{"id":83,"date":"2015-08-23T11:00:00","date_gmt":"2015-08-23T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/2015\/08\/23\/gato_deprimido\/"},"modified":"2015-08-23T11:00:00","modified_gmt":"2015-08-23T11:00:00","slug":"gato_deprimido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/maisbichos\/gato_deprimido\/","title":{"rendered":"Gato deprimido?"},"content":{"rendered":"<p>Por Ailim Cabral, da |Revista do Correio <\/p>\n<p>Situa\u00e7\u00f5es estressantes, como a morte dos tutores ou a mudan\u00e7a de casa, podem desencadear a doen\u00e7a em felinos <\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/mais-bichos\/99b63aa0f17344c4d5558b834eff9f25.jpg\"> <\/p>\n<p>Depois de perder o tutor, Mitiz teve de aprender a viver sem a irm\u00e3: tristeza  <\/p>\n<p>foi percebida pelos donos.Foto Marcelo Ferreira\/CB\/DA Press <\/p>\n<div align=\"left\">Os gatos ca\u00edram no gosto do brasileiro. O n\u00famero de ado\u00e7\u00f5es vem crescendo e uma das vantagens do aumento de bichanos domiciliados e que recebem os cuidados adequados \u00e9 que cada vez mais as doen\u00e7as t\u00eam sido descobertas, diagnosticadas e divulgadas. Uma delas \u00e9 a depress\u00e3o felina, mal que durante muitos anos foi confundido com mau comportamento do animal. <\/p>\n<p> Segundo Leila Sena, m\u00e9dica veterin\u00e1ria especialista em felinos, a depress\u00e3o dos gatos \u00e9 muito semelhante \u00e0 humana. \u201cNesse caso, a mudan\u00e7a de comportamento \u00e9 o que mais caracteriza a doen\u00e7a\u201d, afirma. <\/p>\n<p> Por ser um bicho sens\u00edvel, territorialista e com personalidade forte, o gato \u00e9 suscet\u00edvel a doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas. Entre as principais causas da depress\u00e3o felina est\u00e3o a perda do tutor com quem conviveram por muitos anos, a perda de um companheiro \u2014 pode ser outro gato ou at\u00e9 mesmo um cachorro que viva na mesma casa \u2014 e situa\u00e7\u00f5es de estresse. A mudan\u00e7a de lar e a chegada de um beb\u00ea s\u00e3o alguns outros exemplos de circunst\u00e2ncias que podem desencadear o problema. Os especialistas alertam que animais idosos s\u00e3o mais propensos a desenvolver a doen\u00e7a. <\/p>\n<p> Mitiz tem 13 anos e, depois da morte do dono, em 2013, perdeu a irm\u00e3 Mi\u00fada, no in\u00edcio deste m\u00eas. Os novos tutores da gata, o casal de diplomatas Raquel Fernandes, 32 anos, e Leonardo Dutra, 34, ficou preocupado com a rea\u00e7\u00e3o da gatinha. Observaram que ela teve altera\u00e7\u00f5es de comportamento e come\u00e7ou a perder pelos. O casal procurou uma veterin\u00e1ria para acompanhar de perto o problema. <\/p>\n<p> Mi\u00fada e Mitiz entraram na vida de Raquel e Leonardo por acaso. O pai de um amigo, dono das gatas, morreu em 2013 e, por serem idosas, as duas enfrentavam dificuldades em encontrar um novo lar. A diplomata estava voltando para o Brasil depois de morar no Uruguai e se sensibilizou com a hist\u00f3ria. Raquel conta que sempre sonhou em ter animais, mas os pais dela n\u00e3o gostavam da ideia de manter pets em apartamento. \u201cElas j\u00e1 estavam com 11 anos e a vida inteira tinham morado com a mesma pessoa. Meu marido estava resistente no come\u00e7o, mas acabou cedendo e nos encantamos por elas\u201d, conta. <\/p>\n<p> A adapta\u00e7\u00e3o das gatas foi tranquila e elas se apegaram muito ao casal, principalmente a Raquel. No ano passado, quando o beb\u00ea do casal nasceu, ela precisou passar 10 dias no hospital. \u201cElas sentiram muito minha falta e arranharam todos os m\u00f3veis da casa. Quando voltei, tudo se acalmou\u201d, lembra. No come\u00e7o do m\u00eas, por\u00e9m, a rotina da fam\u00edlia foi alterada novamente. Os tutores precisaram fazer uma viagem de duas semanas e as gatinhas foram levadas a um hotel para pets. <\/p>\n<p> Ao chegar em casa e buscar as gatinhas, Raquel e o marido notaram que a sa\u00fade delas se debilitou nos 15 dias que passaram fora. \u201cA Mi\u00fada estava pele e osso e a Mitiz com falhas no pelo. Ficamos preocupados e fomos direto ao veterin\u00e1rio.