{"id":16079,"date":"2021-01-12T10:15:29","date_gmt":"2021-01-12T13:15:29","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/?p=16079"},"modified":"2021-01-12T10:15:29","modified_gmt":"2021-01-12T13:15:29","slug":"cotas-raciais-jovem-lesada-por-fraude-em-concurso-fala-sobre-importancia-da-denuncia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/cotas-raciais-jovem-lesada-por-fraude-em-concurso-fala-sobre-importancia-da-denuncia\/","title":{"rendered":"Cotas raciais: jovem lesada por fraude em concurso fala sobre import\u00e2ncia da den\u00fancia"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"txt-gray-medium mb-0 center-wall\">Somente ap\u00f3s recomenda\u00e7\u00e3o do MPF foi feita a Valida\u00e7\u00e3o da Autodeclara\u00e7\u00e3o \u00c9tnico-Racial para apurar den\u00fancias em concurso de 2016 da CBTU<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Larissa Ricci, do Estado de Minas<\/em> &#8211; St\u00e9fany Castro Souza tinha 21 anos quando tentou o concurso da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) para o cargo de t\u00e9cnica em estradas. Como mulher negra, tentou o ingresso na companhia por meio das reservas de vagas Pessoa Preta ou Parda (PPP).<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, a situa\u00e7\u00e3o financeira da fam\u00edlia era prec\u00e1ria. A jovem fazia est\u00e1gio para manter seus gastos com a faculdade e ajudar os pais, que eram trabalhadores aut\u00f4nomos, do jeito que era poss\u00edvel.<\/p>\n<p>\u201cForam quatro anos de muito esfor\u00e7o e perrengues. Tive que trancar a faculdade durante um ano por n\u00e3o conseguir conciliar a press\u00e3o de renda e estudo\u201d, contou. Ao mesmo tempo, lidou com a ang\u00fastia de ver um homem branco ocupando o cargo que seria dela por direito.<\/p>\n<p>Foi apenas no fim do ano passado que a Funda\u00e7\u00e3o Mariana Resende Costa (Fumarc), respons\u00e1vel pelo concurso da CBTU, tomou provid\u00eancias para reaver o emprego de pessoas n\u00e3o-pretas que fraudavam as cotas raciais.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca do concurso, em 2016, ainda n\u00e3o havia sido publicada a portaria que regulamenta o procedimento de heteroidentifica\u00e7\u00e3o. Em 18 de novembro, houve a convoca\u00e7\u00e3o para procedimentos de avalia\u00e7\u00e3o de autodeclara\u00e7\u00e3o \u00e9tinico-racial para candidatos que declararam negros. Em 21 de dezembro, 13 pessoas tiveram avalia\u00e7\u00f5es indeferidas.<\/p>\n<p>St\u00e9fany hoje tem 25 anos e conta como ocorreu o seu processo de sele\u00e7\u00e3o. \u201cPrestei em 2016 o concurso da CBTU para o cargo de t\u00e9cnica em estradas, fiquei em 8\u00ba lugar na ampla concorr\u00eancia e em 4\u00ba lugar na reserva de PPP, que se deu por autodeclara\u00e7\u00e3o. O concurso era para preenchimento de vagas e cadastro de reserva\u201d, contou.<\/p>\n<p>Ela foi convocada para avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica em 2 de janeiro de 2017 e, em 14 de fevereiro do ano passado, come\u00e7aram as convoca\u00e7\u00f5es para admiss\u00e3o dos cargos \u2013 nessa parte, ela n\u00e3o foi chamada. \u201cNesse per\u00edodo n\u00e3o houve nenhuma convoca\u00e7\u00e3o ou processo para valida\u00e7\u00e3o da autodeclara\u00e7\u00e3o \u00e9tnico-racial e eu fui diretamente prejudicada com essa falha do \u00f3rg\u00e3o e da banca\u201d, relatou.<\/p>\n<p>S\u00f3 em 2018 foi publicada a Portaria Normativa n\u00ba 4\/2018 que regulamenta o procedimento de heteroidentifica\u00e7\u00e3o complementar \u00e0 autodeclara\u00e7\u00e3o dos candidatos negros em concursos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>\u201cTrata-se de uma portaria que autoriza que as institui\u00e7\u00f5es fa\u00e7am essas bancas de heteroidentifica\u00e7\u00e3o para avalia\u00e7\u00e3o do fen\u00f3tipo, que vai desde a tonalidade da pele a outras quest\u00f5es. Passou a ser uma obrigatoriedade a exist\u00eancia dessas bancas de heteroidentifica\u00e7\u00e3o para justamente coibir as fraudes\u201d, explica Gilberto Silva advogado especialista em crimes raciais e crimes contra a honra.