{"id":17314,"date":"2021-03-08T06:00:48","date_gmt":"2021-03-08T09:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/?p=17314"},"modified":"2021-03-08T15:01:24","modified_gmt":"2021-03-08T18:01:24","slug":"elas-ensinam-o-caminho-mulheres-superaram-dificuldades-para-conseguir-a-aprovacao-em-concursos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/elas-ensinam-o-caminho-mulheres-superaram-dificuldades-para-conseguir-a-aprovacao-em-concursos\/","title":{"rendered":"Elas ensinam o caminho: mulheres superam dificuldades para conseguir a aprova\u00e7\u00e3o em concursos"},"content":{"rendered":"<h2>Neste Dia Internacional da Mulher contamos hist\u00f3rias de for\u00e7a e inspira\u00e7\u00e3o\u00a0de mulheres que conseguiram alcan\u00e7ar o sonho de serem servidoras p\u00fablicas<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Mariana Fernandes, Karolini Bandeira*\u00a0e Lorena Pacheco<\/em> &#8211; Mais um 8 de Mar\u00e7o, Dia Internacional da Mulher, chegou. Em 2021, infelizmente, mulheres ainda s\u00e3o alvo de injusti\u00e7as e viol\u00eancia devido ao machismo que comp\u00f5e a nossa sociedade. No mercado de trabalho n\u00e3o \u00e9 diferente. Abaixo, o\u00a0<strong>Papo de Concurseiro<\/strong> abre espa\u00e7o para a hist\u00f3ria de algumas delas, que sofreram diversas dificuldades apenas pelo fato de serem mulheres, mas que hoje s\u00e3o exemplo e inspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>\u201cSou a \u00fanica plantonista mulher na minha delegacia\u201d<\/h3>\n<figure id=\"attachment_17355\" aria-describedby=\"caption-attachment-17355\" style=\"width: 276px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-13.11.02.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-17355\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-13.11.02.jpeg\" alt=\"\" width=\"276\" height=\"414\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-13.11.02.jpeg 852w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-13.11.02-200x300.jpeg 200w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-13.11.02-768x1154.jpeg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-13.11.02-682x1024.jpeg 682w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-13.11.02-800x1202.jpeg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-13.11.02-550x826.jpeg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-13.11.02-230x346.jpeg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 276px) 100vw, 276px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-17355\" class=\"wp-caption-text\">(Foto: Arquivo pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Luana Davico, de 31 anos e moradora de \u00c1guas Claras-DF, come\u00e7ou a estudar para concursos em 2014, depois de muita insatisfa\u00e7\u00e3o com a incentiva privada. Ap\u00f3s cerca de um ano de estudos, ela conseguiu a aprova\u00e7\u00e3o para o cargo de delegada da Pol\u00edcia Civil do Distrito Federal (PCDF), e hoje \u00e9 tamb\u00e9m coordenadora e professora da carreira de pol\u00edcia do Gran Cursos Online.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea n\u00e3o combina com o cargo de pol\u00edcia\u201d, \u201ceu acho voc\u00ea muito feminina e muito delicada\u201d , \u201ceu acho que voc\u00ea vai chorar no primeiro momento, voc\u00ea \u00e9 muito emotiva\u201d. Essas foram algumas das frases que Luana ouviu durante toda a trajet\u00f3ria at\u00e9 a aprova\u00e7\u00e3o. \u201cEm alguns momentos eu duvidei de mim a partir dessas opini\u00f5es. Mas, n\u00e3o existe nada mais motivador do que algu\u00e9m te dizer que voc\u00ea n\u00e3o pode fazer algo.\u201d<\/p>\n<p>A vontade de ser aprovada era para crescer como pessoa e poder conquistar mais coisas. \u201cEu sempre quis ir al\u00e9m. Queria fazer a diferen\u00e7a, poder incentivar as pessoas, escolher e dar coisas para os meus pais. Eu queria n\u00e3o ter que escolher quanto de gasolina abastecer e nem esperar as promo\u00e7\u00f5es de final de ano para comprar coisas melhores. E eu sabia que s\u00f3 o estudo me proporcionaria essa mudan\u00e7a de vida.\u201d<\/p>\n<p>Por\u00e9m, j\u00e1 de in\u00edcio, Luana viu que n\u00e3o seria tarefa f\u00e1cil. \u201cReprovei em tudo que eu j\u00e1 tinha feito antes, at\u00e9 para tirar CNH, eu reprovei na OAB, e para concurso p\u00fablico eu j\u00e1 era vacinada em reprova\u00e7\u00f5es. Tudo que eu esperava era reprovar novamente.\u201d Mas, mesmo sem ter uma base de prepara\u00e7\u00e3o para concursos, sem condi\u00e7\u00f5es de fazer aulas de cursinho ou comprar materiais, ela n\u00e3o desistiu. \u201cNa \u00e9poca eu ainda morava no interior de Goi\u00e1s e nem internet boa eu tinha em casa. Quando eu precisava pesquisar algo, eu usava o intervalo do meu trabalho, para pesquisar. Era muito dif\u00edcil\u201d.