{"id":11607,"date":"2019-09-11T09:08:37","date_gmt":"2019-09-11T12:08:37","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=11607"},"modified":"2019-09-10T18:22:46","modified_gmt":"2019-09-10T21:22:46","slug":"bruna-mascarenhas-conta-como-foi-estrear-em-sintonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/bruna-mascarenhas-conta-como-foi-estrear-em-sintonia\/","title":{"rendered":"Bruna Mascarenhas conta como foi estrear em Sintonia"},"content":{"rendered":"<h3>A atriz Bruna Mascarenhas conta dos desafios e dos encantos de estrear no audiovisual como a protagonista de <em>Sintonia<\/em>, s\u00e9rie da Netflix que se passa na periferia paulista.<\/h3>\n<p>&#8220;Eram muitos fatores em pauta. Al\u00e9m do meu primeiro trabalho no audiovisual, era uma protagonista, em uma plataforma muito respeitada como a Netflix, associada a outra plataforma como a Kondzilla, e eu ainda entrei faltando duas semanas, tendo que mudar o sotaque de carioca pra paulista da quebrada&#8221;. Ao ouvir o relato de Bruna Mascarenhas de como foi o processo de cria\u00e7\u00e3o da protagonista Rita, de <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/critica-serie-sintonia-precisava-de-mais-profundidade\/\"><strong><em>Sintonia<\/em>, s\u00e9rie brasileira da Netflix<\/strong><\/a>, j\u00e1 d\u00e1 pra cansar.<\/p>\n<p>Mas a jovem atriz n\u00e3o desistiu. Em entrevista ao <strong>Pr\u00f3ximo Cap\u00edtulo<\/strong>, ela compara essa determina\u00e7\u00e3o dela com a mesma caracter\u00edstica da personagem que dribla problemas familiares, se apega \u00e0 religi\u00e3o, mas tem o lado rebelde exacerbado. Bruna Mascarenhas comemora o fato de Sintonia ter dado voz a uma parcela muitas vezes esquecida pela dramaturgia nacional, os jovens da favela.<\/p>\n<p>&#8220;Recebo muitas mensagens de pessoas que reconhecem em <em>Sintonia<\/em> suas hist\u00f3rias, as de seus amigos, familiares, vizinhos&#8221;, conta Bruna, lembrando a import\u00e2ncia de a s\u00e9rie dar representatividade a esses jovens.<\/p>\n<p>Na entrevista a seguir, Bruna Mascarenhas fala sobre funk, bal\u00e9 e representatividade. Confira!<\/p>\n<h2>\nLeia entrevista com Bruna Mascarenhas<\/h2>\n<figure id=\"attachment_11609\" aria-describedby=\"caption-attachment-11609\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2019\/09\/bruna1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-11609\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2019\/09\/bruna1.jpg\" alt=\"Atriz Bruna Mascarenhas\" width=\"1200\" height=\"650\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2019\/09\/bruna1.jpg 1200w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2019\/09\/bruna1-300x163.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2019\/09\/bruna1-768x416.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2019\/09\/bruna1-1024x555.jpg 1024w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2019\/09\/bruna1-550x298.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2019\/09\/bruna1-230x125.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-11609\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Thiago de Lucena\/Divulga\u00e7\u00e3o. Bruna Mascarenhas tem v\u00e1rias caracter\u00edsticas em comum com a personagem Rita, de Sintonia<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong><em>Sintonia<\/em> \u00e9 seu primeiro trabalho no audiovisual e a estreia \u00e9 logo como uma protagonista. Voc\u00ea sentiu press\u00e3o por conta disso?<\/strong><br \/>\nEram muitos fatores em pauta. Al\u00e9m do meu primeiro trabalho no audiovisual, era uma protagonista, em uma plataforma muito respeitada como a Netflix, associada a outra plataforma como a Kondzilla, e eu ainda entrei faltando duas semanas, tendo que mudar o sotaque de carioca pra paulista da quebrada. \u00c0s vezes algumas pessoas me falavam \u201cvoc\u00ea sabe que sua vida vai mudar\u201d ou \u201cvoc\u00ea sabe que vai para 190 pa\u00edses, n\u00e9?