{"id":1900,"date":"2011-12-22T11:09:00","date_gmt":"2011-12-22T13:09:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/saiba_como_se_dedicar_aos_estudos_sem_prejudicar_sua_saude\/"},"modified":"2011-12-22T11:09:00","modified_gmt":"2011-12-22T13:09:00","slug":"saiba_como_se_dedicar_aos_estudos_sem_prejudicar_sua_saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/saiba_como_se_dedicar_aos_estudos_sem_prejudicar_sua_saude\/","title":{"rendered":"Saiba como se dedicar aos estudos sem prejudicar sua sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>  <b><i>   <\/p>\n<p><\/i><\/b><b><i>Isabella Corr\u00eaa &#8211; Do CorreioWeb<\/i><\/b><b><i>   <\/p>\n<p><\/i><\/b>  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/blog-papoconcurseiro\/ac319157e5aa09b1cfdc2a3499ed58fa.jpg\">&nbsp;    <i>Psic\u00f3loga J\u00e9ssica Foga\u00e7a explica que o c\u00e9rebro precisa de tempo para assimilar conte\u00fado estudado<\/i>  <i>   <\/p>\n<p><\/i>    Todo concurseiro sabe que, para chegar ao lugar desejado na carreira p\u00fablica, \u00e9 preciso muita dedica\u00e7\u00e3o e estudo. Disso, ningu\u00e9m duvida. Por\u00e9m, quem \u201cvai com muita sede ao pote\u201d pode enfrentar s\u00e9rios problemas. A concursanda Polly*, de 32 anos, acreditava que estudar por quase dez horas di\u00e1rias sem se cuidar corretamente era o caminho mais r\u00e1pido para chegar \u00e0 nomea\u00e7\u00e3o.  &nbsp;  \u201cComecei estudando duas horas. Quando vi, estudava oito, nove, dez horas por dia sem parar\u201d, recorda. No come\u00e7o, ainda praticava atividade f\u00edsica. Mas, com o tempo, estudar passou a ser prioridade. Ela percebeu que o excesso a levou a um ciclo. \u201cO estudo \u00e9 como exerc\u00edcio f\u00edsico: quanto mais voc\u00ea faz, mais quer fazer. Eu me sentia estimulada, nem conseguia dormir\u201d, lembra.   &nbsp;  O problema veio quando, um dia, Polly sofreu uma crise conversiva. \u201cO m\u00e9dico disse que foi meu corpo gritando, eu estava cansada, com estresse mental\u201d, desabafa. Dados foram temporariamente apagados do c\u00e9rebro da concurseira, que perdeu a mem\u00f3ria recente, desde lembran\u00e7as da fam\u00edlia at\u00e9&nbsp; conte\u00fados que havia estudado.  &nbsp;  &nbsp;A psic\u00f3loga comportamental J\u00e9ssica Foga\u00e7a afirma que o descanso \u00e9 fundamental, j\u00e1 que a mente precisa de um tempo para assimilar as informa\u00e7\u00f5es que chegam a ela. \u201cPara se ter uma ideia, o nosso c\u00e9rebro chega a consumir 30% da nossa energia di\u00e1ria\u201d. Por isso, ela aconselha ter um corpo bem alimentado e descansado para melhor rendimentos nos estudos. O cl\u00ednico geral Fausto Piazzalunga tamb\u00e9m ressalta que o equil\u00edbrio deve estar em primeiro lugar. \u201cPara evitar doen\u00e7as, \u00e9 preciso haver limite\u201d, observa. \u201cN\u00e3o adianta querer estudar sem se preocupar com a sa\u00fade. Se exercitar, ter uma boa noite de sono e boa alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental\u201d, indica.  &nbsp;  \u201cO corpo tem o seu limite. Quando ele n\u00e3o consegue descanso, produz doen\u00e7as f\u00edsicas e\/ou psicol\u00f3gicas\u201d, justifica a psic\u00f3loga. Ela aponta que a doen\u00e7a, no entanto, n\u00e3o deve ser o \u00fanico motivador para prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade. \u00c9 preciso se conscientizar antes do alerta vir do corpo ou da mente. \u201cA pessoa \u00e9 obrigada a parar, mas sem muita culpa, pois para porque est\u00e1 \u2018doente\u2019&#8221;.  &nbsp;  &nbsp;Para ela, o excesso e a obsess\u00e3o s\u00e3o os vil\u00f5es do problema. \u201cN\u00e3o \u00e9 saud\u00e1vel \u00e9 chegar a uma situa\u00e7\u00e3o de compuls\u00e3o, onde a pessoa n\u00e3o consegue mais controlar seus comportamentos e gasta a maior parte do dia empenhada em uma \u00fanica atividade, abrindo m\u00e3o de outras coisas importantes para si\u201d, observa.  &nbsp;  O desinteresse de Polly ap\u00f3s o epis\u00f3dio aumentou e ela largou os livros. \u201cDepois de um ano, passei a ficar t\u00e3o enojada, com medo, eu n\u00e3o conseguia achar um meio termo entre estudo e descanso, olhava para o livro e n\u00e3o tinha mais prazer\u201d, relembra.  &nbsp;  Ap\u00f3s quase seis anos, a concurseira percebeu que havia criado maturidade suficiente para tentar de novo. \u201cMuitas pessoas me mostraram que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil passar em cinco meses\u201d, lembra. \u201cEra como se eu quisesse correr uma maratona sem ter treinado\u201d. Segundo ela, o tempo a mostrou que \u00e0s vezes \u00e9 preciso descansar.  &nbsp;  A concurseira ainda estuda para a mesma sele\u00e7\u00e3o desde que teve crise conversiva. Por\u00e9m, dessa vez, ela garante que n\u00e3o ter\u00e1 tantos problemas. \u201cAgora eu tenho mais calma, consigo manter o ritmo de estudo, tiro tempo para descansar, fa\u00e7o exerc\u00edcio f\u00edsico\u201d, confessa. \u201cE se eu tivesse tido um derrame cerebral? O dinheiro n\u00e3o iria trazer a minha vida de volta. Agora tomei consci\u00eancia\u201d, desabafa.  &nbsp;  <b>Planeje suas atividades<\/b>  J\u00e9ssica recomenda que o estudante tenha em mente, antes de tudo, que o processo de aprendizagem requer tempo, justamente por ser composto por etapas. \u201cConhecemos primeiro o mais simples para depois aprendermos o mais complexo\u201d, explica.   &nbsp;  Dessa forma, a melhor dica, segundo a psic\u00f3loga, \u00e9 come\u00e7ar os estudos com anteced\u00eancia, estabelecer prazos para cada disciplina, realizar pequenos exerc\u00edcios de fixa\u00e7\u00e3o e, claro, reservar tempo para o descanso.  &nbsp;  Ela tamb\u00e9m salienta para a preocupa\u00e7\u00e3o da conviv\u00eancia com os outros. \u201cMesmo em per\u00edodo de prepara\u00e7\u00e3o para provas e concursos, a vida social do candidato n\u00e3o deve ficar de lado\u201d, defende. \u201c\u00c9 importante continuar se relacionando\u201d, recomenda.  &nbsp;  <b>Saiba mais &#8211; Crise Conversiva<\/b>  A crise conversiva, segundo J\u00e9ssica Foga\u00e7a, \u00e9 quando uma pessoa tem perda ou alguma altera\u00e7\u00e3o em suas sensa\u00e7\u00f5es ou fun\u00e7\u00e3o motora sem, no entanto, ter algum tipo de doen\u00e7a. Os sintomas variam. A psic\u00f3loga aponta que os sistemas sensoriais s\u00e3o anestesia (aus\u00eancia de sensibilidade) e parestesia (sensa\u00e7\u00f5es de frio, calor, formigamento ou press\u00e3o, sem que haja estimula\u00e7\u00e3o), principalmente nos p\u00e9s e nas m\u00e3os. Os sintomas motores mais comuns s\u00e3o fraqueza, movimentos anormais, paralisia e tremores, entre outros.  &nbsp;  O excesso de estudo pode gerar crise conversiva porque o organismo do estudante passa por muito estresse. \u201cNa maioria das vezes, os sintomas pioram quando se d\u00e1 aten\u00e7\u00e3o a eles, pois s\u00e3o de ordem psicol\u00f3gica, n\u00e3o h\u00e1 causas biol\u00f3gicas envolvidas\u201d, explica.  &nbsp;  <i>*Nome fict\u00edcio para preservar a identidade da fonte.<\/i>  &nbsp;    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Isabella Corr\u00eaa &#8211; Do CorreioWeb &nbsp; Psic\u00f3loga J\u00e9ssica Foga\u00e7a explica que o c\u00e9rebro precisa de tempo para assimilar conte\u00fado estudado Todo concurseiro sabe que, para chegar ao lugar desejado na carreira p\u00fablica, \u00e9 preciso muita dedica\u00e7\u00e3o e estudo. Disso, ningu\u00e9m duvida. Por\u00e9m, quem \u201cvai com muita sede ao pote\u201d pode enfrentar s\u00e9rios problemas. 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