os bichos sentirem falta do dono, mas, \u00e0s vezes, a car\u00eancia extrapola e vira a chamada s\u00edndrome da ansiedade de separa\u00e7\u00e3o. O transtorno ocorre quando a mascote se encontra em situa\u00e7\u00e3o de isolamento e encara isso de forma negativa. Podemos dizer que \u00e9 uma forma de p\u00e2nico, cujas manifesta\u00e7\u00f5es s\u00e3o variadas. Por isso, fique atento se o tot\u00f3 mudar de temperamento e destruir objetos, defecar em locais inadequados ou se automutilar.  De um modo geral, a s\u00edndrome \u00e9 reflexo da depend\u00eancia extrema dos pets, que ficam desesperados quando se veem sem companhia. Em alguns casos, eles tentam at\u00e9 romper portas e janelas, o que \u00e9 perigoso. &#8220;Por isso, s\u00e3o mais comuns ataques de c\u00e3es perto desses locais, que s\u00e3o chamados de \u2018rotas de fuga\u2019&#8221;, explica a veterin\u00e1ria Joana Barros. Quando o n\u00edvel de estresse \u00e9 alto, eles tamb\u00e9m latem muito, como se fosse um pedido de socorro.  N\u00e3o se trata apenas de pirra\u00e7a ou vingan\u00e7a do animal. &#8220;O dono tende a acreditar que \u00e9 birra, mas n\u00e3o \u00e9. Os pets com a s\u00edndrome ficam ansiosos, depressivos e deixam de ter h\u00e1bitos saud\u00e1veis. A depress\u00e3o vem acompanhada da falta de atividade f\u00edsica&#8221;, afirma a veterin\u00e1ria.  Um dos prov\u00e1veis motivos para o animal desenvolver a doen\u00e7a \u00e9 o excesso de mimos por parte dos donos. &#8220;Mimar demais atrapalha. O animal que acompanha por todos os lados da casa, por exemplo, se apega demais e sofre com a partida depois&#8221;, diz Joana Barros.   &#8220;O cachorro \u00e9 um bicho muito social. Ele tem uma depend\u00eancia familiar acima da m\u00e9dia dos outros animais&#8221;, explica o comportamentalista canino Renato Buani. De acordo com o especialista, deve-se evitar chamar a aten\u00e7\u00e3o do cachorro nas ocasi\u00f5es de sa\u00edda ou de chegada. &#8220;Nada de fazer uma aprecia\u00e7\u00e3o maior do que deveria. Assim, o cachorro superestima aquele momento&#8221;, afirma. Para o adestrador, o correto \u00e9 esperar o c\u00e3o se acalmar e, s\u00f3 depois, cumpriment\u00e1-lo, sem muita festinha.   N\u00e3o existe ra\u00e7a com pr\u00e9-disposi\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a, por\u00e9m, os c\u00e3es pequenos, que costumam ficar dentro de casa e sempre na companhia de algu\u00e9m, est\u00e3o mais vulner\u00e1veis. Bichos que s\u00e3o resgatados da rua tamb\u00e9m podem ter muita depend\u00eancia dos novos tutores. Esses c\u00e3es criam um v\u00ednculo muito forte com a nova fam\u00edlia e sentem medo de serem abandonados novamente. Esse \u00e9 o caso de Doug, um c\u00e3ozinho sem ra\u00e7a definida de 4 anos.  H\u00e1 4 meses, ele chegou \u00e0 casa da professora Paula Americano, 49 anos. Muito machucado e doente, o vira-lata se afei\u00e7oou muito ao novo lar. &#8220;Ele apareceu na varanda daqui de casa mais morto do que vivo. Muito magro, cheio de bichos, quase sem pelos. Eu achei que ele estava morrendo e o resgatei. Dei banho, levei para o veterin\u00e1rio e cuidei dele. Durante esse tempo, a gente se apegou muito&#8221;, conta a professora.  De uns tempos para c\u00e1, Doug tem apresentado os sintomas da s\u00edndrome. &#8220;Mesmo passeando com ele diariamente, Doug sofre quando eu saio e fica muito estressado&#8221;, afirma a professora. Em breve, o pet entrar\u00e1 em tratamento para superar a doen\u00e7a. O tratamento consistir\u00e1 em sess\u00f5es de contracondicionamento e exerc\u00edcios para que o c\u00e3o fique mais independente (por exemplo, simula\u00e7\u00f5es de chegadas e despedidas). Na casa, moram outros dois cachorros, que n\u00e3o desenvolveram sintomas da s\u00edndrome. <\/p>\n<p>   <b>Atitudes de preven\u00e7\u00e3o<\/b>  Preven\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre o melhor rem\u00e9dio. O c\u00e3o, ainda