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, ela n\u00e3o estava sozinha nessa jornada e, at\u00e9 a aprova\u00e7\u00e3o, contou com a ajuda de outras mulheres. Como sua chefe \u00e0 \u00e9poca, que comprava passagens para ela se deslocar para fazer provas e muitas vezes pagava at\u00e9 mesmo as inscri\u00e7\u00f5es das sele\u00e7\u00f5es. Outras amigas tamb\u00e9m a ajudaram a obter materiais de estudo e passagens.<br \/>\n\u201cO in\u00edcio da minha trajet\u00f3ria foi simplesmente insist\u00eancia e persist\u00eancia. Base e recurso eu n\u00e3o tinha. E eu sabia que a \u00fanica coisa que eu precisava ter era disciplina. E, assim eu fiz.<\/p>\n<p>A partir dessa decis\u00e3o, ela montou um cronograma de estudos por conta pr\u00f3pria. \u201cPodia fazer chuva, sol, ser natal ou reveillon, eu cumpriria o que estava ali.\u201d Sua t\u00e9cnica era simplesmente focar em tudo que estivesse dentro do edital e se preparar de acordo com a data da prova. \u201cEu errei muito nesse caminho. Tive que me desligar de v\u00e1rias amizades, de v\u00e1rios tipos de lazer. Eu abri m\u00e3o de tudo.\u201d<\/p>\n<p>O esfor\u00e7o foi finalmente recompensado em 2015 e, hoje, como delegada, Luana frisa que a prepara\u00e7\u00e3o \u00e9 justamente isso: ren\u00fancia. \u201cEu nunca vi algu\u00e9m se preparar e ter \u00eaxito sem renunciar. Nunca vi algu\u00e9m dizer que a \u00e9poca de prepara\u00e7\u00e3o foi boa demais. N\u00e3o h\u00e1 romantiza\u00e7\u00e3o. E desde sempre eu aceitei passar por tudo isso, se como recompensa, eu tivesse o meu sonho realizado\u201d.<\/p>\n<p>\u201cHoje eu sou delegada de pol\u00edcia com orgulho. Me lembro que durante o curso de forma\u00e7\u00e3o eu tinha apenas R$ 6 reais para almo\u00e7ar. As pessoas achavam que eu comia pouco. Mas, na verdade era o que eu podia gastar pra comer. E, agora, eu posso ir ao supermercado e comprar o que eu quiser. Mas acima de tudo, a mudan\u00e7a interna \u00e9 a maior\u201d, diz orgulhosa.<\/p>\n<p>Luana relata que embora o ambiente policial seja muito masculino, a diferen\u00e7a se faz com a imposi\u00e7\u00e3o e respeito. \u201cEu quebro paradigmas todos os dias. Sou a \u00fanica plantonista mulher dentro da minha delegacia. A gente vem ocupando cada vez mais espa\u00e7o. Ainda n\u00e3o h\u00e1 igualdade, mas estamos caminhando para isso\u201d, diz.<\/p>\n<blockquote><p>A delegada lamenta tamb\u00e9m que o preconceito contra a figura feminina est\u00e1 em todos os cantos. \u201cO que vai fazer a diferen\u00e7a \u00e9 a nossa postura diante desse comportamento. Eu uso meu espa\u00e7o pra dizer a todas as mulheres que elas podem estar aonde elas quiserem. Inclusive, na pol\u00edcia. Na pol\u00edcia s\u00f3 n\u00e3o tem espa\u00e7o para a covardia\u201d, aconselha.<\/p><\/blockquote>\n<p>\u201cHoje eu sou totalmente realizada com meu cargo. Sou tudo que eu sempre sonhei exatamente por ser delegada. E, meu conselho para todas as mulheres que querem trilhar seus pr\u00f3prios caminhos \u00e9 que n\u00e3o existe exatamente nada que o outro fa\u00e7a que voc\u00ea n\u00e3o consiga fazer. A for\u00e7a de vontade est\u00e1 dentro de voc\u00ea. Viva o seu processo, n\u00e3o compare com o dos outros, e voc\u00ea vai chegar aonde voc\u00ea quer estar.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>\u201cTrabalho com uma equipe de mulheres fortes\u201d<\/h3>\n<figure id=\"attachment_17356\" aria-describedby=\"caption-attachment-17356\" style=\"width: 264px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-15.24.59.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-17356\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-15.24.59.jpeg\" alt=\"\" width=\"264\" height=\"469\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-15.24.59.jpeg 576w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-15.24.59-169x300.jpeg 169w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-15.24.59-550x978.jpeg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-15.24.59-230x409.jpeg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 264px) 100vw, 264px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-17356\" class=\"wp-caption-text\">(Foto: Arquivo pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ane Gotlib, de 32 anos, \u00e9 servidora e assessora de comunica\u00e7\u00e3o de um \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico de Seguran\u00e7a. Decidiu estudar para concurso porque tinha o sonho de trabalhar na \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o, Comunica\u00e7\u00e3o Social \u2013Jornalismo, e n\u00e3o conseguia emprego em nenhuma empresa privada. \u201cTentei trabalhar em empresas de comunica\u00e7\u00e3o como jornais, assessorias e nunca passava das entrevistas, o que me causava bastante sofrimento. Eu trabalhava como gerente em um grande banco nacional, mas era insatisfeit\u00edssima com o meu trabalho\u201d, conta.