<\/p>\n<p>A jovem descobriu a fraude na admiss\u00e3o por PPP porque um conhecido foi admitido utilizando a reserva de cota do concurso e ele n\u00e3o tinha direito algum sobre a vaga por se tratar de um homem branco e de fam\u00edlia branca.<\/p>\n<p>\u201cEle, por outro lado, era concursado da Superintend\u00eancia de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) e sempre teve uma situa\u00e7\u00e3o financeira aparentemente muito est\u00e1vel. Fiquei nutrindo a esperan\u00e7a de novas contrata\u00e7\u00f5es ou de alguma movimenta\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o quando \u00e0 errata da admiss\u00e3o, o que n\u00e3o aconteceu\u201d, conta a jovem.<\/p>\n<p>Em um primeiro momento, St\u00e9fany teve medo de buscar a Justi\u00e7a. \u201cSempre me questionava como ele tinha coragem de bancar isso, tomando uma vaga que n\u00e3o era dele, e tamb\u00e9m levava para o lado pessoal, j\u00e1 que ele sabia da minha situa\u00e7\u00e3o. Hoje, entendo que esses s\u00e3o atos de pessoas racistas, que geram nega\u00e7\u00e3o da nossa parte por virem de pessoas pr\u00f3ximas ao c\u00edrculo de conviv\u00eancia\u201d, relata a jovem.<\/p>\n<p>Em 19 de novembro do ano passado, a CBTU publicou a convoca\u00e7\u00e3o para procedimento de valida\u00e7\u00e3o da autodeclara\u00e7\u00e3o \u00e9tnico-racial para candidatos que se declararam negros pretos ou pardos, admitidos nessa cota por ocasi\u00e3o do Concurso P\u00fablico &#8211; Edital 001\/2016 se deu em cumprimento \u00e0s recomenda\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal.<\/p>\n<p>\u201cA CBTU-BH esclarece que quando da realiza\u00e7\u00e3o do concurso, em 2016, n\u00e3o havia essa exig\u00eancia, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o foi aplicada tal medida. Somente com a atual recomenda\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal o referido procedimento de Valida\u00e7\u00e3o da Autodeclara\u00e7\u00e3o \u00c9tnico-Racial tornou-se obrigat\u00f3rio\u201d, informou a companhia por meio de nota.<\/p>\n<p>O resultado foi publicado em 21 de dezembro do ano passado pela CBTU. No documento p\u00fablico, constam o nome de 13 pessoas que foram indeferidas pela banca. Entre eles, est\u00e3o: Luis Claudio Barbosa Gandini e Vitor Rangel de Mendon\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_16082\" aria-describedby=\"caption-attachment-16082\" style=\"width: 432px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/01\/20210104095749165984u.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-16082\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/01\/20210104095749165984u.jpg\" alt=\"\" width=\"432\" height=\"259\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/01\/20210104095749165984u.jpg 820w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/01\/20210104095749165984u-300x180.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/01\/20210104095749165984u-768x461.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/01\/20210104095749165984u-800x480.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/01\/20210104095749165984u-550x330.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/01\/20210104095749165984u-230x138.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 432px) 100vw, 432px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-16082\" class=\"wp-caption-text\">(Foto: <em>Rede Social\/ Reprodu\u00e7\u00e3o<\/em>)<\/figcaption><\/figure>\n<p><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/01\/20210104095802816692e.