\u201d. A\u00ed \u00e9 claro que tudo fica ainda mais intenso. Por isso mesmo eu trabalhei meu foco no aqui e agora. Tentei ao m\u00e1ximo n\u00e3o pensar no futuro. At\u00e9 porque o presente, por si s\u00f3, j\u00e1 tinha muita coisa para ser pensada e vivida. Descobri que a inseguran\u00e7a pode ser positiva, um propulsor para dar ainda mais foco e estudo. Estar na corda bamba requer concentra\u00e7\u00e3o e o estado presente.<\/p>\n<p><strong><em>Sintonia<\/em> mostra o jovem da periferia paulista. Qual \u00e9 a import\u00e2ncia de dar a esse jovem o protagonismo de uma s\u00e9rie?<\/strong><br \/>\nCada vez mais falamos de representatividade. E n\u00e3o adianta s\u00f3 falar e na pr\u00e1tica nada acontecer. Recebo muitas mensagens de pessoas que reconhecem em Sintonia suas hist\u00f3rias, as de seus amigos, familiares, vizinhos. Acho que, num momento de trevas, voc\u00ea se ver na tela, se reconhecer e saber que milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o podendo ter a oportunidade de conhecer a sua hist\u00f3ria tamb\u00e9m, \u00e9 quase um grito de resist\u00eancia. N\u00f3s existimos, temos que ser respeitados, tamb\u00e9m podemos ter oportunidades e n\u00f3s tamb\u00e9m amamos, independentemente de nossas escolhas ou cren\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea acha que a s\u00e9rie pode, de alguma forma, ajudar o jovem da periferia, seja dando esperan\u00e7a, seja aumentando a autoestima?<\/strong><br \/>\nSim. A sua cultura, suas g\u00edrias, suas escolhas, sua falta de escolhas, todas sendo postas na mesa, tudo est\u00e1 sendo visto, para a maioria, pela primeira vez. Ainda tem o tema sobre amizade e sobre nunca desistir de seus sonhos, que s\u00e3o recados importantes para a molecada. Desafios sempre v\u00e3o existir, \u00e9 bom que existam! Faz parte do nosso crescimento e amadurecimento.<\/p>\n<p><strong>A Rita \u00e9 uma menina determinada, mais madura do que muitos jovens da idade dela. Voc\u00ea tamb\u00e9m tem essa caracter\u00edstica?<\/strong><br \/>\nEssa \u00e9 uma das caracter\u00edsticas que temos em comum. Somos muito focadas quando queremos algo. Quando vim para S\u00e3o Paulo, por exemplo, foi isso. Decidi que viria, passei dois meses planejando e vim. Come\u00e7ar do zero, me adaptar, conhecer pessoas, a cidade, o clima. Mas eu fiz essa escolha muito consciente e n\u00e3o parei para ouvir ningu\u00e9m que falava o contr\u00e1rio. Tinha muita certeza que aqui eu teria mais oportunidades. E quando passava ou passo por algum perrengue, tento acolher ao m\u00e1ximo e aprender algo com ele. E saber que tudo \u00e9 passageiro.<\/p>\n<p><strong>O que mais a aproxima da Rita?<\/strong><br \/>\nEla \u00e9 uma menina que tem muita f\u00e9 e confia na sua intui\u00e7\u00e3o. Muitas vezes \u00e9 impulsiva, igualzinha a mim. Muitos amigos me v\u00eaem em alguns momentos da s\u00e9rie, porque realmente temos muitas semelhan\u00e7as. Eu demorei pra ter consci\u00eancia de que muitas vezes eu n\u00e3o assumia minhas responsabilidades em certas atitudes. Quando comecei a fazer esse trabalho de autoconhecimento fui come\u00e7ando a enxergar com um pouco mais de clareza. A\u00ed a Ritinha chegou, e me ensinou muito. Depois que ela apanha, fica com muita raiva e chega a colocar a culpa na Jussara, esquecendo de entender onde est\u00e1 sua responsabilidade nisso tudo, mesmo n\u00e3o tendo feito por mal. N\u00f3s, como atores, precisamos sempre trabalhar a empatia, a cada personagem temos muito a refletir, estudar e crescer como seres humanos.<\/p>\n<p><strong>Como foi para uma carioca de Niter\u00f3i interpretar uma t\u00edpica jovem paulista? Teve ajuda no sotaque, por exemplo?