<\/p>\n<p>A \u00faltima tentativa de trabalhar em uma empresa de comunica\u00e7\u00e3o foi quando saiu de uma entrevista de emprego em uma ag\u00eancia e disseram a ela que o sal\u00e1rio era R$ 1000 por m\u00eas. \u201cDepois de quase cinco anos de formada, com p\u00f3s -gradua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea, decidi, naquele momento, que estudaria para concurso. Foi o meio que achei para realizar o meu sonho que era ser assessora de comunica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Para Ane, o mais dif\u00edcil foi conciliar o trabalho de oito horas di\u00e1rias com cursinho, revis\u00e3o de material e resolu\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcios e a vida particular. \u201cMeus hor\u00e1rios eram muito regrados, n\u00e3o desperdi\u00e7ava nem 15 minutos do hor\u00e1rio de almo\u00e7o para ler algo. Nos finais de semana eu estudava tudo que tinha aprendido durante a semana. Ainda tentava praticar atividade f\u00edsica e comer bem para cuidar da minha sa\u00fade. Para minha surpresa, foram oito meses estudando e passei no concurso que estou empossada hoje.\u201d<\/p>\n<p>Nesta trajet\u00f3ria, ela privou rela\u00e7\u00f5es sociais e foi muito questionada, mas tinha na cabe\u00e7a que quanto mais se dedicasse, mais r\u00e1pido passaria no t\u00e3o almejado concurso. \u201cN\u00e3o importei para todos que julgavam a minha dedica\u00e7\u00e3o como exagero\u201d, disse.<\/p>\n<p>A aprova\u00e7\u00e3o n\u00e3o veio num concurso espec\u00edfico para a \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o, mas, ao tomar posse, por conta do curr\u00edculo, foi remanejada para o setor de comunica\u00e7\u00e3o e hoje trabalha fazendo o que ama. \u201c\u00c9 o que sempre sonhei. Consigo aplicar meus conhecimentos t\u00e9cnicos e posso dizer que estou muito satisfeita com meu trabalho.\u201d<\/p>\n<p>O \u00f3rg\u00e3o de Seguran\u00e7a em que trabalha \u00e9, segundo a servidora, um \u00f3rg\u00e3o predominantemente masculino. \u201cMas, trabalho com uma equipe de mulheres fortes, determinadas e criativas\u201d. Como conselho para outras mulheres que est\u00e3o em busca da aprova\u00e7\u00e3o em concursos, ela afirma: o importante \u00e9 n\u00e3o perder o foco, \u00e9 tentar!<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEstudar para concurso \u00e9 se esfor\u00e7ar no tempo que d\u00e1! As pessoas costumam dizer que tem que ter tempo para estudar. Vejo que muitas mulheres, principalmente, as que t\u00eam filhos, trabalham dentro e fora de casa e querem estudar. E, deixam de se dedicar a um sonho na carreira p\u00fablica por acreditarem nesse discurso do tempo quantitativo. Por\u00e9m, 15 minutos \u00e9 tempo, 10 minutos tamb\u00e9m. O tempo de qualidade conta muito mais,\u201d enfatiza.<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Conselho de mulher<\/h3>\n<figure id=\"attachment_17357\" aria-describedby=\"caption-attachment-17357\" style=\"width: 372px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/hjlhkl.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-17357\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/hjlhkl.jpg\" alt=\"\" width=\"372\" height=\"303\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/hjlhkl.jpg 713w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/hjlhkl-300x244.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/hjlhkl-550x448.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/hjlhkl-230x187.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 372px) 100vw, 372px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-17357\" class=\"wp-caption-text\">(Foto: Arquivo pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A hist\u00f3ria de supera\u00e7\u00e3o de Dayane Xavier, de 36 anos, que atualmente \u00e9 assistente social na Diretoria Especializada para fam\u00edlias e indiv\u00edduos da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), come\u00e7ou muito cedo.<\/p>\n<p>Filha de pais agricultores, ela sempre recebeu deles muito incentivo para o estudo. E, por isso, aos seis anos de idade ela se mudou do interior de Minas Gerais, de um munic\u00edpio da zona rural chamado Guarda-mor, para a casa da av\u00f3, em Paracatu. O motivo? Ficar mais perto da escola, j\u00e1 que na cidade natal, a unidade mais pr\u00f3xima ficava a 5km, e o meio de locomo\u00e7\u00e3o era apenas um cavalo.