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-16083\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/01\/20210104095802816692e.jpg\" alt=\"\" width=\"437\" height=\"262\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/01\/20210104095802816692e.jpg 820w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/01\/20210104095802816692e-300x180.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/01\/20210104095802816692e-768x461.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/01\/20210104095802816692e-800x480.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/01\/20210104095802816692e-550x330.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/01\/20210104095802816692e-230x138.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 437px) 100vw, 437px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>A banca<\/h3>\n<p>A valida\u00e7\u00e3o da autodeclara\u00e7\u00e3o \u00c9tnico-racial \u00e9 acompanhada pela Banca de Heteroidentifica\u00e7\u00e3o constitu\u00edda pela Funda\u00e7\u00e3o Mariana Resende Costa (Fumarc). O processo \u00e9 constitu\u00eddo por valida\u00e7\u00e3o fenot\u00edpica da autodeclara\u00e7\u00e3o \u00e9tnico-racial dos candidatos.<\/p>\n<p>O candidato que n\u00e3o efetuou os procedimentos definidos no edital foi considerado desistente e foi eliminado da demanda de cota para candidatos negros, pretos ou pardos. Ainda de acordo com o edital, a valida\u00e7\u00e3o da autodeclara\u00e7\u00e3o \u00e9tnico-racial \u00e9 realizada presencialmente por meio de uma entrevista de heteroidentifica\u00e7\u00e3o ou por meio do envio dos documentos.<\/p>\n<p>Para valida\u00e7\u00e3o presencial, devido ao atual cen\u00e1rio de pandemia de COVID-19, segundo o edital, foram tomados todos os cuidados. O processo consiste em uma entrevista simples na qual o candidato apresentar\u00e1 as raz\u00f5es que o levaram a se declarar como pessoa pretos ou parda.<\/p>\n<p>A banca foi composta por tr\u00eas membros e seus suplentes e teve composi\u00e7\u00e3o que atendia ao crit\u00e9rio da diversidade, garantindo que seus membros fossem distribu\u00eddos por g\u00eanero, cor e, preferencialmente, naturalidade. De acordo com o edital, as entrevistas foram realizadas nos dias 7, 9 e 10 de dezembro. O candidato tamb\u00e9m teve oportunidade de optar por participar do processo de valida\u00e7\u00e3o da autodeclara\u00e7\u00e3o, inicialmente de forma n\u00e3o presencial, enviando o material no prazo e forma a seguir discriminado.<\/p>\n<p>Nesse caso, o procedimento ocorreu por meio da avalia\u00e7\u00e3o dos arquivos enviados por fotos e v\u00eddeo. Caso fosse necess\u00e1rio, por decis\u00e3o da banca, os candidatos tamb\u00e9m poderiam passar por avalia\u00e7\u00e3o telepresencial\/videoconfer\u00eancia ou at\u00e9 mesmo presencial. O prazo para este foi de 30 de novembro at\u00e9 2 de dezembro de 2020.<\/p>\n<p>O advogado Gilberto Silva esclarece que ocorre a revis\u00e3o e as pessoas que n\u00e3o se encaixavam dentro do fen\u00f4meno, pessoas pretas e pardas s\u00e3o eliminados no concurso. \u201cElas s\u00e3o dispensadas pode ocorrer a\u00e7\u00f5es contra essas pessoas. Pode acontecer de ter a\u00e7\u00f5es criminais e a\u00e7\u00f5es c\u00edveis a fim de repara\u00e7\u00e3o de danos\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Indigna\u00e7\u00e3o e demora<\/h3>\n<p>St\u00e9fany acompanhou todo o processo de valida\u00e7\u00e3o. \u201cCome\u00e7amos a buscar informa\u00e7\u00f5es sobre os poss\u00edveis fraudadores. Isso porque sab\u00edamos de outra pessoa que tinha usado cotas indevidas tamb\u00e9m para ingressar na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Com isso, surgiu a suspeita de que um dos fraudadores tamb\u00e9m teria usado cota indevida para ingresso na gradua\u00e7\u00e3o do Centro Federal de Educa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica de Minas Gerais (Cefet) &#8211; faculdade que cursamos hoje. E acertamos: ele tamb\u00e9m usou cota racial para entrar na faculdade\u201d, relata.