<\/strong><br \/>\nTenho sotaque carioca e tinha muito mais. Quando entrei em Sintonia eu s\u00f3 estava em S\u00e3o Paulo h\u00e1 um m\u00eas e meio, ent\u00e3o um dos meus maiores medos iniciais foi o sotaque paulista da quebrada. Faltando cinco dias para come\u00e7ar a gravar foi quando eu passei minha cena pela primeira vez e no final do ensaio chorei horrores. Era muito dif\u00edcil assimilar o jeito paulista fazendo a cena. Os meninos (Jottape e Chris, atores de Sintonia) me ajudaram muito, cansei de mandar mensagem de madrugada tirando d\u00favidas na forma de falar, o Jotta me mandava at\u00e9 \u00e1udios de amigos para eu ouvir. Hoje eu acho engra\u00e7ado meu desespero. Mas estudei muito, todos os dias. Minha fono sugeriu come\u00e7ar a falar assim com a minha fam\u00edlia e amigos cariocas. Foi hil\u00e1rio, a galera toda ficou em choque, mas me joguei de cabe\u00e7a. Tudo na vida \u00e9 pr\u00e1tica, na nossa profiss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 diferente.<\/p>\n<p><strong>Os amigos de Rita est\u00e3o muito ligados ao universo do funk. Como \u00e9 a sua liga\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nCresci ouvindo muita MPB por causa da minha m\u00e3e, rock cl\u00e1ssico por causa do meu pai e funk carioca. Fez parte da minha adolesc\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 um estilo que eu ou\u00e7o todos os dias, mas quando toca eu n\u00e3o consigo ficar parada. Temos que aceitar o funk igualmente como qualquer outro estilo. Faz parte do Brasil!<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea fez bal\u00e9 cl\u00e1ssico por 14 anos. Isso ajuda na carreira de atriz? Como?<\/strong><br \/>\nO corpo do ator \u00e9 seu instrumento de trabalho, quanto mais ele se afina, se alonga, se conhece, melhor voc\u00ea consegue trabalhar com ele e abrir possibilidades para lev\u00e1-lo a qualquer situa\u00e7\u00e3o e\/ou personagem. Eu fico muito feliz por ter feito bal\u00e9 desde cedo (3 anos). Minha m\u00e3e disse que eu tinha p\u00e9 chato, perna tesoura e n\u00e3o tinha bumbum, e o bal\u00e9 foi moldando meu corpo e consequentemente minha postura. Al\u00e9m de ser uma dan\u00e7a que \u00e9 considerada a m\u00e3e de todas. Por ter feito 14 anos de bal\u00e9 eu tenho muita facilidade com ritmo, controle motor e em aprender outros estilos. Quando comecei a sair para dan\u00e7ar forr\u00f3 aprendi muito r\u00e1pido. Tenho um amigo que sempre me pega pra dan\u00e7ar nas festas, ele vai falando o estilo e me ensinando na hora, e sempre fica em choque com a facilidade do meu corpo em entender outros ritmos e estilos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A atriz Bruna Mascarenhas conta dos desafios e dos encantos de estrear no audiovisual como a protagonista de Sintonia, s\u00e9rie da Netflix que se passa na periferia paulista<\/p>\n","protected":false},"author":57,"featured_media":11608,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[5,18,1618,2653],"class_list":["post-11607","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevista","tag-netflix","tag-serie","tag-series-brasileiras","tag-sintonia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11607","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/57"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11607"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11607\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11610,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11607\/revisions\/11610"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11608"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11607"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11607"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11607"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}