<\/p>\n<p>O contato com Bras\u00edlia-DF veio em momentos de f\u00e9rias. Ela tinha familiares na regi\u00e3o e sempre que podia, visitava a cidade, pela qual era deslumbrada. \u201cBras\u00edlia pra mim era uma revolu\u00e7\u00e3o, cidade grande, cheia de pr\u00e9dios. Estudar nessa cidade passou a ser meu objetivo.\u201d<\/p>\n<p>Seguiu na casa da av\u00f3 at\u00e9 os 18 anos, quando, ap\u00f3s uma reprova\u00e7\u00e3o no vestibular da UnB, foi passar as &#8220;f\u00e9rias&#8221; na ro\u00e7a dos pais e ajudar com a lida. E, foi diante da frustra\u00e7\u00e3o que recebeu de uma mulher muito importante, sua av\u00f3, o conselho que modificou sua vida.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEla disse: ou voc\u00ea volta pra Bras\u00edlia e estuda muito pra passar no pr\u00f3ximo vestibular e seguir seus estudos ou vai catar muito milho no sol pra encher sempre o paiol,&#8221; lembra emotiva. \u201cNunca esqueci aquela li\u00e7\u00e3o. Voltei para Bras\u00edlia poucos dias depois, estudei com ainda mais afinco e acabei passando em dois vestibulares federais: UnB e UFU\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Foi quando come\u00e7ou a fazer provas de concurso p\u00fablico como um treino, j\u00e1 almejando uma futura aprova\u00e7\u00e3o. \u201cPassar num concurso sempre foi minha meta\u201d, diz. E, em 2008 veio um momento decisivo. \u201cEu estava me formando, tinha que deixar a Casa do Estudante da UnB por conta disso. N\u00e3o havia passado em um concurso ainda. E, precisava de um emprego para me manter\u201d. Ela ent\u00e3o entregou o trabalho de conclus\u00e3o do curso com anteced\u00eancia, para dar tempo de estudar para o concurso da Sedes. \u201cFoi a\u00ed que eu passei 15 dias estudando com afinco. Tive \u00eaxito no concurso e ainda consegui entregar minha monografia na UnB\u201d.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s essa primeira aprova\u00e7\u00e3o na Sedes, \u00f3rg\u00e3o que atua at\u00e9 hoje, tamb\u00e9m passou em outros concursos, como no TJMG, em primeiro lugar, e na Assembl\u00e9ia Legislativa de Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>Em 2019 come\u00e7ou uma nova trajet\u00f3ria: a de ser professora de prepara\u00e7\u00e3o de concursos p\u00fablicos. Agora, al\u00e9m de servidora, ela \u00e9 tamb\u00e9m professora do IMP Concursos, onde ministra disciplinas de legisla\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. \u201c\u00c9 uma honra muito grande hoje poder contribuir com o sonho de outras alunas. Poder falar sobre isso, sobre a minha hist\u00f3ria, no Dia Internacional da Mulher \u00e9 uma grande honra. Eu sempre pe\u00e7o que acreditem nos seus sonhos. Acreditem sempre.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>&#8220;Temos que ter em mente a nossa for\u00e7a e capacidade como mulher&#8221;<\/h3>\n<figure id=\"attachment_17366\" aria-describedby=\"caption-attachment-17366\" style=\"width: 297px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/51f63f33-edbd-47bb-bdd2-38693559a055.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-17366\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/51f63f33-edbd-47bb-bdd2-38693559a055.jpg\" alt=\"\" width=\"297\" height=\"362\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/51f63f33-edbd-47bb-bdd2-38693559a055.jpg 720w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/51f63f33-edbd-47bb-bdd2-38693559a055-246x300.jpg 246w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/51f63f33-edbd-47bb-bdd2-38693559a055-550x671.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/51f63f33-edbd-47bb-bdd2-38693559a055-230x280.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 297px) 100vw, 297px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-17366\" class=\"wp-caption-text\">(Foto: Arquivo pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Deborah Loiola, 30, decidiu prestar concurso porque se desgastou bastante na \u00e1rea privada. Advogada, ela acreditava que o funcionalismo p\u00fablico traria maior qualidade de vida e realiza\u00e7\u00e3o pessoal e profissional. &#8220;Sempre fui admiradora do servi\u00e7o policial militar por ser um trabalho din\u00e2mico, de grande impacto social e que ainda englobava a minha forma\u00e7\u00e3o, fatores preponderantes na minha decis\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Ao optar pela carreira, Deborah tomou uma decis\u00e3o arriscada. Teria apenas uma chance de passar no certame, j\u00e1 que tinha 28 anos quando o edital para pra\u00e7a da PMDF foi lan\u00e7ado e estava perto da idade limite exigida, que \u00e9 de 30 anos. Al\u00e9m disso, como esposa de um aprovado para a PM de Goi\u00e1s, Deborah precisou mudar de Bras\u00edlia para acompanhar e dar apoio ao marido. Mesmo amparada por ela, ela se viu em um lugar desconhecido, sem amigos e familiares.