<\/p>\n<p>Tomada por indigna\u00e7\u00e3o, ela foi motivada a deixar p\u00fablica essa situa\u00e7\u00e3o. \u201cNessa semana a mesma pessoa que me prejudicou h\u00e1 quatro anos estava postando foto na praia com uma tia ju\u00edza, pouco preocupado se ser\u00e1 exonerado, pouco preocupado com a pessoa que ele impediu de assumir a vaga\u201d, acrescentou a jovem.<\/p>\n<p>Marcos Cardoso, integrante do Movimento Negro Unificado (MNU), explica que isso faz parte do que o o movimento denuncia como racismo estrutural na sociedade brasileira. \u201cQue est\u00e1 tanto atravessado pelas pr\u00f3prias empresas que permitem isso, pelas pessoas que utilizam das contas para fraude e a pr\u00f3pria pessoa que \u00e9 v\u00edtima que n\u00e3o denuncia.\u201d<\/p>\n<p>A jovem diz estar revoltada pela CBTU demorar tanto tempo para come\u00e7ar o processo de averigua\u00e7\u00e3o. \u201cSe foi por conta pr\u00f3pria ou obriga\u00e7\u00e3o judicial, n\u00e3o sei. Por\u00e9m, nessa caminhada t\u00e3o longa que \u00e9 a luta antirracista, os resultados simbolizam esperan\u00e7a e uma sensa\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a. A CBTU n\u00e3o fez mais que a obriga\u00e7\u00e3o e espero que admitam as pessoas que realmente t\u00eam direito \u00e0s vagas\u201d, contou.<\/p>\n<p>Ela quer que a situa\u00e7\u00e3o se torne p\u00fablica para que mais mulheres e homens negros nunca se perguntarem se devem ou n\u00e3o correr atr\u00e1s do que \u00e9 seu direito.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o podemos ter medo, \u00e9 nosso, n\u00f3s merecemos e n\u00e3o iremos\/n\u00e3o podemos desistir. J\u00e1 nos foi tirada tanta coisa, que a exist\u00eancia das cotas \u00e9 o m\u00ednimo para a repara\u00e7\u00e3o. Garantir que tenhamos espa\u00e7os onde n\u00e3o nos deixaram entrar &#8211; n\u00e3o deixaram mesmo porque temos capacidade de sobra para tal -, garantir o m\u00ednimo de suporte que nunca foi dado\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Marcos Cardoso completa: \u201cAcho que a quest\u00e3o mais importante \u00e9 denunciar e, se for o caso, levar a empresa \u00e0 justi\u00e7a. Porque a empresa tamb\u00e9m \u00e9 racista\u201d.<\/p>\n<p>Os candidatos puderam interpor recurso contra o resultado preliminar da entrevista no dia 15 e no dia 16 de dezembro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Outro lado<\/h3>\n<p>A CBTU informou ao Estado de Minas que \u201cn\u00e3o comenta a situa\u00e7\u00e3o individual de nenhum candidato em particular. Todos os atos do concurso s\u00e3o p\u00fablicos e est\u00e3o amparados pela legisla\u00e7\u00e3o e pelo Edital de Convoca\u00e7\u00e3o que rege o procedimento\u201d.<\/p>\n<p>A reportagem tentou contato com Vitor Rangel de Mendon\u00e7a pelas redes sociais e por telefone. Ap\u00f3s contato, Vitor deletou a p\u00e1gina e n\u00e3o respondeu \u00e0 reportagem. O contato tamb\u00e9m foi feito por via redes sociais e telefone com Luis Claudio Barbosa Gandini., mas sem sucesso. Este espa\u00e7o est\u00e1 aberto para o posicionamento de ambos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Somente ap\u00f3s recomenda\u00e7\u00e3o do MPF foi feita a Valida\u00e7\u00e3o da Autodeclara\u00e7\u00e3o \u00c9tnico-Racial para apurar den\u00fancias em concurso de 2016 da CBTU &nbsp; Larissa Ricci, do Estado de Minas &#8211; St\u00e9fany Castro Souza tinha 21 anos quando tentou o concurso da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) para o cargo de t\u00e9cnica em estradas. 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