{"id":12012,"date":"2019-10-26T12:00:00","date_gmt":"2019-10-26T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=12012"},"modified":"2019-10-25T19:13:53","modified_gmt":"2019-10-25T22:13:53","slug":"brasiliense-karin-roepke-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/brasiliense-karin-roepke-entrevista\/","title":{"rendered":"Brasiliense Karin Roepke sobre seu papel em Chuteira preta: &#8216;As vil\u00e3s s\u00e3o interessantes&#8217;"},"content":{"rendered":"<h3>A candanga Karin Roepke vive a vil\u00e3 Fl\u00e1via em <em>Chuteira preta<\/em>. A personagem \u00e9 a ex-mulher vigarista do protagonista da hist\u00f3ria, o ex-jogador de futebol Cadu<\/h3>\n<p>Bem jovem, a brasiliense <strong>Karin Roepke<\/strong> descobriu a paix\u00e3o pela vida art\u00edstica. Tudo isso ainda quando morava na capital federal. Mas foi apenas depois de se formar em arquitetura que se jogou de vez na profiss\u00e3o de atriz. Fez um curso em S\u00e3o Paulo, acumulou trabalhos e nunca mais deixou o of\u00edcio.<\/p>\n<p>Atualmente, ela pode ser vista na telinha na s\u00e9rie <strong><em>Chuteira preta<\/em><\/strong>. Produ\u00e7\u00e3o sobre o universo do futebol, a s\u00e9rie est\u00e1 dispon\u00edvel no Prime Box Brasil e tamb\u00e9m no cat\u00e1logo da <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/amazon-prime-video-o-que-mudou\/\">Amazon Prime V\u00eddeo<\/a>, ao qual entrou neste m\u00eas. Na telona, ela est\u00e1 no curta <em>Cinzas<\/em>, em que \u00e9 dirigida pela marido, o tamb\u00e9m ator Edson Celulari.<\/p>\n<p>Ao <strong>Pr\u00f3ximo Cap\u00edtulo<\/strong>, Karin Roepke falou sobre a s\u00e9rie, a carreira e a rela\u00e7\u00e3o com Bras\u00edlia. Confira!<\/p>\n<h2>Entrevista \/\/ Karin Roepke<\/h2>\n<p><strong>Como come\u00e7ou o seu envolvimento com a arte?<\/strong><br \/>\nCom cinco anos de idade entrei para o bal\u00e9 em Bras\u00edlia mesmo. A adolesc\u00eancia inteira, at\u00e9 os 19 anos, que eu vivia para cantar, dan\u00e7ar e ser feliz. Minha forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica inteira foi em Bras\u00edlia, tanto de dan\u00e7a, de canto e de teatro. Quando fui fazer o vestibular n\u00e3o tive coragem de fazer para artes c\u00eanicas, acabei fazendo de arquitetura no Ceub. Me formei e fiz meu primeiro projeto, uma escola de m\u00fasica de um amigo. Decidi ir para S\u00e3o Paulo para fazer um curso na Escola de Atores Wolff Maia de TV e teatro musical. Na \u00e9poca, ele estava fazendo uma audi\u00e7\u00e3o para um musical, e eu passei. Senti como se o caminho me tivesse sido mostrado. Fui para S\u00e3o Paulo e combinei com meus pais que faria o musical e depois voltaria para Bras\u00edlia, mas o Wolff me chamou para outro trabalho. Comecei a fazer outras coisas e nunca mais parei.<\/p>\n<p><strong>Como veio o convite para participar de <em>Chuteira preta<\/em>?<\/strong><br \/>\nFoi incr\u00edvel, porque o personagem foi escrito para mim. Eu tinha feito um filme com o Paulo Nascimento, e a\u00ed ele comentou que teria um personagem para mim na s\u00e9rie que ele estava pensando. Fiquei superanimada, mas achei que nem fosse mais acontecer. No ano passado, gravamos em Porto Alegre e foi \u00f3timo. Fiquei lisonjeada.<\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea pode contar sobre a s\u00e9rie?<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma produ\u00e7\u00e3o sobre o universo do futebol, o lado B do futebol. Comecei a pesquisar, porque a gente fala muito na s\u00e9rie sobre a decad\u00eancia de um jogador. Eu fa\u00e7o a ex-mulher dele, uma mulher vigarista. \u00c9 uma personagem maravilhosa, divertid\u00edssima, porque as vil\u00e3s s\u00e3o interessantes.