<\/p>\n<p>&#8220;Era a \u00fanica chance que eu tinha para passar. Juntei dinheiro e pedi demiss\u00e3o do emprego para me dedicar exclusivamente ao meu sonho e consequentemente a mim. Por\u00e9m, n\u00e3o possu\u00eda condicionamento f\u00edsico necess\u00e1rio para realizar o teste f\u00edsico, o que me levou a intensos treinos, sozinha, porque financeiramente tudo estava milimetricamente contado.&#8221;<\/p>\n<p>Hoje no curso de forma\u00e7\u00e3o da corpora\u00e7\u00e3o, ela afirma que &#8220;enquanto militar n\u00e3o existe diferencia\u00e7\u00e3o de sexo, por\u00e9m nossas diferen\u00e7as biol\u00f3gicas s\u00e3o sim, levadas em considera\u00e7\u00e3o preponderando sempre o respeito entre todos de modo que me sinto uma mulher militar plenamente forte e capaz para exercer com excel\u00eancia o meu papel dentro da institui\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Para todas as mulheres que ainda n\u00e3o alcan\u00e7aram seus sonhos, a militar tem um recado de esperan\u00e7a:<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;N\u00e3o desistam! Sejam ousadas e audaciosas tanto para sonhar quanto para lutar pelos seus objetivos. Os percal\u00e7os vir\u00e3o e muitas vezes sentiremos que o tempo certo passou, que os nossos pap\u00e9is sociais (esposa, m\u00e3e, amiga, filha&#8230;) est\u00e3o sendo negligenciados ou que fisicamente e psicologicamente n\u00e3o seremos capazes. A sociedade nos diz a todo instante que somos fr\u00e1geis. Por\u00e9m sempre temos que ter em mente a nossa for\u00e7a e capacidade como mulher de persistir, ousar e enfrentar os desafios.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>&#8220;Minha filha deixava bilhetes embaixo da porta para me estimular\u201d<\/h3>\n<figure id=\"attachment_17338\" aria-describedby=\"caption-attachment-17338\" style=\"width: 271px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-10.29.13.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17338\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-10.29.13.jpeg\" alt=\"\" width=\"271\" height=\"407\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-10.29.13.jpeg 853w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-10.29.13-200x300.jpeg 200w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-10.29.13-768x1152.jpeg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-10.29.13-682x1024.jpeg 682w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-10.29.13-800x1200.jpeg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-10.29.13-550x825.jpeg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-10.29.13-230x345.jpeg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 271px) 100vw, 271px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-17338\" class=\"wp-caption-text\">(Foto: Arquivo Pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Aos 41 anos, a analista judici\u00e1ria do Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios (TJDFT) confessa que n\u00e3o foi f\u00e1cil chegar aonde est\u00e1 agora. Formada em psicologia, pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB), Katia tinha que cuidar sozinha da filha pequena quando decidiu estudar para concurso. \u201cEu sou m\u00e3e solo. Fui m\u00e3e aos 21 anos e conciliar estudos, maternidade, o papel de provedora e a cobran\u00e7a da sociedade de que deveria me dedicar 100% a minha filha foi muito dif\u00edcil\u201d, relembra. A condi\u00e7\u00e3o financeira tamb\u00e9m dificultava, mas isso n\u00e3o a desanimou: \u201cEra dif\u00edcil conseguir bons materiais e o cursinho era quase imposs\u00edvel. Mas sempre encontrei apoio em amigos que me emprestavam materiais e me ajudavam com dicas que aprendiam em cursinho.\u201d<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga conta que sempre viu vantagens no servi\u00e7o p\u00fablico. \u201cSempre quis ser servidora e desde os oito anos de idade queria ser psic\u00f3loga. Eu sempre achei que o concurso seria a oportunidade para conseguir acesso ao mercado de trabalho de forma mais justa, e que ser servidora me protegeria de preconceitos e diferencia\u00e7\u00f5es injustas. Apesar de ouvir de todas as pessoas que conseguir um cargo p\u00fablico na minha \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o era quase imposs\u00edvel, eu entendi que n\u00e3o era e estudei muito.\u201d<\/p>\n<p>Antes mesmo de se formar, ela j\u00e1 havia participado de algumas sele\u00e7\u00f5es para cargos gerais. A nomea\u00e7\u00e3o, entretanto, n\u00e3o veio na primeira, nem na segunda tentativa. \u201cTiveram muitas reprova\u00e7\u00f5es. Eu passei no primeiro concurso com 20 anos, mas era para agente administrativo. Depois, no final da faculdade, com filha pequena, comecei a estudar para a \u00e1rea de psicologia. Passei em tr\u00eas concursos e reprovei em outros. Em alguns, passei bem, mas eram poucas vagas,\u201d recorda. A fase foi marcante: \u201cTinha dias em que eu chorava em cima dos livros, de culpa, de medo, de tristeza&#8230; mas continuava.