{"id":12662,"date":"2020-01-12T07:00:32","date_gmt":"2020-01-12T10:00:32","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/?p=12662"},"modified":"2020-01-11T17:44:32","modified_gmt":"2020-01-11T20:44:32","slug":"showrunners-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/showrunners-brasileiros\/","title":{"rendered":"Showrunners brasileiros: Conhe\u00e7a os criadores e autores que est\u00e3o dando uma nova cara \u00e0s produ\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<h3>Com a ascens\u00e3o dos seriados no Brasil, uma nova leva de criadores e autores passa a figurar na tev\u00ea brasileira. Saiba quem s\u00e3o os respons\u00e1veis pelas produ\u00e7\u00f5es mais faladas da tev\u00ea<\/h3>\n<p><strong>Por Adriana Izel e Vinicius Nader<\/strong><\/p>\n<p>Durante muito tempo, o termo <strong>\u201cshowrunner\u201d<\/strong>, que se refere aos profissionais respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o e lideran\u00e7a de uma s\u00e9rie, foi usado apenas na televis\u00e3o internacional. N\u00e3o mais. Desde que a televis\u00e3o brasileira passou a investir nas produ\u00e7\u00f5es seriadas, a fun\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a aparecer no Brasil, mesmo que o jarg\u00e3o ainda seja pouco usado.<\/p>\n<p>Um dos showrunners mais populares hoje no pa\u00eds \u00e9 o jovem Pedro Aguilera. Ele foi o primeiro brasileiro a assumir essa alcunha dentro do mundo de produ\u00e7\u00f5es originais da Netflix. \u00c9 dele a ideia e a concep\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/terceira-temporada-de-3-critica\/\"><em>3%<\/em>, fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica que se tornou na produ\u00e7\u00e3o de l\u00edngua n\u00e3o inglesa mais assistida nos EUA e surgiu de uma webs\u00e9rie postada na internet<\/a>.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o primeiro projeto de sucesso, que j\u00e1 teve tr\u00eas temporadas, Aguilera, em breve, ser\u00e1 o nome por tr\u00e1s de outra atra\u00e7\u00e3o original do servi\u00e7o de streaming: <em>Onisciente<\/em>, suspense com ambienta\u00e7\u00e3o futurista com estreia prevista para 2020. \u201cAcho que \u00e9 muito bom que estejamos fazendo muitas s\u00e9ries. Como toda ind\u00fastria que come\u00e7ou a se aquecer independente, estamos aprendendo bastante\u201d, definiu Pedro Aguilera, em entrevista ao<strong> Correio<\/strong>.<\/p>\n<p>A plataforma de streaming abriga outros nomes que podem ser encaixados no termo. \u00c9 o caso de <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/felipe-braga-segunda-temporada-de-samantha-da-netflix\/\">Felipe Braga<\/a>, que, ao lado de Rita Moraes (produtora-executiva), esteve \u00e0 frente da com\u00e9dia <em>Samantha!<\/em>, atra\u00e7\u00e3o com duas temporadas exibidas na plataforma sobre uma ex-estrela mirim dos anos 1980, e de <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/critica-serie-sintonia-precisava-de-mais-profundidade\/\"><em>Sintonia<\/em>, trama sobre tr\u00eas personagens na periferia paulista<\/a>. A parceria dos dois segue tamb\u00e9m para outro projeto seriado ainda a ser lan\u00e7ado:<a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia\/diversao-e-arte\/2019\/12\/04\/interna_diversao_arte,811515\/amazon-anuncia-series-brasileiras-para-2020.shtml\"> <em>Lov3<\/em>, aposta da Amazon Prime V\u00eddeo no cen\u00e1rio brasileiro sobre rela\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas<\/a>.<\/p>\n<p>Coisa mais linda, sucesso em 2019 na Netflix ao abordar a hist\u00f3ria de mulheres nos anos 1920, tem como showrunner Giuliano Cedroni. Produtor, roteirista e diretor, ele j\u00e1 havia trabalhado com s\u00e9ries em 2013, quando foi um dos criadores, ao lado de Tatiana Roza, de<em> Copa Hotel<\/em>, do GNT. No curr\u00edculo ainda tem <em>At\u00e9 que a morte nos separe<\/em>, seriado que retratou crimes passionais que aconteceram na d\u00e9cada de 1990 no Brasil.<\/p>\n<p>Mostrando que o streaming \u00e9 o principal produtor de showrunners no Brasil, h\u00e1 dois outros nomes em destaque no cargo na Netflix: Raphael Draccon e Carolina Munh\u00f3z. O casal est\u00e1 junto em <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/o-escolhido-critica\/\"><em>O escolhido<\/em><\/a>, primeira produ\u00e7\u00e3o brasileira sobrenatural da plataforma, e <em>Cidade invis\u00edvel<\/em> (projeto em que acompanham Carlos Saldanha), onde atuam tanto como produtores, como roteiristas.<\/p>\n<h2>Para al\u00e9m do streaming<\/h2>\n<p>N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a Netflix que abre espa\u00e7o para os profissionais, a Globo, com o Globoplay, o GNT e a HBO tamb\u00e9m, por serem emissoras que investem no formato seriado. Na Globo, dois nomes chamaram aten\u00e7\u00e3o em 2019: Carla Faour e J\u00falia Spadaccini, respons\u00e1veis por <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/segunda-chamada-leonardo-bittencourt-brilha-no-episodio-desta-semana-leia-entrevista\/\"><em>Segunda chamada<\/em>, s\u00e9rie que aborda a realidade da educa\u00e7\u00e3o adulta<\/a>. Carla havia trabalhadora como colaborada na primeira temporada de <em>Vai que cola<\/em>, do Multishow, enquanto J\u00falia tem no curr\u00edculo <em>Amorteamo<\/em>, miniss\u00e9rie em cinco cap\u00edtulos exibida em 2015 na Globo. Esse tamb\u00e9m foi o caso de Maria Camargo, a autora j\u00e1 havia trabalhado na miniss\u00e9rie <em>Dois irm\u00e3os<\/em>, e, recentemente, ficou \u00e0 frente de <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/tres-motivos-para-assistir-assedio-minisserie-da-globo\/\"><em>Ass\u00e9dio<\/em><\/a>, tamb\u00e9m do Globoplay.