{"id":1902,"date":"2011-12-23T11:55:00","date_gmt":"2011-12-23T13:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/escolha_pela_carreira_publica_para_os_filhos_nao_pode_ser_uma_imposicao\/"},"modified":"2011-12-23T11:55:00","modified_gmt":"2011-12-23T13:55:00","slug":"escolha_pela_carreira_publica_para_os_filhos_nao_pode_ser_uma_imposicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/papodeconcurseiro\/escolha_pela_carreira_publica_para_os_filhos_nao_pode_ser_uma_imposicao\/","title":{"rendered":"Escolha pela carreira p\u00fablica para os filhos n\u00e3o pode ser uma imposi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>  <b><i> <\/p>\n<p><\/i><\/b><b><i>Rafael Miller \u2013 Do CorreioWeb<\/i><\/b>  <b><i>&nbsp;<\/i><\/b>  <b><i><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/blog-papoconcurseiro\/4a7ceefc13b2819d42687134f0a15bb3.jpg\"> <\/p>\n<p><\/i><\/b>  <i>Servidor Daniel Malvazzo Machado com sua filha de 12 anos<\/i>  <b><i>&nbsp;<\/i><\/b>  <b>A nomea\u00e7\u00e3o em um cargo p\u00fablico como concursado \u00e9 o sonho de muitos. Bons sal\u00e1rios e estabilidade financeira est\u00e3o entre os motivos para a decis\u00e3o de entrar no servi\u00e7o p\u00fablico. Mas existem aqueles que t\u00eam um incentivo a mais para fazer essa op\u00e7\u00e3o. Filhos de servidores concursados muitas vezes decidem seguir os mesmos passos. No entanto, o caminho a ser tomado n\u00e3o deve ser fruto de uma imposi\u00e7\u00e3o.<\/b>  &nbsp;  De acordo com o psic\u00f3logo F\u00e1bio Cal\u00f3, \u00e9 normal que crian\u00e7as se espelhem em seus respons\u00e1veis, especialmente quando h\u00e1 uma boa rela\u00e7\u00e3o. \u201cFilhos normalmente tendem a se inspirar nos pais, principalmente se eles representam figuras bem sucedidas\u201d afirma. No entanto existem fam\u00edlias onde a influ\u00eancia acontece de maneira mais direta. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil encontrar filhos que se queixam de press\u00e3o familiar quando o assunto \u00e9 escolha da carreira. Muitas vezes, visando nada al\u00e9m que seguran\u00e7a e estabilidade de seus sucessores, os pais podem ultrapassar alguns limites. \u201cConhe\u00e7o um casal que direcionou o filho mais velho a cursar Direito s\u00f3 para que pudesse prestar concurso na \u00e1rea. O autoritarismo deve ser evitado, tem que existir di\u00e1logo entre ambas as partes\u201d, comenta Cal\u00f3.  &nbsp;  Seguindo o famoso ditado \u201cfilho de peixe, peixinho \u00e9\u201d, o delegado da Pol\u00edcia Civil do DF, Daniel Malvazzo Machado, de 37 anos, optou pela carreira p\u00fablica em 1998, quando prestou concurso. Machado tomou posse um ano ap\u00f3s ser aprovado e segue at\u00e9 hoje no \u00f3rg\u00e3o. Filho mais velho de Ivan Machado \u2013 aposentado tamb\u00e9m como delegado na Pol\u00edcia Federal \u2013 Daniel afirma que nunca se sentiu pressionado para aderir \u00e0 carreira p\u00fablica.  &nbsp;  Para ele, o que mais contou na escolha da profiss\u00e3o foi o exemplo familiar. \u201cQuando me formei em Direito vi que a advocacia era mais complicada do que imaginava. Ent\u00e3o optei pelos concursos. J\u00e1 tinha uma ideia de como era pelo o que via do meu pai, mas ele nunca me pressionou\u201d confessa.  &nbsp;  Ivan Machado, hoje com 65 anos, diz que passou para seus filhos sua experi\u00eancia como concursado. \u201cN\u00e3o falava que eles deviam fazer concurso. Contava sobre os benef\u00edcios que me levaram a seguir a carreira p\u00fablica, como a estabilidade e o plano de aposentadoria\u201d, esclarece.  &nbsp;  Dos quatro filhos de Ivan, apenas Daniel seguiu a carreira p\u00fablica. \u201cAcho que o ideal \u00e9 fazer o que se gosta. J\u00e1 tive interesse em ser piloto de avi\u00e3o, cheguei at\u00e9 a fazer o curso tempos atr\u00e1s, mas como \u00e9 uma atividade muito cara, deixei de lado. Pensei pela primeira vez em seguir a carreira policial quando estava na faculdade. Hoje sou um profissional realizado\u201d, garante.  &nbsp;  Segundo F\u00e1bio Cal\u00f3, os pais devem ficar atentos aos potenciais e habilidades de seus filhos, para que possam auxiliar melhor os jovens na escolha profissional. \u201cN\u00e3o adianta insistir em uma profiss\u00e3o que a pessoa n\u00e3o goste ou n\u00e3o tenha as qualidades necess\u00e1rias para exercer a fun\u00e7\u00e3o corretamente. Assim, algu\u00e9m se torna um profissional frustrado\u201d, conta. \u201cPor isso, \u00e9 importante que exista um trabalho de orienta\u00e7\u00e3o profissional juntamente com uma an\u00e1lise pessoal, onde a pessoa deve ponderar os pr\u00f3s e contras da carreira, suas caracter\u00edsticas, potenciais e o que a profiss\u00e3o traria de bom para o indiv\u00edduo\u201d, explica.  &nbsp;  \u00c9 o que o delegado de 37 anos parece fazer com sua filha. Em seus 12 anos de vida, a jovem j\u00e1 pensou em ser astr\u00f4noma e diplomata, mas ainda n\u00e3o mostra uma ideia fixa sobre seu futuro profissional. \u201cAcho que a aconselharia a seguir carreira p\u00fablica, dependendo do curso superior escolhido. Acho que nem todo concurso vale a pena\u201d, conclui.    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rafael Miller \u2013 Do CorreioWeb &nbsp; Servidor Daniel Malvazzo Machado com sua filha de 12 anos &nbsp; A nomea\u00e7\u00e3o em um cargo p\u00fablico como concursado \u00e9 o sonho de muitos. Bons sal\u00e1rios e estabilidade financeira est\u00e3o entre os motivos para a decis\u00e3o de entrar no servi\u00e7o p\u00fablico. Mas existem aqueles que t\u00eam um incentivo a mais para fazer essa op\u00e7\u00e3o. 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