\u201d<\/p>\n<p>J\u00e1 trabalhando como psic\u00f3loga em uma empresa p\u00fablica, Katia continuou a se dedicar at\u00e9 conquistar a esperada nomea\u00e7\u00e3o. At\u00e9 que, em 2009, o sonho se concretizou. \u201cEm 2009, fui chamada no TJDFT. Estudava somente tr\u00eas horas por dia, j\u00e1 que trabalhava 8 horas, al\u00e9m de passar duas horas no metr\u00f4 para ir e vir do trabalho. Chegava exausta e ia estudar, mas deu certo.&#8221;<\/p>\n<p>Por\u00e9m, mesmo dentro do funcionalismo p\u00fablico, a profissional admite que j\u00e1 passou por situa\u00e7\u00f5es de machismo dentro do ambiente de trabalho:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cNo atual local, somos na maioria mulheres e o ambiente \u00e9 de muito apoio, pois tratamos de qualidade de vida e tenho gestoras mulheres muito conscientes da nossa luta. Mas, no passado, em outro \u00f3rg\u00e3o do governo, criei um projeto gigantesco e muito bem estruturado, quando fui apresentar o gestor geral ficava perguntando para um colega como era o projeto, invalidando a minha presen\u00e7a na reuni\u00e3o. Eu tive que calmamente dizer que o colega n\u00e3o podia explicar o projeto, pois n\u00e3o sabia quase nada a respeito, que a cria\u00e7\u00e3o era minha e pedi para que me ouvissem. Ao final, ouvi de um l\u00edder: &#8216;Que interessante uma mulher jovem com ideias t\u00e3o masculinas, arrojadas, modernas&#8217;. Fiquei arrasada.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Hoje, com mais de 20 anos de carreira, a analista judici\u00e1ria alega n\u00e3o se arrepender da jornada e do esfor\u00e7o: \u201cValeu muito a pena. O servi\u00e7o p\u00fablico me ensinou muito sobre pr\u00e1tica de gest\u00e3o de pessoas e financiou muitas capacita\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias.\u201d O ambiente de trabalho, composto majoritariamente por mulheres, faz Katia Lima se sentir em casa: \u201cEu me sinto super confort\u00e1vel. S\u00e3o mulheres conscientes, inclusivas, o tempo todo pensando em mudan\u00e7as. Super focadas no trabalho. Eu sou a \u00fanica mulher negra e ainda assim vejo o interesse em estudar e saber sobre tudo. Considero um ambiente acolhedor e de parceria.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>&#8220;Eu pedi demiss\u00e3o e disse que voltaria como policial&#8221;<\/h3>\n<figure id=\"attachment_17343\" aria-describedby=\"caption-attachment-17343\" style=\"width: 267px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-23.46.44.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-17343\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-23.46.44.jpeg\" alt=\"\" width=\"267\" height=\"356\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-23.46.44.jpeg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-23.46.44-225x300.jpeg 225w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-23.46.44-550x733.jpeg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-23.46.44-230x307.jpeg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 267px) 100vw, 267px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-17343\" class=\"wp-caption-text\">(Foto: Arquivo Pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Policial rodovi\u00e1ria federal h\u00e1 mais de 15 anos, Pamela Vieira, de 37 anos, assume que nunca tinha pensado em fazer concurso. Foi durante o seu trabalho como\u00a0secret\u00e1ria terceirizada na PRF que tudo mudou:<\/p>\n<p>&#8220;Passei por ass\u00e9dio moral do meu chefe imediato e, no dia que saiu o edital do meu concurso, tivemos uma discuss\u00e3o. Eu pedi demiss\u00e3o e disse que voltaria como policial&#8221;<\/p>\n<p>Durante os estudos, ela conta que tinha dificuldade para pagar cursos preparat\u00f3rios e faltava dinheiro para passagem e comida. &#8220;<span style=\"font-weight: 400\">Tive a sorte de ter amigos que me davam carona e paguei o curso com o dinheiro da rescis\u00e3o.&#8221;\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Pamela conta que j\u00e1 se sentiu diminu\u00edda no ambiente de trabalho por ser mulher, mas n\u00e3o se deixou intimidar: &#8220;J\u00e1 sofri sim, principalmente porque \u00e9 um ambiente predominantemente masculino. Tive, por muitos anos, de me esfor\u00e7ar muito mais que os homens para provar que podia exercer com maestria a fun\u00e7\u00e3o. Hoje em dia as dificuldades s\u00e3o mais leves.