<\/p>\n<figure id=\"attachment_12664\" aria-describedby=\"caption-attachment-12664\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-12664\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/01\/CBNFOT070120200869.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"529\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/01\/CBNFOT070120200869.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/01\/CBNFOT070120200869-300x198.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/01\/CBNFOT070120200869-768x508.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/01\/CBNFOT070120200869-550x364.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/01\/CBNFOT070120200869-230x152.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-12664\" class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9dito: Victor Pollak\/Divulga\u00e7\u00e3o. Cultura. Autoras Carla Faour e J\u00falia Spadaccini.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Jos\u00e9 Junior foi outro nome que criou para a Globo, mais especificamente para o Globoplay. Ele \u00e9 o showrunner de <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/a-divisao-do-globoplay\/\"><em>A divis\u00e3o<\/em>, thriller policial que conta a hist\u00f3ria da cria\u00e7\u00e3o da Divis\u00e3o Anti-Sequestros (DAS)<\/a>. Junior ainda tem outra s\u00e9rie engatilhada: <em>Veronika<\/em>, atra\u00e7\u00e3o criada por ele para o GNT que deve ser protagonizada por negros.<\/p>\n<p>No ano passado, a HBO lan\u00e7ou <a href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/pico-da-neblina-critica\/\"><em>Pico da neblina<\/em><\/a>. S\u00e9rie que se passa em uma realidade paralela em que a maconha \u00e9 legalizada no pa\u00eds, a produ\u00e7\u00e3o tem entre os criadores Chico Mattoso. Escritor, tradutor e roteirista, ele tamb\u00e9m tem no curr\u00edculo do mundo de produ\u00e7\u00f5es seriadas Rio, eu te amo.<\/p>\n<h2>Nas novelas<\/h2>\n<p>No Brasil o conceito de showrunner n\u00e3o \u00e9 usado nas novelas, quem acaba assumindo esse papel s\u00e3o os autores dos folhetins. Mesmo que o formato esteja desgastado, h\u00e1 lampejos de renova\u00e7\u00e3o no ar.<\/p>\n<p>A come\u00e7ar pela aposentadoria ou afastamento de autores cl\u00e1ssicos, como Manoel Carlos, criador de sucessos como<em> Por amor<\/em> (1997) e<em> Sol de ver\u00e3o<\/em> (1982). Silvio de Abreu, atualmente, ocupa cargo burocr\u00e1tico na dramaturgia da Globo e est\u00e1 longe da cria\u00e7\u00e3o propriamente dita. Mais recentemente, Aguinaldo Silva n\u00e3o teve o contrato renovado pela emissora. Vale lembrar que estamos falando de nomes por tr\u00e1s de sucessos como <em>Rainha da sucata<\/em> (1990) e <em>Tieta<\/em> (1989), respectivamente.<\/p>\n<figure id=\"attachment_12665\" aria-describedby=\"caption-attachment-12665\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-12665\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/01\/CBNFOT070120200043.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/01\/CBNFOT070120200043.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/01\/CBNFOT070120200043-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/01\/CBNFOT070120200043-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/01\/CBNFOT070120200043-550x366.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/proximocapitulo\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2020\/01\/CBNFOT070120200043-230x153.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-12665\" class=\"wp-caption-text\">Globo \/ Estevam Avellar. Os autores Paulo Halm e Rosane Svartman e o diretor Luiz Henrique Dias, da novela Bom Sucesso.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A sa\u00edda \u2014 mesmo que tempor\u00e1ria \u2014 de alguns desses nomes do mercado acaba abrindo espa\u00e7o para outros chegarem, o que pode trazer frescor ao formato. <em>Amor de m\u00e3e<\/em>, elogiada novela das 21h da Globo, \u00e9 exemplo disso. A trama \u00e9 a primeira novela de Manuela Dias e traz para os folhetins uma linguagem que flerta com as s\u00e9ries e com o cinema, marca tamb\u00e9m vista nas miniss\u00e9ries escritas por ela, <em>Liga\u00e7\u00f5es perigosas<\/em> (2016) e<em> Justi\u00e7a<\/em> (2016).<\/p>\n<p>Os autores Rosane Svartman e Paulo Halm, de<em> Bom Sucesso<\/em>, est\u00e3o na segunda novela \u2014 a outra foi <em>Totalmente demais<\/em> (2015) \u2014 e v\u00eam se destacando pela agilidade dos acontecimentos. A famosa \u201cbarriga\u201d em que a novela fica estacionada quase n\u00e3o existe. Vale frisar que essa nova gera\u00e7\u00e3o \u2014 que ainda tem nomes como Daniel Ortiz, Thelma Guedes e Duca Rachid, entre outros \u2014 n\u00e3o deixa elementos do tradicional folhetim de fora. \u00c9 mais uma moderniza\u00e7\u00e3o do que uma nega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a ascens\u00e3o dos seriados no Brasil, uma nova leva de criadores e autores passa a figurar na tev\u00ea brasileira. 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