\u201d Apesar do pronto-atendimento, Mi\u00fada n\u00e3o resistiu e morreu de insufici\u00eancia renal cerca de uma semana depois. Desde ent\u00e3o, o comportamento de Mitiz mudou. A gata ficou mais triste e passou a miar mais. \u201c\u00c9 como se estivesse esperando a irm\u00e3 chegar. Qualquer barulho sa\u00eda correndo para ver o que era e come\u00e7ou a tentar sair de casa quando abr\u00edamos a porta, coisa que nunca fez\u201d, conta Raquel. <\/p>\n<p> Al\u00e9m disso, a gata que sempre foi independente se tornou mais carente. Antes, poucas pessoas podiam se aproximar para brincar com ela. Hoje, Mitiz pede chamegos para qualquer um. \u201cEla costumava fugir do meu beb\u00ea, que hoje tem um 1 ano e tr\u00eas meses, e, agora, deixa at\u00e9 ele fazer carinho\u201d. <\/p>\n<p> A veterin\u00e1ria Leila Sena explica que Mitiz n\u00e3o tem depress\u00e3o, mas h\u00e1 chances de desenvolver a doen\u00e7a e apresenta sinais t\u00edpicos que surgem como prel\u00fadio do problema. \u201cSe for tratada adequadamente, como estamos fazendo, podemos impedir que o quadro evolua\u201d, afirma a especialista. Mitiz demonstra que precisa de mais aten\u00e7\u00e3o e, por isso, est\u00e1 mais pr\u00f3xima dos donos. Uma vez instalada a depress\u00e3o, o gato tende a se afastar das pessoas e de outros animais. <\/p>\n<p> O tratamento para gatos na condi\u00e7\u00e3o de Mitiz e mesmo para os que est\u00e3o em quadro de depress\u00e3o leve consiste em estimular o animal com brincadeiras diferentes. Al\u00e9m disso, pode ser necess\u00e1rio que a fam\u00edlia passe mais tempo com o pet e utilize a ferom\u00f4nioterapia, t\u00e9cnica que consiste em usar difusores de ferom\u00f4nios na casa. \u201cEssas subst\u00e2ncias fazem parte da comunica\u00e7\u00e3o do gato e, quando ele reconhece o cheiro, se acalma, percebe que o ambiente \u00e9 seguro e que ele n\u00e3o precisa estar tenso\u201d, explica Leila. Em casos extremos, \u00e9 necess\u00e1rio entrar com a medica\u00e7\u00e3o antidepressiva. <\/p>\n<p> A especialista menciona ainda que o diagn\u00f3stico da patologia \u00e9 dif\u00edcil de ser feito, pois s\u00f3 pode ser determinado depois de descartadas todas os problemas de sa\u00fade que podem causar no felino os mesmos sintomas. \u201cOs sinais se misturam aos de outras doen\u00e7as e nem o m\u00e9dico nem o dono podem ser levianos e classificar como depress\u00e3o logo de primeira\u201d, explica. \u00c9 necess\u00e1rio fazer uma avalia\u00e7\u00e3o completa da sa\u00fade do animal, testes cl\u00ednicos para outras patologias e, somente depois que o gato for considerado saud\u00e1vel e sem nenhuma outra altera\u00e7\u00e3o que possa ser a causa dos sintomas, apostar na depress\u00e3o e trat\u00e1-la. <\/p>\n<p> &#8220;Os sinais se misturam aos de outras doen\u00e7as e nem o m\u00e9dico nem o dono podem ser levianos e classificar como depress\u00e3o logo de primeira\u201d <\/p>\n<p> \u201cEssas subst\u00e2ncias (ferom\u00f4nios) fazem parte da comunica\u00e7\u00e3o do gato e, quando ele reconhece o cheiro, se acalma, percebe que o ambiente \u00e9 seguro e que ele n\u00e3o precisa estar tenso\u201d <\/p>\n<p> Leila Sena,&nbsp; veterin\u00e1ria <\/p>\n<p> <b> <\/p>\n<p>Fique atento<\/b> <\/p>\n<p> Sinais de que o seu gato pode estar deprimido: <\/p>\n<p>*Mudan\u00e7a brusca de comportamento <\/p>\n<p> *Estresse permanente ou cr\u00f4nico <\/p>\n<p> *Altera\u00e7\u00e3o no sono <\/p>\n<p> *Perda de apetite ou interrup\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o <\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ailim Cabral, da |Revista do Correio Situa\u00e7\u00f5es estressantes, como a morte dos tutores ou a mudan\u00e7a de casa, podem desencadear a doen\u00e7a em felinos Depois de perder o tutor, Mitiz teve de aprender a viver sem a irm\u00e3: tristeza foi percebida pelos donos.Foto Marcelo Ferreira\/CB\/DA Press Os gatos ca\u00edram no gosto do brasileiro. 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