&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Pamela acredita que o g\u00eanero n\u00e3o deve ser um fator importante para quem tem o sonho de ser policial: &#8220;Acho que o importante n\u00e3o \u00e9 o g\u00eanero, mas a disposi\u00e7\u00e3o de fazer o trabalho com dedica\u00e7\u00e3o e vontade de mudar a realidade social.&#8221; E ressalta que a presen\u00e7a feminina na PRF \u00e9 essencial: &#8220;A necessidade de ter mulher se d\u00e1 principalmente quando precisamos lidar com crian\u00e7as ou outras mulheres em abordagens e miss\u00f5es.&#8221;<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_17341\" aria-describedby=\"caption-attachment-17341\" style=\"width: 271px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-19.13.47.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-17341\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-19.13.47.jpeg\" alt=\"\" width=\"271\" height=\"362\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-19.13.47.jpeg 959w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-19.13.47-225x300.jpeg 225w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-19.13.47-768x1025.jpeg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-19.13.47-767x1024.jpeg 767w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-19.13.47-800x1068.jpeg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-19.13.47-550x734.jpeg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-19.13.47-230x307.jpeg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 271px) 100vw, 271px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-17341\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<h3>&#8220;O servi\u00e7o p\u00fablico \u00e9, sim, &#8216;coisa de mulher'&#8221;<\/h3>\n<p>A t\u00e9cnica administrativa em educa\u00e7\u00e3o Ana Gl\u00e9cia Gomes, de 39 anos, aponta a import\u00e2ncia de conquistar esses ambientes: &#8220;A mulher deve ocupar qualquer espa\u00e7o que ela queira, independente de ser predominantemente e historicamente um espa\u00e7o preenchido por homens ou n\u00e3o. J\u00e1 foi comprovado que as mulheres s\u00e3o capazes de realizar tanto ou mais tarefas que os homens. \u00c9 sobre ser independente, sobre contribuir em todos os espa\u00e7os poss\u00edveis. Essa independ\u00eancia \u00e9 algo que precisa ser respeitado e incentivado.&#8221;<\/p>\n<p>A profissional conta que viu no concurso p\u00fablico\u00a0&#8220;uma chance de ter estabilidade e com isso poder investir em outros projetos&#8221;. S\u00e3o cinco anos atuando na Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG). Sem aux\u00edlio de cursinhos, a mulher exp\u00f5e que o cargo \u00e9 resultado de muito estudo aut\u00f4nomo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><\/h3>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;\u00c9 muito importante que mulheres ocupem todos os espa\u00e7os&#8221;\u00a0<\/span><\/h3>\n<figure id=\"attachment_17347\" aria-describedby=\"caption-attachment-17347\" style=\"width: 383px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-18.04.25.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-17347\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-18.04.25.jpeg\" alt=\"\" width=\"383\" height=\"232\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-18.04.25.jpeg 1280w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-18.04.25-300x182.jpeg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-18.04.25-768x465.jpeg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-18.04.25-1024x620.jpeg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-18.04.25-800x484.jpeg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-18.04.25-550x333.jpeg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2021-03-05-at-18.04.25-230x139.jpeg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 383px) 100vw, 383px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-17347\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Webert da Cruz<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nat\u00e1lia Pires, de 34 anos, atua como docente no curso de produ\u00e7\u00e3o de \u00e1udio e v\u00eddeo no Instituto Federal de Bras\u00edlia (IFB). Al\u00e9m de professora, \u00e9 artista e sempre se dedicou \u00e0 arte e produ\u00e7\u00e3o cultural. Ap\u00f3s trabalhar por 12 anos como\u00a0profissional aut\u00f4noma, a profissional decidiu prestar concurso do IFB para a sua \u00e1rea. A prepara\u00e7\u00e3o, com aux\u00edlio de cursinho, n\u00e3o foi como esperava:<\/p>\n<p>&#8220;Nesse cursinho eu encontrei muitas dificuldades por ser mulher. Havia um professor que o tempo todo proferia discursos mis\u00f3ginos e machistas, e eu sempre entrava em embates com ele, at\u00e9 o ponto que precisei fazer uma reclama\u00e7\u00e3o formal. Eu quase desisti do curso por causa desse professor. Sempre que ele entrava eu j\u00e1 sabia que seria uma aula exaustiva pois ele era extremamente desrespeitoso com as quest\u00f5es de g\u00eanero, e isso traz muito cansa\u00e7o mental e emocional para n\u00f3s mulheres.