filhote, deve ser inserido em uma rotina. Deve-se proporcionar o &#8220;enriquecimento ambiental&#8221;, ou seja, um local interativo, com muitos brinquedos, ossos e petiscos. &#8220;Esses elementos s\u00e3o usados para deixar o ambiente estimulante. O cachorro deve encarar a solid\u00e3o como algo positivo. Devemos fazer com que ele aprenda a tolerar a solid\u00e3o quando ainda \u00e9 novinho&#8221;, explica a adestradora Paula Emmert. Ainda de acordo com Emmert, s\u00e3o tr\u00eas pontos b\u00e1sicos para prevenir o animal: adestramento, enriquecimento ambiental e atividade f\u00edsica.  N\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias que a s\u00edndrome em si possa levar o animal \u00e0 morte. Mas, as consequ\u00eancias da doen\u00e7a podem ser graves. O cachorro pode ficar estressado a ponto de derrubar objetos e tentar atravessar janelas. A dica \u00e9 procurar um treinador com uma metodologia positiva. Atitude preventiva \u00e9 sempre louv\u00e1vel. Portanto, se perceber algo estranho no comportamento do melhor amigo, procure ajuda de um profissional.  <\/p>\n<p> <b>Dois \u00e9 melhor que um. Ser\u00e1?<\/b> <\/p>\n<p> C\u00e3es s\u00e3o animais puramente sociais. Realmente, a intera\u00e7\u00e3o com outro cachorro pode ser ben\u00e9fica e entreter ambos os bichos. Ao perceber a tristeza e a depend\u00eancia do cachorro, muitos apostam em comprar outro para fazer companhia. Nem sempre, por\u00e9m, \u00e9 uma boa solu\u00e7\u00e3o. &#8220;A s\u00edndrome de ansiedade est\u00e1 ligada \u00e0 falta de intera\u00e7\u00e3o com humanos. Desse modo, ao comprar outro cachorro, estamos correndo o risco de termos dois c\u00e3es ansiosos. \u00c9 o p\u00e2nico que gera a ansiedade e a depress\u00e3o&#8221;, explica a adestradora Paula Emmert, que tamb\u00e9m \u00e9 bi\u00f3loga.  Paula indica que os c\u00e3es precisam fazer uma associa\u00e7\u00e3o positiva com os instantes de solid\u00e3o. &#8220;Devemos estimular o c\u00e3o a criar esse link. Pode deix\u00e1-lo sozinho, mas sempre com algum brinquedo, algum ossinho. Isso tudo para o bicho gostar daquele momento&#8221;, afirma. \u00c9 importante ressaltar, tamb\u00e9m, que a s\u00edndrome da ansiedade de separa\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser confundida com o t\u00e9dio, que n\u00e3o \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o patol\u00f3gica.  <b>Possibilidades de tratamento<\/b>  O pet deve ser observado longamente antes de se fechar um diagn\u00f3stico de s\u00edndrome da ansiedade de separa\u00e7\u00e3o. Quando o c\u00e3o, de fato, tem a doen\u00e7a, o primeiro passo \u00e9 procurar a ajuda de um adestrador. O profissional deve usar a t\u00e9cnica do contracondionamento para reeducar o animal. O tratamento deve ser em conjunto com o dono para um resultado positivo. \u00c9 importante ressaltar que tudo deve ser feito sem puni\u00e7\u00f5es.   \u00c9 um processo moroso. O c\u00e3ozinho deve se readaptar \u00e0 rotina. Se, ainda sim, n\u00e3o houver evolu\u00e7\u00e3o, costuma-se tentar uma abordagem medicamentosa, sob orienta\u00e7\u00e3o de um veterin\u00e1rio. Al\u00e9m disso, a mascote precisar\u00e1 de adestramento, ajuda, protocolo de treinamento, dessensibiliza\u00e7\u00e3o, enriquecimento ambiental e atividade f\u00edsica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Revista do Correio, Por vezes, os c\u00e3es sentem tanta falta do dono que desenvolvem a s\u00edndrome da ansiedade de separa\u00e7\u00e3o &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Paula adotou um c\u00e3o maltratado que tem medo de ficar s\u00f3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Foto Zuleika de Souza\/CB\/DA Press) Deixar o pet sozinho em casa sempre d\u00e1 um aperto no cora\u00e7\u00e3o. \u00c9 normal os bichos sentirem falta do dono, mas, \u00e0s [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-8","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}