<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea se preparou para viver a Fl\u00e1via?<\/strong><br \/>\nMe preparei lendo reportagens sobre o universo, porque eu tinha uma imagem muito romantizada do futebol. Descobri que, na verdade, n\u00e3o \u00e9 assim. Muitos jogadores viram um produto, e, quando, ele se deixa virar um produto, ele perde a paix\u00e3o pelo futebol e fica uma pessoa vulner\u00e1vel. A Fl\u00e1via minha personagem \u00e9 uma Maria Chuteira ao contr\u00e1rio. Ela veio de uma fam\u00edlia com uma boa situa\u00e7\u00e3o financeira, que faliu, e ela v\u00ea no Cadu, no personagem do M\u00e1rcio Kieling, uma forma de permanecer bem.<\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m da s\u00e9rie, voc\u00ea tem feito alguns filmes com o seu marido Edson Celulari. Como tem sido essa experi\u00eancia?<\/strong><br \/>\nEu e o Edson estamos rodando com o filme <em>Cinzas<\/em>, que j\u00e1 ganhou pr\u00eamios na \u00cdndia, na Espanha e nos Estados Unidos. Estamos fazendo primeiro o circuito de fora, para depois fazer no Brasil. <em>Cinzas<\/em> \u00e9 a hist\u00f3ria de duas irm\u00e3s que perderam a m\u00e3e e n\u00e3o sabem muito bem onde colocar as cinzas dela. \u00c9 baseada na pe\u00e7a de um roteirista espanhol e fala sobre a dificuldade de lidar com a perda. Temos outro filme, que o Edson tamb\u00e9m dirigiu e que fazemos um par rom\u00e2ntico. Esse filme est\u00e1 em fase de p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o. Queremos estrear em algum festival brasileiro ainda este ano. Nele, estamos contracenando pela primeira vez como par rom\u00e2ntico. A gente se respeitou e se admirou ainda mais. Esse filme \u00e9 <em>Europa<\/em>, que \u00e9 sobre um casal que se reencontra muito tempo depois para uma discuss\u00e3o com a pol\u00edcia. A partir da\u00ed a hist\u00f3ria se desenrola. S\u00e3o dois filmes com mulheres fortes.<\/p>\n<p><strong>A gente vive um momento dif\u00edcil na arte, principalmente, no cinema. O que voc\u00ea acha que podemos fazer?<\/strong><br \/>\nAt\u00e9 me lembrei da s\u00e9rie <em>This is us<\/em>, que, no primeiro epis\u00f3dio, o protagonista passa por uma coisa terr\u00edvel e recebe um conselho de pegar um lim\u00e3o e fazer uma limonada. A gente tem que transformar isso de alguma forma ben\u00e9fica, com criatividade. O mundo passou por v\u00e1rios momentos ruins, e foram nessas horas que surgiram movimentos interessantes. Estou focada nisso. Se a gente deixar se abater, n\u00e3o sa\u00ed nada mesmo. J\u00e1 n\u00e3o tem incentivo, o neg\u00f3cio \u00e9 pensar artisticamente e seguir criando. O caminho \u00e9 sair da opress\u00e3o e seguir criando.<\/p>\n<p><strong>Sendo de Bras\u00edlia, como \u00e9 a sua rela\u00e7\u00e3o com a cidade?<\/strong><br \/>\nEu vou muito a Bras\u00edlia, minha fam\u00edlia continua morando a\u00ed. Bras\u00edlia me recarrega, acho que tanto por ser meu ninho, quanto por ser a cidade que me inspira.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o seus pr\u00f3ximos planos?<\/strong><br \/>\nNo teatro, estamos negociando a compra de um texto em ingl\u00eas, que deve ser uma produ\u00e7\u00e3o para o ano que vem. E tamb\u00e9m queremos filmar um curta no final do ano. Por enquanto, \u00e9 isso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A candanga Karin Roepke vive a vil\u00e3 Fl\u00e1via em Chuteira preta. 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