&#8221;<\/p>\n<p>Na sala de aula, a professora sente que sua capacidade intelectual muitas vezes \u00e9 descredibilizada devido ao seu g\u00eanero. &#8220;Nas aulas noturnas, a presen\u00e7a das mulheres \u00e9 pequena devido \u00e0 quest\u00f5es de seguran\u00e7a e mobilidade. Quase sempre os estudantes s\u00e3o homens que j\u00e1 trabalham na \u00e1rea de opera\u00e7\u00e3o de \u00e1udio, e acontece muito de o conhecimento das professoras mulheres ser colocado em quest\u00e3o. Muitos alunos duvidam que voc\u00ea realmente saiba aquilo que est\u00e1 ensinando e criam situa\u00e7\u00f5es muito desconfort\u00e1veis.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo\u00a0 Nat\u00e1lia, a desconsidera\u00e7\u00e3o n\u00e3o parte apenas dos alunos: &#8220;Eu sou cantora e conhe\u00e7o a parte t\u00e9cnica do \u00e1udio, ent\u00e3o sempre dou indica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas sobre a equaliza\u00e7\u00e3o de voz e sobre os equipamentos, mas muitas vezes existe um embate com o t\u00e9cnico de som (que na maior parte das vezes \u00e9 uma figura masculina) que acha que voc\u00ea n\u00e3o entende dessa parte e deve ficar no seu lugar e desempenhar apenas seu papel de cantora.&#8221; Quebrar estes pensamentos \u00e9 um dos objetivos da professora dentro do Instituto. &#8220;Tenho como uma das minhas miss\u00f5es dentro do IFB formar mulheres para atua\u00e7\u00e3o nessa \u00e1rea t\u00e9cnica, permitir que tenham a chance de experimentar, de aprender a manusear os equipamentos, e mostrar que essa \u00e1rea \u00e9 sim o lugar delas!&#8221;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para ela, no decorrer dos anos, os avan\u00e7os na quest\u00e3o de g\u00eanero foram grandes, mas ainda est\u00e3o longe do ideal. &#8220;\u00c9 muito importante que mulheres ocupem todos os espa\u00e7os, especialmente os que nos foram negados por tanto tempo. Somos mais da metade da popula\u00e7\u00e3o e n\u00e3o faz sentido que n\u00e3o haja paridade na ocupa\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os. A falta dela \u00e9 uma consequ\u00eancia de uma sociedade mis\u00f3gina&#8221;, expressa a docente. &#8220;Quanto ao servi\u00e7o p\u00fablico, \u00e9 muito importante que existam mulheres, especialmente as atentas \u00e0s desigualdades de g\u00eanero, porque as institui\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o percebem o quanto seus regimentos e sua forma de operar reproduzem o machismo estrutural que existe na nossa sociedade.\u00a0Ter mulheres em cargos efetivos e est\u00e1veis nos permite sim colocar a boca no trombone, denunciar essa estrutura que n\u00e3o nos serve mais e fazer a mudan\u00e7a que queremos em busca de equidade e respeito.&#8221;\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Menos emprego e menor sal\u00e1rio<\/h3>\n<p>Divulgado na \u00faltima quarta-feira (4\/3), um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) revelou que 54,5% das mulheres com mais de 15 anos estavam inseridas no mercado de trabalho em 2019, enquanto que para os homens esse percentual foi de 73,7%. A presen\u00e7a de crian\u00e7as com at\u00e9 tr\u00eas anos na casa de mulheres de 25 a 49 anos influencia os resultados:\u00a054,6% mulheres desta faixa et\u00e1ria que t\u00eam filhos n\u00e3o trabalham. J\u00e1 para o sexo masculino, \u00e9 o contr\u00e1rio:\u00a089,2% dos homens que t\u00eam filhos possuem emprego. Ainda segundo o IBGE, apesar de serem maioria com ensino superior em rela\u00e7\u00e3o ao sexo masculino, as mulheres ganham sal\u00e1rios menores e\u00a0t\u00eam dificuldade de alcan\u00e7ar o topo da carreira \u2014 representado, predominantemente, por homens. <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/economia\/2021\/03\/amp\/4910271-instruidas-mas-sem-chefia.html\"><strong>Saiba mais sobre a pesquisa aqui.\u00a0<\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>*Estagi\u00e1ria sob supervis\u00e3o de Lorena Pacheco\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste Dia Internacional da Mulher contamos hist\u00f3rias de for\u00e7a e inspira\u00e7\u00e3o\u00a0de mulheres que conseguiram alcan\u00e7ar o sonho de serem servidoras p\u00fablicas &nbsp; Mariana Fernandes, Karolini Bandeira*\u00a0e Lorena Pacheco &#8211; Mais um 8 de Mar\u00e7o, Dia Internacional da Mulher, chegou. Em 2021, infelizmente, mulheres ainda s\u00e3o alvo de injusti\u00e7as e viol\u00eancia devido ao machismo que comp\u00f5e a nossa sociedade. 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